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ACELBRA-RJ  -  Associação  de Celíacos do Brasil - Seção  Rio de Janeiro  

Doença Celíaca

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Doença Celíaca 

 

 

Fotos Denise Videira

 

 

 

CENTRO BRASILEIRO DE ALERGIA ALIMENTAR E NUTRIÇÃO

 

Guai de Restaurantes para Celíacos e Alérgicos em todo o mundo.

                                                                                                                                                 

Notícias de Anos Anteriores

2006

Lançada para todo o Brasil a 

Cartilha da Emília sobre Doença Celíaca

Numa iniciativa conjunta do Governo Federal ( Ministério da Saúde / Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome / Fome Zero ) , Universidade Federal de Viçosa - MG , Associação de Celíacos do Brasil (ACELBRA) e Editora Globo, foi criada essa edição especial da Cartilha, com o objetivo de ajudar  na divulgação da Doença Celíaca e facilitar o cotidiano de milhares de crianças celíacas no convívio com seus  familiares, amigos,  colegas de escola e na Sociedade.

Através de 2 histórias muito divertidas e da personagem Mariana, que é celíaca, são apresentadas muitas informações sobre a Doença Celíaca e como conviver com a Dieta sem Glúten.

As Associações de Celíacos de cada Estado do Brasil estão recebendo esse material para distribuí-lo entre as famílias das crianças celíacas e  também para algumas instituições parceiras.

dezembro de 2006

Nutrição

Alternativa para celíacos

Fibra chamada Psyllium substitui o glúten em alimentos para doentes com boa aceitação, é o que mostra pesquisa da UnB

Uma fibra utilizada na regulação intestinal, no controle de colesterol e da glicemia, vendida em cápsulas ou sachês – o Psyllium – ganhou nova aplicação após estudo na Universidade de Brasília (UnB). A substância pode ser acrescentada em alimentos preparados sem o glúten, com boa aceitação quando comparados a produtos tradicionais. A descoberta é da nutricionista Renata Puppin Zandonadi que defendeu a dissertação de mestrado em Nutrição Humana sobre esse assunto em agosto de 2006. Sua intenção é diminuir os problemas dos celíacos na escolha por alimentos. “Quero que a população tenha conhecimento de que essa fibra pode ser aplicada nas preparações isentas de glúten, reduzindo a quantidade calórica sem alterar o sabor”, afirma.

Os portadores da doença celíaca – intolerância permanente ao glúten ingerido – enfrentam alguns dilemas na hora das refeições. Por não poderem comer esse componente presente no trigo, na aveia, na cevada e no centeio, precisam substituir esses ingredientes em receitas caseiras. Uma das opções é trocar a farinha tradicional por uma que não contenha a proteína. “Porém, para que as preparações não fiquem ressecadas e quebradiças, é comum aumentar nos ingredientes das receitas a quantidade de gordura, o que pode elevar o peso dos celíacos”, explica Renata. Outra alternativa é aderir aos produtos isentos de glúten que já vêm prontos, mas não são facilmente encontrados no mercado e além disso custam caro.

TESTES DE ACEITAÇÃO – Renata utilizou a fibra para preparar receitas de pão, bolo, biscoito, macarrão e pizza isentos de glúten. Esses alimentos foram os escolhidos com base em dados obtidos pela Associação dos Celíacos do Brasil (Acelbra), que verificou os produtos sem a substância que os doentes gostariam de encontrar com mais facilidade.

Em seguida, a nutricionista organizou uma análise sensorial para que 80 participantes (30 portadores de doença celíaca e 50 indivíduos não portadores dessa patologia) ingerissem as preparações e avaliassem a textura, consistência, aspecto geral, sabor e odor dos alimentos. Os indivíduos saudáveis fizeram a análise na Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Com os celíacos, a experiência ocorreu no Laboratório de Técnica Dietética da UnB.

Os não-portadores da doença experimentaram as receitas tradicionais e as modificadas. Os resultados preliminares mostraram que nesse grupo não houve diferença significativa de aceitação entre produtos tradicionais e os que continham a fibra. Inclusive, o pão modificado com o Psyllium foi mais bem aceito em todos os quesitos que o com glúten. No caso da pizza com a fibra, no quesito textura, ela também agradou mais que a tradicional. O biscoito e o bolo tiveram a receptividade de aproximadamente 70% dos participantes e o macarrão de 94%. Entre os celíacos que experimentaram apenas as preparações com Psyllium, a aceitação do pão foi superior a 93% e a do biscoito foi de 96,6%. A massa de macarrão, a pizza e o bolo tiveram aprovação unânime de 100%.

CONTATO
Mestre em Nutrição Renata Puppin pelo e-mail renatapz@yahoo.com.br

http://www.unb.br/acs/bcopauta/nutricao36.htm 

Nossa Lei Estadual foi aprovada:

 

LEI 4.840, de 05 de setembro de 2006 

Institui no Estado do Rio de Janeiro o Programa de Assistência aos Portadores de Doença Celíaca

Autoria do Deputado ALESSANDRO MOLON (PT/RJ)

confira como ficou o texto da lei

 

Análise da qualidade dos adoçantes - 17.09.2006 ( Fantástico - Globo.com )

Hoje, o Inmetro vai analisar a qualidade dos adoçantes mais vendidos no mercado. 

 Adoçante pode até ter um gostinho diferente, mas já substitui o açúcar em 35% dos lares brasileiros.

“Depois a gente acostuma com o sabor e não consegue mais comer açúcar”, diz uma consumidora.

De olho nesse mercado consumidor, o Inmetro resolveu testar os adoçantes mais vendidos no Brasil.

“Adoçante dietético é voltado para pessoas que têm necessidades especiais em relação à saúde. Por exemplo, diabéticos e hipertensos”, explica Paulo Coscarelli, gerente de qualidade do Inmetro.

“Os adoçantes de mesa são adoçantes que levam em sua composição o açúcar, mas cabe explicar que esse açúcar é utilizado numa menor proporção”, acrescenta Paulo Coscarelli.
 O princípio ativo do adoçante é chamado de edulcorante, que pode ser artificial, como o aspartame, a sacarina sódica ou o ciclamato de sódio; ou natural, como a frutose e o steviosídeo.

No laboratório, os técnicos encontraram problemas na composição de dois adoçantes.

Be diet: a marca tinha glucose na composição, ou seja, açúcar, o que é proibido para produto dietético. Calorim: na amostra da marca Calorim, foi detectado nível de cromo acima do permitido por lei.

