|
Informações para Turistas
Informaciones
para los Turistas
Tourist

Fotos Denise Videira
| |
Notícias de Anos Anteriores
2006
|

|
Lançada para todo o Brasil a
Cartilha da Emília sobre
Doença Celíaca
Numa iniciativa conjunta do Governo Federal ( Ministério da
Saúde / Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome / Fome
Zero ) , Universidade Federal de Viçosa - MG , Associação de Celíacos
do Brasil (ACELBRA) e Editora Globo, foi criada essa edição
especial da Cartilha, com o objetivo de ajudar na divulgação da
Doença Celíaca e facilitar o cotidiano de milhares de crianças
celíacas no convívio com seus familiares, amigos, colegas de
escola e na Sociedade.
Através de 2 histórias
muito divertidas e da personagem Mariana, que é celíaca, são
apresentadas muitas informações sobre a Doença Celíaca e como conviver
com a Dieta sem Glúten.
As Associações de
Celíacos de cada Estado do Brasil estão recebendo esse material para
distribuí-lo entre as famílias das crianças celíacas e também
para algumas instituições parceiras.
dezembro
de 2006
|
Nutrição
Alternativa
para celíacos
Fibra chamada Psyllium substitui o glúten em
alimentos para doentes com boa aceitação, é o que mostra pesquisa da
UnB
Uma
fibra utilizada na regulação intestinal, no controle de colesterol e
da glicemia, vendida em cápsulas ou sachês – o Psyllium –
ganhou nova aplicação após estudo na Universidade de Brasília (UnB).
A substância pode ser acrescentada em alimentos preparados sem o
glúten, com boa aceitação quando comparados a produtos tradicionais.
A descoberta é da nutricionista Renata Puppin Zandonadi que defendeu a
dissertação de mestrado em Nutrição Humana sobre esse assunto em
agosto de 2006. Sua intenção é diminuir os problemas dos celíacos na
escolha por alimentos. “Quero que a população tenha conhecimento de
que essa fibra pode ser aplicada nas preparações isentas de glúten,
reduzindo a quantidade calórica sem alterar o sabor”, afirma.
Os portadores da doença celíaca – intolerância
permanente ao glúten ingerido – enfrentam alguns dilemas na hora das
refeições. Por não poderem comer esse componente presente no trigo,
na aveia, na cevada e no centeio, precisam substituir esses ingredientes
em receitas caseiras. Uma das opções é trocar a farinha tradicional
por uma que não contenha a proteína. “Porém, para que as preparações
não fiquem ressecadas e quebradiças, é comum aumentar nos
ingredientes das receitas a quantidade de gordura, o que pode elevar o
peso dos celíacos”, explica Renata. Outra alternativa é aderir aos
produtos isentos de glúten que já vêm prontos, mas não são
facilmente encontrados no mercado e além disso custam caro.
TESTES DE ACEITAÇÃO – Renata utilizou a
fibra para preparar receitas de pão, bolo, biscoito, macarrão e
pizza isentos de glúten. Esses alimentos foram os escolhidos com base
em dados obtidos pela Associação dos Celíacos do Brasil (Acelbra),
que verificou os produtos sem a substância que os doentes gostariam de
encontrar com mais facilidade.
Em seguida, a nutricionista organizou uma análise
sensorial para que 80 participantes (30 portadores de doença celíaca e
50 indivíduos não portadores dessa patologia) ingerissem as preparações
e avaliassem a textura, consistência, aspecto geral, sabor e odor dos
alimentos. Os indivíduos saudáveis fizeram a análise na Empresa
Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Com os celíacos, a
experiência ocorreu no Laboratório de Técnica Dietética da UnB.
Os não-portadores da doença experimentaram as
receitas tradicionais e as modificadas. Os resultados preliminares
mostraram que nesse grupo não houve diferença significativa de aceitação
entre produtos tradicionais e os que continham a fibra. Inclusive, o pão
modificado com o Psyllium foi mais bem aceito em todos os
quesitos que o com glúten. No caso da pizza com a fibra, no quesito
textura, ela também agradou mais que a tradicional. O biscoito e o bolo
tiveram a receptividade de aproximadamente 70% dos participantes e o
macarrão de 94%. Entre os celíacos que experimentaram apenas as
preparações com Psyllium, a aceitação do pão foi superior a
93% e a do biscoito foi de 96,6%. A massa de macarrão, a pizza e o bolo
tiveram aprovação unânime de 100%.
CONTATO
Mestre em Nutrição Renata Puppin pelo e-mail renatapz@yahoo.com.br
http://www.unb.br/acs/bcopauta/nutricao36.htm
|
|
Nossa
Lei Estadual foi aprovada:
LEI
4.840, de 05 de setembro de 2006
Institui
no Estado do Rio de Janeiro o Programa de Assistência aos Portadores de
Doença Celíaca
Autoria
do Deputado ALESSANDRO MOLON (PT/RJ)
confira
como ficou o texto da lei
|
Análise
da qualidade dos adoçantes
- 17.09.2006 ( Fantástico - Globo.com )
Hoje,
o Inmetro vai analisar a qualidade dos adoçantes mais
vendidos no mercado.
Adoçante
pode até ter um gostinho diferente, mas já substitui o açúcar em
35% dos lares brasileiros.
“Depois
a gente acostuma com o sabor e não consegue mais comer açúcar”,
diz uma consumidora.
De
olho nesse mercado consumidor, o Inmetro resolveu testar os adoçantes
mais vendidos no Brasil.
“Adoçante
dietético é voltado para pessoas que têm necessidades especiais em
relação à saúde. Por exemplo, diabéticos e hipertensos”,
explica Paulo Coscarelli, gerente de qualidade do Inmetro.
“Os
adoçantes de mesa são adoçantes que levam em sua composição o açúcar,
mas cabe explicar que esse açúcar é utilizado numa menor proporção”,
acrescenta Paulo Coscarelli.
O princípio ativo do adoçante é chamado de edulcorante, que
pode ser artificial, como o aspartame, a sacarina sódica ou o
ciclamato de sódio; ou natural, como a frutose e o steviosídeo.
No
laboratório, os técnicos encontraram problemas na composição de
dois adoçantes.
Be
diet: a marca tinha glucose na composição, ou seja, açúcar, o
que é proibido para produto dietético. Calorim:
na amostra da marca Calorim, foi detectado nível de cromo acima do
permitido por lei.
”O
organismo não possui maneira eficaz de excretar o metal, então você
tende a acumular o metal e ele pode ser tóxico para o fígado, pode
ser tóxico para o sistema nervoso, por isso não é bom consumir
metais pesados”, fala o endocrinologista Marco Mangini.
Outro
problema, também na marca Calorim: os técnicos encontraram sacarina
sódica e ciclamato de sódio na composição. No rótulo só consta
aspartame.
“Se
você tem pressão alta, por exemplo, você não deve ingerir muito sódio,
é como você comer sal em excesso”, explica Marco Mangini.
O
Fantástico procurou as duas empresas. A Be Diet não responde mais no
telefone indicado na embalagem. A Calorim informou que não
comercializa mais adoçantes no Brasil.
Mas
o código de defesa do consumidor diz que uma empresa é responsável
por um produto enquanto ele estiver disponível na prateleira dos
supermercados.
Segundo
o Inmetro, o maior problema dos adoçantes vendidos no Brasil está
nas embalagens. Seis adoçantes não tinham advertência sobre o uso
de glúten na composição. Isso é exigido por lei. Quem tem intolerância
ao glúten não pode consumir o produto.
Os
adoçantes Stevita e Holda dizem que já corrigiram essa informação
nos rótulos.
As
outras marcas Doce e Doce, Nutrasweet e Calorim afirmam que não
comercializam mais adoçantes no Brasil.
O
Finn Cristal não informa que cuidados o consumidor deve ter com a
conservação. A empresa diz que essa observação já consta do rótulo
dos novos lotes do produto.
“O
consumidor tem que ter essas informações presentes no rótulo. Essas
informações têm que ser confiáveis e ele tem que decidir a sua
compra com base nessas informações”, explica o gerente de
qualidade do Inmetro.
|
Quinoa,
amaranto e sorvetes de frutas nativas do Cerrado são atração da
Feira (27/04/2006)
http://www.cpac.embrapa.br/materias_pripag/degusta.html
|
|
|
|
Visitantes do Pavilhão Ciência
para a Vida estão tendo a oportunidade de degustarem alimentos
preparados com quinoa e amaranto, além de sorvetes de frutas
nativas do Cerrado. A promoção é da Embrapa Cerrados
(Planaltina-DF), Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária -
Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e
Abastecimento, que mantém em seu estande produtos derivados de
mandioca, frutas nativas do Cerrado e resultados de pesquisa com
micorriza e rizóbio. No terceiro dia da exposição (26/04), os
visitantes ficaram encantados com os pratos preparados com quinoa
e amaranto. Eles experimentaram um pouco da sopa de amaranto,
salada de quinoa, curry de quinoa e torta de amaranto. "Nunca
tinha visto esses grãos e gostei muito dos pratos", disse a
funcionária pública Maria Luiza dos Santos.
|
|
| |
|
 |
Desconhecidos da
maioria da população, a quinoa e o amaranto apresentam vantagens
agronômicas e alimentares. Originários do continente americano
destacam-se por sua tolerância à seca, elevada qualidade de proteína,
redução de colesterol, ausência de glúten
(adequado às pessoas celíacas) e uso na culinária.
Podem ser empregados como alimento desde a fase inicial do
desenvolvimento botânico. As folhas de ambos são preparadas como
as do espinafre. Quando se inicia a diferenciação floral, os botões
podem ser preparados para consumo da mesma forma que o brócolos. O
grão pode ser consumido de várias formas: cozido em água e depois
temperado como salada, cozido da mesma forma que se faz arroz, em
sopas e molhos. A farinha pode ser empregada na elaboração de
mingaus, pão, pudins, panquecas, biscoitos e bebidas.
|
| |
|
|
Todas as informações sobre o potencial da quinoa e do amaranto
como alternativa para a diversificação alimentar foram repassadas
aos inscritos no curso que ocorreu na noite da abertura da exposição
(24/04) na cozinha experimental. Os alunos aprenderam as receitas da
torta de amaranto, da salada de quinoa e do caril.
O aproveitamento alimentar das frutas nativas do Cerrado também tem
chamado a atenção dos visitantes. No estande, eles observam as
frutas "in natura" e os produtos, como por exemplo,
pudins, doces, licores e óleos. Sem dúvida, o que gostam mais é
do sorvete. Na noite de quarta-feira (26/04) foram servidos sorvetes
de cajuzinho do cerrado (cajuí) e de araticum.
|
 |
| |
|
|
|
Mais de 25 pessoas
participaram, no primeiro dia do evento, do curso de
aproveitamento alimentar das nativas do Cerrado. Aprenderam a
forma de extração da polpa de cagaita, mangaba e araticum, além
de receitas. As frutas nativas do Cerrado sempre foram usadas de
forma empírica pelas populações locais em receitas passadas de
geração a geração.
Com base nas observações de utilização, a Embrapa Cerrados
desenvolveu a tecnologia de aproveitamento e demonstrou
cientificamente seu valor nutricional como alimento estrutural e
funcional. Até o final da Ciência para a Vida, dia 30 de abril,
a Embrapa Cerrados promoverá a degustação de bolo e pudim de
araticum, doce de mangaba e maracujá, doce em barra de pequi,
castanha de baru, cereal da castanha de pequi e da castanha de
baru, como também de sorvetes, quinoa e amaranto.
|
Embrapa
Cerrados
BR 020 Km 18.
Planaltina, DF - Brasil - CEP 73310-970
Caixa Postal: 08223
Fone: (61) 388-9898 - Fax: (61) 388-9879
|
Liliane Castelões
Jornalista Embrapa Cerrados - MTb/RJ 16.613
Tel:61- 3388-9953
liliane@cpac.embrapa.br
|
|
|
|
A
doença que virou sinônimo de sucesso
Da intolerância ao glúten nasceu um novo negócio
Por Neide Martingo
|
Fotos: Alex
Ribeiro/DC
Mão na massa: Isolda prova uma de suas criações na Cia. Sem
Trigo, tudo sem glúten

Toque artesanal marca toda a produção

Produtos da Cia. Sem Trigo já são encontrados em 30 pontos de
venda, inclusive fora de São Paulo
|
Uma das características do
empreendedor é o talento de transformar obstáculos em experiências que
enriquecem o negócio. No caso de Isolda Liamara Salmi, a questão vai um
pouco além. A contradição marcou a história dela, pois foi um problema
de saúde que mudou a vida da empresária para melhor. Aos 48 anos Isolda
descobriu que tinha a doença celíaca – intolerância permanente ao glúten.
Ela já era portadora, mas a doença só se manifestou ao enfrentar
problemas familiares e profissionais. Os sintomas tornavam os dias difíceis:
corpo dolorido, enjôo, dor abdominal. Foram necessários três anos e
muitos exames para que os médicos diagnosticassem a doença, causada pela
ingestão do glúten. Quando isso ocorre, a substância fica na parede do
intestino e causa intoxicação ao portador.
O glúten é um elemento presente no trigo, cevada, centeio, aveia, malte
e derivados, produtos que a empresária não pode consumir.
Nasce uma idéia – Foi da necessidade de se alimentar que a
empresa Cia. Sem Trigo surgiu. Como não encontrava no mercado alimentos
para pessoas portadoras da doença celíaca, Isolda resolveu,
literalmente, pôr a mão na massa.
No lugar da farinha de trigo, usava em suas receitas farinha de arroz, fécula
de batata ou de mandioca. Deu certo. O primeiro produto, o Tuilles, fez
sucesso em casa. Trata-se de um biscoito salgado e crocante, parecido com
um produto francês, descoberto por uma funcionária de Isolda. Por isso o
nome: Tuilles significa telhas na língua francesa. Feito à base de
mandioca, ganhou sete sabores: entre eles tomate seco, manjericão e
queijo, além de duas versões doces, de chocolate e castanhas de caju.
