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Laboratórios para análise de presença de glúten em alimentos:

 

LABCAL - UFSC

www.labcal-cca.ufsc.br/

labcal@cca.ufsc.br

 

 Rod. Ademar Gonzaga, 1346 Itacorubi - Florianópolis - SC CEP 88034-001

TEL (48) 3721-5391 

(48) 3721-5392 

FAX (48) 3334-2047

 

 

Food Intelligence - SP

www.foodintelligence.com.br

 

LABORATÓRIO DE ANÁLISE DE ALIMENTOS LTDA

Rua Pássaros e Flores, 141 Bairro Jardim das Acácias

São Paulo - SP

CEP 04704000

Tel (11) 5049.2772

Fax (11) 5049.2100

 

 

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Notícias de Anos Anteriores

2006

Lançada para todo o Brasil a 

Cartilha da Emília sobre Doença Celíaca

Numa iniciativa conjunta do Governo Federal ( Ministério da Saúde / Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome / Fome Zero ) , Universidade Federal de Viçosa - MG , Associação de Celíacos do Brasil (ACELBRA) e Editora Globo, foi criada essa edição especial da Cartilha, com o objetivo de ajudar  na divulgação da Doença Celíaca e facilitar o cotidiano de milhares de crianças celíacas no convívio com seus  familiares, amigos,  colegas de escola e na Sociedade.

Através de 2 histórias muito divertidas e da personagem Mariana, que é celíaca, são apresentadas muitas informações sobre a Doença Celíaca e como conviver com a Dieta sem Glúten.

As Associações de Celíacos de cada Estado do Brasil estão recebendo esse material para distribuí-lo entre as famílias das crianças celíacas e  também para algumas instituições parceiras.

dezembro de 2006

Nutrição

Alternativa para celíacos

Fibra chamada Psyllium substitui o glúten em alimentos para doentes com boa aceitação, é o que mostra pesquisa da UnB

Uma fibra utilizada na regulação intestinal, no controle de colesterol e da glicemia, vendida em cápsulas ou sachês – o Psyllium – ganhou nova aplicação após estudo na Universidade de Brasília (UnB). A substância pode ser acrescentada em alimentos preparados sem o glúten, com boa aceitação quando comparados a produtos tradicionais. A descoberta é da nutricionista Renata Puppin Zandonadi que defendeu a dissertação de mestrado em Nutrição Humana sobre esse assunto em agosto de 2006. Sua intenção é diminuir os problemas dos celíacos na escolha por alimentos. “Quero que a população tenha conhecimento de que essa fibra pode ser aplicada nas preparações isentas de glúten, reduzindo a quantidade calórica sem alterar o sabor”, afirma.

Os portadores da doença celíaca – intolerância permanente ao glúten ingerido – enfrentam alguns dilemas na hora das refeições. Por não poderem comer esse componente presente no trigo, na aveia, na cevada e no centeio, precisam substituir esses ingredientes em receitas caseiras. Uma das opções é trocar a farinha tradicional por uma que não contenha a proteína. “Porém, para que as preparações não fiquem ressecadas e quebradiças, é comum aumentar nos ingredientes das receitas a quantidade de gordura, o que pode elevar o peso dos celíacos”, explica Renata. Outra alternativa é aderir aos produtos isentos de glúten que já vêm prontos, mas não são facilmente encontrados no mercado e além disso custam caro.

TESTES DE ACEITAÇÃO – Renata utilizou a fibra para preparar receitas de pão, bolo, biscoito, macarrão e pizza isentos de glúten. Esses alimentos foram os escolhidos com base em dados obtidos pela Associação dos Celíacos do Brasil (Acelbra), que verificou os produtos sem a substância que os doentes gostariam de encontrar com mais facilidade.

Em seguida, a nutricionista organizou uma análise sensorial para que 80 participantes (30 portadores de doença celíaca e 50 indivíduos não portadores dessa patologia) ingerissem as preparações e avaliassem a textura, consistência, aspecto geral, sabor e odor dos alimentos. Os indivíduos saudáveis fizeram a análise na Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Com os celíacos, a experiência ocorreu no Laboratório de Técnica Dietética da UnB.

Os não-portadores da doença experimentaram as receitas tradicionais e as modificadas. Os resultados preliminares mostraram que nesse grupo não houve diferença significativa de aceitação entre produtos tradicionais e os que continham a fibra. Inclusive, o pão modificado com o Psyllium foi mais bem aceito em todos os quesitos que o com glúten. No caso da pizza com a fibra, no quesito textura, ela também agradou mais que a tradicional. O biscoito e o bolo tiveram a receptividade de aproximadamente 70% dos participantes e o macarrão de 94%. Entre os celíacos que experimentaram apenas as preparações com Psyllium, a aceitação do pão foi superior a 93% e a do biscoito foi de 96,6%. A massa de macarrão, a pizza e o bolo tiveram aprovação unânime de 100%.

CONTATO
Mestre em Nutrição Renata Puppin pelo e-mail renatapz@yahoo.com.br

http://www.unb.br/acs/bcopauta/nutricao36.htm 


 

Nossa Lei Estadual foi aprovada:

 

LEI 4.840, de 05 de setembro de 2006 

Institui no Estado do Rio de Janeiro o Programa de Assistência aos Portadores de Doença Celíaca

Autoria do Deputado ALESSANDRO MOLON (PT/RJ)

confira como ficou o texto da lei

 

 

Análise da qualidade dos adoçantes - 17.09.2006 ( Fantástico - Globo.com )

Hoje, o Inmetro vai analisar a qualidade dos adoçantes mais vendidos no mercado. 

 Adoçante pode até ter um gostinho diferente, mas já substitui o açúcar em 35% dos lares brasileiros.

“Depois a gente acostuma com o sabor e não consegue mais comer açúcar”, diz uma consumidora.

De olho nesse mercado consumidor, o Inmetro resolveu testar os adoçantes mais vendidos no Brasil.

“Adoçante dietético é voltado para pessoas que têm necessidades especiais em relação à saúde. Por exemplo, diabéticos e hipertensos”, explica Paulo Coscarelli, gerente de qualidade do Inmetro.

“Os adoçantes de mesa são adoçantes que levam em sua composição o açúcar, mas cabe explicar que esse açúcar é utilizado numa menor proporção”, acrescenta Paulo Coscarelli.
 O princípio ativo do adoçante é chamado de edulcorante, que pode ser artificial, como o aspartame, a sacarina sódica ou o ciclamato de sódio; ou natural, como a frutose e o steviosídeo.

No laboratório, os técnicos encontraram problemas na composição de dois adoçantes.

Be diet: a marca tinha glucose na composição, ou seja, açúcar, o que é proibido para produto dietético. Calorim: na amostra da marca Calorim, foi detectado nível de cromo acima do permitido por lei.

”O organismo não possui maneira eficaz de excretar o metal, então você tende a acumular o metal e ele pode ser tóxico para o fígado, pode ser tóxico para o sistema nervoso, por isso não é bom consumir metais pesados”, fala o endocrinologista Marco Mangini.

Outro problema, também na marca Calorim: os técnicos encontraram sacarina sódica e ciclamato de sódio na composição. No rótulo só consta aspartame.

“Se você tem pressão alta, por exemplo, você não deve ingerir muito sódio, é como você comer sal em excesso”, explica Marco Mangini.

O Fantástico procurou as duas empresas. A Be Diet não responde mais no telefone indicado na embalagem. A Calorim informou que não comercializa mais adoçantes no Brasil.

Mas o código de defesa do consumidor diz que uma empresa é responsável por um produto enquanto ele estiver disponível na prateleira dos supermercados.

Segundo o Inmetro, o maior problema dos adoçantes vendidos no Brasil está nas embalagens. Seis adoçantes não tinham advertência sobre o uso de glúten na composição. Isso é exigido por lei. Quem tem intolerância ao glúten não pode consumir o produto.

Os adoçantes Stevita e Holda dizem que já corrigiram essa informação nos rótulos.

As outras marcas Doce e Doce, Nutrasweet e Calorim afirmam que não comercializam mais adoçantes no Brasil.

O Finn Cristal não informa que cuidados o consumidor deve ter com a conservação. A empresa diz que essa observação já consta do rótulo dos novos lotes do produto.

“O consumidor tem que ter essas informações presentes no rótulo. Essas informações têm que ser confiáveis e ele tem que decidir a sua compra com base nessas informações”, explica o gerente de qualidade do Inmetro.

 

Quinoa, amaranto e sorvetes de frutas nativas do Cerrado são atração da Feira (27/04/2006)
http://www.cpac.embrapa.br/materias_pripag/degusta.html 

 

 

Visitantes do Pavilhão Ciência para a Vida estão tendo a oportunidade de degustarem alimentos preparados com quinoa e amaranto, além de sorvetes de frutas nativas do Cerrado. A promoção é da Embrapa Cerrados (Planaltina-DF), Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária - Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, que mantém em seu estande produtos derivados de mandioca, frutas nativas do Cerrado e resultados de pesquisa com micorriza e rizóbio. No terceiro dia da exposição (26/04), os visitantes ficaram encantados com os pratos preparados com quinoa e amaranto. Eles experimentaram um pouco da sopa de amaranto, salada de quinoa, curry de quinoa e torta de amaranto. "Nunca tinha visto esses grãos e gostei muito dos pratos", disse a funcionária pública Maria Luiza dos Santos.

   

Desconhecidos da maioria da população, a quinoa e o amaranto apresentam vantagens agronômicas e alimentares. Originários do continente americano destacam-se por sua tolerância à seca, elevada qualidade de proteína, redução de colesterol, ausência de glúten (adequado às pessoas celíacas) e uso na culinária.
Podem ser empregados como alimento desde a fase inicial do desenvolvimento botânico. As folhas de ambos são preparadas como as do espinafre. Quando se inicia a diferenciação floral, os botões podem ser preparados para consumo da mesma forma que o brócolos. O grão pode ser consumido de várias formas: cozido em água e depois temperado como salada, cozido da mesma forma que se faz arroz, em sopas e molhos. A farinha pode ser empregada na elaboração de mingaus, pão, pudins, panquecas, biscoitos e bebidas.

   



Todas as informações sobre o potencial da quinoa e do amaranto como alternativa para a diversificação alimentar foram repassadas aos inscritos no curso que ocorreu na noite da abertura da exposição (24/04) na cozinha experimental. Os alunos aprenderam as receitas da torta de amaranto, da salada de quinoa e do caril.
O aproveitamento alimentar das frutas nativas do Cerrado também tem chamado a atenção dos visitantes. No estande, eles observam as frutas "in natura" e os produtos, como por exemplo, pudins, doces, licores e óleos. Sem dúvida, o que gostam mais é do sorvete. Na noite de quarta-feira (26/04) foram servidos sorvetes de cajuzinho do cerrado (cajuí) e de araticum.

   

Mais de 25 pessoas participaram, no primeiro dia do evento, do curso de aproveitamento alimentar das nativas do Cerrado. Aprenderam a forma de extração da polpa de cagaita, mangaba e araticum, além de receitas. As frutas nativas do Cerrado sempre foram usadas de forma empírica pelas populações locais em receitas passadas de geração a geração.
Com base nas observações de utilização, a Embrapa Cerrados desenvolveu a tecnologia de aproveitamento e demonstrou cientificamente seu valor nutricional como alimento estrutural e funcional. Até o final da Ciência para a Vida, dia 30 de abril, a Embrapa Cerrados promoverá a degustação de bolo e pudim de araticum, doce de mangaba e maracujá, doce em barra de pequi, castanha de baru, cereal da castanha de pequi e da castanha de baru, como também de sorvetes, quinoa e amaranto.

Embrapa Cerrados
BR 020 Km 18.
Planaltina, DF - Brasil - CEP 73310-970
Caixa Postal: 08223
Fone: (61) 388-9898 - Fax: (61) 388-9879

Liliane Castelões
Jornalista Embrapa Cerrados - MTb/RJ 16.613
Tel:61- 3388-9953
liliane@cpac.embrapa.br

 

A doença que virou sinônimo de sucesso

Da intolerância ao glúten nasceu um novo negócio

Por Neide Martingo

Uma das características do empreendedor é o talento de transformar obstáculos em experiências que enriquecem o negócio. No caso de Isolda Liamara Salmi, a questão vai um pouco além. A contradição marcou a história dela, pois foi um problema de saúde que mudou a vida da empresária para melhor. Aos 48 anos Isolda descobriu que tinha a doença celíaca – intolerância permanente ao glúten.

Ela já era portadora, mas a doença só se manifestou ao enfrentar problemas familiares e profissionais. Os sintomas tornavam os dias difíceis: corpo dolorido, enjôo, dor abdominal. Foram necessários três anos e muitos exames para que os médicos diagnosticassem a doença, causada pela ingestão do glúten. Quando isso ocorre, a substância fica na parede do intestino e causa intoxicação ao portador.

O glúten é um elemento presente no trigo, cevada, centeio, aveia, malte e derivados, produtos que a empresária não pode consumir.

Nasce uma idéia – Foi da necessidade de se alimentar que a empresa Cia. Sem Trigo surgiu. Como não encontrava no mercado alimentos para pessoas portadoras da doença celíaca, Isolda resolveu, literalmente, pôr a mão na massa.

No lugar da farinha de trigo, usava em suas receitas farinha de arroz, fécula de batata ou de mandioca. Deu certo. O primeiro produto, o Tuilles, fez sucesso em casa. Trata-se de um biscoito salgado e crocante, parecido com um produto francês, descoberto por uma funcionária de Isolda. Por isso o nome: Tuilles significa telhas na língua francesa. Feito à base de mandioca, ganhou sete sabores: entre eles tomate seco, manjericão e queijo, além de duas versões doces, de chocolate e castanhas de caju.