”O organismo não possui maneira eficaz de excretar o metal, então você tende a acumular o metal e ele pode ser tóxico para o fígado, pode ser tóxico para o sistema nervoso, por isso não é bom consumir metais pesados”, fala o endocrinologista Marco Mangini.

Outro problema, também na marca Calorim: os técnicos encontraram sacarina sódica e ciclamato de sódio na composição. No rótulo só consta aspartame.

“Se você tem pressão alta, por exemplo, você não deve ingerir muito sódio, é como você comer sal em excesso”, explica Marco Mangini.

O Fantástico procurou as duas empresas. A Be Diet não responde mais no telefone indicado na embalagem. A Calorim informou que não comercializa mais adoçantes no Brasil.

Mas o código de defesa do consumidor diz que uma empresa é responsável por um produto enquanto ele estiver disponível na prateleira dos supermercados.

Segundo o Inmetro, o maior problema dos adoçantes vendidos no Brasil está nas embalagens. Seis adoçantes não tinham advertência sobre o uso de glúten na composição. Isso é exigido por lei. Quem tem intolerância ao glúten não pode consumir o produto.

Os adoçantes Stevita e Holda dizem que já corrigiram essa informação nos rótulos.

As outras marcas Doce e Doce, Nutrasweet e Calorim afirmam que não comercializam mais adoçantes no Brasil.

O Finn Cristal não informa que cuidados o consumidor deve ter com a conservação. A empresa diz que essa observação já consta do rótulo dos novos lotes do produto.

“O consumidor tem que ter essas informações presentes no rótulo. Essas informações têm que ser confiáveis e ele tem que decidir a sua compra com base nessas informações”, explica o gerente de qualidade do Inmetro.

Quinoa, amaranto e sorvetes de frutas nativas do Cerrado são atração da Feira (27/04/2006)
http://www.cpac.embrapa.br/materias_pripag/degusta.html 

 

 

Visitantes do Pavilhão Ciência para a Vida estão tendo a oportunidade de degustarem alimentos preparados com quinoa e amaranto, além de sorvetes de frutas nativas do Cerrado. A promoção é da Embrapa Cerrados (Planaltina-DF), Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária - Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, que mantém em seu estande produtos derivados de mandioca, frutas nativas do Cerrado e resultados de pesquisa com micorriza e rizóbio. No terceiro dia da exposição (26/04), os visitantes ficaram encantados com os pratos preparados com quinoa e amaranto. Eles experimentaram um pouco da sopa de amaranto, salada de quinoa, curry de quinoa e torta de amaranto. "Nunca tinha visto esses grãos e gostei muito dos pratos", disse a funcionária pública Maria Luiza dos Santos.

   

Desconhecidos da maioria da população, a quinoa e o amaranto apresentam vantagens agronômicas e alimentares. Originários do continente americano destacam-se por sua tolerância à seca, elevada qualidade de proteína, redução de colesterol, ausência de glúten (adequado às pessoas celíacas) e uso na culinária.
Podem ser empregados como alimento desde a fase inicial do desenvolvimento botânico. As folhas de ambos são preparadas como as do espinafre. Quando se inicia a diferenciação floral, os botões podem ser preparados para consumo da mesma forma que o brócolos. O grão pode ser consumido de várias formas: cozido em água e depois temperado como salada, cozido da mesma forma que se faz arroz, em sopas e molhos. A farinha pode ser empregada na elaboração de mingaus, pão, pudins, panquecas, biscoitos e bebidas.

   



Todas as informações sobre o potencial da quinoa e do amaranto como alternativa para a diversificação alimentar foram repassadas aos inscritos no curso que ocorreu na noite da abertura da exposição (24/04) na cozinha experimental. Os alunos aprenderam as receitas da torta de amaranto, da salada de quinoa e do caril.
O aproveitamento alimentar das frutas nativas do Cerrado também tem chamado a atenção dos visitantes. No estande, eles observam as frutas "in natura" e os produtos, como por exemplo, pudins, doces, licores e óleos. Sem dúvida, o que gostam mais é do sorvete. Na noite de quarta-feira (26/04) foram servidos sorvetes de cajuzinho do cerrado (cajuí) e de araticum.

   

Mais de 25 pessoas participaram, no primeiro dia do evento, do curso de aproveitamento alimentar das nativas do Cerrado. Aprenderam a forma de extração da polpa de cagaita, mangaba e araticum, além de receitas. As frutas nativas do Cerrado sempre foram usadas de forma empírica pelas populações locais em receitas passadas de geração a geração.
Com base nas observações de utilização, a Embrapa Cerrados desenvolveu a tecnologia de aproveitamento e demonstrou cientificamente seu valor nutricional como alimento estrutural e funcional. Até o final da Ciência para a Vida, dia 30 de abril, a Embrapa Cerrados promoverá a degustação de bolo e pudim de araticum, doce de mangaba e maracujá, doce em barra de pequi, castanha de baru, cereal da castanha de pequi e da castanha de baru, como também de sorvetes, quinoa e amaranto.

Embrapa Cerrados
BR 020 Km 18.
Planaltina, DF - Brasil - CEP 73310-970
Caixa Postal: 08223
Fone: (61) 388-9898 - Fax: (61) 388-9879

Liliane Castelões
Jornalista Embrapa Cerrados - MTb/RJ 16.613
Tel:61- 3388-9953
liliane@cpac.embrapa.br

 

A doença que virou sinônimo de sucesso

Da intolerância ao glúten nasceu um novo negócio

Por Neide Martingo

Fotos: Alex Ribeiro/DC
Mão na massa: Isolda prova uma de suas criações na Cia. Sem Trigo, tudo sem glúten


Toque artesanal marca toda a produção


Produtos da Cia. Sem Trigo já são encontrados em 30 pontos de venda, inclusive fora de São Paulo

Uma das características do empreendedor é o talento de transformar obstáculos em experiências que enriquecem o negócio. No caso de Isolda Liamara Salmi, a questão vai um pouco além. A contradição marcou a história dela, pois foi um problema de saúde que mudou a vida da empresária para melhor. Aos 48 anos Isolda descobriu que tinha a doença celíaca – intolerância permanente ao glúten.

Ela já era portadora, mas a doença só se manifestou ao enfrentar problemas familiares e profissionais. Os sintomas tornavam os dias difíceis: corpo dolorido, enjôo, dor abdominal. Foram necessários três anos e muitos exames para que os médicos diagnosticassem a doença, causada pela ingestão do glúten. Quando isso ocorre, a substância fica na parede do intestino e causa intoxicação ao portador.

O glúten é um elemento presente no trigo, cevada, centeio, aveia, malte e derivados, produtos que a empresária não pode consumir.