Logo surgiu o estímulo para fazer os produtos para vender, mas também o
receio de ousar. "Pensava nas pessoas portadoras da doença que
poderiam ter opções de alimentação. Mas não tinha certeza se deveria
ir à frente no negócio", afirma Isolda, que é psicóloga.
Os temores deram lugar à ousadia e à criatividade. Ela continuou
pesquisando e lançou as broinhas Amaretto, o quiche quatro queijos e o pão
de forma fatiado (congelado), todos sem conservantes.
A empresa, que começou na casa do irmão, ex-sócio, ocupa hoje um espaço
de 64 metros quadrados na Vila Sônia. Em cada canto do local há a marca
registrada da empresária. As caixas de madeira pintadas por ela; as
paredes texturizadas; as antigas cadeiras de família que ganharam cores
novas pelas mãos de Isolda.
Além do faturamento – Atualmente, os produtos da Cia. Sem Trigo
são vendidos em pelo menos 30 pontos no Brasil. "Mas a compensação
financeira não é a mais importante. Muita gente liga para agradecer a
minha iniciativa – são pessoas que têm o mesmo problema meu",
afirma.
Os produtos são mais caros do que os tradicionais. O preço do pão de
forma, por exemplo, é 50% maior. "Nosso diferencial em 2005 foi o
crescimento do número de pontos de venda fora de São Paulo", diz
Alexandre Salmi Borges, filho de Isolda e responsável pela empresa. Mesmo
assim, a expectativa inicial é de que o faturamento tenha aumentado 35%
em 2005 em relação a 2004.
Desafios – Aos 54 anos, com a doença controlada e com sucesso
profissional, Isolda agora se dedica mais à pesquisa e ao desafio de
encontrar representantes, pessoas do setor alimentício, que possam
divulgar a Cia. Sem Trigo pelo País.
O próximo passo é fabricar em escala cada vez maior, mas sem perder o
toque artesanal que marca todos os produtos. "Se aumentarmos a produção,
o preço poderá cair e mais pessoas terão acesso aos alimentos",
acredita Isolda. Aos empreendedores, ela sugere determinação e paciência.
"É preciso fazer tudo com o coração e enfrentar o medo de
ousar."
 |
Letreiro
As atividades da Cia. Sem
Trigo deixaram a escolha do nome um pouco óbvia, reconhece
Isolda Liamara Selmi, a dona da empresa. Afinal, os produtos,
biscoitos, quiches, broinhas e pães são fabricados sem glúten.
Quem batizou o negócio foi uma cunhada de Isolda.
"As pessoas que têm a doença celíaca, a intolerância
permanente ao glúten, não têm opções para comer. Além de
ter resolvido o meu próprio problema, consegui ajudar os que
enfrentam a mesma questão", afirma a empresária. (NM)
Segredo
Aempresária Isolda dá algumas sugestões para os atuais e
futuros empreendedores: "É preciso fazer tudo com o coração,
em primeiro lugar. As pessoas têm de colocar a mão na massa
sem medo". Além disso, ela diz que é necessário saber
transformar problemas em saídas positivas e experiências que
enriqueçam o negócio. (NM)
Pedra
São dois os desafios da empresa. Primeiro, produzir em escala
cada vez maior, mas sem descartar o aspecto artesanal. O
segundo, encontrar representantes que divulguem o nome da Cia.
Sem Trigo pelo País. "Os bons vendedores são imprescindíveis
a qualquer negócio", afirma Isolda. (NM)
|
|
2005
Notícias
sem Glúten: o boletim
da Acelbra-RJ:
para
ler clique aqui
.
|
Florianópolis
investe em alimentação sem glúten
Ministério
da Educação
O
diferencial da merenda escolar da rede pública de Florianópolis é a
inclusão
de
alimentos que não possuem glúten no cardápio. O objetivo
foi
atender aos celíacos, pessoas alérgicas ao glúten.
Este ano a prefeitura, a
Secretaria Municipal de Educação e a
Coordenadoria de Alimentação Escolar
fizeram levantamento nas escolas para saber
quantos alunos tinham a
doença. Foi diagnosticado um crescimento em relação
aos anos anteriores.
Por isso, a prefeitura resolveu dar atenção
especial a essas crianças, com
alimentação em quantidade e qualidade adequadas
à dieta específica. São
14 alunos celíacos, poucos em relação aos 23,8
mil alunos que recebem
merenda escolar na cidade, mas uma maneira de não
excluí-los da refeição.
Foram adquiridos gêneros alimentícios “sem glúten”,
como farinha de
arroz, farinha de milho, broa de polvilho, macarrão
de arroz e leite de soja –
porque algumas crianças celíacas têm intolerância
à lactose –, e feitas ações
para informar o que é a “doença celíaca” na
comunidade escolar, como a
distribuição de cartilha e cursos de capacitação
para professores, diretores,
merendeiras e familiares. Os celíacos fizeram
avaliação antropométrica e são
acompanhados periodicamente. Foram feitos testes
de aceitabilidade aos
novos pratos do cardápio. Na educação infantil,
toda a turma come a mesma
merenda, sem glúten, mas no ensino fundamental, há
duas opções de
cardápio (com e sem glúten).
Destaque – “É uma prática
normal para a gente. Não esperávamos nos
destacar nacionalmente. O que queríamos era
atender as crianças celíacas.
Deu resultado. Elas estão felizes, integradas na
escola e não se sentem
discriminadas. As famílias ligam, agradecendo”,
conta Cleusa Regina
Silvano, coordenadora do projeto, um dos 12
selecionados pelo Prêmio
Gestor Eficiente da Merenda Escolar.
A ONG Ação Fome Zero, em parceria com o Fundo
Nacional de
Desenvolvimento da Educação (FNDE/MEC), destaca
prefeituras que se
preocupam com a qualidade da merenda escolar. Este
ano os outros 11
municípios premiados foram Maracás (BA), Goiânia
(GO), Pedra do Indaiá
(MG), Araxá (MG), Lucas do Rio Verde (MT),
Paragominas (PA), Apucarana
(PR), Dois Irmãos (RS), Porto Alegre (RS), Concórdia
(SC) e Criciúma (SC).
(Raquel Maranhão Sá)
Brasília, 7/11/2005
Esplanada dos Ministérios, bloco L, 9º andar,
sala 905. CEP 70047-900.
E-mail:
imprensa@mec.gov.br
|
|
UFSM tenta patente de
misturas com farinha de arroz
|
| Quinta-Feira
- 03/11/2005 |
|
Grupo que estuda farinha
devirada do arroz que reconhecimento por criação de misturas.
|
|
Um
projeto de pesquisa desenvolvido pelo Curso de Farmácia –
Tecnologia de Alimentos da Universidade Federal de Santa Maria está
tentando obter a maior prova de direito autoral de criações e
descobertas. “Utilização da farinha de arroz em produtos alimentícios”,
projeto integrante da Linha de Pesquisa de Cereais e Carboidratos,
comandado pela professora Leila Picolli da Silva, está tentando o
patenteamento de um novo produto obtido através de pesquisa do uso
de farinha de arroz em misturas que possam substituir as farinhas
que contenham glúten, substância química da qual muitas pessoas são
intolerantes à ingestão.
Há
menos de um mês foi entregue ao Instituto Nacional de Propriedade
Industrial (INPI) o projeto para a obtenção da patente das
misturas.
O
grupo está entre os 20 projetos ou grupos que participam do “Espaço
da UFSM”, área aumentada nesta edição. No stand, o visitante
pode obter mais informações sobre o projeto e provar bolos e
tortas feitas somente com a farinha de arroz.
A
estudante Cristiane Denardin, participante do estudo, explica que a
farinha é obtida através da “quirera”, um subproduto do
cereal, resultado dos grãos quebrados, dispensados no momento da
seleção final do material que será disponilizado para consumo.
“A quirera é tão nutricional quanto o arroz, porque ele não
outra coisa senão o próprio grão, só que quebrado”, explica.
Segundo
a coordenadora do projeto, os dois principais objetivos são
popularizar a mistura que pode ser usada em vários alimentos, por
um preço mais baixo que outras farinhas e oportunizar novas opções
para os celíacos, finaliza.
A
farinha - Pode ser usada em panquecas, misturas para bolo,
bolachas, biscoitos e bolos nas quais seja usado fermento
industrial, já que a massa não cresce em combinação com o
fermento biológico. É de menor custo que a farinha de trigo.
Uma
opção para os celíacos - A farinha de arroz se mostra uma opção
pois não tem glúten, substância que não pode ser ingerida pelos
celíacos. A doença Celíaca é uma intolerância permanente
(por toda a vida) ao glúten, que se manifesta em algumas pessoas,
crianças ou adultos, com predisposição genética. Ocorre uma
grave alteração no intestino delgado que impede a absorção dos
alimentos. Ela pode surgir na infância, geralmente durante o
primeiro ao terceiro ano de vida, ou manifestar-se em qualquer
idade, inclusive no adulto. Os sintomas mais comuns são diarréia,
emagrecimento e parada do crescimento, mas em algumas crianças
podem ocorrer vômitos, anemia que não cura com tratamento, ou até
mesmo “prisão de ventre”, sempre associados à baixa estatura.
O glúten é uma proteína que está contida no trigo, aveia, cevada
e centeio e todos os alimentos fabricados com esses cereais.
http://www.arazao.com.br/
|
|
Outubro - 2005
Alimentação
equilibrada assegura qualidade de vida - o uso da mandioca.
|
Alimentos sem glúten são desenvolvidos por acadêmicos da UCDB - Campo
Grande / MS
Rafael Belo
Para possibilitar aos celíacos se alimentarem com produtos adequados e
similares a pães e bolachas, acadêmicos de Nutrição e Agronomia da
Universidade Católica Dom Bosco de Campo Grande - MS, desenvolveram
alguns desses alimentos sem glúten. A síndrome celíaca é uma alergia a
um dos componentes da proteína de alguns dos cereais, como trigo, cevada
e centeio. São responsáveis pelo projeto, que serão apresentados de 25
a 28 de outubro no XI Congresso Brasileiro de Mandioca: Ciência e
Tecnologia para a raiz do Brasil, os pesquisadores doutores do CeTeAgro e do
Programa de Mestrado em Desenvolvimento Local da UCDB, Olivier Vilpoux e
Marney Cereda.
Os ingredientes básicos da fórmula
desenvolvida são farinha de mandioca, polvilho azedo, sal, açúcar e
fermento biológico seco. Essa formulação pode mudar a rotina alimentar
da dieta celíaca considerada pela dra. Marney, monótona, pois, deve se
evitar as proteínas com glúten o resto da vida. “Muitos celíacos
percebem depois de certa idade, então eles têm memória do que é um pão
quentinho, que saí do forno crocante. Talvez o pão seja realmente o
alimento de base. Por isso nós nos interessamos pelo produto. Porque é o
café da manhã, é o lanche, é o cachorro quente do cotidiano dessas
pessoas”, comentou a pesquisadora.
Segundo a
professora, geralmente quem descobre a síndrome é o pediatra, que
identifica na criança o início de diarréia e perda de peso. Em Campo
Grande há cerca de seis famílias celíacas já identificadas. Na fase de
teste, o pão desenvolvido, que pode ser assado em um forno doméstico,
poderá ser testado pelas famílias. “O que estamos tentando fazer é
desenvolver uma fórmula que possa ao mesmo tempo ser usada para fazer pão
na casa das pessoas celíacas e nas padarias. Essa formulação de pão
está muito boa e foi testada no Dia do Nutricionista com sucesso”,
explica a dra. Marney.
PROJETOS
Segundo
a acadêmica do 6° semestre de Nutrição, Caroline Sunada, a patologia
foi estudada visando à prevenção. Disse ainda que é importante buscar
produtos para um mercado que, hoje, não é tão focado, pois, no mercado
consumidor atual, praticamente não existem produtos sem glúten. O Brasil
é um dos poucos países no mundo que tem uma legislação especifica,
onde os produtos que têm glúten devem ser identificados no rótulo.
Lidiane dos
Santos Sobrinho, da mesma turma, desenvolve as barras energéticas sem
cereal, também no CeTeAgro. “Devido ao celíaco não poder ingerir
nenhum cereal a base é de farinha de mandioca. Outros ingredientes podem
ser usados para dar sabor”, declara a acadêmica. As Barras energéticas
são feitas com frutas desidratadas, produzidas pelos acadêmicos de
Agronomia ou é utilizado mel e castanha para dar o sabor.
Esse
projeto, que segundo o dr. Olivier, tem como uma das organizadoras a
Secretaria de Assistência Social e como financiador o Sebrae/MS, está
sendo desenvolvido pela dra. Marney Cereda há 6 anos, na UCDB há um ano.
Para a pesquisadora os futuros contratos firmados para valorizar
esses produtos deveriam destinar um percentual à associação de celíacos
de Campo Grande ou de MS, para possibilitar condições de ação e
organização.
Ela
acrescenta ainda que a UCDB prioriza o atendimento social, no caso específico
do celíaco a preocupação não é a financeira e sim a falta de opção.
“Acredito que esse é um contexto cristão da Católica: preocupar-se
para que a pesquisa realizada seja uma pesquisa de utilização pela
comunidade”, enfatiza a dra. Marney.
O projeto é centrado nos celíacos,
mas conforme Marney Cereda, também pode se visto do ponto de vista dos
produtos derivados de mandioca, porque existe a ativação também das indústrias,
que por sua vez ativam o campo. O
processo possibilita uma cadeia que vai do consumidor final, o celíaco,
confirmando a eficácia do pão, e vai até o agricultor que planta
mandioca. “Então você alavanca todo o setor. Aí o que falta é
estabelecermos um custo, porque o pão de trigo possui produção em
grande escala. Terá que ser feito um ajuste em proporção de preço”,
conclui a dra. Marney Cereda.