Logo surgiu o estímulo para fazer os produtos para vender, mas também o receio de ousar. "Pensava nas pessoas portadoras da doença que poderiam ter opções de alimentação. Mas não tinha certeza se deveria ir à frente no negócio", afirma Isolda, que é psicóloga.

Os temores deram lugar à ousadia e à criatividade. Ela continuou pesquisando e lançou as broinhas Amaretto, o quiche quatro queijos e o pão de forma fatiado (congelado), todos sem conservantes.

A empresa, que começou na casa do irmão, ex-sócio, ocupa hoje um espaço de 64 metros quadrados na Vila Sônia. Em cada canto do local há a marca registrada da empresária. As caixas de madeira pintadas por ela; as paredes texturizadas; as antigas cadeiras de família que ganharam cores novas pelas mãos de Isolda.

Além do faturamento – Atualmente, os produtos da Cia. Sem Trigo são vendidos em pelo menos 30 pontos no Brasil. "Mas a compensação financeira não é a mais importante. Muita gente liga para agradecer a minha iniciativa – são pessoas que têm o mesmo problema meu", afirma.

Os produtos são mais caros do que os tradicionais. O preço do pão de forma, por exemplo, é 50% maior. "Nosso diferencial em 2005 foi o crescimento do número de pontos de venda fora de São Paulo", diz Alexandre Salmi Borges, filho de Isolda e responsável pela empresa. Mesmo assim, a expectativa inicial é de que o faturamento tenha aumentado 35% em 2005 em relação a 2004.

Desafios – Aos 54 anos, com a doença controlada e com sucesso profissional, Isolda agora se dedica mais à pesquisa e ao desafio de encontrar representantes, pessoas do setor alimentício, que possam divulgar a Cia. Sem Trigo pelo País.

O próximo passo é fabricar em escala cada vez maior, mas sem perder o toque artesanal que marca todos os produtos. "Se aumentarmos a produção, o preço poderá cair e mais pessoas terão acesso aos alimentos", acredita Isolda. Aos empreendedores, ela sugere determinação e paciência. "É preciso fazer tudo com o coração e enfrentar o medo de ousar."


As atividades da Cia. Sem Trigo deixaram a escolha do nome um pouco óbvia, reconhece Isolda Liamara Selmi, a dona da empresa. Afinal, os produtos, biscoitos, quiches, broinhas e pães são fabricados sem glúten. Quem batizou o negócio foi uma cunhada de Isolda.

"As pessoas que têm a doença celíaca, a intolerância permanente ao glúten, não têm opções para comer. Além de ter resolvido o meu próprio problema, consegui ajudar os que enfrentam a mesma questão", afirma a empresária. (NM)


Segredo
Aempresária Isolda dá algumas sugestões para os atuais e futuros empreendedores: "É preciso fazer tudo com o coração, em primeiro lugar. As pessoas têm de colocar a mão na massa sem medo". Além disso, ela diz que é necessário saber transformar problemas em saídas positivas e experiências que enriqueçam o negócio. (NM)


Pedra

São dois os desafios da empresa. Primeiro, produzir em escala cada vez maior, mas sem descartar o aspecto artesanal. O segundo, encontrar representantes que divulguem o nome da Cia. Sem Trigo pelo País. "Os bons vendedores são imprescindíveis a qualquer negócio", afirma Isolda. (NM)
 

Diário do Comercio

 

 

2005

Notícias sem Glúten: o boletim da Acelbra-RJ:

para ler  clique aqui .

 

 

Florianópolis investe em alimentação sem glúten

 

Ministério da Educação

 

O diferencial da merenda escolar da rede pública de Florianópolis é a inclusão 

de alimentos que não possuem glúten no cardápio. O objetivo foi

atender aos celíacos, pessoas alérgicas ao glúten. Este ano a prefeitura, a

Secretaria Municipal de Educação e a Coordenadoria de Alimentação Escolar

fizeram levantamento nas escolas para saber quantos alunos tinham a

doença. Foi diagnosticado um crescimento em relação aos anos anteriores.

Por isso, a prefeitura resolveu dar atenção especial a essas crianças, com

alimentação em quantidade e qualidade adequadas à dieta específica. São

14 alunos celíacos, poucos em relação aos 23,8 mil alunos que recebem

merenda escolar na cidade, mas uma maneira de não excluí-los da refeição.

Foram adquiridos gêneros alimentícios “sem glúten”, como farinha de

arroz, farinha de milho, broa de polvilho, macarrão de arroz e leite de soja –

porque algumas crianças celíacas têm intolerância à lactose –, e feitas ações

para informar o que é a “doença celíaca” na comunidade escolar, como a

distribuição de cartilha e cursos de capacitação para professores, diretores,

merendeiras e familiares. Os celíacos fizeram avaliação antropométrica e são

acompanhados periodicamente. Foram feitos testes de aceitabilidade aos

novos pratos do cardápio. Na educação infantil, toda a turma come a mesma

merenda, sem glúten, mas no ensino fundamental, há duas opções de

cardápio (com e sem glúten). 

 

Destaque – “É uma prática normal para a gente. Não esperávamos nos

destacar nacionalmente. O que queríamos era atender as crianças celíacas.

Deu resultado. Elas estão felizes, integradas na escola e não se sentem

discriminadas. As famílias ligam, agradecendo”, conta Cleusa Regina

Silvano, coordenadora do projeto, um dos 12 selecionados pelo Prêmio

Gestor Eficiente da Merenda Escolar.

 

A ONG Ação Fome Zero, em parceria com o Fundo Nacional de

Desenvolvimento da Educação (FNDE/MEC), destaca prefeituras que se

preocupam com a qualidade da merenda escolar. Este ano os outros 11

municípios premiados foram Maracás (BA), Goiânia (GO), Pedra do Indaiá

(MG), Araxá (MG), Lucas do Rio Verde (MT), Paragominas (PA), Apucarana

(PR), Dois Irmãos (RS), Porto Alegre (RS), Concórdia (SC) e Criciúma (SC).

(Raquel Maranhão Sá)

 

Brasília, 7/11/2005

Esplanada dos Ministérios, bloco L, 9º andar, sala 905. CEP 70047-900.

E-mail: imprensa@mec.gov.br

 

UFSM tenta patente de misturas com farinha de arroz

Quinta-Feira - 03/11/2005

Grupo que estuda farinha devirada do arroz que reconhecimento por criação de misturas.

 

Um projeto de pesquisa desenvolvido pelo Curso de Farmácia – Tecnologia de Alimentos da Universidade Federal de Santa Maria está tentando obter a maior prova de direito autoral de criações e descobertas. “Utilização da farinha de arroz em produtos alimentícios”, projeto integrante da Linha de Pesquisa de Cereais e Carboidratos, comandado pela professora Leila Picolli da Silva, está tentando o patenteamento de um novo produto obtido através de pesquisa do uso de farinha de arroz em misturas que possam substituir as farinhas que contenham glúten, substância química da qual muitas pessoas são intolerantes à ingestão.

Há menos de um mês foi entregue ao Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) o projeto para a obtenção da patente das misturas.

O grupo está entre os 20 projetos ou grupos que participam do “Espaço da UFSM”, área aumentada nesta edição. No stand, o visitante pode obter mais informações sobre o projeto e provar bolos e tortas feitas somente com a farinha de arroz.

A estudante Cristiane Denardin, participante do estudo, explica que a farinha é obtida através da “quirera”, um subproduto do cereal, resultado dos grãos quebrados, dispensados no momento da seleção final do material que será disponilizado para consumo. “A quirera é tão nutricional quanto o arroz, porque ele não outra coisa senão o próprio grão, só que quebrado”, explica.

Segundo a coordenadora do projeto, os dois principais objetivos são popularizar a mistura que pode ser usada em vários alimentos, por um preço mais baixo que outras farinhas e oportunizar novas opções para os celíacos, finaliza.

A farinha - Pode ser usada em panquecas, misturas para bolo, bolachas, biscoitos e bolos nas quais seja usado fermento industrial, já que a massa não cresce em combinação com o fermento biológico. É de menor custo que a farinha de trigo.

Uma opção para os celíacos - A farinha de arroz se mostra uma opção pois não tem glúten, substância que não pode ser ingerida pelos celíacos. A doença Celíaca é uma intolerância permanente (por toda a vida) ao glúten, que se manifesta em algumas pessoas, crianças ou adultos, com predisposição genética. Ocorre uma grave alteração no intestino delgado que impede a absorção dos alimentos. Ela pode surgir na infância, geralmente durante o primeiro ao terceiro ano de vida, ou manifestar-se em qualquer idade, inclusive no adulto. Os sintomas mais comuns são diarréia, emagrecimento e parada do crescimento, mas em algumas crianças podem ocorrer vômitos, anemia que não cura com tratamento, ou até mesmo “prisão de ventre”, sempre associados à baixa estatura. O glúten é uma proteína que está contida no trigo, aveia, cevada e centeio e todos os alimentos fabricados com esses cereais.

http://www.arazao.com.br/ 

 

Outubro - 2005

Alimentação equilibrada assegura qualidade de vida - o uso da mandioca.

Alimentos sem glúten são desenvolvidos por acadêmicos da UCDB - Campo Grande / MS

Rafael Belo

       Para possibilitar aos celíacos se alimentarem com produtos adequados e similares a pães e bolachas, acadêmicos de Nutrição e Agronomia da Universidade Católica Dom Bosco de Campo Grande - MS,  desenvolveram alguns desses alimentos sem glúten. A síndrome celíaca é uma alergia a um dos componentes da proteína de alguns dos cereais, como trigo, cevada e centeio. São responsáveis pelo projeto, que serão apresentados de 25 a 28 de outubro no XI Congresso Brasileiro de Mandioca: Ciência e Tecnologia para a raiz do Brasil, os pesquisadores doutores do CeTeAgro e do Programa de Mestrado em Desenvolvimento Local da UCDB, Olivier Vilpoux e Marney Cereda.

       Os ingredientes básicos da fórmula desenvolvida são farinha de mandioca, polvilho azedo, sal, açúcar e fermento biológico seco. Essa formulação pode mudar a rotina alimentar da dieta celíaca considerada pela dra. Marney, monótona, pois, deve se evitar as proteínas com glúten o resto da vida. “Muitos celíacos percebem depois de certa idade, então eles têm memória do que é um pão quentinho, que saí do forno crocante. Talvez o pão seja realmente o alimento de base. Por isso nós nos interessamos pelo produto. Porque é o café da manhã, é o lanche, é o cachorro quente do cotidiano dessas pessoas”, comentou a pesquisadora.

       Segundo a professora, geralmente quem descobre a síndrome é o pediatra, que identifica na criança o início de diarréia e perda de peso. Em Campo Grande há cerca de seis famílias celíacas já identificadas. Na fase de teste, o pão desenvolvido, que pode ser assado em um forno doméstico, poderá ser testado pelas famílias. “O que estamos tentando fazer é desenvolver uma fórmula que possa ao mesmo tempo ser usada para fazer pão na casa das pessoas celíacas e nas padarias. Essa formulação de pão está muito boa e foi testada no Dia do Nutricionista com sucesso”, explica a dra. Marney.

PROJETOS

          Segundo a acadêmica do 6° semestre de Nutrição, Caroline Sunada, a patologia foi estudada visando à prevenção. Disse ainda que é importante buscar produtos para um mercado que, hoje, não é tão focado, pois, no mercado consumidor atual, praticamente não existem produtos sem glúten. O Brasil é um dos poucos países no mundo que tem uma legislação especifica, onde os produtos que têm glúten devem ser identificados no rótulo.

       Lidiane dos Santos Sobrinho, da mesma turma, desenvolve as barras energéticas sem cereal, também no CeTeAgro. “Devido ao celíaco não poder ingerir nenhum cereal a base é de farinha de mandioca. Outros ingredientes podem ser usados para dar sabor”, declara a acadêmica. As Barras energéticas são feitas com frutas desidratadas, produzidas pelos acadêmicos de Agronomia ou é utilizado mel e castanha para dar o sabor.

        Esse projeto, que segundo o dr. Olivier, tem como uma das organizadoras a Secretaria de Assistência Social e como financiador o Sebrae/MS, está sendo desenvolvido pela dra. Marney Cereda há 6 anos, na UCDB há um ano.  Para a pesquisadora os futuros contratos firmados para valorizar esses produtos deveriam destinar um percentual à associação de celíacos de Campo Grande ou de MS, para possibilitar condições de ação e organização.

        Ela acrescenta ainda que a UCDB prioriza o atendimento social, no caso específico do celíaco a preocupação não é a financeira e sim a falta de opção. “Acredito que esse é um contexto cristão da Católica: preocupar-se para que a pesquisa realizada seja uma pesquisa de utilização pela comunidade”, enfatiza a dra. Marney.

   O projeto é centrado nos celíacos, mas conforme Marney Cereda, também pode se visto do ponto de vista dos produtos derivados de mandioca, porque existe a ativação também das indústrias, que por sua vez ativam o campo.  O processo possibilita uma cadeia que vai do consumidor final, o celíaco, confirmando a eficácia do pão, e vai até o agricultor que planta mandioca. “Então você alavanca todo o setor. Aí o que falta é estabelecermos um custo, porque o pão de trigo possui produção em grande escala. Terá que ser feito um ajuste em proporção de preço”, conclui a dra. Marney Cereda.