Nasce uma idéia – Foi da necessidade de se alimentar que a empresa Cia. Sem Trigo surgiu. Como não encontrava no mercado alimentos para pessoas portadoras da doença celíaca, Isolda resolveu, literalmente, pôr a mão na massa.

No lugar da farinha de trigo, usava em suas receitas farinha de arroz, fécula de batata ou de mandioca. Deu certo. O primeiro produto, o Tuilles, fez sucesso em casa. Trata-se de um biscoito salgado e crocante, parecido com um produto francês, descoberto por uma funcionária de Isolda. Por isso o nome: Tuilles significa telhas na língua francesa. Feito à base de mandioca, ganhou sete sabores: entre eles tomate seco, manjericão e queijo, além de duas versões doces, de chocolate e castanhas de caju.

Logo surgiu o estímulo para fazer os produtos para vender, mas também o receio de ousar. "Pensava nas pessoas portadoras da doença que poderiam ter opções de alimentação. Mas não tinha certeza se deveria ir à frente no negócio", afirma Isolda, que é psicóloga.

Os temores deram lugar à ousadia e à criatividade. Ela continuou pesquisando e lançou as broinhas Amaretto, o quiche quatro queijos e o pão de forma fatiado (congelado), todos sem conservantes.

A empresa, que começou na casa do irmão, ex-sócio, ocupa hoje um espaço de 64 metros quadrados na Vila Sônia. Em cada canto do local há a marca registrada da empresária. As caixas de madeira pintadas por ela; as paredes texturizadas; as antigas cadeiras de família que ganharam cores novas pelas mãos de Isolda.

Além do faturamento – Atualmente, os produtos da Cia. Sem Trigo são vendidos em pelo menos 30 pontos no Brasil. "Mas a compensação financeira não é a mais importante. Muita gente liga para agradecer a minha iniciativa – são pessoas que têm o mesmo problema meu", afirma.

Os produtos são mais caros do que os tradicionais. O preço do pão de forma, por exemplo, é 50% maior. "Nosso diferencial em 2005 foi o crescimento do número de pontos de venda fora de São Paulo", diz Alexandre Salmi Borges, filho de Isolda e responsável pela empresa. Mesmo assim, a expectativa inicial é de que o faturamento tenha aumentado 35% em 2005 em relação a 2004.

Desafios – Aos 54 anos, com a doença controlada e com sucesso profissional, Isolda agora se dedica mais à pesquisa e ao desafio de encontrar representantes, pessoas do setor alimentício, que possam divulgar a Cia. Sem Trigo pelo País.

O próximo passo é fabricar em escala cada vez maior, mas sem perder o toque artesanal que marca todos os produtos. "Se aumentarmos a produção, o preço poderá cair e mais pessoas terão acesso aos alimentos", acredita Isolda. Aos empreendedores, ela sugere determinação e paciência. "É preciso fazer tudo com o coração e enfrentar o medo de ousar."


Letreiro
As atividades da Cia. Sem Trigo deixaram a escolha do nome um pouco óbvia, reconhece Isolda Liamara Selmi, a dona da empresa. Afinal, os produtos, biscoitos, quiches, broinhas e pães são fabricados sem glúten. Quem batizou o negócio foi uma cunhada de Isolda.

"As pessoas que têm a doença celíaca, a intolerância permanente ao glúten, não têm opções para comer. Além de ter resolvido o meu próprio problema, consegui ajudar os que enfrentam a mesma questão", afirma a empresária. (NM)


Segredo
Aempresária Isolda dá algumas sugestões para os atuais e futuros empreendedores: "É preciso fazer tudo com o coração, em primeiro lugar. As pessoas têm de colocar a mão na massa sem medo". Além disso, ela diz que é necessário saber transformar problemas em saídas positivas e experiências que enriqueçam o negócio. (NM)


Pedra

São dois os desafios da empresa. Primeiro, produzir em escala cada vez maior, mas sem descartar o aspecto artesanal. O segundo, encontrar representantes que divulguem o nome da Cia. Sem Trigo pelo País. "Os bons vendedores são imprescindíveis a qualquer negócio", afirma Isolda. (NM)
 

Diário do Comercio

 

 

2005

Notícias sem Glúten: o boletim da Acelbra-RJ:

para ler  clique aqui .

 

Florianópolis investe em alimentação sem glúten

 

Ministério da Educação

 

O diferencial da merenda escolar da rede pública de Florianópolis é a inclusão 

de alimentos que não possuem glúten no cardápio. O objetivo foi

atender aos celíacos, pessoas alérgicas ao glúten. Este ano a prefeitura, a

Secretaria Municipal de Educação e a Coordenadoria de Alimentação Escolar

fizeram levantamento nas escolas para saber quantos alunos tinham a

doença. Foi diagnosticado um crescimento em relação aos anos anteriores.

Por isso, a prefeitura resolveu dar atenção especial a essas crianças, com

alimentação em quantidade e qualidade adequadas à dieta específica. São

14 alunos celíacos, poucos em relação aos 23,8 mil alunos que recebem

merenda escolar na cidade, mas uma maneira de não excluí-los da refeição.

Foram adquiridos gêneros alimentícios “sem glúten”, como farinha de

arroz, farinha de milho, broa de polvilho, macarrão de arroz e leite de soja –

porque algumas crianças celíacas têm intolerância à lactose –, e feitas ações

para informar o que é a “doença celíaca” na comunidade escolar, como a

distribuição de cartilha e cursos de capacitação para professores, diretores,

merendeiras e familiares. Os celíacos fizeram avaliação antropométrica e são

acompanhados periodicamente. Foram feitos testes de aceitabilidade aos

novos pratos do cardápio. Na educação infantil, toda a turma come a mesma

merenda, sem glúten, mas no ensino fundamental, há duas opções de

cardápio (com e sem glúten). 

 

Destaque – “É uma prática normal para a gente. Não esperávamos nos

destacar nacionalmente. O que queríamos era atender as crianças celíacas.

Deu resultado. Elas estão felizes, integradas na escola e não se sentem

discriminadas. As famílias ligam, agradecendo”, conta Cleusa Regina

Silvano, coordenadora do projeto, um dos 12 selecionados pelo Prêmio

Gestor Eficiente da Merenda Escolar.

 

A ONG Ação Fome Zero, em parceria com o Fundo Nacional de

Desenvolvimento da Educação (FNDE/MEC), destaca prefeituras que se

preocupam com a qualidade da merenda escolar. Este ano os outros 11

municípios premiados foram Maracás (BA), Goiânia (GO), Pedra do Indaiá

(MG), Araxá (MG), Lucas do Rio Verde (MT), Paragominas (PA), Apucarana

(PR), Dois Irmãos (RS), Porto Alegre (RS), Concórdia (SC) e Criciúma (SC).