XI Congresso Brasileiro de
Mandioca
Do
dia 25 a 28 de outubro acontece o XI Congresso Brasileiro de Mandioca: Ciência
e Tecnologia para a raiz do Brasil, no Centro de Convenções Rubens Gil
de Camilo com a participação da Universidade Católica Dom Bosco. A
Instituição está sendo representada pelos engenheiros
agrônomos professores doutores do Centro em Tecnologias em Agronegócios
– CeTeAgro e do Mestrado em Desenvolvimento Local da UCDB, Marney Cereda e Olivier Vilpoux.
No dia 27, o dr. Olivier Vilpoux
participa da mesa-redonda: O Mercado para Mandioca, com o tema “A Fécula
nos mercados interno e externo”, das 8h às 10h. A dra. Marney Cereda
ministra a palestra “Novos produtos para a farinha de mandioca”, das
11h10 às 12h10.
Durante o evento, as acadêmicas do 6°
semestre de Nutrição da Católica, Caroline Sunada e Lidiane dos Santos
Sobrinho apresentarão artigos sobre os resultados dos projetos de
pesquisa no Centro em Tecnologias em Agronegócios
– CeTeAgro, respectivamente “Pão sem glúten” e “Barras
Energéticas”. Também apresentam artigos os acadêmicos de
Agronomia Arioval Baltha, do 4° semestre, sobre o projeto Caracterização
das farinhas de Campo Grande e a acadêmica do 8° semestre Luciene Arce
sobre o projeto “Fabricação de Aguardente de Mandioca”.
O
evento tem o objetivo de discutir
os atuais avanços científicos tecnológicos, parcerias estratégicas,
condições de mercado, tendências futuras para a cadeia produtiva da
mandioca no país e é realizado pela UCDB, Câmara
Setorial da Mandioca de Mato Grosso do Sul, Embrapa Agropecuária Oeste,
Embrapa Mandioca e Fruticultura, Embrapa Pantanal, Câmara Setorial da
Cadeia Produtiva da Mandioca e Derivados, Sebrae/MS, SFA/MS, Famasul, UFMS,
Uems e Uniderp.
|
| |
Setembro -
2005
|
Fundada
a Acelbra-RJ
Dia 17 de setembro/2005, no Auditório do Hospital Gafrée Guinle -
Tijuca, aconteceu a Assembléia para fundação da Acelbra-RJ, com a
aprovação de seu Estatuto e eleição da primeira
Diretoria. Todos os participantes da reunião foram
considerados Sócios Fundadores. Os celíacos do Estado do Rio de
Janeiro podem se associar ( no caso dos celíacos menores de idade, os
seus responsáveis), além de parentes, amigos, médicos, nutricionistas
e fornecedores de produtos sem glúten. Um próximo Encontro foi
marcado para Dezembro, para confraternização dos celíacos e seus
familiares.

Estudando
e votando o Estatuto

Primeira
Diretoria Eleita |
|
Dietas equivocadas
apregoam corte no consumo de arroz
|
|
O arroz é considerado o vilão das
boas dietas. Muitas pessoas acreditam que o grão não possui
nutrientes e só faz encher a barriga. Por isso, o produto é um dos
primeiros a ser cortado do cardápio de quem quer emagrecer. Apesar
de bastante difundida, essa idéia, no entanto, não condiz com a
realidade. As recomendações para uma vida saudável incluem a adoção
de uma alimentação equilibrada. Produtos de origem animal, como
carnes, ovos, leite e seus derivados, devem ser ingeridos com moderação,
ao passo que frutas e legumes podem ser consumidos em maior
quantidade. Os cereais estão também inclusos neste último grupo,
do qual faz parte o arroz. O grão é rico em proteínas, sais
minerais e vitaminas do complexo B. A título de exemplificação, a
ingestão de 100 gramas de arroz cozido (quatro colheres de sopa)
por crianças na faixa etária de 1 a 5 anos de idade é capaz de
suprir as necessidades diárias de 14% em proteínas, 6% em cálcio,
3% em ferro e 10% em zinco. Além disso, o cereal é uma excelente
fonte energética de baixa caloria. Enquanto uma xícara de arroz
(120 gramas) possui 270 quilocalorias, um sanduíche x-salada tem em
média 490 quilocalorias e uma embalagem de macarrão instantâneo,
445 quilocalorias. Portanto, o que geralmente engorda é o consumo
de alimentos pouco nutritivos e altamente calóricos muitas vezes
utilizados para substituir o arroz ou as refeições tradicionais.
É certo ainda que o arroz branco
polido, costumeiramente ingerido pelo brasileiro, perde grande parte
de seus nutrientes durante o processamento industrial, preservando
carboidratos e proteínas. A despeito disso, felizmente, esta não
é a única forma possível de saborear o cereal. Vale lembrar que a
combinação típica do arroz com feijão eleva a qualidade
nutricional do produto. Há também o grão integral que conserva
todos os nutrientes do arroz e, quando bem feito, torna-se tão
soltinho e gostoso quanto o produto convencional. Existe ainda o
arroz parboilizado, cujos grãos passam por um tratamento hidrotérmico
que ajuda a manter o valor nutritivo, assim como no caso do arroz
integral. E quem pensa que o produto só vai à mesa na forma de grãos
se engana. Atualmente, o farelo do arroz, um subproduto da
industrialização, é utilizado na elaboração de cereais
matinais, bolachas e pães. Existe até uma empresa em Santa
Catarina que usa a massa alimentícia do arroz para produzir um tipo
de macarrão consumido por descendentes de países asiáticos no
Brasil. A vantagem deste produto sobre aquele feito a partir do
trigo é justamente não conter glúten, o que permite sua apreciação
por celíacos. Um outro uso industrial é o amido de arroz
acetilado, um espessante empregado para reduzir o teor de gordura de
alguns biscoitos fritos. Isso porque a substância tem a propriedade
de diminuir a absorção de óleo durante o preparo do alimento.
Um exemplo adicional é o de uma
empresa de Los Angeles (EUA), que mistura a farinha do arroz aos
populares chips. Com isso, a companhia conseguiu melhorar a textura
do produto comercializado, tornando-o mais crocante e macio e não
quebradiço e duro. A classe médica, por sua vez, tem chamado a
atenção para uma outra característica do arroz. Alguns
profissionais apontam uma função terapêutica, a saber, o auxílio
no combate a diabetes. Isso é atribuído ao modo lento e gradual em
que o cereal é absorvido pelo organismo, apresentando baixo índice
glicêmico. Todos esses assuntos estão sendo bastante debatidos,
principalmente, devido ao fato de 2004 ter sido declarado como Ano
Internacional do Arroz pela Organização das Nações Unidas para
Alimentação e Agricultura (FAO). Inclusive, o farelo de arroz,
desde que se procedam ajustes em sua conservação, poderia virar
ingrediente da farinha multimistura, uma opção barata e eficaz
para reverter a desnutrição de crianças atendidas pela Pastoral
da Criança no Brasil. Enfim, nada depõe contra o arroz para lhe
conferir a má fama. A percepção errônea disseminada por várias
pessoas não se sustenta sob argumentos e tem sua origem em algo
infelizmente bastante comum: mero preconceito.
Fonte: Carlos Cogo Consultoria
Agroeconomica
http://www.abiap.com.br/noticiaLer.php?cod=94
|
|
Naamat Porto
Alegre lança Livro de Receitas Diet & Light
|
“Difundir, cada vez mais, que comida saudável não
significa comida sem gosto e introduzir esta prática nos
lares em geral acaba por ser um exemplo e auxílio à saúde pública.
Por isto é louvável a iniciativa de livros como este...”-
Simone Peccin-Endocrinologista
Um grupo de voluntárias da Organização Feminina Judaica
Beneficente Na’ amat Pioneiras de Porto Alegre acaba de lançar
um Livro de Receitas Diet e Light. Essa é a segunda
iniciativa do gênero, uma vez que as voluntárias já haviam
publicado um outro, reunindo o melhor da culinária judaica
sefaradi e ashkenazi (pratos típicos dos judeus do Oriente e
da Europa).
Receitas Diet & Light, além de ensinar como preparar
deliciosas e nutritivas saladas, molhos, sopas, entradas,
peixes, carnes e frangos, acompanhamentos e sobremesas, traz
uma parte especial dedicada aos celíacos (pessoas cuja
dietoterapia consiste na retirada do glúten e substituição
por outros ingredientes), bem como dicas de como se
alimentar melhor.
A renda obtida com a venda desses exemplares será revertida
para as obras sociais e educativas de Na’amat. O livro custa
R$ 20,00 (Vinte Reais), e pode ser adquirido no Centro Na’
amat de Porto Alegre ou pelo tel. (11) 3667-5247.
A Na’ amat
É uma Organização Feminina Judaica Sionista Cultural e
Beneficente, atuando em diferentes países. Um Movimento ideológico
para alcançar metas e solucionar problemas inerentes às
mulheres e suas famílias. Em Israel, é o maior Movimento de
Mulheres. No Brasil, está presente desde 1948, e conta com
aproximadamente mil voluntárias, atuando em 10 Estados.
Nosso Site: www.naamat.org.br
Nosso E-Mail: naamat@naamat.org.br
|
|
|
Leia
o resumo do Congresso de Firenze - 17/04/2005:
dê
um clique na frase abaixo ( texto traduzido e o original em italiano)
15
de Maio: Dia
Internacional do Celíaco: Caminhadas em todo o Brasil
|
Leia aqui o texto do
projeto de lei encaminhado à Assembléia Legislativa do Estado do Rio
de Janeiro:
PROJETO DE LEI Nº 2642/2005
EMENTA:
| INSTITUI,
NO ESTADO DO RIO DE JANEIRO, O PROGRAMA DE ASSISTÊNCIA
AOS PORTADORES DE DOENÇA CELÍACA. |
Autor(es): Deputado ALESSANDRO MOLON
A ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
RESOLVE:
Art. 1º - Fica instituído,
no Estado do Rio de Janeiro, o Programa de Assistência aos Portadores
de Doença Celíaca.
Art. 2º - Para
garantir a efetiva implantação do programa de que trata esta lei,
fica assegurado o acesso gratuito à realização de exames específicos
para diagnóstico da Doença Celíaca mediante prescrição médica.
Art. 3º - Fica
assegurado o repasse mensal, através de programa assistencial próprio,
de cesta básica composta de produtos isentos de glúten, aos
portadores de doença celíaca, desde que comprovada a impossibilidade
financeira de suprir as necessidades básicas de alimentação.
Art. 4º - A cesta básica
a que se refere o artigo anterior será composta de:
I - macarrão de
arroz ou milho;
II - farinha de
arroz;
III - fécula de
batata;
IV- biscoitos sem
glúten;
V- outros produtos
especiais, a critério do órgão responsável.
Art. 5º - O Poder
Executivo, através de órgão próprio, promoverá programas
educativos com a finalidade de esclarecer as características, os
sintomas e o tratamento da Doença Celíaca, mediante:
I - a elaboração
e distribuição de cartazes, cartilhas e folhetos explicativos
que deverão ser disponibilizados nos postos de saúde, nas
escolas e nas instituições públicas de todo o Estado;
II - a elaboração
e distribuição de folhetos explicativos específicos para hotéis,
bares, restaurantes e similares, em todo o Estado;
III - a organização
de seminários e treinamentos com vistas à capacitação dos
profissionais da área da saúde pública, em todo o Estado;
IV - a criação de
um cadastro quantitativo para apurar a incidência da doença em
todos os municípios do Estado.
Art. 6º - Esta Lei
entra em vigor na data de sua publicação.
Sala de Sessões, em 28 de junho de 2005
Deputado Alessandro Molon
www.molon.com.br
|
Nutrição:
Prova de paciência
Apesar
das leis, os rótulos são mais usados para fazer propaganda do que
para informar
Camilla
Antunes
Especial
para o JB
Conferir
rótulos de alimentos é uma prática comum para quem está em
constante luta contra a balança. O valor calórico aparece entre as
principais preocupações dos consumidores, mas não é só a
quantidade de calorias que importa. Verificar o prazo de validade, a
lista de ingredientes, o lote e o conteúdo líquido é essencial
antes de consumir um produto. No entanto, segundo dados da Vigilância
Sanitária, aproximadamente 95% dos rótulos ainda desobedecem os
regulamentos do Código de Defesa do Consumidor.
''A
legislação é bastante clara em relação às exigências.
Infelizmente, a maioria das indústrias insiste em descumprir a lei,
utilizando o rótulo mais como uma forma de propaganda e exaltação
da mercadoria do que para esclarecer o consumidor'', avalia a
nutricionista Maria de Fátima Andrade, coordenadora de fiscalização
da Vigilância Sanitária do Rio.
O
fabricante não pode ressaltar a presença de componentes que são
próprios dos alimentos. Em uma embalagem de leite, por exemplo, é
proibido ter em destaque a expressão ''enriquecido com cálcio'', já
que os laticínios são ricos no mineral. Nesse caso, a propaganda
é feita apenas para estimular o consumo, não para esclarecer.
Entre
as informações obrigatórias nos rótulos, as principais são o
prazo de validade e o número do lote. A validade deve vir
especificada com o dia e o mês, nos alimentos que duram menos de três
meses. Para os que resistem por mais tempo, a validade deve vir na
forma de mês e ano. Nesse quesito, é proibido trazer a informação
em número de dias, mesmo que a data de fabricação esteja impressa
na embalagem. Além de ser incompatível com a legislação, expressões
como 'válido por 90 dias' podem induzir o consumidor ao erro, já
que ele é obrigado a fazer contas.
Na
opinião de Maria de Fátima, apesar de as pessoas estarem bem mais
atentas, ainda pecam ao não considerar o tempo de consumo do
alimento depois de aberto. ''Assim como a maionese, muitos outros
produtos tornam-se perigosos se ingeridos após este prazo'',
alerta.