XI Congresso Brasileiro de Mandioca

  Do dia 25 a 28 de outubro acontece o XI Congresso Brasileiro de Mandioca: Ciência e Tecnologia para a raiz do Brasil, no Centro de Convenções Rubens Gil de Camilo com a participação da Universidade Católica Dom Bosco. A Instituição está sendo representada pelos engenheiros agrônomos professores doutores do Centro em Tecnologias em Agronegócios – CeTeAgro e do Mestrado em Desenvolvimento Local da UCDB, Marney Cereda e Olivier Vilpoux.

  No dia 27, o dr. Olivier Vilpoux participa da mesa-redonda: O Mercado para Mandioca, com o tema “A Fécula nos mercados interno e externo”, das 8h às 10h. A dra. Marney Cereda ministra a palestra “Novos produtos para a farinha de mandioca”, das 11h10 às 12h10.

  Durante o evento, as acadêmicas do 6° semestre de Nutrição da Católica, Caroline Sunada e Lidiane dos Santos Sobrinho apresentarão artigos sobre os resultados dos projetos de pesquisa no Centro em Tecnologias em Agronegócios – CeTeAgro, respectivamente “Pão sem glúten” e “Barras Energéticas”. Também apresentam artigos os acadêmicos de Agronomia Arioval Baltha, do 4° semestre, sobre o projeto Caracterização das farinhas de Campo Grande e a acadêmica do 8° semestre Luciene Arce sobre o projeto “Fabricação de Aguardente de Mandioca”.

  O evento tem o objetivo de discutir os atuais avanços científicos tecnológicos, parcerias estratégicas, condições de mercado, tendências futuras para a cadeia produtiva da mandioca no país e é realizado pela UCDB, Câmara Setorial da Mandioca de Mato Grosso do Sul, Embrapa Agropecuária Oeste, Embrapa Mandioca e Fruticultura, Embrapa Pantanal, Câmara Setorial da Cadeia Produtiva da Mandioca e Derivados, Sebrae/MS, SFA/MS, Famasul, UFMS, Uems e Uniderp.

 

 

Setembro - 2005

Fundada a Acelbra-RJ

 

         Dia 17 de setembro/2005, no Auditório do Hospital Gafrée Guinle - Tijuca, aconteceu a Assembléia para fundação da Acelbra-RJ, com a aprovação de seu Estatuto e eleição da primeira Diretoria.    Todos os participantes da reunião foram considerados Sócios Fundadores.  Os celíacos do Estado do Rio de Janeiro podem se associar ( no caso dos celíacos menores de idade, os seus responsáveis), além de parentes, amigos, médicos, nutricionistas e  fornecedores de produtos sem glúten. Um próximo Encontro foi marcado para Dezembro, para confraternização dos celíacos e seus familiares.

 

 

Estudando e votando o Estatuto

 

Primeira Diretoria Eleita

Dietas equivocadas apregoam corte no consumo de arroz

 

O arroz é considerado o vilão das boas dietas. Muitas pessoas acreditam que o grão não possui nutrientes e só faz encher a barriga. Por isso, o produto é um dos primeiros a ser cortado do cardápio de quem quer emagrecer. Apesar de bastante difundida, essa idéia, no entanto, não condiz com a realidade. As recomendações para uma vida saudável incluem a adoção de uma alimentação equilibrada. Produtos de origem animal, como carnes, ovos, leite e seus derivados, devem ser ingeridos com moderação, ao passo que frutas e legumes podem ser consumidos em maior quantidade. Os cereais estão também inclusos neste último grupo, do qual faz parte o arroz. O grão é rico em proteínas, sais minerais e vitaminas do complexo B. A título de exemplificação, a ingestão de 100 gramas de arroz cozido (quatro colheres de sopa) por crianças na faixa etária de 1 a 5 anos de idade é capaz de suprir as necessidades diárias de 14% em proteínas, 6% em cálcio, 3% em ferro e 10% em zinco. Além disso, o cereal é uma excelente fonte energética de baixa caloria. Enquanto uma xícara de arroz (120 gramas) possui 270 quilocalorias, um sanduíche x-salada tem em média 490 quilocalorias e uma embalagem de macarrão instantâneo, 445 quilocalorias. Portanto, o que geralmente engorda é o consumo de alimentos pouco nutritivos e altamente calóricos muitas vezes utilizados para substituir o arroz ou as refeições tradicionais.

É certo ainda que o arroz branco polido, costumeiramente ingerido pelo brasileiro, perde grande parte de seus nutrientes durante o processamento industrial, preservando carboidratos e proteínas. A despeito disso, felizmente, esta não é a única forma possível de saborear o cereal. Vale lembrar que a combinação típica do arroz com feijão eleva a qualidade nutricional do produto. Há também o grão integral que conserva todos os nutrientes do arroz e, quando bem feito, torna-se tão soltinho e gostoso quanto o produto convencional. Existe ainda o arroz parboilizado, cujos grãos passam por um tratamento hidrotérmico que ajuda a manter o valor nutritivo, assim como no caso do arroz integral. E quem pensa que o produto só vai à mesa na forma de grãos se engana. Atualmente, o farelo do arroz, um subproduto da industrialização, é utilizado na elaboração de cereais matinais, bolachas e pães. Existe até uma empresa em Santa Catarina que usa a massa alimentícia do arroz para produzir um tipo de macarrão consumido por descendentes de países asiáticos no Brasil. A vantagem deste produto sobre aquele feito a partir do trigo é justamente não conter glúten, o que permite sua apreciação por celíacos. Um outro uso industrial é o amido de arroz acetilado, um espessante empregado para reduzir o teor de gordura de alguns biscoitos fritos. Isso porque a substância tem a propriedade de diminuir a absorção de óleo durante o preparo do alimento.

Um exemplo adicional é o de uma empresa de Los Angeles (EUA), que mistura a farinha do arroz aos populares chips. Com isso, a companhia conseguiu melhorar a textura do produto comercializado, tornando-o mais crocante e macio e não quebradiço e duro. A classe médica, por sua vez, tem chamado a atenção para uma outra característica do arroz. Alguns profissionais apontam uma função terapêutica, a saber, o auxílio no combate a diabetes. Isso é atribuído ao modo lento e gradual em que o cereal é absorvido pelo organismo, apresentando baixo índice glicêmico. Todos esses assuntos estão sendo bastante debatidos, principalmente, devido ao fato de 2004 ter sido declarado como Ano Internacional do Arroz pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO). Inclusive, o farelo de arroz, desde que se procedam ajustes em sua conservação, poderia virar ingrediente da farinha multimistura, uma opção barata e eficaz para reverter a desnutrição de crianças atendidas pela Pastoral da Criança no Brasil. Enfim, nada depõe contra o arroz para lhe conferir a má fama. A percepção errônea disseminada por várias pessoas não se sustenta sob argumentos e tem sua origem em algo infelizmente bastante comum: mero preconceito.

Fonte: Carlos Cogo Consultoria Agroeconomica

http://www.abiap.com.br/noticiaLer.php?cod=94 

Naamat Porto Alegre lança Livro de Receitas Diet & Light



“Difundir, cada vez mais, que comida saudável não significa comida sem gosto e introduzir esta prática nos lares em geral acaba por ser um exemplo e auxílio à saúde pública. Por isto é louvável a iniciativa de livros como este...”- Simone Peccin-Endocrinologista

Um grupo de voluntárias da Organização Feminina Judaica Beneficente Na’ amat Pioneiras de Porto Alegre acaba de lançar um Livro de Receitas Diet e Light. Essa é a segunda iniciativa do gênero, uma vez que as voluntárias já haviam publicado um outro, reunindo o melhor da culinária judaica sefaradi e ashkenazi (pratos típicos dos judeus do Oriente e da Europa).

Receitas Diet & Light, além de ensinar como preparar deliciosas e nutritivas saladas, molhos, sopas, entradas, peixes, carnes e frangos, acompanhamentos e sobremesas, traz uma parte especial dedicada aos celíacos (pessoas cuja dietoterapia consiste na retirada do glúten e substituição por outros ingredientes), bem como dicas de como se alimentar melhor.

A renda obtida com a venda desses exemplares será revertida para as obras sociais e educativas de Na’amat. O livro custa R$ 20,00 (Vinte Reais), e pode ser adquirido no Centro Na’ amat de Porto Alegre ou pelo tel. (11) 3667-5247.

A Na’ amat

É uma Organização Feminina Judaica Sionista Cultural e Beneficente, atuando em diferentes países. Um Movimento ideológico para alcançar metas e solucionar problemas inerentes às mulheres e suas famílias. Em Israel, é o maior Movimento de Mulheres. No Brasil, está presente desde 1948, e conta com aproximadamente mil voluntárias, atuando em 10 Estados.

Nosso Site: www.naamat.org.br

Nosso E-Mail: naamat@naamat.org.br

 

Leia o resumo do Congresso de Firenze - 17/04/2005: 

dê um clique na frase abaixo ( texto traduzido e o original em italiano)

 Celiachia: Riassunto di quanto esposto nella sessione del giorno

- 17 aprile 2005

 

 

15 de Maio: Dia Internacional do Celíaco:  Caminhadas em todo o Brasil

 

 

Leia aqui o texto do projeto de lei encaminhado à Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro:

PROJETO DE LEI Nº 2642/2005

            EMENTA:
            INSTITUI, NO ESTADO DO RIO DE JANEIRO, O PROGRAMA DE ASSISTÊNCIA AOS PORTADORES DE DOENÇA CELÍACA.

Autor(es): Deputado ALESSANDRO MOLON


A ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO

RESOLVE:

Art. 1º - Fica instituído, no Estado do Rio de Janeiro, o Programa de Assistência aos Portadores de Doença Celíaca.

Art. 2º - Para garantir a efetiva implantação do programa de que trata esta lei, fica assegurado o acesso gratuito à realização de exames específicos para diagnóstico da Doença Celíaca mediante prescrição médica.

Art. 3º - Fica assegurado o repasse mensal, através de programa assistencial próprio, de cesta básica composta de produtos isentos de glúten, aos portadores de doença celíaca, desde que comprovada a impossibilidade financeira de suprir as necessidades básicas de alimentação.

Art. 4º - A cesta básica a que se refere o artigo anterior será composta de:

      I - macarrão de arroz ou milho;

      II - farinha de arroz;

      III - fécula de batata;

      IV- biscoitos sem glúten;

      V- outros produtos especiais, a critério do órgão responsável.

Art. 5º - O Poder Executivo, através de órgão próprio, promoverá programas educativos com a finalidade de esclarecer as características, os sintomas e o tratamento da Doença Celíaca, mediante:

      I - a elaboração e distribuição de cartazes, cartilhas e folhetos explicativos que deverão ser disponibilizados nos postos de saúde, nas escolas e nas instituições públicas de todo o Estado;

      II - a elaboração e distribuição de folhetos explicativos específicos para hotéis, bares, restaurantes e similares, em todo o Estado;

      III - a organização de seminários e treinamentos com vistas à capacitação dos profissionais da área da saúde pública, em todo o Estado;

      IV - a criação de um cadastro quantitativo para apurar a incidência da doença em todos os municípios do Estado.

Art. 6º - Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Sala de Sessões, em 28 de junho de 2005

Deputado Alessandro Molon

www.molon.com.br 

 

Nutrição: Prova de paciência

Apesar das leis, os rótulos são mais usados para fazer propaganda do que para informar

Camilla Antunes
Especial para o JB

 

Conferir rótulos de alimentos é uma prática comum para quem está em constante luta contra a balança. O valor calórico aparece entre as principais preocupações dos consumidores, mas não é só a quantidade de calorias que importa. Verificar o prazo de validade, a lista de ingredientes, o lote e o conteúdo líquido é essencial antes de consumir um produto. No entanto, segundo dados da Vigilância Sanitária, aproximadamente 95% dos rótulos ainda desobedecem os regulamentos do Código de Defesa do Consumidor.

 

''A legislação é bastante clara em relação às exigências. Infelizmente, a maioria das indústrias insiste em descumprir a lei, utilizando o rótulo mais como uma forma de propaganda e exaltação da mercadoria do que para esclarecer o consumidor'', avalia a nutricionista Maria de Fátima Andrade, coordenadora de fiscalização da Vigilância Sanitária do Rio.

 

O fabricante não pode ressaltar a presença de componentes que são próprios dos alimentos. Em uma embalagem de leite, por exemplo, é proibido ter em destaque a expressão ''enriquecido com cálcio'', já que os laticínios são ricos no mineral. Nesse caso, a propaganda é feita apenas para estimular o consumo, não para esclarecer.

 

Entre as informações obrigatórias nos rótulos, as principais são o prazo de validade e o número do lote. A validade deve vir especificada com o dia e o mês, nos alimentos que duram menos de três meses. Para os que resistem por mais tempo, a validade deve vir na forma de mês e ano. Nesse quesito, é proibido trazer a informação em número de dias, mesmo que a data de fabricação esteja impressa na embalagem. Além de ser incompatível com a legislação, expressões como 'válido por 90 dias' podem induzir o consumidor ao erro, já que ele é obrigado a fazer contas.

 

Na opinião de Maria de Fátima, apesar de as pessoas estarem bem mais atentas, ainda pecam ao não considerar o tempo de consumo do alimento depois de aberto. ''Assim como a maionese, muitos outros produtos tornam-se perigosos se ingeridos após este prazo'', alerta.

