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ABC
do CELÍACO
(Elaborado por Glaucia Esteves da Silva em 22/11/08 - ACELBRA-AL)
A. ALIMENTAÇÃO: A alimentação de forma correta, sem a presença
do GLÚTEN, é o único tratamento para a DOENÇA CELÍACA (DC). É
necessário uma reeducação alimentar onde os alimentos que contém glúten
devem ser substituídos . Deve-se tomar cuidado com a
contaminação dos alimentos com o glúten, pois mesmo traços do glúten
nos alimentos podem desencadear os sintomas. Uma vez estabelecido com
segurança o diagnóstico, A DIETA TERÁ DE SER CUMPRIDA DURANTE TODA A
VIDA.
B. BIÓPSIA: A Biópsia do intestino delgado(BID) é um exame
realizado para esclarecer ou confirmar o diagnóstico de Doença Celíaca,
também chamada de enteropatia por glúten. Através do exame de
endoscopia com biópsia um pedaço do intestino é retirado
(preferencialmente, da junção duodeno-jejunal) para análise ao
microscópio. Somente através deste exame é que pode haver o diagnóstico
definitivo da DC. Mas outros exames iniciais como os exames de sangue são
muito utilizados na detecção da DC. Os exames do anticorpo
anti-transglutaminase tecidular (AAT) e do anticorpo anti-endomício
(AAE) são altamente precisos e confiáveis, mas insuficientes para a
confirmação de um diagnóstico. A assertiva atual para o diagnóstico
de DC é a combinação dos testes sorológicos( IgA e IgG) com a biópsia
intestinal..
C. CELÍACO: Denominação dos portadores da DC. Celíacos são
aqueles que não podem consumir Glúten. Cerca de um a cada 214 doadores
de sangue , moradores de SP tem DC. Acredita-se que existam
cerca de 300 mil brasileiros celíacos. A DC é uma doença auto-imune e
provoca danos na mucosa do intestino delgado.
D. DIARRÉIA: É um dos principais sintomas da DC. A diarréia crônica
característica da DC é pálida, volumosa e mau-cheirosa. O celíaco
pode apresentar fortes dores abdominais e câimbras, distensão
abdominal e úlceras na boca. Porém, em alguns casos os portadores de
DC podem apresentar prisão de ventre(cerca de 5% dos adultos). Outros
sintomas são: pouco ganho no peso, atraso no crescimento, anemia,
osteoporose, erupção na pele que faz coçar chamada dermatite
herpetiforme, entre outros.
E. EMAGRECIMENTO: As deficiências nutricionais resultantes da má absorção
na doença celíaca podem provocar sintomas como emagrecimento e déficit
de crescimento em crianças celíacas.
F. FARINHA: Existem muitos tipos de farinha. A farinha é um pó
desidratado rico em amido. No caso dos portadores de DC a farinha de
trigo usada principalmente para se fazer pães e bolos deverá ser
substituída pela farinha sem glúten, a fécula de batata, o amido de
milho, a farinha de arroz entre outras.
G. GLÚTEN: Proteína encontrada nas sementes de muitos cereais
(trigo, cevada, centeio, aveia, triticale, malte e painço e em todos os
seus derivados, como a farinha, farelos, germe,etc). O glúten é
responsável pela elasticidade da massa da farinha, o que permite sua
fermentação, assim como a consistência elástica esponjosa dos pães
e bolos. A GLIADINA é um dos componentes do trigo que irrita a mucosa
intestinal do portador da DC. O glúten é formado a partir da gliadina
e da glutenina, duas proteínas. Ele está presente em quase todos os
alimentos: flocos de cereais, massas, pães, biscoitos e alimentos
industrializados. Qualquer quantidade de Glúten, por mínima que seja,
é prejudicial para o celíaco.
H. HEREDITARIEDADE: Esta doença tem como principal causa um erro inato
do metabolismo, ou seja, um erro desde à formação do DNA de um indivíduo.