Para
obter essa informação, o consumidor vai precisar de paciência e,
talvez, de uma lupa. Brincadeiras à parte, o tempo de consumo
normalmente vem especificado em letras bem miúdas, escondido em
algum cantinho da embalagem. Assim como os ingredientes que compõem
o produto, dificultando a vida de alérgicos ou pessoas com restrições
alimentares. Infelizmente, inexiste na legislação qualquer regra
sobre o tamanho das letras.
Maria
de Fátima explica que o lote de fabricação é importante para
pesquisas quanto à procedência do produto: ''Se um grupo tem
intoxicação alimentar, o primeiro dado que pedimos é o número do
lote do produto consumido. Depois da avaliação, o alimento pode
ser retirado de circulação''.
Em
produtos nos quais o fabricante destaca a não-adição de açúcar
e a ausência de gordura, o consumidor deve checar a tabela de
informação nutricional. Os alimentos sem adição de açúcar não
têm a sacarose, um tipo de açúcar industrial, mas podem conter
glicose e frutose, que são naturais.
''O
hábito de verificar a existência de açúcares nos ingredientes
deve ser adotado sobretudo por diabéticos. Dá trabalho, mas a saúde
agradece'', ressalta a nutricionista Márcia Madeira, professora da
Uerj.
Uma
especificação obrigatória por lei é quanto à presença ou ausência
de glúten, informação que deve constar até em embalagens de água
mineral. A medida serve para prevenir reações adversas em
portadores de doença celíaca, uma espécie de alergia ao glúten.
A
partir de julho de 2006, também será obrigatória na tabela de
informações nutricionais a quantidade de gordura trans, nociva por
elevar no organismo a taxa do mau colesterol e baixar a do bom,
aumentando o risco de doenças cardiovasculares.
''É
um dado valioso tanto para cardíacos quanto para quem deseja
prevenir males do coração'', destaca a bioquímica Juliana Catto,
do laboratório Analytical Solutions.
[25/JUN/2005]
Home > Vida
|
|
Publicado
em 16/05/2005
|
|
Rede
de educação vai servir merenda especial para celíacos
|
A
Prefeitura de Florianópolis está dando atenção especial
aos portadores da doença celíaca que estão matriculadas na
rede de ensino do município. A Coordenadoria de Alimentação
Escolar da Secretaria de Educação, após identificar as
crianças que possuem a doença, elaborou um cardápio
diferenciado para esses alunos e iniciou a seleção e aquisição
de gêneros alimentícios que atendam as necessidades desses
grupos.
Celíaco é uma doença do intestino delgado, caracterizado
pela intolerância permanente ao glúten. O único tratamento
para este caso é uma alimentação sem o uso desta substância.
A ingestão de alimentos com glúten, além de provocar lesões
no intestino delgado, pode permitir o desenvolvimento de doenças
da tireóide, fígado, rins, pele e até câncer.
Conforme Cleusa Regina Silvano, Coordenadora de Alimentação
Escolar, 11 crianças foram identificadas como celíacas,
sendo um caso por unidade. Seis delas freqüentam o ensino
fundamental e as demais a educação infantil. As crianças são
ligadas às escolas básicas Osmar Cunha (Canasvieiras),
Almirante Carvalhal (Coqueiros), Brigadeiro Eduardo Gomes (Campeche),
Mâncio Costa (Ratones) e Gentil Matias, além da Escola
Desdobrada João Garcez (Canto da Lagoa). Pelo lado da educação
infantil, os portadores da doença são oriundos das creches
Anna Spyrius (Tapera), Irmão Celso (Agronômica), Abraão
(Abraão) e Muquem (Rio Vermelho), assim como do NEI Campeche
(Campeche).
No próximo dia 3 de junho, todas as merendeiras destas
unidades escolares irão receber orientações de
nutricionistas para que a partir do dia 6 de junho possam
preparar os alimentos das crianças celíacas seguindo novas
orientações. Para o bem estar dos alunos os alimentos que
contenham glúten serão eliminados do seu dia a dia .
Dentre os cereais é que se encontra o grupo de alimentos não
toleráveis pelo organismo de portadores da doença. Por
conterem uma porção protéica, chamada gliadina, o trigo, a
cevada, o centeio e seus derivados desencadeiam uma reação
alérgica, que se manifesta por um desgaste da parede do
intestino delgado, o que leva à diminuição da absorção de
nutrientes, com conseqüentes diarréias, desnutrição e
outras complicações clínicas. A aveia, por sua vez, não
contém a porção tóxica, mas também não pode ser
consumida porque durante o seu processamento ocorre uma
contaminação, que é a mistura de poeira da farinha de trigo
nos moinhos.
Cleusa Silvano explica que, por exemplo, a farinha de trigo
será substituída por farinha de arroz, assim como bolachas
doce e salgada serão trocadas por broa de polvilho. Já a
massa de macarrão cederá espaço para a polenta. A
Coordenadora de Alimentação Escolar lembra que no ensino
fundamental somente a criança celíaca receberá a merenda
diferenciada e no caso da criança da educação infantil, a
alimentação especial será servida somente para a turma onde
está localizada a criança que não pode comer substâncias
com glúten.
|
| |
Por
Ricardo Medeiros
|
Pesquisa busca alternativas para celíacos
20/5/2005 14:04:51
Na semana em que se busca difundir os cuidados necessários com a Doença
Celíaca - intolerância ao glúten-, a Embrapa Cerrados tem interagido com outras
instituições nacionais e internacionais no desenvolvimento de produtos
que contribuem para melhorar a dieta das pessoas alérgicas ao glúten.
Essa substância, uma fração de proteína, encontrada no trigo e em
outras espécies relacionadas, como o arroz, a cevada e a aveia, causa
problemas graves no aparelho digestivo de pessoas alérgicas.
Dentre os projetos que a Unidade tem desenvolvido na busca de
alternativas para diversificar a agricultura e os alimentos, destacam-se
os pseudocereais quinoa e amaranto. O pesquisador Carlos Roberto Spehar,
responsável pela pesquisa, ressalta que o fator de destaque nessas
plantas é a ausência de glúten. A quinoa, da família do espinafre e
da beterraba, é uma quenopodiácea. E o amaranto, que pertencente à
família das amarantáceas, é parente de plantas de jardim, como o
veludo, também conhecido como crista de galo e de algumas invasoras de
áreas agrícolas.
Essa vantagem para os celíacos – como são denominados os alérgicos
– está ainda associada a outras características como proteína de
qualidade, em quantidade superior à dos cereais; amido com grânulos
pequenos, que facilitam a produção de alimentos congelados; fração
de gorduras que auxiliam na redução do colesterol; vitaminas (em
especial a E) e minerais, como o cálcio, o magnésio, o manganês e o
ferro em quantidades que superam com vantagem os cereais. Assim, eles
estarão incorporando opções para diversificar os alimentos e
aumentando as chances de levar uma vida normal. Certamente, os que
sofrem dessa enfermidade genética passarão, ao longo do tempo, a
perceber os demais benefícios de seu uso.
Ambas as espécies, domesticadas há milhares de anos pelos povos indígenas
americanos, têm sido adaptadas ao cultivo no Brasil. O trabalho
desenvolvido pelo pesquisador tem culminado com a obtenção de
variedades produtivas nas condições do cultivo de grão para a quinoa
e o amaranto. Assim, o monocultivo da soja e do milho passam a contar
com alternativas para diminuir impactos de pragas e doenças sobre o
rendimento e a qualidade do produto e do ambiente.
O pesquisador Carlos Spehar está elaborando uma publicação sobre as
diversas formas de utilização desses grãos em saladas, biscoitos,
barra nutritiva, pipoca e flocos a serem usados como cereais, para
disponibilizar aos interessados experiências no preparo de alimentos à
base de quinoa e amaranto.
www.cultivar.inf.br |
maio/2005
|
Depressão,
ansiedade, enxaqueca, obesidade podem ter sua causa na Intolerância
Alimentar
( São Paulo, São Paulo, Brasil - Comunique-se - ) Enfermidade
atinge cerca de 50% a 60% da população mundial e está relacionada
como causa de muitas doenças aparentemente de difícil solução
Pouco conhecida pela população em geral e até mesmo por boa parte da
classe médica, a intolerância alimentar é uma doença que atinge
entre 50% e 60% da população mundial e pode ser a causa de inúmeros
problemas que prejudicam, severamente, a qualidade de vida de uma
pessoa. Apesar da pequena divulgação, há cerca de 100 anos são
realizados estudos relacionados a esse problema, porém somente agora,
com procedimentos precisos, é possível realizar diagnóstico correto e
eficaz.
Com sintomas bastante variados, muitas vezes o tratamento não é feito
da forma certa e, por isso, o paciente não sente melhora alguma, o que
o obriga a visitar diferentes especialistas sem que a solução seja
encontrada.
Como o próprio nome diz, intolerância alimentar é a manifestação clínica
apresentada ao comermos determinados alimentos, através de um sintoma
ou conjunto de sintomas que atingem o aparelho digestivo ou outros
sistemas do organismo por intoxicação celular.
Segundo o gastroenterologista Dr. Irineu Viégas Pantoja Jr., existe uma
grande confusão entre alergia alimentar e intolerância alimentar. “A
alergia é um processo agudo e imediato, com lesões na pele e edema de
glote, podendo levar até à morte por asfixia. Já a intolerância é
uma doença crônica que, ao ingerir determinado alimento, o paciente
passa a apresentar variados sintomas”, revela o médico.
Os alimentos mais incidentes na intolerância alimentar são: o café;
pela cafeína, os grãos; pelo glúten, e o leite bovino; pela lactose.
"A intolerância alimentar pode atacar o sistema nervoso central
através de fortes enxaquecas, depressão, ansiedade, tontura e variação
constante de humor. O sistema respiratório também pode ser bastante
afetado: congestão nasal, rinite, sinusite, asma brônquica crônica e
otite são algumas das reações detectadas. Já a parte
gastro-intestinal sofre conseqüências como náuseas, aerofagia, diarréia,
entre outras", declara Dr. Pantoja.
O especialista mostra-se surpreso com a falta de informação
relacionada a um problema que afeta aproximadamente 90 milhões de
brasileiros. “Citei apenas algumas das reações que a intolerância
alimentar pode causar. O sistema urinário e a pele também sofrem com
esse mal, que atinge pelo menos um indivíduo em cada família
brasileira; o mais incrível é que as pessoas não fazem idéia do que
se trata e, muitas vezes, atribuem a causa de um problema a algo que não
tem necessariamente ligação com ele. Por isso acredito que a divulgação
é, neste momento, o mais recomendado para ser feito, já que sabendo
dessa possibilidade, as pessoas podem atacar diretamente o problema e
encontrar o tratamento indicado de forma muito mais rápida, resgatando
sua qualidade de vida”, finaliza o especialista.
| Fonte: |
ADCom Comunicação
Empresarial |
| Jornalista
Responsável: |
ADCom Comunicação
Empresarial |
| Tel: |
( 011 )
3825-7171 |
| Fax: |
( 011 )
3825-6939 |
| Email: |
atendimento@adcompress.com.br |
|
|
Abril de 2005
Reportagem publicada no Portal da Universidade de
Brasília:
Cardápio
adaptado sem mistérios
Reportagem publicada no Portal Terra no dia
26/04/2005:
http://saude.terra.com.br/interna/0,,OI514229-EI1497,00.html
|
A GLUTAMINA aplicada à
Nutrição Clínica, Parenteral e Enteral
Por Maria
Izabel Lamounier de Vasconcelos - Presidente do Comitê de Nutrição
Fonte: Site da Sociedade Brasileira de Nutrição Parenteral e Enteral (SBNPE)
e Sociedade Brasileira de Nutrição Clínica (SBNC)
A glutamina é o mais abundante aminoácido
do plasma e constitui aproximadamente 20% do total de aminoácidos
livres circulantes. É classificada com um aminoácido não-essencial,
exceto em situações como trauma e infecções graves (Vasconcelos e
Tirapegui, 1998, Vinnars e cols., 1990, Fischer e Chance, 1990, Ziegler
e cols., 1990, Souba e cols., 1990, Savy, 1997, Smith e Wilmore, 1990,
Shou, 1994).
Desenvolve papel fundamental na terapia nutricional devido às suas múltiplas
funções: é necessária para o crescimento e diferenciação celular;
serve como veículo para transporte de nitrogênio e cadeia carbônica
entre os órgãos; é o maior substrato da síntese de amônia renal; é
o precursor essencial para a síntese de nucleotídeos, uma vez que tem
a capacidade de doar nitrogênio; regula a síntese de proteína e
glicogênio; fornece energia aos fibroblastos, aumentando a síntese do
colágeno; constitui substrato para as células da mucosa intestinal (enterócitos),
células do túbulo renal, células endoteliais; tem importância
fundamental no metabolismo energético, na síntese protéica, no
trofismo do trato gastrointestinal e na capacidade de defesa do
organismo; atua como fonte de energia para as células de rápida
proliferação, como os fibroblastos, os linfócitos, os macrófagos, as
células tumorais e células do epitélio intestinal; tem influência no
trofismo da barreira intestinal e função imune do intestino, através
da ativação da enzima glutaminase intestinal e pelo transporte nas
microvilosidades, prevenindo a deterioração do intestino; promove o
balanço nitrogenado positivo; normaliza a permeabilidade e integridade
intestinal; aumenta a resistência à infecção por melhora da função
fagocitária; age como precursora da ureogênese hepática, gliconeogênese,
da amoniogênese urinária (participando do balanço ácido-básico) e
de neuromediadores, como o ácido gama-aminobutírico (GABA), a glicina
e o ácido glutâmico (Ziegler, 1994, Jensen e cols., 1996, Ziegler,
1996, Buchman, 1996, Smith, 1990, Souba e cols., 1990, Rennie e cols.,
1996, Krebs, 1980).
Tem sido sugerido que na diminuição da concentração plasmática da
glutamina que ocorre em situações de estresse, onde o organismo não
consegue sintetizá-la em quantidade suficiente, se não for fornecida
pela dieta, pode ocorrer o estado de deficiência, contribuindo, pelo
menos em parte, para o estabelecimento de um estado de imunosupressão (Fürst,
1997, Hulst e cols., 1993, Rombeau, 1990, Barber e cols., 1990, Alverdy,
1990, Ferguson, 1994, Shou, 1994, Rhoads e cols., 1997).