 

Para obter essa informação, o consumidor vai precisar de paciência e, talvez, de uma lupa. Brincadeiras à parte, o tempo de consumo normalmente vem especificado em letras bem miúdas, escondido em algum cantinho da embalagem. Assim como os ingredientes que compõem o produto, dificultando a vida de alérgicos ou pessoas com restrições alimentares. Infelizmente, inexiste na legislação qualquer regra sobre o tamanho das letras.

 

Maria de Fátima explica que o lote de fabricação é importante para pesquisas quanto à procedência do produto: ''Se um grupo tem intoxicação alimentar, o primeiro dado que pedimos é o número do lote do produto consumido. Depois da avaliação, o alimento pode ser retirado de circulação''.

 

Em produtos nos quais o fabricante destaca a não-adição de açúcar e a ausência de gordura, o consumidor deve checar a tabela de informação nutricional. Os alimentos sem adição de açúcar não têm a sacarose, um tipo de açúcar industrial, mas podem conter glicose e frutose, que são naturais.

 

''O hábito de verificar a existência de açúcares nos ingredientes deve ser adotado sobretudo por diabéticos. Dá trabalho, mas a saúde agradece'', ressalta a nutricionista Márcia Madeira, professora da Uerj.

 

Uma especificação obrigatória por lei é quanto à presença ou ausência de glúten, informação que deve constar até em embalagens de água mineral. A medida serve para prevenir reações adversas em portadores de doença celíaca, uma espécie de alergia ao glúten.

 

A partir de julho de 2006, também será obrigatória na tabela de informações nutricionais a quantidade de gordura trans, nociva por elevar no organismo a taxa do mau colesterol e baixar a do bom, aumentando o risco de doenças cardiovasculares.

 

''É um dado valioso tanto para cardíacos quanto para quem deseja prevenir males do coração'', destaca a bioquímica Juliana Catto, do laboratório Analytical Solutions.

[25/JUN/2005]

 

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Publicado em 16/05/2005 

Rede de educação vai servir merenda especial para celíacos

DivulgaçãoA Prefeitura de Florianópolis está dando atenção especial aos portadores da doença celíaca que estão matriculadas na rede de ensino do município. A Coordenadoria de Alimentação Escolar da Secretaria de Educação, após identificar as crianças que possuem a doença, elaborou um cardápio diferenciado para esses alunos e iniciou a seleção e aquisição de gêneros alimentícios que atendam as necessidades desses grupos.

Celíaco é uma doença do intestino delgado, caracterizado pela intolerância permanente ao glúten. O único tratamento para este caso é uma alimentação sem o uso desta substância. A ingestão de alimentos com glúten, além de provocar lesões no intestino delgado, pode permitir o desenvolvimento de doenças da tireóide, fígado, rins, pele e até câncer.

Conforme Cleusa Regina Silvano, Coordenadora de Alimentação Escolar, 11 crianças foram identificadas como celíacas, sendo um caso por unidade. Seis delas freqüentam o ensino fundamental e as demais a educação infantil. As crianças são ligadas às escolas básicas Osmar Cunha (Canasvieiras), Almirante Carvalhal (Coqueiros), Brigadeiro Eduardo Gomes (Campeche), Mâncio Costa (Ratones) e Gentil Matias, além da Escola Desdobrada João Garcez (Canto da Lagoa). Pelo lado da educação infantil, os portadores da doença são oriundos das creches Anna Spyrius (Tapera), Irmão Celso (Agronômica), Abraão (Abraão) e Muquem (Rio Vermelho), assim como do NEI Campeche (Campeche).

No próximo dia 3 de junho, todas as merendeiras destas unidades escolares irão receber orientações de nutricionistas para que a partir do dia 6 de junho possam preparar os alimentos das crianças celíacas seguindo novas orientações. Para o bem estar dos alunos os alimentos que contenham glúten serão eliminados do seu dia a dia .

Dentre os cereais é que se encontra o grupo de alimentos não toleráveis pelo organismo de portadores da doença. Por conterem uma porção protéica, chamada gliadina, o trigo, a cevada, o centeio e seus derivados desencadeiam uma reação alérgica, que se manifesta por um desgaste da parede do intestino delgado, o que leva à diminuição da absorção de nutrientes, com conseqüentes diarréias, desnutrição e outras complicações clínicas. A aveia, por sua vez, não contém a porção tóxica, mas também não pode ser consumida porque durante o seu processamento ocorre uma contaminação, que é a mistura de poeira da farinha de trigo nos moinhos.

Cleusa Silvano explica que, por exemplo, a farinha de trigo será substituída por farinha de arroz, assim como bolachas doce e salgada serão trocadas por broa de polvilho. Já a massa de macarrão cederá espaço para a polenta. A Coordenadora de Alimentação Escolar lembra que no ensino fundamental somente a criança celíaca receberá a merenda diferenciada e no caso da criança da educação infantil, a alimentação especial será servida somente para a turma onde está localizada a criança que não pode comer substâncias com glúten.

 

 

 
Por Ricardo Medeiros
Pesquisa busca alternativas para celíacos
20/5/2005 14:04:51

Na semana em que se busca difundir os cuidados necessários com a Doença Celíaca -  intolerância ao glúten-, a Embrapa Cerrados tem interagido com outras instituições nacionais e internacionais no desenvolvimento de produtos que contribuem para melhorar a dieta das pessoas alérgicas ao glúten.

Essa substância, uma fração de proteína, encontrada no trigo e em outras espécies relacionadas, como o arroz, a cevada e a aveia, causa problemas graves no aparelho digestivo de pessoas alérgicas.

Dentre os projetos que a Unidade tem desenvolvido na busca de alternativas para diversificar a agricultura e os alimentos, destacam-se os pseudocereais quinoa e amaranto. O pesquisador Carlos Roberto Spehar, responsável pela pesquisa, ressalta que o fator de destaque nessas plantas é a ausência de glúten. A quinoa, da família do espinafre e da beterraba, é uma quenopodiácea. E o amaranto, que pertencente à família das amarantáceas, é parente de plantas de jardim, como o veludo, também conhecido como crista de galo e de algumas invasoras de áreas agrícolas.

Essa vantagem para os celíacos – como são denominados os alérgicos – está ainda associada a outras características como proteína de qualidade, em quantidade superior à dos cereais; amido com grânulos pequenos, que facilitam a produção de alimentos congelados; fração de gorduras que auxiliam na redução do colesterol; vitaminas (em especial a E) e minerais, como o cálcio, o magnésio, o manganês e o ferro em quantidades que superam com vantagem os cereais. Assim, eles estarão incorporando opções para diversificar os alimentos e aumentando as chances de levar uma vida normal. Certamente, os que sofrem dessa enfermidade genética passarão, ao longo do tempo, a perceber os demais benefícios de seu uso.

Ambas as espécies, domesticadas há milhares de anos pelos povos indígenas americanos, têm sido adaptadas ao cultivo no Brasil. O trabalho desenvolvido pelo pesquisador tem culminado com a obtenção de variedades produtivas nas condições do cultivo de grão para a quinoa e o amaranto. Assim, o monocultivo da soja e do milho passam a contar com alternativas para diminuir impactos de pragas e doenças sobre o rendimento e a qualidade do produto e do ambiente.

O pesquisador Carlos Spehar está elaborando uma publicação sobre as diversas formas de utilização desses grãos em saladas, biscoitos, barra nutritiva, pipoca e flocos a serem usados como cereais, para disponibilizar aos interessados experiências no preparo de alimentos à base de quinoa e amaranto.

www.cultivar.inf.br

maio/2005

Depressão, ansiedade, enxaqueca, obesidade podem ter sua causa na Intolerância Alimentar



( São Paulo, São Paulo, Brasil - Comunique-se - ) Enfermidade atinge cerca de 50% a 60% da população mundial e está relacionada como causa de muitas doenças aparentemente de difícil solução

Pouco conhecida pela população em geral e até mesmo por boa parte da classe médica, a intolerância alimentar é uma doença que atinge entre 50% e 60% da população mundial e pode ser a causa de inúmeros problemas que prejudicam, severamente, a qualidade de vida de uma pessoa. Apesar da pequena divulgação, há cerca de 100 anos são realizados estudos relacionados a esse problema, porém somente agora, com procedimentos precisos, é possível realizar diagnóstico correto e eficaz.

Com sintomas bastante variados, muitas vezes o tratamento não é feito da forma certa e, por isso, o paciente não sente melhora alguma, o que o obriga a visitar diferentes especialistas sem que a solução seja encontrada.

Como o próprio nome diz, intolerância alimentar é a manifestação clínica apresentada ao comermos determinados alimentos, através de um sintoma ou conjunto de sintomas que atingem o aparelho digestivo ou outros sistemas do organismo por intoxicação celular.

Segundo o gastroenterologista Dr. Irineu Viégas Pantoja Jr., existe uma grande confusão entre alergia alimentar e intolerância alimentar. “A alergia é um processo agudo e imediato, com lesões na pele e edema de glote, podendo levar até à morte por asfixia. Já a intolerância é uma doença crônica que, ao ingerir determinado alimento, o paciente passa a apresentar variados sintomas”, revela o médico.

Os alimentos mais incidentes na intolerância alimentar são: o café; pela cafeína, os grãos; pelo glúten, e o leite bovino; pela lactose. "A intolerância alimentar pode atacar o sistema nervoso central através de fortes enxaquecas, depressão, ansiedade, tontura e variação constante de humor. O sistema respiratório também pode ser bastante afetado: congestão nasal, rinite, sinusite, asma brônquica crônica e otite são algumas das reações detectadas. Já a parte gastro-intestinal sofre conseqüências como náuseas, aerofagia, diarréia, entre outras", declara Dr. Pantoja.

O especialista mostra-se surpreso com a falta de informação relacionada a um problema que afeta aproximadamente 90 milhões de brasileiros. “Citei apenas algumas das reações que a intolerância alimentar pode causar. O sistema urinário e a pele também sofrem com esse mal, que atinge pelo menos um indivíduo em cada família brasileira; o mais incrível é que as pessoas não fazem idéia do que se trata e, muitas vezes, atribuem a causa de um problema a algo que não tem necessariamente ligação com ele. Por isso acredito que a divulgação é, neste momento, o mais recomendado para ser feito, já que sabendo dessa possibilidade, as pessoas podem atacar diretamente o problema e encontrar o tratamento indicado de forma muito mais rápida, resgatando sua qualidade de vida”, finaliza o especialista.

 

Fonte: ADCom Comunicação Empresarial
Jornalista Responsável: ADCom Comunicação Empresarial
Tel: ( 011 )  3825-7171
Fax: ( 011 )  3825-6939
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Abril de 2005

Reportagem publicada no Portal da Universidade de Brasília:

Cardápio adaptado sem mistérios

Reportagem publicada no Portal Terra no dia 26/04/2005: 

http://saude.terra.com.br/interna/0,,OI514229-EI1497,00.html 

 

A GLUTAMINA aplicada à Nutrição Clínica, Parenteral e Enteral

Por Maria Izabel Lamounier de Vasconcelos - Presidente do Comitê de Nutrição
Fonte: Site da Sociedade Brasileira de Nutrição Parenteral e Enteral (SBNPE) e Sociedade Brasileira de Nutrição Clínica (SBNC)

A glutamina é o mais abundante aminoácido do plasma e constitui aproximadamente 20% do total de aminoácidos livres circulantes. É classificada com um aminoácido não-essencial, exceto em situações como trauma e infecções graves (Vasconcelos e Tirapegui, 1998, Vinnars e cols., 1990, Fischer e Chance, 1990, Ziegler e cols., 1990, Souba e cols., 1990, Savy, 1997, Smith e Wilmore, 1990, Shou, 1994).

Desenvolve papel fundamental na terapia nutricional devido às suas múltiplas funções: é necessária para o crescimento e diferenciação celular; serve como veículo para transporte de nitrogênio e cadeia carbônica entre os órgãos; é o maior substrato da síntese de amônia renal; é o precursor essencial para a síntese de nucleotídeos, uma vez que tem a capacidade de doar nitrogênio; regula a síntese de proteína e glicogênio; fornece energia aos fibroblastos, aumentando a síntese do colágeno; constitui substrato para as células da mucosa intestinal (enterócitos), células do túbulo renal, células endoteliais; tem importância fundamental no metabolismo energético, na síntese protéica, no trofismo do trato gastrointestinal e na capacidade de defesa do organismo; atua como fonte de energia para as células de rápida proliferação, como os fibroblastos, os linfócitos, os macrófagos, as células tumorais e células do epitélio intestinal; tem influência no trofismo da barreira intestinal e função imune do intestino, através da ativação da enzima glutaminase intestinal e pelo transporte nas microvilosidades, prevenindo a deterioração do intestino; promove o balanço nitrogenado positivo; normaliza a permeabilidade e integridade intestinal; aumenta a resistência à infecção por melhora da função fagocitária; age como precursora da ureogênese hepática, gliconeogênese, da amoniogênese urinária (participando do balanço ácido-básico) e de neuromediadores, como o ácido gama-aminobutírico (GABA), a glicina e o ácido glutâmico (Ziegler, 1994, Jensen e cols., 1996, Ziegler, 1996, Buchman, 1996, Smith, 1990, Souba e cols., 1990, Rennie e cols., 1996, Krebs, 1980).

Tem sido sugerido que na diminuição da concentração plasmática da glutamina que ocorre em situações de estresse, onde o organismo não consegue sintetizá-la em quantidade suficiente, se não for fornecida pela dieta, pode ocorrer o estado de deficiência, contribuindo, pelo menos em parte, para o estabelecimento de um estado de imunosupressão (Fürst, 1997, Hulst e cols., 1993, Rombeau, 1990, Barber e cols., 1990, Alverdy, 1990, Ferguson, 1994, Shou, 1994, Rhoads e cols., 1997).