(Raquel Maranhão Sá)

 

Brasília, 7/11/2005

Esplanada dos Ministérios, bloco L, 9º andar, sala 905. CEP 70047-900.

E-mail: imprensa@mec.gov.br

UFSM tenta patente de misturas com farinha de arroz

Quinta-Feira - 03/11/2005

Grupo que estuda farinha devirada do arroz que reconhecimento por criação de misturas.

 

Um projeto de pesquisa desenvolvido pelo Curso de Farmácia – Tecnologia de Alimentos da Universidade Federal de Santa Maria está tentando obter a maior prova de direito autoral de criações e descobertas. “Utilização da farinha de arroz em produtos alimentícios”, projeto integrante da Linha de Pesquisa de Cereais e Carboidratos, comandado pela professora Leila Picolli da Silva, está tentando o patenteamento de um novo produto obtido através de pesquisa do uso de farinha de arroz em misturas que possam substituir as farinhas que contenham glúten, substância química da qual muitas pessoas são intolerantes à ingestão.

Há menos de um mês foi entregue ao Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) o projeto para a obtenção da patente das misturas.

O grupo está entre os 20 projetos ou grupos que participam do “Espaço da UFSM”, área aumentada nesta edição. No stand, o visitante pode obter mais informações sobre o projeto e provar bolos e tortas feitas somente com a farinha de arroz.

A estudante Cristiane Denardin, participante do estudo, explica que a farinha é obtida através da “quirera”, um subproduto do cereal, resultado dos grãos quebrados, dispensados no momento da seleção final do material que será disponilizado para consumo. “A quirera é tão nutricional quanto o arroz, porque ele não outra coisa senão o próprio grão, só que quebrado”, explica.

Segundo a coordenadora do projeto, os dois principais objetivos são popularizar a mistura que pode ser usada em vários alimentos, por um preço mais baixo que outras farinhas e oportunizar novas opções para os celíacos, finaliza.

A farinha - Pode ser usada em panquecas, misturas para bolo, bolachas, biscoitos e bolos nas quais seja usado fermento industrial, já que a massa não cresce em combinação com o fermento biológico. É de menor custo que a farinha de trigo.

Uma opção para os celíacos - A farinha de arroz se mostra uma opção pois não tem glúten, substância que não pode ser ingerida pelos celíacos. A doença Celíaca é uma intolerância permanente (por toda a vida) ao glúten, que se manifesta em algumas pessoas, crianças ou adultos, com predisposição genética. Ocorre uma grave alteração no intestino delgado que impede a absorção dos alimentos. Ela pode surgir na infância, geralmente durante o primeiro ao terceiro ano de vida, ou manifestar-se em qualquer idade, inclusive no adulto. Os sintomas mais comuns são diarréia, emagrecimento e parada do crescimento, mas em algumas crianças podem ocorrer vômitos, anemia que não cura com tratamento, ou até mesmo “prisão de ventre”, sempre associados à baixa estatura. O glúten é uma proteína que está contida no trigo, aveia, cevada e centeio e todos os alimentos fabricados com esses cereais.

http://www.arazao.com.br/ 

Outubro - 2005

Alimentação equilibrada assegura qualidade de vida - o uso da mandioca.

Alimentos sem glúten são desenvolvidos por acadêmicos da UCDB - Campo Grande / MS

Rafael Belo

       Para possibilitar aos celíacos se alimentarem com produtos adequados e similares a pães e bolachas, acadêmicos de Nutrição e Agronomia da Universidade Católica Dom Bosco de Campo Grande - MS,  desenvolveram alguns desses alimentos sem glúten. A síndrome celíaca é uma alergia a um dos componentes da proteína de alguns dos cereais, como trigo, cevada e centeio. São responsáveis pelo projeto, que serão apresentados de 25 a 28 de outubro no XI Congresso Brasileiro de Mandioca: Ciência e Tecnologia para a raiz do Brasil, os pesquisadores doutores do CeTeAgro e do Programa de Mestrado em Desenvolvimento Local da UCDB, Olivier Vilpoux e Marney Cereda.

       Os ingredientes básicos da fórmula desenvolvida são farinha de mandioca, polvilho azedo, sal, açúcar e fermento biológico seco. Essa formulação pode mudar a rotina alimentar da dieta celíaca considerada pela dra. Marney, monótona, pois, deve se evitar as proteínas com glúten o resto da vida. “Muitos celíacos percebem depois de certa idade, então eles têm memória do que é um pão quentinho, que saí do forno crocante. Talvez o pão seja realmente o alimento de base. Por isso nós nos interessamos pelo produto. Porque é o café da manhã, é o lanche, é o cachorro quente do cotidiano dessas pessoas”, comentou a pesquisadora.

       Segundo a professora, geralmente quem descobre a síndrome é o pediatra, que identifica na criança o início de diarréia e perda de peso. Em Campo Grande há cerca de seis famílias celíacas já identificadas. Na fase de teste, o pão desenvolvido, que pode ser assado em um forno doméstico, poderá ser testado pelas famílias. “O que estamos tentando fazer é desenvolver uma fórmula que possa ao mesmo tempo ser usada para fazer pão na casa das pessoas celíacas e nas padarias. Essa formulação de pão está muito boa e foi testada no Dia do Nutricionista com sucesso”, explica a dra. Marney.

PROJETOS

          Segundo a acadêmica do 6° semestre de Nutrição, Caroline Sunada, a patologia foi estudada visando à prevenção. Disse ainda que é importante buscar produtos para um mercado que, hoje, não é tão focado, pois, no mercado consumidor atual, praticamente não existem produtos sem glúten. O Brasil é um dos poucos países no mundo que tem uma legislação especifica, onde os produtos que têm glúten devem ser identificados no rótulo.

       Lidiane dos Santos Sobrinho, da mesma turma, desenvolve as barras energéticas sem cereal, também no CeTeAgro. “Devido ao celíaco não poder ingerir nenhum cereal a base é de farinha de mandioca. Outros ingredientes podem ser usados para dar sabor”, declara a acadêmica. As Barras energéticas são feitas com frutas desidratadas, produzidas pelos acadêmicos de Agronomia ou é utilizado mel e castanha para dar o sabor.