Vale salientar que a glutamina tem um papel fundamental na manutenção
das funções do sistema imunológico, pois a enzima glutaminase
apresenta atividade aumentada em tecidos linfóides; os macrófagos e
linfócitos utilizam a glutamina de maneira semelhante à utilização
de glicose; a glutamina estimula a proliferação de linfócitos e a
fagocitose de macrófagos; e a glutamina influi na diferenciação de células
B e na produção de IL-1 por macrófagos. Com isso, ocorre um aumento
da demanda pelos tecidos para glutamina ocasionando numa redução
significativa dos níveis plasmáticos, apesar do aumento da liberação
de glutamina pelos músculos esqueléticos. Estudos experimentais
indicam que a suplementação de glutamina é especialmente decisiva
para os pacientes criticamente enfermos, quando a barreira da mucosa
intestinal pode tornar-se comprometida, pois o intestino é um dos órgãos
que mais necessita da glutamina para manter o epitélio e as vilosidades
intestinais e conservar suas funções de absorção e defesa (Reitzer e
cols., 1979, Newsholme, 1990, Pastores e cols., 1994, Wallace e Keast,
1992, Deitch, 1994, Leeuwen e cols., 1994, Prado, 1994).
A recomendação clínica para pacientes adultos, internados, é de
30g/dia de glutamina e a maioria das formulações enterais disponíveis,
contém pequenas quantidades de glutamina, geralmente menos de 14% do
total protéico. Estudos recentes demonstraram que se faz necessário
administrar concentrações superiores às que se encontram na maioria
das dietas comercialmente disponíveis, e que podem ser na forma de
dipeptídeo ou da glutamina cristalina. A glutamina na forma de dipeptídeo
é mais estável em soluções aquosas que a glutamina na forma livre, e
não é degradada mediante processos de esterilização rotineiros,
evitando o surgimento de músculos esqueléticos atrofiados (Savy, 1997,
Kuhn e cols., 1997, Matarese, 1994, Behrendt e Raumanns, 1998, Hickson e
cols., 1996, Windmueller e Spaeth, 1975, Marchini e cols., 1997,
Newsholme e Carrié, 1994).
De acordo com estudos de Buchman (1996), Pastores e cols., (1994),
Rhoads e cols., (1997) e Ziegler (1996), o fornecimento de adequada
provisão de glutamina é essencial para a manutenção da integridade
da mucosa intestinal e função imune dos linfócitos, além de
preservar a glutamina muscular e melhorar o balanço nitrogenado, sendo
portanto, essencial para a recuperação do paciente crítico.
Está comprovado cientificamente (Fürst, 1997) que a glutamina é um
nutriente essencial para a preservação da integridade intestinal, como
a manutenção da função de barreira imunológica, (GALT Gut
Associated Lymphatic Tissue), resultando em efeitos significativos na
sobrevida dos pacientes críticos.
De acordo com Elia e Lunn (1997), entre os fatores que podem determinar
a eficácia da glutamina nas patologias gastrointestinais, está a
distribuição das enzimas envolvidas no metabolismo da glutamina. Sendo
duas importantes enzimas que catalizam as reações, glutamina sintetase
(síntese da glutamina) e glutaminase (inicia o catabolismo da glutamina
para sua subsequente oxidação). De acordo com os pesquisadores, existe
pouca glutamina sintetase em toda a mucosa do trato gastrointestinal e
existe baixa atividade da glutaminase no esôfago, atividade intermediária
em várias partes do colon (ceco, ascendente, transverso, descendente e
reto) e alta atividade no intestino delgado (duodeno e íleo).
http://www.vitabrasilnet.com.br/index.htm
|
|
A
doença de Berger ocorre em até 30% dos pacientes portadores de doença
celíaca.
Isto ocorre porque o gluten contém
gliadina, e
sendo o celíaco intolerante a esta substância, formam-se complexos
imunes entre a imunoglobulina IgA e a gliadina, os quais se depositam nos
rins, causando a proteinúria e hematúria. Na doença de Berger, é
necessário um controle rigoroso da pressão arterial e da proteinúria.
|
|
Dra. Maria Aparecida Pachaly
Médica Nefrologista, CRM 10177 PR
Preceptora da Residência Médica em Nefrologia do Hospital Universitário
Evangélico de Curitiba, Médica do Setor de Hemodiálise do HUEC e
Coordenadora do Fórum
|
|
Pequena
empresa lança macarrão feito à base de banana
A empresa também já estuda o lançamento de uma nova linha de
massas sem a adição de glúten.
Produto
natural do Brasil, a banana mereceu destaque nos estandes da Fispal
Alimentos. Várias pequenas empresas apresentaram produtos desenvolvidos
com base nesta fruta que, cada vez mais, ganha espaço nas mesas
brasileiras por ser um alimento rico em nutrientes indispensáveis para
um crescimento sadio e também para a manutenção da saúde. Com essa
preocupação em mente, Cecília Fraga, proprietária de uma pequena
empresa, instalada no bairro do Cambuçi, em São Paulo, chamou a atenção
na feira com um produto novo no mercado: uma linha diversificada de
macarrões feitos a partir da banana verde.
“O nosso produto não existe em nenhum lugar do Brasil nem do mundo.
Está patenteado e agora começamos a entrar com mais força no
mercado”, conta a proprietária da Cecília Massas. Trabalhando, até
agora, com a venda direta para restaurantes, bares e hotéis, Cecília
diz que está estruturando a empresa para poder competir com mais força
no segmento de alimentos. A fábrica de massas, que em setembro,
completa três anos de existência, tem uma capacidade de produção de
4 mil quilos por mês. “Precisamos ampliar isso para uns 20 mil, se
quisermos ser mais arrojados. Mas não podemos dar um passo maior que a
nossa perna. Vamos caminhar conforme for possível”, ensina.
No estande ocupado pela empresa na Fispal, subsidiado pelo Sebrae/ SP, não
falta cliente pesquisando preços e fazendo consultas sobre as
qualidades do novo macarrão. “Fiz muitos contatos aqui com
representantes de outros estados e também de São Paulo. Conseguimos,
ainda, um representante que vai levar nosso produto para uma feira na
França e outro, da Espanha”, disse ela, que conta com as vendas no
mercado externo para engordar um pouco mais o faturamento, que hoje está
em torno de R$ 50 mil por mês.
Cecília revela que está desenvolvendo ainda um novo tipo de massa.
Atendendo a pedidos, ela deve lançar um macarrão que não contém glúten,
especial para pessoas que não podem ingerir este tipo de produto.
“Este mercado é muito grande e tem uma deficiência enorme no
mercado”, explicou.
Redação eagora.com.br
www.eagora.com.br
|
|
Quando
um rótulo informa pouco e até pode fazer mal
Muitas
embalagens não trazem registro, data de fabricação ou composição
dos ingredientes, segundo Vigilância Sanitária Estadual
Adriana
Dias Lopes escreve para ‘O Estado de SP’:
Rótulo é coisa séria. É a identidade do produto. Mas nem todos o
levam a sério e não é bem o consumidor o responsável pelo descaso.
O último relatório bienal da Vigilância Estadual de Saúde sobre as
condições dos alimentos à venda no Estado de SP comprovou que 38% das
746 amostras de alimentos fiscalizadas tinham problemas.
‘Os mais comuns foram erros de informações nos rótulos’, avisa
William Latorre, diretor de Alimentos do Centro de Vigilância Sanitária.
Entre as principais falhas dos rótulos registradas no relatório de
2003 e 2004 da Vigilância estão a falta de registro, de data de
fabricação, endereço, da tabela de composição dos ingredientes e do
símbolo que identifica se o produto tem soja transgênica.
Das 24 amostras de produtos com soja transgênica na composição, por
exemplo, 11 foram flagradas pela Vigilância sem a indicação de que
tinham o ingrediente geneticamente modificado.
Entre eles, farinhas, macarrão, salsicha e hambúrguer. Mesmo depois da
inspeção, ainda é difícil encontrar um produto com o T dentro de um
triângulo amarelo, o logotipo do alimento transgênico.
A Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação (Abia)
resiste em usar o símbolo. O argumento é que ele é parecido com o
sinal de alerta, o que pode transmitir para o consumidor um sentido de
perigo.
Pela legislação, produtos com mais de 1% de soja transgênica têm de
ter o logotipo.
Todo alimento industrializado e embalado tem a obrigação legal de ter
um rótulo. A exceção é quando o produto é vendido no mesmo lugar de
fabricação. Pães e doces da padaria, por exemplo.
A concessão é porque o consumidor pode tirar dúvidas com quem fez o
produto. ‘Desconfie daqueles pães sem rótulos vendidos em
supermercados, mesmo tendo a marca de padeiros europeus’, afirma
Latorre.
A idéia dos órgãos de saúde é que o rótulo tenha todas as informações
para uma eventual fiscalização. Mas, de alguns anos para cá, ganha
força outra função, que é a de não deixar o consumidor com dúvidas
sobre o produto.
‘A tendência é que a legislação preze informações cada vez mais
claras para o consumidor’, diz Antônia Aquino, gerente de produtos
especiais da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Uma das provas disso é que ela vai mudar a partir do ano que vem.
Em 1.º de agosto de 2006, todos os produtos serão obrigados a ter a
tabela de dados nutricionais (hoje, só obrigatória nos alimentos
chamados especiais, como diets, lights e infantis) e também os
ingredientes em medidas caseiras.
Além de 20 gramas de açúcar, por exemplo, as embalagens deverão
trazer o correspondente a 1 colher (sopa) do alimento.
A legislação do rótulos é feita pela Anvisa. A fiscalização, pela
própria Anvisa ou a Vigilância. ‘São Paulo tem um trabalho bienal,
mas de modo geral não existe regularidade para as fiscalizações’,
diz Maria Carolina Guimarães, engenheira de alimentos da Pro Teste, órgão
do consumidor.
Saúde
Como deve ser um rótulo que satisfaça os órgãos de saúde, afinal? E
quais os problemas que o consumidor pode ter por conta de um erro de
informação na embalagem?
‘A falta do número do lote ou da data de fabricação, por exemplo,
é só problema para a instituição fiscalizadora, já que sem eles é
bem mais difícil rastrear um produto com defeito’, diz Maria
Carolina, da Pro Teste.
A curto prazo, o que pode provocar maiores estragos à saúde é a falta
de três informações: quantidade de carboidrato, se o produto tem glúten
e o tipo de corante que leva.
‘Em relação ao carboidrato, o mais importante é a descrição da
quantidade’, avisa Marise Tinoco, endocrinologista da Associação
Brasileira de Endocrinologia.
‘Dificilmente um diabético vai ter problemas se consumir uma colher
de chá de açúcar. Ele não precisa se privar de tudo. Mas a
probabilidade de ter problemas é muito maior se a quantidade for
equivalente a uma xícara, por exemplo.’
A maioria dos diabéticos não consegue metabolizar a glicose em excesso
no organismo.
O glúten faz mal para quem tem uma doença chamada celíaca, deficiência
do intestino delgado.
‘O portador tem as dobras da mucosa do intestino responsáveis pela
absorção dos nutrientes achatadas, diminuindo sua capacidade de captação
de alimentos’, explica Paulo Olzon, clínico geral da Universidade
Federal de SP.
‘O que provoca isso é uma proteína do glúten. Por isso, quem tem a
doença não pode consumir nada da substância.’
Na prática, a conseqüência é que o organismo simplesmente não
absorve nutrientes, tem diarréia crônica e até desnutrição.
O aditivo alimentar que mais causa alergia (inchaço no olho, na língua
e alteração gastrointestinal) é o amarelo n.º 5 tartrazyna, um dos
corantes que dão cor amarela aos alimentos.
‘Cerca de 5% a 10% da população tem problemas com ele’, diz Hélio
Schainberg, alergologista do Hospital Albert Einstein.
‘Os outros dois são o glutamato monossódico, que dá sabor,
principalmente ao macarrão instantâneo, e o metabissulfito de sódio,
um conservante de bebidas alcoólicas.’
De acordo com a Anvisa, o fabricante responde tanto pela qualidade do
produto quanto pela elaboração do rótulo.
"O responsável pode ser nutricionista, engenheiro de alimentos, químico
ou o próprio dono do lugar, se ele for de pequeno porte’, conta
Latorre, da Vigilância.
Esse profissional pode tanto acompanhar a receita ou a elaboração do
produto como trabalhar com amostras para chegar às informações do rótulo.
Restaurantes
A partir de hoje, a Anvisa pode punir empresas de alimentação, como
restaurantes, padarias, lanchonetes, cantinas e cozinhas industriais,
que não atenderem às chamadas ‘boas práticas’ sanitárias.
De acordo com a nova lei (Resolução n.º 216), instalações de
preparo de alimentos devem ter, por exemplo, revestimento liso e impermeável
e também lavatórios exclusivos para higiene das mãos na área de
manipulação.
(O Estado de SP, 15/3/2005)
|
|
Doença celíaca: pão e
cerveja nunca mais
Fonte:Hospital
e Maternidade São Camilo
Jornalista
Responsável:
Priscila Dadona e Silvia Alves
E-mail
(contato):
priscila@saocamilo.com
( São Paulo, São Paulo, Brasil - Comunique-se - )
Contém ou não contém glúten. Essa informação vem agora estampada
na embalagem de vários produtos vendidos nos supermercados. Isso porque
uma lei do presidente Lula, a 10.674, que entrou em vigor em 16/05/2004,
veio regulamentar tal procedimento, obrigando a indústria alimentícia
ligado ao setor de cereais e derivados a tomar as medidas necessárias
para o seu cumprimento.