Vale salientar que a glutamina tem um papel fundamental na manutenção das funções do sistema imunológico, pois a enzima glutaminase apresenta atividade aumentada em tecidos linfóides; os macrófagos e linfócitos utilizam a glutamina de maneira semelhante à utilização de glicose; a glutamina estimula a proliferação de linfócitos e a fagocitose de macrófagos; e a glutamina influi na diferenciação de células B e na produção de IL-1 por macrófagos. Com isso, ocorre um aumento da demanda pelos tecidos para glutamina ocasionando numa redução significativa dos níveis plasmáticos, apesar do aumento da liberação de glutamina pelos músculos esqueléticos. Estudos experimentais indicam que a suplementação de glutamina é especialmente decisiva para os pacientes criticamente enfermos, quando a barreira da mucosa intestinal pode tornar-se comprometida, pois o intestino é um dos órgãos que mais necessita da glutamina para manter o epitélio e as vilosidades intestinais e conservar suas funções de absorção e defesa (Reitzer e cols., 1979, Newsholme, 1990, Pastores e cols., 1994, Wallace e Keast, 1992, Deitch, 1994, Leeuwen e cols., 1994, Prado, 1994).

A recomendação clínica para pacientes adultos, internados, é de 30g/dia de glutamina e a maioria das formulações enterais disponíveis, contém pequenas quantidades de glutamina, geralmente menos de 14% do total protéico. Estudos recentes demonstraram que se faz necessário administrar concentrações superiores às que se encontram na maioria das dietas comercialmente disponíveis, e que podem ser na forma de dipeptídeo ou da glutamina cristalina. A glutamina na forma de dipeptídeo é mais estável em soluções aquosas que a glutamina na forma livre, e não é degradada mediante processos de esterilização rotineiros, evitando o surgimento de músculos esqueléticos atrofiados (Savy, 1997, Kuhn e cols., 1997, Matarese, 1994, Behrendt e Raumanns, 1998, Hickson e cols., 1996, Windmueller e Spaeth, 1975, Marchini e cols., 1997, Newsholme e Carrié, 1994).

De acordo com estudos de Buchman (1996), Pastores e cols., (1994), Rhoads e cols., (1997) e Ziegler (1996), o fornecimento de adequada provisão de glutamina é essencial para a manutenção da integridade da mucosa intestinal e função imune dos linfócitos, além de preservar a glutamina muscular e melhorar o balanço nitrogenado, sendo portanto, essencial para a recuperação do paciente crítico.

Está comprovado cientificamente (Fürst, 1997) que a glutamina é um nutriente essencial para a preservação da integridade intestinal, como a manutenção da função de barreira imunológica, (GALT Gut Associated Lymphatic Tissue), resultando em efeitos significativos na sobrevida dos pacientes críticos.

De acordo com Elia e Lunn (1997), entre os fatores que podem determinar a eficácia da glutamina nas patologias gastrointestinais, está a distribuição das enzimas envolvidas no metabolismo da glutamina. Sendo duas importantes enzimas que catalizam as reações, glutamina sintetase (síntese da glutamina) e glutaminase (inicia o catabolismo da glutamina para sua subsequente oxidação). De acordo com os pesquisadores, existe pouca glutamina sintetase em toda a mucosa do trato gastrointestinal e existe baixa atividade da glutaminase no esôfago, atividade intermediária em várias partes do colon (ceco, ascendente, transverso, descendente e reto) e alta atividade no intestino delgado (duodeno e íleo).

http://www.vitabrasilnet.com.br/index.htm 

 

A doença de Berger ocorre em até 30% dos pacientes portadores de doença celíaca.

 Isto ocorre porque o gluten contém gliadina, e sendo o celíaco intolerante a esta substância, formam-se complexos imunes entre a imunoglobulina IgA e a gliadina, os quais se depositam nos rins, causando a proteinúria e hematúria. Na doença de Berger, é necessário um controle rigoroso da pressão arterial e da proteinúria. 

 


Dra. Maria Aparecida Pachaly
Médica Nefrologista, CRM 10177 PR
Preceptora da Residência Médica em Nefrologia do Hospital Universitário Evangélico de Curitiba, Médica do Setor de Hemodiálise do HUEC e
Coordenadora do Fórum

Pequena empresa lança macarrão feito à base de banana


A empresa também já estuda o lançamento de uma nova linha de massas sem a adição de glúten.

Produto natural do Brasil, a banana mereceu destaque nos estandes da Fispal Alimentos. Várias pequenas empresas apresentaram produtos desenvolvidos com base nesta fruta que, cada vez mais, ganha espaço nas mesas brasileiras por ser um alimento rico em nutrientes indispensáveis para um crescimento sadio e também para a manutenção da saúde. Com essa preocupação em mente, Cecília Fraga, proprietária de uma pequena empresa, instalada no bairro do Cambuçi, em São Paulo, chamou a atenção na feira com um produto novo no mercado: uma linha diversificada de macarrões feitos a partir da banana verde.

“O nosso produto não existe em nenhum lugar do Brasil nem do mundo. Está patenteado e agora começamos a entrar com mais força no mercado”, conta a proprietária da Cecília Massas. Trabalhando, até agora, com a venda direta para restaurantes, bares e hotéis, Cecília diz que está estruturando a empresa para poder competir com mais força no segmento de alimentos. A fábrica de massas, que em setembro, completa três anos de existência, tem uma capacidade de produção de 4 mil quilos por mês. “Precisamos ampliar isso para uns 20 mil, se quisermos ser mais arrojados. Mas não podemos dar um passo maior que a nossa perna. Vamos caminhar conforme for possível”, ensina.

No estande ocupado pela empresa na Fispal, subsidiado pelo Sebrae/ SP, não falta cliente pesquisando preços e fazendo consultas sobre as qualidades do novo macarrão. “Fiz muitos contatos aqui com representantes de outros estados e também de São Paulo. Conseguimos, ainda, um representante que vai levar nosso produto para uma feira na França e outro, da Espanha”, disse ela, que conta com as vendas no mercado externo para engordar um pouco mais o faturamento, que hoje está em torno de R$ 50 mil por mês.

Cecília revela que está desenvolvendo ainda um novo tipo de massa. Atendendo a pedidos, ela deve lançar um macarrão que não contém glúten, especial para pessoas que não podem ingerir este tipo de produto. “Este mercado é muito grande e tem uma deficiência enorme no mercado”, explicou.               Redação  eagora.com.br    
 
                                                                                                www.eagora.com.br 
                                                                                             

Quando um rótulo informa pouco e até pode fazer mal

 

 

Muitas embalagens não trazem registro, data de fabricação ou composição dos ingredientes, segundo Vigilância Sanitária Estadual

Adriana Dias Lopes escreve para ‘O Estado de SP’:

Rótulo é coisa séria. É a identidade do produto. Mas nem todos o levam a sério e não é bem o consumidor o responsável pelo descaso.
O último relatório bienal da Vigilância Estadual de Saúde sobre as condições dos alimentos à venda no Estado de SP comprovou que 38% das 746 amostras de alimentos fiscalizadas tinham problemas.
‘Os mais comuns foram erros de informações nos rótulos’, avisa William Latorre, diretor de Alimentos do Centro de Vigilância Sanitária.

Entre as principais falhas dos rótulos registradas no relatório de 2003 e 2004 da Vigilância estão a falta de registro, de data de fabricação, endereço, da tabela de composição dos ingredientes e do símbolo que identifica se o produto tem soja transgênica.

Das 24 amostras de produtos com soja transgênica na composição, por exemplo, 11 foram flagradas pela Vigilância sem a indicação de que tinham o ingrediente geneticamente modificado.
Entre eles, farinhas, macarrão, salsicha e hambúrguer. Mesmo depois da inspeção, ainda é difícil encontrar um produto com o T dentro de um triângulo amarelo, o logotipo do alimento transgênico.

A Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação (Abia) resiste em usar o símbolo. O argumento é que ele é parecido com o sinal de alerta, o que pode transmitir para o consumidor um sentido de perigo.
Pela legislação, produtos com mais de 1% de soja transgênica têm de ter o logotipo.

Todo alimento industrializado e embalado tem a obrigação legal de ter um rótulo. A exceção é quando o produto é vendido no mesmo lugar de fabricação. Pães e doces da padaria, por exemplo.
A concessão é porque o consumidor pode tirar dúvidas com quem fez o produto. ‘Desconfie daqueles pães sem rótulos vendidos em supermercados, mesmo tendo a marca de padeiros europeus’, afirma Latorre.

A idéia dos órgãos de saúde é que o rótulo tenha todas as informações para uma eventual fiscalização. Mas, de alguns anos para cá, ganha força outra função, que é a de não deixar o consumidor com dúvidas sobre o produto.
‘A tendência é que a legislação preze informações cada vez mais claras para o consumidor’, diz Antônia Aquino, gerente de produtos especiais da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Uma das provas disso é que ela vai mudar a partir do ano que vem.

Em 1.º de agosto de 2006, todos os produtos serão obrigados a ter a tabela de dados nutricionais (hoje, só obrigatória nos alimentos chamados especiais, como diets, lights e infantis) e também os ingredientes em medidas caseiras.
Além de 20 gramas de açúcar, por exemplo, as embalagens deverão trazer o correspondente a 1 colher (sopa) do alimento.
A legislação do rótulos é feita pela Anvisa. A fiscalização, pela própria Anvisa ou a Vigilância. ‘São Paulo tem um trabalho bienal, mas de modo geral não existe regularidade para as fiscalizações’, diz Maria Carolina Guimarães, engenheira de alimentos da Pro Teste, órgão do consumidor.

Saúde

Como deve ser um rótulo que satisfaça os órgãos de saúde, afinal? E quais os problemas que o consumidor pode ter por conta de um erro de informação na embalagem?
‘A falta do número do lote ou da data de fabricação, por exemplo, é só problema para a instituição fiscalizadora, já que sem eles é bem mais difícil rastrear um produto com defeito’, diz Maria Carolina, da Pro Teste.
A curto prazo, o que pode provocar maiores estragos à saúde é a falta de três informações: quantidade de carboidrato, se o produto tem glúten e o tipo de corante que leva.
‘Em relação ao carboidrato, o mais importante é a descrição da quantidade’, avisa Marise Tinoco, endocrinologista da Associação Brasileira de Endocrinologia.
‘Dificilmente um diabético vai ter problemas se consumir uma colher de chá de açúcar. Ele não precisa se privar de tudo. Mas a probabilidade de ter problemas é muito maior se a quantidade for equivalente a uma xícara, por exemplo.’
A maioria dos diabéticos não consegue metabolizar a glicose em excesso no organismo.

O glúten faz mal para quem tem uma doença chamada celíaca, deficiência do intestino delgado.
‘O portador tem as dobras da mucosa do intestino responsáveis pela absorção dos nutrientes achatadas, diminuindo sua capacidade de captação de alimentos’, explica Paulo Olzon, clínico geral da Universidade Federal de SP.
‘O que provoca isso é uma proteína do glúten. Por isso, quem tem a doença não pode consumir nada da substância.’
Na prática, a conseqüência é que o organismo simplesmente não absorve nutrientes, tem diarréia crônica e até desnutrição.


O aditivo alimentar que mais causa alergia (inchaço no olho, na língua e alteração gastrointestinal) é o amarelo n.º 5 tartrazyna, um dos corantes que dão cor amarela aos alimentos.
‘Cerca de 5% a 10% da população tem problemas com ele’, diz Hélio Schainberg, alergologista do Hospital Albert Einstein.
‘Os outros dois são o glutamato monossódico, que dá sabor, principalmente ao macarrão instantâneo, e o metabissulfito de sódio, um conservante de bebidas alcoólicas.’
De acordo com a Anvisa, o fabricante responde tanto pela qualidade do produto quanto pela elaboração do rótulo.
"O responsável pode ser nutricionista, engenheiro de alimentos, químico ou o próprio dono do lugar, se ele for de pequeno porte’, conta Latorre, da Vigilância.
Esse profissional pode tanto acompanhar a receita ou a elaboração do produto como trabalhar com amostras para chegar às informações do rótulo.

Restaurantes

A partir de hoje, a Anvisa pode punir empresas de alimentação, como restaurantes, padarias, lanchonetes, cantinas e cozinhas industriais, que não atenderem às chamadas ‘boas práticas’ sanitárias.
De acordo com a nova lei (Resolução n.º 216), instalações de preparo de alimentos devem ter, por exemplo, revestimento liso e impermeável e também lavatórios exclusivos para higiene das mãos na área de manipulação.