        Esse projeto, que segundo o dr. Olivier, tem como uma das organizadoras a Secretaria de Assistência Social e como financiador o Sebrae/MS, está sendo desenvolvido pela dra. Marney Cereda há 6 anos, na UCDB há um ano.  Para a pesquisadora os futuros contratos firmados para valorizar esses produtos deveriam destinar um percentual à associação de celíacos de Campo Grande ou de MS, para possibilitar condições de ação e organização.

        Ela acrescenta ainda que a UCDB prioriza o atendimento social, no caso específico do celíaco a preocupação não é a financeira e sim a falta de opção. “Acredito que esse é um contexto cristão da Católica: preocupar-se para que a pesquisa realizada seja uma pesquisa de utilização pela comunidade”, enfatiza a dra. Marney.

   O projeto é centrado nos celíacos, mas conforme Marney Cereda, também pode se visto do ponto de vista dos produtos derivados de mandioca, porque existe a ativação também das indústrias, que por sua vez ativam o campo.  O processo possibilita uma cadeia que vai do consumidor final, o celíaco, confirmando a eficácia do pão, e vai até o agricultor que planta mandioca. “Então você alavanca todo o setor. Aí o que falta é estabelecermos um custo, porque o pão de trigo possui produção em grande escala. Terá que ser feito um ajuste em proporção de preço”, conclui a dra. Marney Cereda.

XI Congresso Brasileiro de Mandioca

  Do dia 25 a 28 de outubro acontece o XI Congresso Brasileiro de Mandioca: Ciência e Tecnologia para a raiz do Brasil, no Centro de Convenções Rubens Gil de Camilo com a participação da Universidade Católica Dom Bosco. A Instituição está sendo representada pelos engenheiros agrônomos professores doutores do Centro em Tecnologias em Agronegócios – CeTeAgro e do Mestrado em Desenvolvimento Local da UCDB, Marney Cereda e Olivier Vilpoux.

  No dia 27, o dr. Olivier Vilpoux participa da mesa-redonda: O Mercado para Mandioca, com o tema “A Fécula nos mercados interno e externo”, das 8h às 10h. A dra. Marney Cereda ministra a palestra “Novos produtos para a farinha de mandioca”, das 11h10 às 12h10.

  Durante o evento, as acadêmicas do 6° semestre de Nutrição da Católica, Caroline Sunada e Lidiane dos Santos Sobrinho apresentarão artigos sobre os resultados dos projetos de pesquisa no Centro em Tecnologias em Agronegócios – CeTeAgro, respectivamente “Pão sem glúten” e “Barras Energéticas”. Também apresentam artigos os acadêmicos de Agronomia Arioval Baltha, do 4° semestre, sobre o projeto Caracterização das farinhas de Campo Grande e a acadêmica do 8° semestre Luciene Arce sobre o projeto “Fabricação de Aguardente de Mandioca”.

  O evento tem o objetivo de discutir os atuais avanços científicos tecnológicos, parcerias estratégicas, condições de mercado, tendências futuras para a cadeia produtiva da mandioca no país e é realizado pela UCDB, Câmara Setorial da Mandioca de Mato Grosso do Sul, Embrapa Agropecuária Oeste, Embrapa Mandioca e Fruticultura, Embrapa Pantanal, Câmara Setorial da Cadeia Produtiva da Mandioca e Derivados, Sebrae/MS, SFA/MS, Famasul, UFMS, Uems e Uniderp.

 

 

Setembro - 2005

Fundada a Acelbra-RJ

 

         Dia 17 de setembro/2005, no Auditório do Hospital Gafrée Guinle - Tijuca, aconteceu a Assembléia para fundação da Acelbra-RJ, com a aprovação de seu Estatuto e eleição da primeira Diretoria.    Todos os participantes da reunião foram considerados Sócios Fundadores.  Os celíacos do Estado do Rio de Janeiro podem se associar ( no caso dos celíacos menores de idade, os seus responsáveis), além de parentes, amigos, médicos, nutricionistas e  fornecedores de produtos sem glúten. Um próximo Encontro foi marcado para Dezembro, para confraternização dos celíacos e seus familiares.

 

 

Estudando e votando o Estatuto

 

Primeira Diretoria Eleita

Dietas equivocadas apregoam corte no consumo de arroz

 

O arroz é considerado o vilão das boas dietas. Muitas pessoas acreditam que o grão não possui nutrientes e só faz encher a barriga. Por isso, o produto é um dos primeiros a ser cortado do cardápio de quem quer emagrecer. Apesar de bastante difundida, essa idéia, no entanto, não condiz com a realidade. As recomendações para uma vida saudável incluem a adoção de uma alimentação equilibrada. Produtos de origem animal, como carnes, ovos, leite e seus derivados, devem ser ingeridos com moderação, ao passo que frutas e legumes podem ser consumidos em maior quantidade. Os cereais estão também inclusos neste último grupo, do qual faz parte o arroz. O grão é rico em proteínas, sais minerais e vitaminas do complexo B. A título de exemplificação, a ingestão de 100 gramas de arroz cozido (quatro colheres de sopa) por crianças na faixa etária de 1 a 5 anos de idade é capaz de suprir as necessidades diárias de 14% em proteínas, 6% em cálcio, 3% em ferro e 10% em zinco. Além disso, o cereal é uma excelente fonte energética de baixa caloria. Enquanto uma xícara de arroz (120 gramas) possui 270 quilocalorias, um sanduíche x-salada tem em média 490 quilocalorias e uma embalagem de macarrão instantâneo, 445 quilocalorias. Portanto, o que geralmente engorda é o consumo de alimentos pouco nutritivos e altamente calóricos muitas vezes utilizados para substituir o arroz ou as refeições tradicionais.

É certo ainda que o arroz branco polido, costumeiramente ingerido pelo brasileiro, perde grande parte de seus nutrientes durante o processamento industrial, preservando carboidratos e proteínas. A despeito disso, felizmente, esta não é a única forma possível de saborear o cereal. Vale lembrar que a combinação típica do arroz com feijão eleva a qualidade nutricional do produto. Há também o grão integral que conserva todos os nutrientes do arroz e, quando bem feito, torna-se tão soltinho e gostoso quanto o produto convencional. Existe ainda o arroz parboilizado, cujos grãos passam por um tratamento hidrotérmico que ajuda a manter o valor nutritivo, assim como no caso do arroz integral. E quem pensa que o produto só vai à mesa na forma de grãos se engana. Atualmente, o farelo do arroz, um subproduto da industrialização, é utilizado na elaboração de cereais matinais, bolachas e pães. Existe até uma empresa em Santa Catarina que usa a massa alimentícia do arroz para produzir um tipo de macarrão consumido por descendentes de países asiáticos no Brasil. A vantagem deste produto sobre aquele feito a partir do trigo é justamente não conter glúten, o que permite sua apreciação por celíacos. Um outro uso industrial é o amido de arroz acetilado, um espessante empregado para reduzir o teor de gordura de alguns biscoitos fritos. Isso porque a substância tem a propriedade de diminuir a absorção de óleo durante o preparo do alimento.