Tamanho cuidado é porque o glúten, uma substância presente nos
cereais e derivados de cevada, centeio ou trigo, está relacionado à
doença celíaca. Trata-se de uma doença autoimune (de origem genética)
presente em cerca de 1% a 2% da população, na qual o organismo percebe
algumas substâncias presentes no glúten como estranhos e começa a
atacá-las como se fosse uma invasão de vírus e bactérias. De acordo
com o médico gastroenterologista do Hospital e Maternidade São Camilo,
Dr. Ricardo Barbuti, isso causa uma reação alérgica no intestino
delgado, chamada de enterite, que causa sintomas como diarréia crônica,
com desabsorção e desnutrição. Se o problema acontecer na criança
é ainda mais grave, pois a desnutrição pode causar problemas como o
retardo do desenvolvimento, inclusive a baixa estatura. Não é atoa que
a doença celíaca é a chamada “doença do jóquei”. O não
tratamento da doença celíaca, que basicamente consiste na retirada do
glúten da alimentação, pode levar ao linfoma do intestino, um tipo de
tumor de células brancas que, geralmente, tem tratamento por
quimioterapia, não havendo necessidade de cirurgia.
As pessoas que têm predisposição para doenças autoimunes, podem ter
várias ao mesmo tempo. É comum o aparecimento da celíaca com diabetes
melitus, colite microscópica, colite colagênica, doença de chron,
doenças reumatológicas como anemia associada com lupus e artrite
reumatóide. Além disso, a doença celíaca pode vir a ser causa de
doenças do fígado como a esteatopatite não alcoólica, que pode levar
a um acúmulo de gordura no fígado, causando inflamações no órgão,
que pode progredir para a cirrose hepática.
Para evitar tudo isso, a pessoa que tem os sintomas precisa procurar um
médico e informá-lo se existem outros casos na família, facilitando o
diagnóstico. O gastroenterologista pedirá uma série de exames para
comprovar a patologia e iniciará o tratamento, impedindo o agravamento
do caso.
Esse tratamento consistirá em não comer mais os cereais ou derivados
proibidos para os celíacos, os que contêm o glúten, presentes em
alimentos muito populares, como o pão francês, por exemplo. Para quem
gosta da “loira”, o sacrifício é maior: a cerveja é feita de
cevada ou trigo e não pode ser ingerida. A opção é comer pães que
contenham farinha de milho ou mandioca. E prestar atenção ao rótulo
das embalagens. Alerta vermelho se na embalagem estiver escrito: contém
glúten!
Pauta postada em: 06/04/2005 18:49
|
março/2005
Nutrição: Cardápio
sem glúten
Jornal do Brasil -
26/03/2005
Melhora a oferta de alimentos para
pacientes com doença celíaca
Imagine ter que parar de comer pães,
biscoitos, massas, queijos fundidos, farinha de trigo, embutidos entre
outros. Além de bebidas achocolatadas que levam malte (tipo
Ovomaltine) e alcoólicas como cerveja e uísque. Pois é essa a
tarefa dos portadores da doença celíaca, mal que atinge pelo menos
300 mil brasileiros. A patologia é caracterizada pela intolerância
ao glúten, proteína encontrada no trigo, aveia, centeio e cevada.
''Por isso, a única forma de tratamento dessa doença de fundo genético
é a adoção de uma dieta isenta de glúten'', explica o
gastroenterologista Sílvio da Rocha Carvalho.
Caso não siga a restrição
alimentar, o celíaco sofrerá sintomas como diarréia e vômito
severos, alterações de humor, distensão abdominal, constipação,
anemia e até osteoporose precoce e linfomas (um tipo de tumor). Além
de poder desenvolver um quadro de desnutrição, já que a ingestão
do glúten causa uma alteração na parede do intestino que inibe a
boa absorção de nutrientes.
Após o diagnóstico -
difícil de ser dado, pois é comum a confusão com outras patologias
- o celíaco enfrenta uma verdadeira via-crúcis em busca de produtos
sem glúten e receitas caseiras com ingredientes alternativos.
Ao perceber esta
demanda, algumas empresas se empenham para oferecer alimentos
liberados para os celíacos. A novidade fica por conta da chegada ao
Brasil da marca francesa Valpiform, que comercializa exclusivamente
produtos sem glúten. Em seu estande na Rio Zen - feira que acontece
de 1 a 3 de abril no Museu de Arte Moderna -, a empresa vai apresentar
sua linha de mais de 50 produtos. Entre eles pães, bolos, biscoitos,
massas, massa para pizza, tortas, cookies, chocolates, farinhas que
substituem a de trigo e müsli (mistura de cereais). Outras empresas
especializadas em comida para celíacos são a Saccha, Pema e Schär,
que oferecem biscoitos, torradas, waffles, lasanha, pães e macarrão.
''Só quem é celíaco
sabe a dificuldade de comprar alimentos sem glúten e comer em
restaurantes. Apesar de a oferta ter melhorado nos últimos anos,
ainda são poucos os mercados onde encontramos os alimentos e os preços
são sempre mais caros que os dos produtos tradicionais'', relata
Nildes de Oliveira Andrade, de 59 anos, membro da Associação dos Celíacos
do Brasil (Acelbra). No site da Acelbra (http://www.acelbra.org.br) há
uma lista de lojas onde os produtos são vendidos, além de receitas
sem glúten para fazer em casa.
http://jbonline.terra.com.br/jb/papel/cadernos/vida/2005/03/25/jorvda20050325013.html
|
I
Encontro de Celíacos do Rio de Janeiro
Dia
de Festa Sem Glúten para os Celíacos do Rio
Vanessa
Rego
Informações preciosas sobre Doença
Celíaca (DC), mesa farta de pratos gluten-free, distribuição de kits
especiais e um encerramento pra lá de emocionante. Estas foram algumas
das atrações do I Encontro dos Celíacos do Rio de Janeiro, realizado
no dia 19 de março, no anfiteatro Ney Palmeiro, do Hospital Universitário
Pedro Ernesto.
O
evento reuniu cerca de cem pessoas – entre celíacos, parentes, amigos
e interessados, todos com os mesmos objetivos: entender e divulgar a DC.
Nas palestras da nutricionista Cecília Carvalho e da presidente da
ACELBRA-MG, Ângela Diniz,
os convidados aprenderam, respectivamente, sobre a dieta isenta de glúten
e os objetivos de uma associação, e foram apresentados à equipe e às
idéias do Rio Sem Glúten (futura ACELBRA-RJ).
O encontro ainda contou com a participação especial do
presidente da ACELBRA-SP, Péricles Marques.
A
hora do lanche foi o momento de provar novas receitas sem receio, trocar
experiências e fazer novos amigos.
As
crianças presentes participaram de uma programação especial, com
brincadeiras educativas sobre a DC, e foram as estrelas do momento mais
emocionante do dia: a apresentação da música “Depende de Nós”,
de Ivan Lins, com a formação da palavra ACCELBRA (com um
“C” a mais, que significa “Crianças”).
Ao
final da tarde, depois da distribuição de kits, ficou a certeza de que
aquele dia representou um grande passo na direção do reconhecimento da
condição celíaca como um fator que envolve toda a sociedade.
E
isso é apenas o começo. Muitos outros passos estão prestes a serem
dados. Caminhe conosco!
Próximos
Eventos:
16/04/05
– 14:00 hs - Reunião de trabalho – Local: Hospital Pedro
Ernesto - Sala do Departamento de Nutrição
15/05/05
– 09:00 - Caminhada Comemoração do Dia Internacional do Celíaco
– Local: Praia de Copacabana em frente Copacabana Palace
|
fevereiro/2005
| Já está no
ar mais um site para celíacos: www.acelbra-rs.org.br
. É o Rio Grande do Sul conectado com o mundo. Parabéns ! |
janeiro/2005
|
Quando
comer faz mal
HUB divulga novo método para diagnosticar doença causada
pelo glúten
JB
ON LINE - Rafael Baldo
[26/JAN/2005]
Um
convênio entre o Hospital Universitário de Brasília (HUB) e o
Ministério da Saúde promete padronizar o diagnóstico e
divulgar os procedimentos de reconhecimento da doença celíaca.
As negociações avançam, com expectativa de aplicação do
projeto ainda no primeiro semestre deste ano em todos os
hospitais públicos do Brasil.
A doença celíaca é uma enfermidade pouca
conhecida pela população. De origem hereditária, muitas vezes
o paciente demora anos para saber que tem a doença e pode
associar a enfermidade a um mero desarranjo intestinal, má
nutrição ou anemia. O celíaco é o enfermo incapaz de
absorver o glúten, uma proteína que forma a liga de massas, pães,
chocolates, sorvetes e até salgadinhos industrializados.
Apesar de ter mortalidade baixa, a pessoa
portadora não reconhece a proteína e o organismo ataca o glúten.
Os sintomas variam desde um desarranjo intestinal e anemia até
convulsões e desidratação aguda. A incidência chega a uma
criança para cada 187 e um adulto para cada 490, segundo
levantamento de pacientes do laboratório do Hospital Universitário.
O HUB desenvolve um trabalho pioneiro no
reconhecimento da doença. Em 1998, a médica Lenora Gandolfi
foi à Itália para melhorar os conhecimentos sobre a doença,
inclusive tratando nômades da Argélia para levantar a incidência
de celíacos na população. Lenora trouxe de lá um novo método
de diagnóstico da doença.
- Antes, apenas por biópsia de uma amostra
do intestino do paciente era possível verificar se a doença
existia. Atualmente, há dois métodos de verificação da doença
pelo sangue. E uma outra alternativa pelo exame de DNA que checa
a predisposição genética do indívíduo. Desde o dia 16 de
maio de 2004 é lei colocar na embalagem dos alimentos os
dizeres ''Contém Glúten'' para receitas com esta proteína. A
medida reflete a importância e o número de pessoas
intolerantes ao glúten, além do cuidado que o paciente deve
tomar pelo resto da vida com a dieta. A única forma de cura da
doença é cortar a proteína do cardápio, afirma Lenora.
- Mas não se deve retirar o glúten antes do
diagnóstico. Se houver uma interrupção brusca antes do diagnóstico,
os anticorpos não reagem contra a proteína durante um ano e
atrapalha o reconhecimento da doença - avisa.
Um caso interessante é do austríaco Alfred
Gassner, de 81 anos. Fred, como é conhecido, chegou ao Brasil
em 1956 e sempre reclamou de dor no intestino. Apenas quando
lutou na Segunda Guerra não sofreu os sintomas, por comer
apenas batata no campo de batalha.
Os interessados podem procurar o Ambulatório
do Centro de Prevenção e Diagnóstico da Doença Celíaca toda
terça-feira, entre 10h e 12h, na sala G1 da ala de Pediatra
(corredor laranja).
|
|
|
São
Paulo, 05 de Janeiro de 2005
Em
um artigo publicado recentemente na revista Journal of Pediatrics,
os autores investigaram a influência da doença celíaca (DC) sobre o
crescimento e controle metabólico em um estudo de Coorte de crianças e
adolescentes com diabetes tipo 1 (DT1).
Foram
analisados dados de 19.796 pacientes pediátricos com DT1 em um banco de
dados multicêntrico alemão quanto à ocorrência de DC. Anticorpos específicos para DC estiveram presentes em 1326
pacientes (6.7%). O diagnóstico
foi confirmado em 127 pacientes (0.6%) pela biópsia de intestino
delgado.
As
mulheres foram significativamente mais propensas a apresentarem DT1 e DC.
Os pacientes afetados com DC neste Coorte foram significativamente mais
jovens no começo do diabetes. Além do mais, eles apresentaram
menor escore de desvio padrão para altura no início (–0.49 vs
–0.06, P < .05), uma diferença que aumentou durante o curso da
doença (–0.80 vs –0.26 após 9 anos de diabetes, P < .05).
O
escore do desvio padrão do índice de massa corpórea
significativamente diferiu entre os grupos (0.22 vs 0.47, P < .05). A
evidência de doença da tireóide foi mais comumente observada no grupo
de pacientes com DT1 e DC (6.3% vs 2.3%, P < .05). Os valores da
HbA1c foram menores nos pacientes com DT1 e DC.
Os
autores concluíram que pacientes
com DC positiva foram caracterizados pelo início mais precoce do
diabetes e redução do crescimento e ganho de peso. Estes achados
enfatizam a relevância clínica da doença celíaca em pacientes com
diabetes auto-imune.
Uma
resenha de Anthropometry,
metabolic control, and thyroid autoimmunity in type 1 diabetes with
celiac disease: A multicenter survey
- The Journal of Pediatrics – 2004; 145(6):790
Copyright
® 2004: São Paulo Medical Conferences Todos os direitos reservados
|
*****************
O que os
pais devem saber : artigo publicado em um site educacional de
Portugal.
*****************
|
Mortalidade em Doença Celíaca: Relação com
Diagnóstico Imediato e Tratamento Nutricional
Lancet 2001; 358: 356-361
(Fonte :Nutritotal -14/8/2001)
Pessoas com doença celíaca têm uma taxa de mortalidade duas vezes
maior do que a população em geral, mas o diagnóstico imediato da
condição e a aderência estrita à dieta sem glúten pode reduzir
substancialmente o risco de morte.
Esta é a conclusão de um recente estudo da Universita di
Milano-Bicocca na Itália. Foram avaliados 1072 pacientes adultos com
doença celíaca e 3384 dos seus parentes de primeiro grau. A taxa de
mortalidade destes grupos foi comparada com a taxa esperada para a
população geral.
Os resultados mostraram que pacientes com doença celíaca têm taxa de
mortalidade maior do que a população em geral: 53 versus 25.9 mortes,
respectivamente. A mortalidade excedente foi maior durante os primeiros
três anos após o diagnóstico e em pacientes que apresentaram sintomas
de má-absorção. Pacientes cujo diagnóstico foi feito com base em
sintomas menores ou através do exame de anticorpos, não tiveram uma
taxa de mortalidade excedente significativa.