(O Estado de SP, 15/3/2005)
Site da SBPC 

 

Doença celíaca: pão e cerveja nunca mais

Fonte:Hospital e Maternidade São Camilo

Jornalista Responsável: Priscila Dadona e Silvia Alves
E-mail (contato): priscila@saocamilo.com



( São Paulo, São Paulo, Brasil - Comunique-se - ) Contém ou não contém glúten. Essa informação vem agora estampada na embalagem de vários produtos vendidos nos supermercados. Isso porque uma lei do presidente Lula, a 10.674, que entrou em vigor em 16/05/2004, veio regulamentar tal procedimento, obrigando a indústria alimentícia ligado ao setor de cereais e derivados a tomar as medidas necessárias para o seu cumprimento.
Tamanho cuidado é porque o glúten, uma substância presente nos cereais e derivados de cevada, centeio ou trigo, está relacionado à doença celíaca. Trata-se de uma doença autoimune (de origem genética) presente em cerca de 1% a 2% da população, na qual o organismo percebe algumas substâncias presentes no glúten como estranhos e começa a atacá-las como se fosse uma invasão de vírus e bactérias. De acordo com o médico gastroenterologista do Hospital e Maternidade São Camilo, Dr. Ricardo Barbuti, isso causa uma reação alérgica no intestino delgado, chamada de enterite, que causa sintomas como diarréia crônica, com desabsorção e desnutrição. Se o problema acontecer na criança é ainda mais grave, pois a desnutrição pode causar problemas como o retardo do desenvolvimento, inclusive a baixa estatura. Não é atoa que a doença celíaca é a chamada “doença do jóquei”. O não tratamento da doença celíaca, que basicamente consiste na retirada do glúten da alimentação, pode levar ao linfoma do intestino, um tipo de tumor de células brancas que, geralmente, tem tratamento por quimioterapia, não havendo necessidade de cirurgia.
As pessoas que têm predisposição para doenças autoimunes, podem ter várias ao mesmo tempo. É comum o aparecimento da celíaca com diabetes melitus, colite microscópica, colite colagênica, doença de chron, doenças reumatológicas como anemia associada com lupus e artrite reumatóide. Além disso, a doença celíaca pode vir a ser causa de doenças do fígado como a esteatopatite não alcoólica, que pode levar a um acúmulo de gordura no fígado, causando inflamações no órgão, que pode progredir para a cirrose hepática.
Para evitar tudo isso, a pessoa que tem os sintomas precisa procurar um médico e informá-lo se existem outros casos na família, facilitando o diagnóstico. O gastroenterologista pedirá uma série de exames para comprovar a patologia e iniciará o tratamento, impedindo o agravamento do caso.
Esse tratamento consistirá em não comer mais os cereais ou derivados proibidos para os celíacos, os que contêm o glúten, presentes em alimentos muito populares, como o pão francês, por exemplo. Para quem gosta da “loira”, o sacrifício é maior: a cerveja é feita de cevada ou trigo e não pode ser ingerida. A opção é comer pães que contenham farinha de milho ou mandioca. E prestar atenção ao rótulo das embalagens. Alerta vermelho se na embalagem estiver escrito: contém glúten!




Pauta postada em: 06/04/2005 18:49

março/2005

Nutrição: Cardápio sem glúten

Jornal do Brasil - 26/03/2005

 

Melhora a oferta de alimentos para pacientes com doença celíaca

Imagine ter que parar de comer pães, biscoitos, massas, queijos fundidos, farinha de trigo, embutidos entre outros. Além de bebidas achocolatadas que levam malte (tipo Ovomaltine) e alcoólicas como cerveja e uísque. Pois é essa a tarefa dos portadores da doença celíaca, mal que atinge pelo menos 300 mil brasileiros. A patologia é caracterizada pela intolerância ao glúten, proteína encontrada no trigo, aveia, centeio e cevada. ''Por isso, a única forma de tratamento dessa doença de fundo genético é a adoção de uma dieta isenta de glúten'', explica o gastroenterologista Sílvio da Rocha Carvalho.

Caso não siga a restrição alimentar, o celíaco sofrerá sintomas como diarréia e vômito severos, alterações de humor, distensão abdominal, constipação, anemia e até osteoporose precoce e linfomas (um tipo de tumor). Além de poder desenvolver um quadro de desnutrição, já que a ingestão do glúten causa uma alteração na parede do intestino que inibe a boa absorção de nutrientes.

Após o diagnóstico - difícil de ser dado, pois é comum a confusão com outras patologias - o celíaco enfrenta uma verdadeira via-crúcis em busca de produtos sem glúten e receitas caseiras com ingredientes alternativos.

Ao perceber esta demanda, algumas empresas se empenham para oferecer alimentos liberados para os celíacos. A novidade fica por conta da chegada ao Brasil da marca francesa Valpiform, que comercializa exclusivamente produtos sem glúten. Em seu estande na Rio Zen - feira que acontece de 1 a 3 de abril no Museu de Arte Moderna -, a empresa vai apresentar sua linha de mais de 50 produtos. Entre eles pães, bolos, biscoitos, massas, massa para pizza, tortas, cookies, chocolates, farinhas que substituem a de trigo e müsli (mistura de cereais). Outras empresas especializadas em comida para celíacos são a Saccha, Pema e Schär, que oferecem biscoitos, torradas, waffles, lasanha, pães e macarrão.

''Só quem é celíaco sabe a dificuldade de comprar alimentos sem glúten e comer em restaurantes. Apesar de a oferta ter melhorado nos últimos anos, ainda são poucos os mercados onde encontramos os alimentos e os preços são sempre mais caros que os dos produtos tradicionais'', relata Nildes de Oliveira Andrade, de 59 anos, membro da Associação dos Celíacos do Brasil (Acelbra). No site da Acelbra (http://www.acelbra.org.br) há uma lista de lojas onde os produtos são vendidos, além de receitas sem glúten para fazer em casa.

http://jbonline.terra.com.br/jb/papel/cadernos/vida/2005/03/25/jorvda20050325013.html 

 

I Encontro de Celíacos do Rio de Janeiro

Dia de Festa Sem Glúten para os Celíacos do Rio  

 

Vanessa Rego

            Informações preciosas sobre Doença Celíaca (DC), mesa farta de pratos gluten-free, distribuição de kits especiais e um encerramento pra lá de emocionante. Estas foram algumas das atrações do I Encontro dos Celíacos do Rio de Janeiro, realizado no dia 19 de março, no anfiteatro Ney Palmeiro, do Hospital Universitário Pedro Ernesto.

O evento reuniu cerca de cem pessoas – entre celíacos, parentes, amigos e interessados, todos com os mesmos objetivos: entender e divulgar a DC. Nas palestras da nutricionista Cecília Carvalho e da presidente da ACELBRA-MG,  Ângela Diniz, os convidados aprenderam, respectivamente, sobre a dieta isenta de glúten e os objetivos de uma associação, e foram apresentados à equipe e às idéias do Rio Sem Glúten (futura ACELBRA-RJ).  O encontro ainda contou com a participação especial do presidente da ACELBRA-SP, Péricles Marques.

A hora do lanche foi o momento de provar novas receitas sem receio, trocar experiências e fazer novos amigos. 

As crianças presentes participaram de uma programação especial, com brincadeiras educativas sobre a DC, e foram as estrelas do momento mais emocionante do dia: a apresentação da música “Depende de Nós”,  de Ivan Lins, com a formação da palavra ACCELBRA (com um “C” a mais, que significa “Crianças”).

Ao final da tarde, depois da distribuição de kits, ficou a certeza de que aquele dia representou um grande passo na direção do reconhecimento da condição celíaca como um fator que envolve toda a sociedade.

 E isso é apenas o começo. Muitos outros passos estão prestes a serem dados. Caminhe conosco!

Próximos Eventos:

16/04/05 – 14:00 hs - Reunião de trabalho – Local: Hospital Pedro Ernesto - Sala do Departamento de Nutrição

15/05/05 – 09:00 - Caminhada Comemoração do Dia Internacional do Celíaco – Local: Praia de Copacabana em frente Copacabana Palace

fevereiro/2005

Já está no ar mais um site para celíacos: www.acelbra-rs.org.br . É o Rio Grande do Sul conectado com o mundo. Parabéns !

janeiro/2005

Quando comer faz mal

HUB divulga novo método para diagnosticar doença causada pelo glúten

JB ON LINE -  Rafael Baldo
[26/JAN/2005]

Um convênio entre o Hospital Universitário de Brasília (HUB) e o Ministério da Saúde promete padronizar o diagnóstico e divulgar os procedimentos de reconhecimento da doença celíaca. As negociações avançam, com expectativa de aplicação do projeto ainda no primeiro semestre deste ano em todos os hospitais públicos do Brasil.

A doença celíaca é uma enfermidade pouca conhecida pela população. De origem hereditária, muitas vezes o paciente demora anos para saber que tem a doença e pode associar a enfermidade a um mero desarranjo intestinal, má nutrição ou anemia. O celíaco é o enfermo incapaz de absorver o glúten, uma proteína que forma a liga de massas, pães, chocolates, sorvetes e até salgadinhos industrializados.

Apesar de ter mortalidade baixa, a pessoa portadora não reconhece a proteína e o organismo ataca o glúten. Os sintomas variam desde um desarranjo intestinal e anemia até convulsões e desidratação aguda. A incidência chega a uma criança para cada 187 e um adulto para cada 490, segundo levantamento de pacientes do laboratório do Hospital Universitário.

O HUB desenvolve um trabalho pioneiro no reconhecimento da doença. Em 1998, a médica Lenora Gandolfi foi à Itália para melhorar os conhecimentos sobre a doença, inclusive tratando nômades da Argélia para levantar a incidência de celíacos na população. Lenora trouxe de lá um novo método de diagnóstico da doença.

- Antes, apenas por biópsia de uma amostra do intestino do paciente era possível verificar se a doença existia. Atualmente, há dois métodos de verificação da doença pelo sangue. E uma outra alternativa pelo exame de DNA que checa a predisposição genética do indívíduo. Desde o dia 16 de maio de 2004 é lei colocar na embalagem dos alimentos os dizeres ''Contém Glúten'' para receitas com esta proteína. A medida reflete a importância e o número de pessoas intolerantes ao glúten, além do cuidado que o paciente deve tomar pelo resto da vida com a dieta. A única forma de cura da doença é cortar a proteína do cardápio, afirma Lenora.

- Mas não se deve retirar o glúten antes do diagnóstico. Se houver uma interrupção brusca antes do diagnóstico, os anticorpos não reagem contra a proteína durante um ano e atrapalha o reconhecimento da doença - avisa.

Um caso interessante é do austríaco Alfred Gassner, de 81 anos. Fred, como é conhecido, chegou ao Brasil em 1956 e sempre reclamou de dor no intestino. Apenas quando lutou na Segunda Guerra não sofreu os sintomas, por comer apenas batata no campo de batalha.

Os interessados podem procurar o Ambulatório do Centro de Prevenção e Diagnóstico da Doença Celíaca toda terça-feira, entre 10h e 12h, na sala G1 da ala de Pediatra (corredor laranja).


http://www.jb.com.br/jb/papel/brasilia/2005/01/25/jorbrs20050125013.html

 

São Paulo, 05 de Janeiro de 2005

Em um artigo publicado recentemente na revista Journal of Pediatrics, os autores investigaram a influência da doença celíaca (DC) sobre o crescimento e controle metabólico em um estudo de Coorte de crianças e adolescentes com diabetes tipo 1 (DT1).

Foram analisados dados de 19.796 pacientes pediátricos com DT1 em um banco de dados multicêntrico alemão quanto à ocorrência de DC.  Anticorpos específicos para DC estiveram presentes em 1326 pacientes (6.7%).  O diagnóstico foi confirmado em 127 pacientes (0.6%) pela biópsia de intestino delgado.

  As mulheres foram significativamente mais propensas a apresentarem DT1 e DC. Os pacientes afetados com DC neste Coorte foram significativamente mais jovens no começo do diabetes. Além do mais, eles apresentaram  menor escore de desvio padrão para altura no início (–0.49 vs –0.06, P < .05), uma diferença que aumentou durante o curso da doença (–0.80 vs –0.26 após 9 anos de diabetes, P < .05).

  O escore do desvio padrão do índice de massa corpórea significativamente diferiu entre os grupos (0.22 vs 0.47, P < .05). A evidência de doença da tireóide foi mais comumente observada no grupo de pacientes com DT1 e DC (6.3% vs 2.3%, P < .05). Os valores da HbA1c foram menores nos pacientes com DT1 e DC.

  Os autores concluíram que  pacientes com DC positiva foram caracterizados pelo início mais precoce do diabetes e redução do crescimento e ganho de peso. Estes achados enfatizam a relevância clínica da doença celíaca em pacientes com diabetes auto-imune.

Uma resenha de Anthropometry, metabolic control, and thyroid autoimmunity in type 1 diabetes with celiac disease: A multicenter survey - The Journal of Pediatrics – 2004; 145(6):790

Copyright ® 2004: São Paulo Medical Conferences Todos os direitos reservados

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O que os pais devem saber :  artigo publicado em um site educacional de Portugal.

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Mortalidade em Doença Celíaca: Relação com Diagnóstico Imediato e Tratamento Nutricional

Lancet 2001; 358: 356-361

(Fonte :Nutritotal -14/8/2001)


Pessoas com doença celíaca têm uma taxa de mortalidade duas vezes maior do que a população em geral, mas o diagnóstico imediato da condição e a aderência estrita à dieta sem glúten pode reduzir substancialmente o risco de morte.

Esta é a conclusão de um recente estudo da Universita di Milano-Bicocca na Itália. Foram avaliados 1072 pacientes adultos com doença celíaca e 3384 dos seus parentes de primeiro grau. A taxa de mortalidade destes grupos foi comparada com a taxa esperada para a população geral.

Os resultados mostraram que pacientes com doença celíaca têm taxa de mortalidade maior do que a população em geral: 53 versus 25.9 mortes, respectivamente. A mortalidade excedente foi maior durante os primeiros três anos após o diagnóstico e em pacientes que apresentaram sintomas de má-absorção. Pacientes cujo diagnóstico foi feito com base em sintomas menores ou através do exame de anticorpos, não tiveram uma taxa de mortalidade excedente significativa.