Um exemplo adicional é o de uma empresa de Los Angeles (EUA), que mistura a farinha do arroz aos populares chips. Com isso, a companhia conseguiu melhorar a textura do produto comercializado, tornando-o mais crocante e macio e não quebradiço e duro. A classe médica, por sua vez, tem chamado a atenção para uma outra característica do arroz. Alguns profissionais apontam uma função terapêutica, a saber, o auxílio no combate a diabetes. Isso é atribuído ao modo lento e gradual em que o cereal é absorvido pelo organismo, apresentando baixo índice glicêmico. Todos esses assuntos estão sendo bastante debatidos, principalmente, devido ao fato de 2004 ter sido declarado como Ano Internacional do Arroz pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO). Inclusive, o farelo de arroz, desde que se procedam ajustes em sua conservação, poderia virar ingrediente da farinha multimistura, uma opção barata e eficaz para reverter a desnutrição de crianças atendidas pela Pastoral da Criança no Brasil. Enfim, nada depõe contra o arroz para lhe conferir a má fama. A percepção errônea disseminada por várias pessoas não se sustenta sob argumentos e tem sua origem em algo infelizmente bastante comum: mero preconceito.

Fonte: Carlos Cogo Consultoria Agroeconomica

http://www.abiap.com.br/noticiaLer.php?cod=94 

Naamat Porto Alegre lança Livro de Receitas Diet & Light



“Difundir, cada vez mais, que comida saudável não significa comida sem gosto e introduzir esta prática nos lares em geral acaba por ser um exemplo e auxílio à saúde pública. Por isto é louvável a iniciativa de livros como este...”- Simone Peccin-Endocrinologista

Um grupo de voluntárias da Organização Feminina Judaica Beneficente Na’ amat Pioneiras de Porto Alegre acaba de lançar um Livro de Receitas Diet e Light. Essa é a segunda iniciativa do gênero, uma vez que as voluntárias já haviam publicado um outro, reunindo o melhor da culinária judaica sefaradi e ashkenazi (pratos típicos dos judeus do Oriente e da Europa).

Receitas Diet & Light, além de ensinar como preparar deliciosas e nutritivas saladas, molhos, sopas, entradas, peixes, carnes e frangos, acompanhamentos e sobremesas, traz uma parte especial dedicada aos celíacos (pessoas cuja dietoterapia consiste na retirada do glúten e substituição por outros ingredientes), bem como dicas de como se alimentar melhor.

A renda obtida com a venda desses exemplares será revertida para as obras sociais e educativas de Na’amat. O livro custa R$ 20,00 (Vinte Reais), e pode ser adquirido no Centro Na’ amat de Porto Alegre ou pelo tel. (11) 3667-5247.

A Na’ amat

É uma Organização Feminina Judaica Sionista Cultural e Beneficente, atuando em diferentes países. Um Movimento ideológico para alcançar metas e solucionar problemas inerentes às mulheres e suas famílias. Em Israel, é o maior Movimento de Mulheres. No Brasil, está presente desde 1948, e conta com aproximadamente mil voluntárias, atuando em 10 Estados.

Nosso Site: www.naamat.org.br

Nosso E-Mail: naamat@naamat.org.br

 

Leia o resumo do Congresso de Firenze - 17/04/2005: 

dê um clique na frase abaixo ( texto traduzido e o original em italiano)

 Celiachia: Riassunto di quanto esposto nella sessione del giorno

- 17 aprile 2005

 

 

15 de Maio: Dia Internacional do Celíaco:  Caminhadas em todo o Brasil

 

 

Leia aqui o texto do projeto de lei encaminhado à Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro:

PROJETO DE LEI Nº 2642/2005

            EMENTA:
            INSTITUI, NO ESTADO DO RIO DE JANEIRO, O PROGRAMA DE ASSISTÊNCIA AOS PORTADORES DE DOENÇA CELÍACA.

Autor(es): Deputado ALESSANDRO MOLON


A ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO

RESOLVE:

Art. 1º - Fica instituído, no Estado do Rio de Janeiro, o Programa de Assistência aos Portadores de Doença Celíaca.

Art. 2º - Para garantir a efetiva implantação do programa de que trata esta lei, fica assegurado o acesso gratuito à realização de exames específicos para diagnóstico da Doença Celíaca mediante prescrição médica.

Art. 3º - Fica assegurado o repasse mensal, através de programa assistencial próprio, de cesta básica composta de produtos isentos de glúten, aos portadores de doença celíaca, desde que comprovada a impossibilidade financeira de suprir as necessidades básicas de alimentação.

Art. 4º - A cesta básica a que se refere o artigo anterior será composta de:

      I - macarrão de arroz ou milho;

      II - farinha de arroz;

      III - fécula de batata;

      IV- biscoitos sem glúten;

      V- outros produtos especiais, a critério do órgão responsável.

Art. 5º - O Poder Executivo, através de órgão próprio, promoverá programas educativos com a finalidade de esclarecer as características, os sintomas e o tratamento da Doença Celíaca, mediante:

      I - a elaboração e distribuição de cartazes, cartilhas e folhetos explicativos que deverão ser disponibilizados nos postos de saúde, nas escolas e nas instituições públicas de todo o Estado;

      II - a elaboração e distribuição de folhetos explicativos específicos para hotéis, bares, restaurantes e similares, em todo o Estado;

      III - a organização de seminários e treinamentos com vistas à capacitação dos profissionais da área da saúde pública, em todo o Estado;

      IV - a criação de um cadastro quantitativo para apurar a incidência da doença em todos os municípios do Estado.

Art. 6º - Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Sala de Sessões, em 28 de junho de 2005

Deputado Alessandro Molon

www.molon.com.br 

 

Nutrição: Prova de paciência

Apesar das leis, os rótulos são mais usados para fazer propaganda do que para informar

Camilla Antunes
Especial para o JB

 

Conferir rótulos de alimentos é uma prática comum para quem está em constante luta contra a balança. O valor calórico aparece entre as principais preocupações dos consumidores, mas não é só a quantidade de calorias que importa. Verificar o prazo de validade, a lista de ingredientes, o lote e o conteúdo líquido é essencial antes de consumir um produto. No entanto, segundo dados da Vigilância Sanitária, aproximadamente 95% dos rótulos ainda desobedecem os regulamentos do Código de Defesa do Consumidor.