Dois fatores importantes foram relacionados com a taxa de mortalidade:
atraso no diagnóstico e pobre adesão à dieta sem glúten. A principal
causa de morte nos pacientes com doença celíaca foi o linfoma
não-Hodgkin. Os parentes dos pacientes com doença celíaca não
apresentaram taxa excedente de mortalidade.
Os autores reforçam a necessidade de mais estudos prospectivos para
elucidar a progressão de sintomas leves ou doença celíaca
assintomática e sua relação com o linfoma intestinal. Entretanto, a
sobrevida normal de pacientes com estas formas da doença não deveria
desestimular as pesquisas ativas para estes pacientes ou sua estrita e
abstinência por toda a vida do glúten alimentar.
Os autores concluem enfatizando o cuidado nutricional: "A dieta sem
glúten, além de reduzir o risco de mortalidade, tem mostrado melhorar
a qualidade de vida até mesmo em pacientes com doença celíaca
assintomática."
Fonte: Corrao G, Corazza GR, Bagnardi V, Brusco G, Ciacci C, Cottone M,
Guidetti CS, Usai P, Cesari P, Pelli MA, Loperfido S, Volta U, Calabró
A, Certo A. Mortality in patients with coeliac disease and their
relatives: a cohort study. Lancet 2001; 358: 356-361.
************ |
( 23/11/2004)
- Cereal rico em proteínas pode substituir glúten
-
The
11th International
Symposium on COELIAC DISEASE
(Belfast, Irlanda
do Norte, 28 de abril a 1º de
maio / 2004) - Notícias
- Doença
Celíaca - Palestra
proferida durante o
I
Congresso Nacional de Celíacos em Curitiba/PR,
pelo
Dr. Aristides Schier da Cruz, 15/11/2003
|
|
Recomendações
básicas para pacientes celíacos
(23/11/2004)
Por
Marcela Bonfiglioli Ramos
É
a doença genética mais comum na Europa, é raro em africanos, chineses e
japoneses. No Brasil a doença afeta aproximadamente 1 em cada 650 pessoas, porém
não existem estatísticas precisas. Ela decorre de uma resposta imune anormal
à gliadina, uma subfração prolamina do glúten, encontrado no trigo. Outras
prolaminas são encontradas na cevada, no centeio e na aveia.
Dentre os muitos sintomas existentes estão: diarréia
crônica, vômitos, irritabilidade, falta de apetite, déficit de crescimento,
distensão abdominal, anemia por deficiência de ferro, atralgia ou artrite,
constipação intestinal, hipoplasia de esmalte dentário, etc.
Existe um único tratamento para a doença celíaca:
uma dieta rigorosa isenta de glúten. A remoção completa da gliadina da dieta
resulta em melhora clínica imediata. Durante as primeiras semanas de omissão
de gliadina, a dieta deve ser suplementada com vitaminas, minerais e proteína
extra para curar deficiências e reabastecer os estoques de nutrientes.
Assim os produtos feitos de milho,
batata, arroz, feijão de soja, tapioca, araruta amaranto e trigo sarraceno
podem ser substituídos nos produtos alimentares. Quando as farinhas são
usadas, é importante lembrar que elas não podem estar contaminadas com uma
farinha que contenha gliadina durante a moagem.
Uma garantia de dieta isenta de glúten necessita
de exame minucioso dos rótulos de todos os produtos de padaria e alimentos
empacotados. Também a vigilância da dieta deve ser permanente, já que a
ingestão de glúten pode acontecer até sem que a gente perceba, como por
exemplo: através de óleo de fritura utilizado no preparo
de alimentos com glúten e depois para a fritura de alguma preparação sem glúten;
utilização da mesma faca para se passar margarina em pão com glúten e depois
passar em bolacha sem glúten; usar tabuleiros ou formas polvilhadas com farinha
de trigo e depois reutilizá-las para os produtos sem glúten, sem que tenham
sido bem lavadas.
Na falta de produtos industrializados
especialmente sem glúten no mercado brasileiro, a maior parte das preparações
do cardápio do paciente celíaco deve ser caseira, demandando tempo e dedicação
para o preparo, gerando criatividade na busca de novas receitas.
O tratamento parece simples, porém inúmeros
problemas podem levar o paciente a transgredi-lo como por exemplo: falta de
orientação dos familiares sobre a doença e suas complicações; descrença
quanto à quantidade dos cereais proibidos (qualquer quantidade de glúten é
prejudicial e agressiva aos celíacos); dificuldades financeiras,
pois os alimentos proibidos são os de custo mais baixo;
Referências bibliográficas:
MAHAN,
L. Kathleen. Guia de studos por Mahan e Escott-Stump: Krause Alimentos Nutrição
& Dietoterapia. São Paulo: Roca, 1998.
PÉRET-FILHO,
Luciano Amédée. Maual de suporte Nutricional em Gastrenterologia Pediátrica.
Rio de Janeiro: MÉDSI, 1994.
SDEPANIAN,
Vera Lúcia; Morais, Mauro Batista; Fagundes-Neto, Ulysses. Doença Celíaca:
avaliação da obediência à dieta isenta de glúten e do conhecimento da doença
pelos pacientes cadastrados na Associação do Celíacos do Brasil (ACELBRA).
Arquivos de gastroenterologia. São Paulo, v.38, n.04, out./dez. 2001.
Como
se faz o Diagnóstico da doença celíaca?. Disponível em http://www.acelbra.org.br/2004/dieta.php.
Acesso em julho de 2004.
|
|
Alergia Alimentar
(23/11/2004)
Crianças
são as mais afetadas com os diagnósticos de alergia alimentar
Data: 13/1/2004
Esse é um problema que ataca pelo menos 6% das crianças e 2% dos adultos. É
preciso esclarecer que alergia e intolerância são itens distintos. A alergia
é uma reação anormal que o organismo desenvolve ao entrar em contato com
certo estímulo, podendo assim ser controlada. Já no caso da intolerância, o
indivíduo já nasce com ela, e mesmo que fique anos sem ingerir a substância,
jamais poderá comê-la.
Você já se viu olhando para os rótulos dos produtos industrializados? Aquele
biscoito maravilhoso é feito de ‘nomes estranhos e esquisitos’ que, muitas
vezes, nem sabemos o que significa. Acabe com a curiosidade e conheça alguns
deles:
Corantes: Eles têm como objetivo intensificar ou mudar a cor dos alimentos para
melhorar a aparência e deixá-los mais convidativos (sobretudo para as crianças).
Conservantes: Impedem que os produtos estraguem rapidamente, fazendo-os durar
por mais tempo.
Edulcorantes: São ingredientes com sabor doce e substituem os açúcares em
produtos light e diet. Os mais conhecidos são a sacarina e o aspartame.
Espessantes: São usados para ‘engrossar’ os alimentos. É comum encontrá-los
em iogurtes e geléias.
Acidulantes: Proporcionam ou acentuam um sabor ácido aos alimentos; são usados
para imitar o gosto de determinadas frutas e como conservantes.
Alginato glicol: É utilizado como espessante para dar textura ao alimento e
torná-lo mais solúvel. Muito usado em sorvetes, cremes e molhos.
Goma xantana: Nada mais é do que um carboidrato que melhora a textura dos
produtos. Age como estabilizante, formando uma solução viscosa que impede que
as partículas dos alimentos se agreguem, tornando-os mais homogêneos. Muito
usado em biscoitos.
Sorbato de sódio: Aditivo natural que impede o crescimento de fungos e mofo.
Trata-se de um preservativo que evita a proliferação de microorganismos nos
alimentos, durante seu armazenamento. É fácil encontrá-lo em frutas secas,
queijos, sucos, geléias, carnes e picles.
Vale lembrar: verifique a data de validade e não esqueça, esses produtos em
excesso podem provocar obesidade, cáries e diabetes.
A celíaca, por exemplo, é uma doença que consiste na intolerância ao glúten.
O portador precisa abster-se totalmente de consumi-lo. Há ainda uma variante da
celíaca, a dermatite hepertiforme que causa lesões pruriginosas na pele quando
se consome glúten.
Na alergia alimentar, o consumo de certos alimentos, sendo alguns já velhos
conhecidos como leite e derivados, carne de vaca, entre outros, causa uma reação
imunológica no organismo, liberando histamina e outras substâncias na circulação
sangüínea, o que pode causar coceiras e lesões na pele, dor abdominal, náusea,
vômito, diarréia, coceira na boca e na garganta, dificuldade de respiração,
podendo sofrer um choque anafilático.
O diagnóstico de uma alergia alimentar é baseado na história clínica do
paciente, em testes cutâneos, exame de sangue e em uma dieta de exclusão de
alimentos. Já existem profissionais que utilizam vacinas que neutralizariam as
reações alérgicas.
Conheça como se manifestam alguns alimentos no organismo:
Morangos, cogumelos, mariscos, camarão, soja, ovo e glúten: podem causar
liberação de histamina o que geralmente leva a erupções na pele.
Amendoim, castanha, amêndoa e nozes: podem provocar reações rápidas e fatais
como, por exemplo, o edema de glote.
Alimentos Irritantes: O curry e o óleo de soja podem irritar o intestino,
causar dores no peito, fraqueza e palpitação.
Amina: Pode provocar sudorese, enxaqueca, tremores e é encontrada em substâncias
que contenham nitrogênio, como chocolate, chá, café e refrigerante de cola.
Corantes e conservantes: podem causar reações alérgicas.
Antes
de fazer qualquer tipo de restrição na alimentação, consulte um
especialista, só ele poderá fazer uma avaliação correta e prescrever
o tratamento adequado. Lembre-se de que um organismo é diferente do
outro.
Crédito da notícia: Revista IN |
|
Xarope
contra a anemia -
05/07/2004
Resumo
Fiocruz desenvolve xarope contra a anemia
(23/11/2004)
O gosto de metal e
aspecto escuro dos xaropes contra a anemia,
tradicionalmente utilizados na rede de saúde, são os maiores entraves
para a assimilação do medicamento pelas crianças. Pensando nisso, o
Instituto de Tecnologia em Fármacos (Far-Manguinhos) da Fiocruz
aprimorou a fórmula do sulfato ferroso - substância prescrita para o
combate e prevenção da doença , e desenvolveu um remédio mais
agradável ao paladar. As crianças não aceitam bem o sulfato ferroso
que, com o tempo, vai ficando esverdeado. Essa é uma queixa freqüente
das mães - explica a médica Elyne Montenegro Engstrom, da Escola
Nacional de Saúde Pública (Ensp) e do Instituto de Nutrição Annes
Dias.
As duas instituições solicitaram ao Far-Manguinhos o desenvolvimento do novo medicamento, que será aplicado no programa de combate à anemia elaborado
pela Prefeitura do Rio de Janeiro e pelo Ministério da Saúde.
O xarope de sulfato ferroso é composto de frutose e vitamina C -substância
que auxilia na absorção do medicamento pelo organismo. De acordo com a
pesquisadora Andréa Nóbrega, o produto difere dos disponíveis no mercado. A apresentação mais comum do sulfato ferroso na rede pública de saúde é
feita em comprimidos, difíceis de serem ingeridos por crianças de até dois
anos de idade.
Embora a anemia esteja associada a crianças com menor acesso à alimentação equilibrada e rica em ferro, a doença atinge todas as classes sociais devido
à vulnerabilidade biológica própria de crianças com menos de dois anos. Por
isso, a anemia é conhecida como uma ''doença democrática''. Durante o
período de maior risco - entre seis e 15 meses de vida - é fundamental a
administração do sulfato ferroso. O tipo mais comum de anemia é causado pela
deficiência de ferro - anemia ferropênica ou ferropriva. O ferro é vital ao
organismo para a produção de hemoglobina. É elemento essencial para o
transporte de oxigênio no sangue e, portanto, para o crescimento celular.
O sulfato ferroso em xarope desenvolvido pela Far-Manguinhos está em fase de certificação pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária.
Saiba mais:
http://www.jb.com.br/jb/papel/internacional/2004/07/01/jorint20040701010.ht
Referências: Jornalista: Thais Aguiar - Jornal do Brasil
Redator: Wilma Honorio dos Santos
© 2001 - 2004 - Rx Editora & Publicidade
- www.rxonline.com.br
|
| Projeto estabelece
merenda escolar especial
23/11/2004
A doença
celíaca acomete um grande número de pessoas, surgindo, na maioria das
vezes, na infância. O celíaco não pode ingerir alimentos como: pães,
bolos, bolachas, macarrão etc., quando possuírem o glúten em sua
composição. A intolerância à lactose (leite e seus derivados), também,
traz grandes transtornos à saúde e ao crescimento das crianças.
Pre ocupado com a merenda escolar oferecida nas escolas públicas do DF, o
deputado Chico Leite (PT) apresentou
projeto de lei que altera a Lei n° 961 e estende aos alunos portadores de
doença celíaca e de intolerância à lactose o direito a um cardápio
diferenciado, atualmente concedido aos portadores de diabetes. “A adoção
de um cardápio especial constitui um instrumento de proteção à vida e
à saúde dos estudantes da rede pública de ensino, conforme determina a
Constituição Federal”, afirma Chico Leite.
Fonte
: Gabinete do Deputado Chico Leite - 03/05/2004
|
|
Lesões
cerebrais e substâncias brancas são manifestações extraordinárias de
doenças celíaca
23/11/2004
(Folha
de São paulo) –
Em artigo publicado em Pediatrics, agosto de 2001, pesquisadores da Johann
Wolfgang Goethe University, em Frankfurt, Alemanha, afirmam que crianças
com doença celíaca freqüentemente apresentam lesões cerebrais em
substância branca, cujo significado clínico ainda é desconhecido.