Dois fatores importantes foram relacionados com a taxa de mortalidade: atraso no diagnóstico e pobre adesão à dieta sem glúten. A principal causa de morte nos pacientes com doença celíaca foi o linfoma não-Hodgkin. Os parentes dos pacientes com doença celíaca não apresentaram taxa excedente de mortalidade.

Os autores reforçam a necessidade de mais estudos prospectivos para elucidar a progressão de sintomas leves ou doença celíaca assintomática e sua relação com o linfoma intestinal. Entretanto, a sobrevida normal de pacientes com estas formas da doença não deveria desestimular as pesquisas ativas para estes pacientes ou sua estrita e abstinência por toda a vida do glúten alimentar.

Os autores concluem enfatizando o cuidado nutricional: "A dieta sem glúten, além de reduzir o risco de mortalidade, tem mostrado melhorar a qualidade de vida até mesmo em pacientes com doença celíaca assintomática."

Fonte: Corrao G, Corazza GR, Bagnardi V, Brusco G, Ciacci C, Cottone M, Guidetti CS, Usai P, Cesari P, Pelli MA, Loperfido S, Volta U, Calabró A, Certo A. Mortality in patients with coeliac disease and their relatives: a cohort study. Lancet 2001; 358: 356-361.

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23/11/2004)  

- Cereal rico em proteínas pode substituir glúten            

- The  11th  International Symposium on  COELIAC DISEASE   (Belfast, Irlanda  do Norte, 28 de abril a 1º de maio / 2004)     - Notícias

- Doença Celíaca - Palestra proferida durante o I Congresso Nacional de Celíacos em Curitiba/PR, pelo Dr. Aristides Schier da Cruz, 15/11/2003

 

Recomendações básicas para pacientes celíacos                     (23/11/2004)

Por Marcela Bonfiglioli Ramos

     É a doença genética mais comum na Europa, é raro em africanos, chineses e japoneses. No Brasil a doença afeta aproximadamente 1 em cada 650 pessoas, porém não existem estatísticas precisas. Ela decorre de uma resposta imune anormal à gliadina, uma subfração prolamina do glúten, encontrado no trigo. Outras prolaminas são encontradas na cevada, no centeio e na aveia.
     Dentre os muitos sintomas existentes estão: diarréia crônica, vômitos, irritabilidade, falta de apetite, déficit de crescimento, distensão abdominal, anemia por deficiência de ferro, atralgia ou artrite, constipação intestinal, hipoplasia de esmalte dentário, etc.
     Existe um único tratamento para a doença celíaca: uma dieta rigorosa isenta de glúten. A remoção completa da gliadina da dieta resulta em melhora clínica imediata. Durante as primeiras semanas de omissão de gliadina, a dieta deve ser suplementada com vitaminas, minerais e proteína extra para curar deficiências e reabastecer os estoques de nutrientes.

     Assim os produtos feitos de milho, batata, arroz, feijão de soja, tapioca, araruta amaranto e trigo sarraceno podem ser substituídos nos produtos alimentares. Quando as farinhas são usadas, é importante lembrar que elas não podem estar contaminadas com uma farinha que contenha gliadina durante a moagem.
     Uma garantia de dieta isenta de glúten necessita de exame minucioso dos rótulos de todos os produtos de padaria e alimentos empacotados. Também a vigilância da dieta deve ser permanente, já que a ingestão de glúten pode acontecer até sem que a gente perceba, como por exemplo: através de óleo de fritura utilizado no
preparo de alimentos com glúten e depois para a fritura de alguma preparação sem glúten; utilização da mesma faca para se passar margarina em pão com glúten e depois passar em bolacha sem glúten; usar tabuleiros ou formas polvilhadas com farinha de trigo e depois reutilizá-las para os produtos sem glúten, sem que tenham sido bem lavadas.
     Na falta de produtos industrializados especialmente sem glúten no mercado brasileiro, a maior parte das preparações do cardápio do paciente celíaco deve ser caseira, demandando tempo e dedicação para o preparo, gerando criatividade na busca de novas receitas.
     O tratamento parece simples, porém inúmeros problemas podem levar o paciente a transgredi-lo como por exemplo: falta de orientação dos familiares sobre a doença e suas complicações; descrença quanto à quantidade dos cereais proibidos (qualquer quantidade de glúten é prejudicial e agressiva aos celíacos); dificuldades
financeiras, pois os alimentos proibidos são os de custo mais baixo;

 Referências bibliográficas:

MAHAN, L. Kathleen. Guia de studos por Mahan e Escott-Stump: Krause Alimentos Nutrição & Dietoterapia. São Paulo: Roca, 1998.

PÉRET-FILHO, Luciano Amédée. Maual de suporte Nutricional em Gastrenterologia Pediátrica. Rio de Janeiro: MÉDSI, 1994.  

SDEPANIAN, Vera Lúcia; Morais, Mauro Batista; Fagundes-Neto, Ulysses. Doença Celíaca: avaliação da obediência à dieta isenta de glúten e do conhecimento da doença pelos pacientes cadastrados na Associação do Celíacos do Brasil (ACELBRA). Arquivos de gastroenterologia. São Paulo, v.38, n.04, out./dez. 2001.

Como se faz o Diagnóstico da doença celíaca?. Disponível em http://www.acelbra.org.br/2004/dieta.php. Acesso em julho de 2004.  

 

 

  Alergia Alimentar                                                                   (23/11/2004)

Crianças são as mais afetadas com os diagnósticos de alergia alimentar
Data: 13/1/2004

Esse é um problema que ataca pelo menos 6% das crianças e 2% dos adultos. É preciso esclarecer que alergia e intolerância são itens distintos. A alergia é uma reação anormal que o organismo desenvolve ao entrar em contato com certo estímulo, podendo assim ser controlada. Já no caso da intolerância, o indivíduo já nasce com ela, e mesmo que fique anos sem ingerir a substância, jamais poderá comê-la.

Você já se viu olhando para os rótulos dos produtos industrializados? Aquele biscoito maravilhoso é feito de ‘nomes estranhos e esquisitos’ que, muitas vezes, nem sabemos o que significa. Acabe com a curiosidade e conheça alguns deles:

Corantes: Eles têm como objetivo intensificar ou mudar a cor dos alimentos para melhorar a aparência e deixá-los mais convidativos (sobretudo para as crianças).

Conservantes: Impedem que os produtos estraguem rapidamente, fazendo-os durar por mais tempo.

Edulcorantes: São ingredientes com sabor doce e substituem os açúcares em produtos light e diet. Os mais conhecidos são a sacarina e o aspartame.

Espessantes: São usados para ‘engrossar’ os alimentos. É comum encontrá-los em iogurtes e geléias.

Acidulantes: Proporcionam ou acentuam um sabor ácido aos alimentos; são usados para imitar o gosto de determinadas frutas e como conservantes.

Alginato glicol: É utilizado como espessante para dar textura ao alimento e torná-lo mais solúvel. Muito usado em sorvetes, cremes e molhos.

Goma xantana: Nada mais é do que um carboidrato que melhora a textura dos produtos. Age como estabilizante, formando uma solução viscosa que impede que as partículas dos alimentos se agreguem, tornando-os mais homogêneos. Muito usado em biscoitos.

Sorbato de sódio: Aditivo natural que impede o crescimento de fungos e mofo. Trata-se de um preservativo que evita a proliferação de microorganismos nos alimentos, durante seu armazenamento. É fácil encontrá-lo em frutas secas, queijos, sucos, geléias, carnes e picles.

Vale lembrar: verifique a data de validade e não esqueça, esses produtos em excesso podem provocar obesidade, cáries e diabetes.

A celíaca, por exemplo, é uma doença que consiste na intolerância ao glúten. O portador precisa abster-se totalmente de consumi-lo. Há ainda uma variante da celíaca, a dermatite hepertiforme que causa lesões pruriginosas na pele quando se consome glúten.

Na alergia alimentar, o consumo de certos alimentos, sendo alguns já velhos conhecidos como leite e derivados, carne de vaca, entre outros, causa uma reação imunológica no organismo, liberando histamina e outras substâncias na circulação sangüínea, o que pode causar coceiras e lesões na pele, dor abdominal, náusea, vômito, diarréia, coceira na boca e na garganta, dificuldade de respiração, podendo sofrer um choque anafilático.

O diagnóstico de uma alergia alimentar é baseado na história clínica do paciente, em testes cutâneos, exame de sangue e em uma dieta de exclusão de alimentos. Já existem profissionais que utilizam vacinas que neutralizariam as reações alérgicas.

Conheça como se manifestam alguns alimentos no organismo:

Morangos, cogumelos, mariscos, camarão, soja, ovo e glúten: podem causar liberação de histamina o que geralmente leva a erupções na pele.

Amendoim, castanha, amêndoa e nozes: podem provocar reações rápidas e fatais como, por exemplo, o edema de glote.

Alimentos Irritantes: O curry e o óleo de soja podem irritar o intestino, causar dores no peito, fraqueza e palpitação.

Amina: Pode provocar sudorese, enxaqueca, tremores e é encontrada em substâncias que contenham nitrogênio, como chocolate, chá, café e refrigerante de cola.

Corantes e conservantes: podem causar reações alérgicas.
     
       Antes de fazer qualquer tipo de restrição na alimentação, consulte um especialista, só ele poderá fazer uma avaliação correta e prescrever o tratamento adequado. Lembre-se de que um organismo é diferente do outro.

Crédito da notícia: Revista IN

 

Xarope contra a anemia        -         05/07/2004

Resumo
Fiocruz desenvolve xarope contra a anemia

                                                                                             (23/11/2004)

O gosto de metal e aspecto escuro dos xaropes contra a anemia,
tradicionalmente utilizados na rede de saúde, são os maiores entraves para a assimilação do medicamento pelas crianças. Pensando nisso, o Instituto de Tecnologia em Fármacos (Far-Manguinhos) da Fiocruz aprimorou a fórmula do sulfato ferroso - substância prescrita para o combate e prevenção da doença , e desenvolveu um remédio mais agradável ao paladar. As crianças não aceitam bem o sulfato ferroso que, com o tempo, vai ficando esverdeado. Essa é uma queixa freqüente das mães - explica a médica Elyne Montenegro Engstrom, da Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp) e do Instituto de Nutrição Annes Dias.

As duas instituições solicitaram ao Far-Manguinhos o desenvolvimento do novo medicamento, que será aplicado no programa de combate à anemia elaborado pela Prefeitura do Rio de Janeiro e pelo Ministério da Saúde.
O xarope de sulfato ferroso é composto de frutose e vitamina C -substância
que auxilia na absorção do medicamento pelo organismo. De acordo com a
pesquisadora Andréa Nóbrega, o produto difere dos disponíveis no mercado. A apresentação mais comum do sulfato ferroso na rede pública de saúde é feita em comprimidos, difíceis de serem ingeridos por crianças de até dois anos de idade.

Embora a anemia esteja associada a crianças com menor acesso à alimentação equilibrada e rica em ferro, a doença atinge todas as classes sociais devido à vulnerabilidade biológica própria de crianças com menos de dois anos. Por isso, a anemia é conhecida como uma ''doença democrática''. Durante o período de maior risco - entre seis e 15 meses de vida - é fundamental a administração do sulfato ferroso. O tipo mais comum de anemia é causado pela deficiência de ferro - anemia ferropênica ou ferropriva. O ferro é vital ao organismo para a produção de hemoglobina. É elemento essencial para o transporte de oxigênio no sangue e, portanto, para o crescimento celular.

O sulfato ferroso em xarope desenvolvido pela Far-Manguinhos está em fase de certificação pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária.

Saiba mais:
http://www.jb.com.br/jb/papel/internacional/2004/07/01/jorint20040701010.ht

Referências: Jornalista: Thais Aguiar - Jornal do Brasil

Redator: Wilma Honorio dos Santos

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Projeto estabelece merenda escolar especial

 23/11/2004

A doença celíaca acomete um grande número de pessoas, surgindo, na maioria das vezes, na infância. O celíaco não pode ingerir alimentos como: pães, bolos, bolachas, macarrão etc., quando possuírem o glúten em sua composição. A intolerância à lactose (leite e seus derivados), também, traz grandes transtornos à saúde e ao crescimento das crianças.

Pre ocupado com a merenda escolar oferecida nas escolas públicas do DF, o deputado Chico Leite (PT) apresentou projeto de lei que altera a Lei n° 961 e estende aos alunos portadores de doença celíaca e de intolerância à lactose o direito a um cardápio diferenciado, atualmente concedido aos portadores de diabetes. “A adoção de um cardápio especial constitui um instrumento de proteção à vida e à saúde dos estudantes da rede pública de ensino, conforme determina a Constituição Federal”, afirma Chico Leite.

Fonte : Gabinete do Deputado Chico Leite -  03/05/2004 

 

Lesões cerebrais e substâncias brancas são manifestações extraordinárias de doenças celíaca

 23/11/2004

(Folha de São paulo) Em artigo publicado em Pediatrics, agosto de 2001, pesquisadores da Johann Wolfgang Goethe University, em Frankfurt, Alemanha, afirmam que crianças com doença celíaca freqüentemente apresentam lesões cerebrais em substância branca, cujo significado clínico ainda é desconhecido.
O estudo, liderado por dr. Matthias Kieslich, avaliou 75 crianças com doença celíaca sob tratamento dietético, cuja TC de crânio, ao contrário das expectativas, não revelavam calcificações parenquimatosas. Em contrapartida, a ressonância nuclear magnética revelou imagens uni e bilaterais hiperintensas em T2, periventriculares, em 15 pacientes.Os autores relatam que as lesões focais em substância branca parecem ser mais típicas em doença celíaca pediátrica do que as calcificações cerebrais.As lesões ocorrem na ausência de sintomas neurológicos específicos, parecendo ser independentes da adesão à dieta ou ao tempo de exposição ao glúten. Especula-se que a origem das lesões possa ser isquêmica, oriúndas de vasculite ou desmielinização inflamatória.Os autores comentam que a desmielinização cerebral já foi cogitada como manifestação extraintestinal da Doença de Crohn e da colite ulcerativa, mas não da doença celíaca. Assim, a doença celíaca deve ser considerada no diagnóstico diferencial de lesões em substância branca mesmo em crianças sem sintomas intestinais.