 

''A legislação é bastante clara em relação às exigências. Infelizmente, a maioria das indústrias insiste em descumprir a lei, utilizando o rótulo mais como uma forma de propaganda e exaltação da mercadoria do que para esclarecer o consumidor'', avalia a nutricionista Maria de Fátima Andrade, coordenadora de fiscalização da Vigilância Sanitária do Rio.

 

O fabricante não pode ressaltar a presença de componentes que são próprios dos alimentos. Em uma embalagem de leite, por exemplo, é proibido ter em destaque a expressão ''enriquecido com cálcio'', já que os laticínios são ricos no mineral. Nesse caso, a propaganda é feita apenas para estimular o consumo, não para esclarecer.

 

Entre as informações obrigatórias nos rótulos, as principais são o prazo de validade e o número do lote. A validade deve vir especificada com o dia e o mês, nos alimentos que duram menos de três meses. Para os que resistem por mais tempo, a validade deve vir na forma de mês e ano. Nesse quesito, é proibido trazer a informação em número de dias, mesmo que a data de fabricação esteja impressa na embalagem. Além de ser incompatível com a legislação, expressões como 'válido por 90 dias' podem induzir o consumidor ao erro, já que ele é obrigado a fazer contas.

 

Na opinião de Maria de Fátima, apesar de as pessoas estarem bem mais atentas, ainda pecam ao não considerar o tempo de consumo do alimento depois de aberto. ''Assim como a maionese, muitos outros produtos tornam-se perigosos se ingeridos após este prazo'', alerta.

 

Para obter essa informação, o consumidor vai precisar de paciência e, talvez, de uma lupa. Brincadeiras à parte, o tempo de consumo normalmente vem especificado em letras bem miúdas, escondido em algum cantinho da embalagem. Assim como os ingredientes que compõem o produto, dificultando a vida de alérgicos ou pessoas com restrições alimentares. Infelizmente, inexiste na legislação qualquer regra sobre o tamanho das letras.

 

Maria de Fátima explica que o lote de fabricação é importante para pesquisas quanto à procedência do produto: ''Se um grupo tem intoxicação alimentar, o primeiro dado que pedimos é o número do lote do produto consumido. Depois da avaliação, o alimento pode ser retirado de circulação''.

 

Em produtos nos quais o fabricante destaca a não-adição de açúcar e a ausência de gordura, o consumidor deve checar a tabela de informação nutricional. Os alimentos sem adição de açúcar não têm a sacarose, um tipo de açúcar industrial, mas podem conter glicose e frutose, que são naturais.

 

''O hábito de verificar a existência de açúcares nos ingredientes deve ser adotado sobretudo por diabéticos. Dá trabalho, mas a saúde agradece'', ressalta a nutricionista Márcia Madeira, professora da Uerj.

 

Uma especificação obrigatória por lei é quanto à presença ou ausência de glúten, informação que deve constar até em embalagens de água mineral. A medida serve para prevenir reações adversas em portadores de doença celíaca, uma espécie de alergia ao glúten.

 

A partir de julho de 2006, também será obrigatória na tabela de informações nutricionais a quantidade de gordura trans, nociva por elevar no organismo a taxa do mau colesterol e baixar a do bom, aumentando o risco de doenças cardiovasculares.

 

''É um dado valioso tanto para cardíacos quanto para quem deseja prevenir males do coração'', destaca a bioquímica Juliana Catto, do laboratório Analytical Solutions.

[25/JUN/2005]

 

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Publicado em 16/05/2005 

Rede de educação vai servir merenda especial para celíacos

DivulgaçãoA Prefeitura de Florianópolis está dando atenção especial aos portadores da doença celíaca que estão matriculadas na rede de ensino do município. A Coordenadoria de Alimentação Escolar da Secretaria de Educação, após identificar as crianças que possuem a doença, elaborou um cardápio diferenciado para esses alunos e iniciou a seleção e aquisição de gêneros alimentícios que atendam as necessidades desses grupos.

Celíaco é uma doença do intestino delgado, caracterizado pela intolerância permanente ao glúten. O único tratamento para este caso é uma alimentação sem o uso desta substância. A ingestão de alimentos com glúten, além de provocar lesões no intestino delgado, pode permitir o desenvolvimento de doenças da tireóide, fígado, rins, pele e até câncer.

Conforme Cleusa Regina Silvano, Coordenadora de Alimentação Escolar, 11 crianças foram identificadas como celíacas, sendo um caso por unidade. Seis delas freqüentam o ensino fundamental e as demais a educação infantil. As crianças são ligadas às escolas básicas Osmar Cunha (Canasvieiras), Almirante Carvalhal (Coqueiros), Brigadeiro Eduardo Gomes (Campeche), Mâncio Costa (Ratones) e Gentil Matias, além da Escola Desdobrada João Garcez (Canto da Lagoa). Pelo lado da educação infantil, os portadores da doença são oriundos das creches Anna Spyrius (Tapera), Irmão Celso (Agronômica), Abraão (Abraão) e Muquem (Rio Vermelho), assim como do NEI Campeche (Campeche).

No próximo dia 3 de junho, todas as merendeiras destas unidades escolares irão receber orientações de nutricionistas para que a partir do dia 6 de junho possam preparar os alimentos das crianças celíacas seguindo novas orientações. Para o bem estar dos alunos os alimentos que contenham glúten serão eliminados do seu dia a dia .

Dentre os cereais é que se encontra o grupo de alimentos não toleráveis pelo organismo de portadores da doença. Por conterem uma porção protéica, chamada gliadina, o trigo, a cevada, o centeio e seus derivados desencadeiam uma reação alérgica, que se manifesta por um desgaste da parede do intestino delgado, o que leva à diminuição da absorção de nutrientes, com conseqüentes diarréias, desnutrição e outras complicações clínicas. A aveia, por sua vez, não contém a porção tóxica, mas também não pode ser consumida porque durante o seu processamento ocorre uma contaminação, que é a mistura de poeira da farinha de trigo nos moinhos.

Cleusa Silvano explica que, por exemplo, a farinha de trigo será substituída por farinha de arroz, assim como bolachas doce e salgada serão trocadas por broa de polvilho. Já a massa de macarrão cederá espaço para a polenta. A Coordenadora de Alimentação Escolar lembra que no ensino fundamental somente a criança celíaca receberá a merenda diferenciada e no caso da criança da educação infantil, a alimentação especial será servida somente para a turma onde está localizada a criança que não pode comer substâncias com glúten.