O estudo, liderado por dr. Matthias Kieslich, avaliou 75 crianças com
doença celíaca sob tratamento dietético, cuja TC de crânio, ao
contrário das expectativas, não revelavam calcificações
parenquimatosas. Em contrapartida, a ressonância nuclear magnética
revelou imagens uni e bilaterais hiperintensas em T2, periventriculares,
em 15 pacientes.Os autores relatam que as lesões focais em substância
branca parecem ser mais típicas em doença celíaca pediátrica do que as
calcificações cerebrais.As lesões ocorrem na ausência de sintomas
neurológicos específicos, parecendo ser independentes da adesão à
dieta ou ao tempo de exposição ao glúten. Especula-se que a origem das
lesões possa ser isquêmica, oriúndas de vasculite ou desmielinização
inflamatória.Os autores comentam que a desmielinização cerebral já foi
cogitada como manifestação extraintestinal da Doença de Crohn e da
colite ulcerativa, mas não da doença celíaca. Assim, a doença celíaca
deve ser considerada no diagnóstico diferencial de lesões em substância
branca mesmo em crianças sem sintomas intestinais.
|
|
Intolerância à lactose
23/11/2004
Resumo
Algumas pessoas não conseguem digerir de maneira adequada a lactose, um
importante açúcar encontrado no leite e em seus derivados. Estima-se que
cerca de 35 a 40 milhões de adultos brasileiros tenham perturbações
digestivas após a ingestão de um copo de leite. Em alguns casos, dores
abdominais, cólicas, flatulência e diarréias também podem surgir,
porque, no
intestino, a lactose que não foi digerida é fermentada, produzindo ácido
lácteo, gás carbônico e hidrogênio e aumentando a retenção de água.
A causa desse distúrbio é a deficiência de uma enzima chamada lactase, causada por lesões na mucosa do intestino delgado ou determinada
geneticamente. O tratamento é baseado na retirada total ou parcial da lactose da dieta, dependendo da tolerância de cada indivíduo. Leite de
vacam e seus derivados não devem ser consumidos, podendo ser substituídos por
leite de soja. Os pacientes devem estar atentos, pois muitos produtos industrializados e alguns medicamentos, especialmente na forma de
comprimidos, possuem lactose em sua composição. Essa dieta restritiva deve
ser mantida até que a mucosa intestinal se recupere. No caso da deficiência
de lactose ser genética, a dieta deve ser mantida por toda a vida.
Alternativa- o mercado de complementos alimentares oferece como alternativa comprimidos e cápsulas com
lactase, enzima que digere o açúcar do leite (lactose) para que este possa ser absorvido pelo organismo.
Segundo a nutricionista Cristiana Bezerra, nutricionista da empresa
Vit*Gold, é recomendável o uso de 1 a 3 cápsulas cada vez que a pessoa
for ingerir um alimento que contenha leite. Essa quantidade varia de acordo com
o grau de intolerância do indivíduo.
A especialista alerta, ainda, que as pessoas com intolerância à lactose devem se preocupar especialmente com a reposição de cálcio, incluindo
alimentos a base de soja (leite de soja e derivados), peixes e vegetais em sua dieta ou através suplementos à base de cálcio e vitamina D.
Referências: Assessoria de imprensa Vit*Gold
Redator: Silvana Thomaz - 23/07/2004
© 2001 - 2004 - Rx Editora & Publicidade - www.rxonline.com.br
|
|
Entendendo a doença celíaca
Fonte: Immunity
,
14/09/2004
Duas pesquisas publicadas na
edição de setembro do periódico Immunity ofereceram novos detalhes
significativos sobre o porquê das células imunes atacarem os tecidos
saudáveis do próprio organismo em resposta a uma substância inofensiva
que o sistema imunológico percebe erroneamente como uma ameaça. Os
resultados provavelmente contribuem com os esforços de pesquisadores para
combater e prevenir as doenças autoimunes como a doença celíaca.
A doença celíaca é caracterizada por anormalidades do
intestino delgado que interfere na absorção dos nutrientes do alimento.
Quando pessoas com a celíaca ingerem alimentos contendo glúten, principal
proteína do trigo, centeio e produtos de cevada, seus sistemas
imunológicos atacam e danificam o revestimento do intestino delgado. O
desenvolvimento da doença foi ligado à transformação das células imunes
normais, chamadas linfócitos T citotóxicas T (CTLs), que normalmente
protegem o corpo dos patógenos ingeridos, em células LAK (célula
assassina renegada de linfóquino ativado) que prejudicam o intestino
delgado. No entanto, o processo que contribui para a ativar a destruição
dos tecidos saudáveis não é muito bem entendido.
Uma pesquisa liderada pelo Dr. Bana Jabri do Departmento
of Patologia da Universidade de Chicago, examinou um receptor nas células
CTL, chamado NKG2D, que pode ser ativado por produtos químicos indutores de
estresse e foi relacionado ao dano no tecido. Os pesquisadores descobriram
que o estimulador de imunidade IL15 induz uma série de mudanças
bioquímicas no caminho sinalizador do NKG2D que converte células CTL em
células LAK nas células cultivadas em laboratório e em pacientes com
doença celíaca. "Essas descobertas podem prover a base para novas
abordagens terapêuticas para o objetivo da doença celíaca em suprimir a
ativação descontrolada da CTL e conversão em LAK pelo bloqueamento do
IL15 ou NKG2D, " sugere Dr. Jabri.
Um segundo estudo liderado pela Dra. Sophie
Caillat-Zucman da Equipe Avenir-Inserm em Paris, França, demostrou que a
MICA, uma molécula que interage com NKG2D nas células CTL, está presente
em grandes quantidades nas células que revestem o intestino em pacientes
com doença celíaca e podem ser estimuladas pelo glúten de trigo, via
IL15, em células cultivadas em laboratório. Por meio da expressão da
MICA, as células do intestino fornecem um alvo para as células de CTL que
são simultaneamente estimuladas pela IL15 para atacar o tecido do
intestino. Os autores também sugerem que controlar o processo pode ajudar a
proteger o revestimento do intestino dos pacientes com doença celíaca de
efeitos danosos do glúten.
www.emedix.com.br
Um por cento das crianças estudantes italianas tem Doença Celíaca
12/09/2004
Tradução: Vanessa Rego
(Fonte:Arch Dis Child
2004;89:499-501,512-515)
Segundo um recente estudo de pesquisadores italianos, cerca de 1% das
crianças italianas que freqüentam escolas tem doença celíaca. Os
cientistas recolheram amostras de sangue de 3.188 crianças entre 6 e 12
anos para a verificação da presença dos anticorpos Anti-Transglutaminase
Tecidual (tTG). Os resultados foram positivos nas amostras de 33
crianças, das quais 30 foram confirmadas em biópsias posteriores e três,
que se recusaram a fazer a biópsia, tiveram sua confirmação através de
testes com os anticorpos
relacionados à doença celíaca e à
HLA DQ2-8. Dos 33 considerados positivos, apenas 12
apresentavam sintomas.
Os pesquisadores acreditam que o tratamento dessas
crianças irá ajudá-los a evitar futuras desordens da auto-imunidade
associadas à doença celíaca. Eles ainda consideram que o mapeamento do
tTG é mais barato e mais preciso do que os demais testes de diagnóstico da
doença e que deveria ser usado em todos os programas populares de diagnóstico.
Eles concluem que os futuros programas populares de pesquisa de diagnóstico
merecem muita atenção.
www.celiac.com
One
Percent of Italian Schoolchildren have Celiac Disease
Arch
Dis Child 2004;89:499-501,512-515.
Celiac.com
09/12/2004 – According to a recent study by Italian researchers, about 1%
of Italian schoolchildren have celiac disease. The scientists screened blood
samples taken from 3,188 schoolchildren aged 6 to 12 years for the presence
of tissue Transglutaminase (tTG). The results showed that 33 tested positive
for tTG, and of those 30 were verified by follow-up biopsies, and 3 refused
biopsies but also tested positive for
celiac disease-related antibodies and celiac disease-associated HLA DQ2-8.
Out of the 33 who tested positive only 12 had symptoms.
The
researchers believe that the subsequent treatment of these children will
likely help them to avoid future autoimmune disorders associated with
untreated celiac disease. They also believe that because tTG screening is
less expansive and more accurate than other forms of celiac disease
screening, it should be used in the future for all mass-screening programs.
They conclude that future mass screening programs deserve careful
consideration.
Sintomas
de celíacos podem passar despercebidos
22/04/2004
– Equipe Nutritotal
Recente
trabalho publicado no American Journal of Clinical Nutrition avaliou a freqüência
e natureza dos sintomas da doença celíaca e o efeito da dieta sem glúten
sobre esses sintomas gastrointestinais. Os pesquisadores verificaram que 46%
da amostra preenchia os critérios diagnósticos para a síndrome do cólon
irritável e boa parte não tinha diarréia.
O estudo, realizado na Universidade de Iowa acompanhou 215 participantes
(160 mulheres e 55 homens) no período de 1990 a 1997 com biópsia
intestinal confirmando a presença da doença. A média de idade foi 48
anos. Todos os integrantes receberam a mesma dieta sem glúten orientado
pela mesma nutricionista.
A doença celíaca, caracterizada pela sensibilidade ao glúten, é
considerada rara nos Estados Unidos. O glúten é uma proteína presente no
trigo, centeio, cevada, malte e é encontrado nos pães, bolos, bolachas,
macarrão, cerveja, dentre outros. Seus sintomas clássicos são diarréia,
esteatorréia e perda de peso. Porém, pacientes com sintomas atípicos são
bastante encontrados, como ocorreu no estudo norte-americano. Os sintomas
gastrointestinais e outros antes e depois do tratamento com a dieta sem glúten
foram os descritos na tabela abaixo.
Tabela. Sintomas e sinais em 215 pacientes com doença celíaca, antes e
depois da administração de dieta livre de glúten
|
|
Número de indivíduos com
sintomas antes da dieta
|
Número de indivíduos com
sintomas depois da dieta
|
|
Diarréia
|
163
|
73
|
|
Constipação
|
83
|
64
|
|
Dor abdominal
|
171
|
6
|
|
Sangramento abdominal
|
157
|
9
|
|
Náuseas ou vômitos
|
96
|
19
|
|
Intolerância à lactose
|
85
|
27
|
“É necessário que os
médicos estejam atentos para detectar a doença celíaca, pois além de os
sintomas poderem ser confundidos com os de doenças inflamatórias, há uma
variedade que dificulta o diagnóstico”, alertam os autores.
Fontes:
Murray JA, Watson T, Clearman B and Mitros F. Effect of a gluten-free diet
on gastrointestinal symptoms in celiac disease. Am J Clin Nutr 2004;79:669
–73.
www.nutritotal.com.br
Uso de amaranto na alimentação pode
reduzir níveis de colesterol
Semente é utilizada em pipoca, pães,
bolachas, barras de cereais e saladas desenvolvidos por pesquisadores
da FSP. Originária do Peru,
planta se adaptou bem ao clima
do cerrado brasileiro.
A semente do amaranto, que mede
aproximadamente 1 milímetro de diâmetro e é extraída de uma planta
originária do Peru, pode se tornar uma importante fonte de proteínas, cálcio
e zinco na alimentação, além de contribuir para a redução dos níveis
de colesterol. Pesquisadores da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP
utilizaram as sementes e reduziram o colesterol de animais de laboratório.
Agora estão desenvolvendo sua aplicação em barras de cereais, musli
(mistura de cereais), pães, bolachas e saladas.
De acordo com o professor José Alfredo Gomes Arêas, coordenador do Laboratório
de Bioquímica e Prop riedades Funcionais dos Alimentos da FSP, o amaranto
possui grande potencial nutritivo. "A semente possui cerca de 15% de
proteínas, que tem uma qualidade biológica comparável à do leite e
superior a de outros vegetais, como a soja e o feijão", afirma.
"O amaranto também é rico em fibras e pode ser utilizado como fonte
de zinco, fósforo e cálcio, elemento pouco encontrado em vegetais."
Experiências realizadas com coelhos de laboratório na FSP, que tiveram seu
colesterol aumentado por uma dieta, demonstraram a capacidade do amaranto em
reduzir os níveis plasmáticos de colesterol. "O efeito benéfico foi
comprovado, mas serão necessários novos testes para medir a extensão da
queda do colesterol em seres humanos", diz. "Outros estudos serão
feitos para descobrir qual substância do amaranto provoca esta redução."
José Alfredo Arêas observa que a farinha do amaranto pode ser usada na
dieta dos portadores de doença celíaca (alergia ao consumo de trigo),
pois não foi verificada nenhuma reação adversa à sua ingestão.
Aplicações - De acordo com o pesquisador, a semente expandida pode ser
consumida como pipoca e também vem sendo pesquisado seu emprego como matéria-prima
em alimentos consumidos habitualmente pela população.
A semente do amaranto, em grão, como farinha ou pré-cozido, foi utilizada
em saladas e na produção de pães, bolachas, barras de cereais e musli, em
pequenas proporções. "O objetivo é a aumentar a quantidade utilizada
nestes produtos, para potencializar os efeitos nutritivos e funcionais do
amaranto", diz Arêas.
O amaranto é um arbusto que pode atingir até 2
metros de altura, com folhas grandes e panículas (tufos semelhantes às
espigas) que concentram as sementes. "As folhas podem ser cozidas como
a couve", observa o professor. "Para a produção de farinha, é
necessário extrair das sementes o óleo, que tem altos níveis de ácidos
graxos insaturados e também poderia ser usado na alimentação."
As pesquisas com o amaranto na FSP começaram em 1996, e uma parceria com a
Embrapa de Planaltina (GO) introduziu o cultivo no Brasil. "O amaranto
se adaptou bem ao cerrado brasileiro, pois possui raízes profundas para
captação de água, o que facilita o plantio em climas relativamente áridos",
aponta o professor Arêas. "A colheita pode ser feita em quatro meses,
o que favorece seu uso na rotação de culturas com a soja e o milho."
Segundo o professor, a descoberta de utilidades para o amaranto é
fundamental para que haja rentabilidade e os produtores possam aumentar a área
plantada e reduzir o custo de produção. "Estima-se que deverá ser
semelhante ao da produção da soja, que tornou-se mais barata com o aumento
de sua utilização e com o cultivo em grande escala", aponta.
Fonte: Agência USP
www.saude.gov.br
http://www.alertamedico.com.br/site/
| |
|