 

 

 

Intolerância à lactose                                        23/11/2004

Resumo

Algumas pessoas não conseguem digerir de maneira adequada a lactose, um importante açúcar encontrado no leite e em seus derivados. Estima-se que cerca de 35 a 40 milhões de adultos brasileiros tenham perturbações digestivas após a ingestão de um copo de leite. Em alguns casos, dores abdominais, cólicas, flatulência e diarréias também podem surgir, porque, no
intestino, a lactose que não foi digerida é fermentada, produzindo ácido lácteo, gás carbônico e hidrogênio e aumentando a retenção de água.

A causa desse distúrbio é a deficiência de uma enzima chamada lactase, causada por lesões na mucosa do intestino delgado ou determinada geneticamente. O tratamento é baseado na retirada total ou parcial da lactose da dieta, dependendo da tolerância de cada indivíduo. Leite de vacam e seus derivados não devem ser consumidos, podendo ser substituídos por leite de soja. Os pacientes devem estar atentos, pois muitos produtos industrializados e alguns medicamentos, especialmente na forma de comprimidos, possuem lactose em sua composição. Essa dieta restritiva deve ser mantida até que a mucosa intestinal se recupere. No caso da deficiência de lactose ser genética, a dieta deve ser mantida por toda a vida.

Alternativa- o mercado de complementos alimentares oferece como alternativa comprimidos e cápsulas com lactase, enzima que digere o açúcar do leite (lactose) para que este possa ser absorvido pelo organismo.
Segundo a nutricionista Cristiana Bezerra, nutricionista da empresa
Vit*Gold, é recomendável o uso de 1 a 3 cápsulas cada vez que a pessoa for ingerir um alimento que contenha leite. Essa quantidade varia de acordo com o grau de intolerância do indivíduo.

A especialista alerta, ainda, que as pessoas com intolerância à lactose devem se preocupar especialmente com a reposição de cálcio, incluindo alimentos a base de soja (leite de soja e derivados), peixes e vegetais em sua dieta ou através suplementos à base de cálcio e vitamina D.

Referências: Assessoria de imprensa Vit*Gold

Redator: Silvana Thomaz -  23/07/2004

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Entendendo a doença celíaca

Fonte: Immunity ,                                                             14/09/2004

      Duas pesquisas publicadas na edição de setembro do periódico Immunity ofereceram novos detalhes significativos sobre o porquê das células imunes atacarem os tecidos saudáveis do próprio organismo em resposta a uma substância inofensiva que o sistema imunológico percebe erroneamente como uma ameaça. Os resultados provavelmente contribuem com os esforços de pesquisadores para combater e prevenir as doenças autoimunes como a doença celíaca.
    A doença celíaca é caracterizada por anormalidades do intestino delgado que interfere na absorção dos nutrientes do alimento. Quando pessoas com a celíaca ingerem alimentos contendo glúten, principal proteína do trigo, centeio e produtos de cevada, seus sistemas imunológicos atacam e danificam o revestimento do intestino delgado. O desenvolvimento da doença foi ligado à transformação das células imunes normais, chamadas linfócitos T citotóxicas T (CTLs), que normalmente protegem o corpo dos patógenos ingeridos, em células LAK (célula assassina renegada de linfóquino ativado) que prejudicam o intestino delgado. No entanto, o processo que contribui para a ativar a destruição dos tecidos saudáveis não é muito bem entendido.
    Uma pesquisa liderada pelo Dr. Bana Jabri do Departmento of Patologia da Universidade de Chicago, examinou um receptor nas células CTL, chamado NKG2D, que pode ser ativado por produtos químicos indutores de estresse e foi relacionado ao dano no tecido. Os pesquisadores descobriram que o estimulador de imunidade IL15 induz uma série de mudanças bioquímicas no caminho sinalizador do NKG2D que converte células CTL em células LAK nas células cultivadas em laboratório e em pacientes com doença celíaca. "Essas descobertas podem prover a base para novas abordagens terapêuticas para o objetivo da doença celíaca em suprimir a ativação descontrolada da CTL e conversão em LAK pelo bloqueamento do IL15 ou NKG2D, " sugere Dr. Jabri.
    Um segundo estudo liderado pela Dra. Sophie Caillat-Zucman da Equipe Avenir-Inserm em Paris, França, demostrou que a MICA, uma molécula que interage com NKG2D nas células CTL, está presente em grandes quantidades nas células que revestem o intestino em pacientes com doença celíaca e podem ser estimuladas pelo glúten de trigo, via IL15, em células cultivadas em laboratório. Por meio da expressão da MICA, as células do intestino fornecem um alvo para as células de CTL que são simultaneamente estimuladas pela IL15 para atacar o tecido do intestino. Os autores também sugerem que controlar o processo pode ajudar a proteger o revestimento do intestino dos pacientes com doença celíaca de efeitos danosos do glúten.

www.emedix.com.br 

 

Um por cento das crianças estudantes italianas tem Doença Celíaca

12/09/2004               Tradução: Vanessa Rego

(Fonte:Arch Dis Child 2004;89:499-501,512-515)

Segundo um recente estudo de pesquisadores italianos, cerca de 1% das crianças italianas que freqüentam escolas tem doença celíaca. Os cientistas recolheram amostras de sangue de 3.188 crianças entre 6 e 12 anos para a verificação da presença dos anticorpos Anti-Transglutaminase Tecidual (tTG). Os resultados foram positivos nas amostras de 33 crianças, das quais 30 foram confirmadas em biópsias posteriores e três, que se recusaram a fazer a biópsia, tiveram sua confirmação através de testes com os anticorpos relacionados à doença celíaca e à HLA DQ2-8. Dos 33 considerados positivos, apenas 12 apresentavam sintomas.

Os pesquisadores acreditam que o tratamento dessas crianças irá ajudá-los a evitar futuras desordens da auto-imunidade associadas à doença celíaca. Eles ainda consideram que o mapeamento do tTG é mais barato e mais preciso do que os demais testes de diagnóstico da doença e que deveria ser usado em todos os programas populares de diagnóstico. Eles concluem que os futuros programas populares de pesquisa de diagnóstico merecem muita atenção.

www.celiac.com 

One Percent of Italian Schoolchildren have Celiac Disease

Arch Dis Child 2004;89:499-501,512-515.

Celiac.com 09/12/2004 – According to a recent study by Italian researchers, about 1% of Italian schoolchildren have celiac disease. The scientists screened blood samples taken from 3,188 schoolchildren aged 6 to 12 years for the presence of tissue Transglutaminase (tTG). The results showed that 33 tested positive for tTG, and of those 30 were verified by follow-up biopsies, and 3 refused biopsies but also tested positive for celiac disease-related antibodies and celiac disease-associated HLA DQ2-8. Out of the 33 who tested positive only 12 had symptoms.

The researchers believe that the subsequent treatment of these children will likely help them to avoid future autoimmune disorders associated with untreated celiac disease. They also believe that because tTG screening is less expansive and more accurate than other forms of celiac disease screening, it should be used in the future for all mass-screening programs. They conclude that future mass screening programs deserve careful consideration.

 

Sintomas de celíacos podem passar despercebidos

22/04/2004 – Equipe Nutritotal

Recente trabalho publicado no American Journal of Clinical Nutrition avaliou a freqüência e natureza dos sintomas da doença celíaca e o efeito da dieta sem glúten sobre esses sintomas gastrointestinais. Os pesquisadores verificaram que 46% da amostra preenchia os critérios diagnósticos para a síndrome do cólon irritável e boa parte não tinha diarréia.

O estudo, realizado na Universidade de Iowa acompanhou 215 participantes (160 mulheres e 55 homens) no período de 1990 a 1997 com biópsia intestinal confirmando a presença da doença. A média de idade foi 48 anos. Todos os integrantes receberam a mesma dieta sem glúten orientado pela mesma nutricionista.

A doença celíaca, caracterizada pela sensibilidade ao glúten, é considerada rara nos Estados Unidos. O glúten é uma proteína presente no trigo, centeio, cevada, malte e é encontrado nos pães, bolos, bolachas, macarrão, cerveja, dentre outros. Seus sintomas clássicos são diarréia, esteatorréia e perda de peso. Porém, pacientes com sintomas atípicos são bastante encontrados, como ocorreu no estudo norte-americano. Os sintomas gastrointestinais e outros antes e depois do tratamento com a dieta sem glúten foram os descritos na tabela abaixo.

Tabela. Sintomas e sinais em 215 pacientes com doença celíaca, antes e depois da administração de dieta livre de glúten

 

Número de indivíduos com
sintomas antes da dieta

Número de indivíduos com
sintomas depois da dieta

Diarréia

163

73

Constipação

83

64

Dor abdominal

171

6

Sangramento abdominal

157

9

Náuseas ou vômitos

96

19

Intolerância à lactose 

85

27

“É necessário que os médicos estejam atentos para detectar a doença celíaca, pois além de os sintomas poderem ser confundidos com os de doenças inflamatórias, há uma variedade que dificulta o diagnóstico”, alertam os autores.

Fontes:
Murray JA, Watson T, Clearman B and Mitros F. Effect of a gluten-free diet on gastrointestinal symptoms in celiac disease. Am J Clin Nutr 2004;79:669 –73.

        www.nutritotal.com.br 

  

Uso de amaranto na alimentação pode reduzir níveis de colesterol (2004)

  Semente é utilizada em pipoca, pães, bolachas, barras de cereais e saladas desenvolvidos por pesquisadores   da FSP. Originária do Peru, planta se adaptou  bem ao clima do cerrado brasileiro.

A semente do amaranto, que mede aproximadamente 1 milímetro de diâmetro e é extraída de uma planta originária do Peru, pode se tornar uma importante fonte de proteínas, cálcio e zinco na alimentação, além de contribuir para a redução dos níveis de colesterol. Pesquisadores da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP utilizaram as sementes e reduziram o colesterol de animais de laboratório. Agora estão desenvolvendo sua aplicação em barras de cereais, musli (mistura de cereais), pães, bolachas e saladas.

De acordo com o professor José Alfredo Gomes Arêas, coordenador do Laboratório de Bioquímica e Prop riedades Funcionais dos Alimentos da FSP, o amaranto possui grande potencial nutritivo. "A semente possui cerca de 15% de proteínas, que tem uma qualidade biológica comparável à do leite e superior a de outros vegetais, como a soja e o feijão", afirma. "O amaranto também é rico em fibras e pode ser utilizado como fonte de zinco, fósforo e cálcio, elemento pouco encontrado em vegetais."

Experiências realizadas com coelhos de laboratório na FSP, que tiveram seu colesterol aumentado por uma dieta, demonstraram a capacidade do amaranto em reduzir os níveis plasmáticos de colesterol. "O efeito benéfico foi comprovado, mas serão necessários novos testes para medir a extensão da queda do colesterol em seres humanos", diz. "Outros estudos serão feitos para descobrir qual substância do amaranto provoca esta redução."

José Alfredo Arêas observa que a farinha do amaranto pode ser usada na dieta dos portadores de doença celíaca (alergia ao consumo de trigo), pois não foi verificada nenhuma reação adversa à sua ingestão.

Aplicações - De acordo com o pesquisador, a semente expandida pode ser consumida como pipoca e também vem sendo pesquisado seu emprego como matéria-prima em alimentos consumidos habitualmente pela população.

A semente do amaranto, em grão, como farinha ou pré-cozido, foi utilizada em saladas e na produção de pães, bolachas, barras de cereais e musli, em pequenas proporções. "O objetivo é a aumentar a quantidade utilizada nestes produtos, para potencializar os efeitos nutritivos e funcionais do amaranto", diz Arêas.

O amaranto é um arbusto que pode atingir até 2 metros de altura, com folhas grandes e panículas (tufos semelhantes às espigas) que concentram as sementes. "As folhas podem ser cozidas como a couve", observa o professor. "Para a produção de farinha, é necessário extrair das sementes o óleo, que tem altos níveis de ácidos graxos insaturados e também poderia ser usado na alimentação."

As pesquisas com o amaranto na FSP começaram em 1996, e uma parceria com a Embrapa de Planaltina (GO) introduziu o cultivo no Brasil. "O amaranto se adaptou bem ao cerrado brasileiro, pois possui raízes profundas para captação de água, o que facilita o plantio em climas relativamente áridos", aponta o professor Arêas. "A colheita pode ser feita em quatro meses, o que favorece seu uso na rotação de culturas com a soja e o milho."

Segundo o professor, a descoberta de utilidades para o amaranto é fundamental para que haja rentabilidade e os produtores possam aumentar a área plantada e reduzir o custo de produção. "Estima-se que deverá ser semelhante ao da produção da soja, que tornou-se mais barata com o aumento de sua utilização e com o cultivo em grande escala", aponta.


Fonte:
Agência USP     www.saude.gov.br

 http://www.alertamedico.com.br/site/

 

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                                                                                                                                Última atualização: 12 julho, 2014