 

 

 
Por Ricardo Medeiros
Pesquisa busca alternativas para celíacos
20/5/2005 14:04:51

Na semana em que se busca difundir os cuidados necessários com a Doença Celíaca -  intolerância ao glúten-, a Embrapa Cerrados tem interagido com outras instituições nacionais e internacionais no desenvolvimento de produtos que contribuem para melhorar a dieta das pessoas alérgicas ao glúten.

Essa substância, uma fração de proteína, encontrada no trigo e em outras espécies relacionadas, como o arroz, a cevada e a aveia, causa problemas graves no aparelho digestivo de pessoas alérgicas.

Dentre os projetos que a Unidade tem desenvolvido na busca de alternativas para diversificar a agricultura e os alimentos, destacam-se os pseudocereais quinoa e amaranto. O pesquisador Carlos Roberto Spehar, responsável pela pesquisa, ressalta que o fator de destaque nessas plantas é a ausência de glúten. A quinoa, da família do espinafre e da beterraba, é uma quenopodiácea. E o amaranto, que pertencente à família das amarantáceas, é parente de plantas de jardim, como o veludo, também conhecido como crista de galo e de algumas invasoras de áreas agrícolas.

Essa vantagem para os celíacos – como são denominados os alérgicos – está ainda associada a outras características como proteína de qualidade, em quantidade superior à dos cereais; amido com grânulos pequenos, que facilitam a produção de alimentos congelados; fração de gorduras que auxiliam na redução do colesterol; vitaminas (em especial a E) e minerais, como o cálcio, o magnésio, o manganês e o ferro em quantidades que superam com vantagem os cereais. Assim, eles estarão incorporando opções para diversificar os alimentos e aumentando as chances de levar uma vida normal. Certamente, os que sofrem dessa enfermidade genética passarão, ao longo do tempo, a perceber os demais benefícios de seu uso.

Ambas as espécies, domesticadas há milhares de anos pelos povos indígenas americanos, têm sido adaptadas ao cultivo no Brasil. O trabalho desenvolvido pelo pesquisador tem culminado com a obtenção de variedades produtivas nas condições do cultivo de grão para a quinoa e o amaranto. Assim, o monocultivo da soja e do milho passam a contar com alternativas para diminuir impactos de pragas e doenças sobre o rendimento e a qualidade do produto e do ambiente.

O pesquisador Carlos Spehar está elaborando uma publicação sobre as diversas formas de utilização desses grãos em saladas, biscoitos, barra nutritiva, pipoca e flocos a serem usados como cereais, para disponibilizar aos interessados experiências no preparo de alimentos à base de quinoa e amaranto.

www.cultivar.inf.br

maio/2005

Depressão, ansiedade, enxaqueca, obesidade podem ter sua causa na Intolerância Alimentar



( São Paulo, São Paulo, Brasil - Comunique-se - ) Enfermidade atinge cerca de 50% a 60% da população mundial e está relacionada como causa de muitas doenças aparentemente de difícil solução

Pouco conhecida pela população em geral e até mesmo por boa parte da classe médica, a intolerância alimentar é uma doença que atinge entre 50% e 60% da população mundial e pode ser a causa de inúmeros problemas que prejudicam, severamente, a qualidade de vida de uma pessoa. Apesar da pequena divulgação, há cerca de 100 anos são realizados estudos relacionados a esse problema, porém somente agora, com procedimentos precisos, é possível realizar diagnóstico correto e eficaz.

Com sintomas bastante variados, muitas vezes o tratamento não é feito da forma certa e, por isso, o paciente não sente melhora alguma, o que o obriga a visitar diferentes especialistas sem que a solução seja encontrada.

Como o próprio nome diz, intolerância alimentar é a manifestação clínica apresentada ao comermos determinados alimentos, através de um sintoma ou conjunto de sintomas que atingem o aparelho digestivo ou outros sistemas do organismo por intoxicação celular.

Segundo o gastroenterologista Dr. Irineu Viégas Pantoja Jr., existe uma grande confusão entre alergia alimentar e intolerância alimentar. “A alergia é um processo agudo e imediato, com lesões na pele e edema de glote, podendo levar até à morte por asfixia. Já a intolerância é uma doença crônica que, ao ingerir determinado alimento, o paciente passa a apresentar variados sintomas”, revela o médico.

Os alimentos mais incidentes na intolerância alimentar são: o café; pela cafeína, os grãos; pelo glúten, e o leite bovino; pela lactose. "A intolerância alimentar pode atacar o sistema nervoso central através de fortes enxaquecas, depressão, ansiedade, tontura e variação constante de humor. O sistema respiratório também pode ser bastante afetado: congestão nasal, rinite, sinusite, asma brônquica crônica e otite são algumas das reações detectadas. Já a parte gastro-intestinal sofre conseqüências como náuseas, aerofagia, diarréia, entre outras", declara Dr. Pantoja.

O especialista mostra-se surpreso com a falta de informação relacionada a um problema que afeta aproximadamente 90 milhões de brasileiros. “Citei apenas algumas das reações que a intolerância alimentar pode causar. O sistema urinário e a pele também sofrem com esse mal, que atinge pelo menos um indivíduo em cada família brasileira; o mais incrível é que as pessoas não fazem idéia do que se trata e, muitas vezes, atribuem a causa de um problema a algo que não tem necessariamente ligação com ele. Por isso acredito que a divulgação é, neste momento, o mais recomendado para ser feito, já que sabendo dessa possibilidade, as pessoas podem atacar diretamente o problema e encontrar o tratamento indicado de forma muito mais rápida, resgatando sua qualidade de vida”, finaliza o especialista.

 

Fonte: ADCom Comunicação Empresarial
Jornalista Responsável: ADCom Comunicação Empresarial
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Abril de 2005

Reportagem publicada no Portal da Universidade de Brasília:

Cardápio adaptado sem mistérios

Reportagem publicada no Portal Terra no dia 26/04/2005: 

http://saude.terra.com.br/interna/0,,OI514229-EI1497,00.html 

 

A GLUTAMINA aplicada à Nutrição Clínica, Parenteral e Enteral

Por Maria Izabel Lamounier de Vasconcelos - Presidente do Comitê de Nutrição
Fonte: Site da Sociedade Brasileira de Nutrição Parenteral e Enteral (SBNPE) e Sociedade Brasileira de Nutrição Clínica (SBNC)

A glutamina é o mais abundante aminoácido do plasma e constitui aproximadamente 20% do total de aminoácidos livres circulantes. É classificada com um aminoácido não-essencial, exceto em situações como trauma e infecções graves (Vasconcelos e Tirapegui, 1998, Vi