Outra causa é a sensibilidade imunológica à gliadina (uma proteína)
no intestino delgado. Cerca de 10% dos familiares de um celíaco têm o
problema sem desenvolver os sintomas. A doença é fortemente hereditária,
mas geneticamente complexa: A doença é familial mesmo que os sintomas
sejam mínimos ou inexistente; há cerca de 70% de concordância em gêmeos
homozigóticos; é infreqüente em determinados grupos étnicos
(orientais e negros). Os riscos são maiores em pessoas brancas e com
outras doenças auto-imunes como diabetes melitos, síndrome de Down
(SD) e Tireoideopatias. Há diferença quanto a freqüência em relação
ao sexo feminino e masculino (2:1).
I. INTOLERÂNCIA: A DC se caracteriza pela intolerância do tipo alérgica
ao glúten, ou seja, o celíaco não pode comer nada com glúten.
Pesquisas revelam que os celíacos possuem uma maior predisposição ao
câncer do intestino delgado.
J. JEJUNO: Nome dada a segunda porção do intestino delgado,
compreendida entre o duodeno e o íleo. No caso dos celíacos que não
seguem uma dieta isenta de glúten as vilosidades desta região do
intestino encontram-se atrofiadas, o que causa prejuízos na absorção
dos nutrientes.
K. VITAMINA K: Vitamina K é um nome genérico para várias substâncias
necessárias a uma coagulação normal do sangue. A forma principal é a
vitamina K1 (filoquinona), que se encontra nas plantas, especialmente
nos vegetais de folhas verdes. Além disso, as bactérias presentes no
intestino delgado e no cólon produzem vitamina K2 (menaquinona), que
pode ser absorvida, embora em menor grau. Como a vitamina K é solúvel
nas gorduras, as perturbações que interferem com a absorção dos lípidos,
como a doença celíaca, podem provocar uma carência de vitamina K nas
crianças e nos adultos.
L. LACTOSE: É o açúcar presente no leite. A lactose é um dissacarídeo,
formado pela união de uma molécula de glicose com outra de galactose.
Para este açúcar ser quebrado e aproveitado pelo organismo ele precisa
da ação de uma enzima chamada lactase. Tal enzima fica na superfície
da mucosa intestinal. Por conta das lesões na mucosa intestinal algumas
portadores de DC não sintetizam a lactase, como conseqüência a
lactose não poderá ser hidrolisada, permanecendo no intestino,
atraindo água para a região e provocando diarréia ácida e gasosa,
excesso de gases, cólicas e aumento no volume abdominal. Como a
DC pode levar a intolerância secundária a lactose faz-se necessário
repor cálcio e vitamina D para prevenção de osteomalácia.
M. MALTE: O malte é um extrato xaroposo de cereal tal qual a
cevada e o centeio, usado na fabricação de bebidas como a cerveja e o
uísque, ou costumeiramente bebido misturado ao leite. O malte, assim
como o trigo, a cevada, a aveia e o centeio possui glúten e não deve
ser consumidos por portadores de DC.
N. NUTRICIONISTA: O nutricionista é o profissional da saúde apto para
ajudar o celíaco na sua reeducação alimentar, atuando na melhoria
significativa da sua qualidade de vida.
O. OBRIGATÓRIO: É obrigatório por lei federal (Lei nº 10.674, de
16/05/2003) que todos os alimentos industrializados informem em seus rótulos
a presença ou não de glúten para resguardar o direito à saúde dos
portadores de doença celíaca.
P. PROTEÇÃO: os celíacos do Brasil conseguiram que o Governo
Federal aprovasse a LEI 10674/2003, que obriga aos fabricantes de
produtos alimentícios a inscrição no rótulo, indicando se o produto
"Contém Glúten" ou "Não contém glúten".
Q. QUINUA: É um cereal muito rico em proteína e uma excelente fonte de
carboidrato com baixo índice glicêmico, ou seja, ela leva mais tempo
para ser transformado em açúcar no sangue, isso evita a produção
excessiva de insulina. A quinua é isenta de glúten e pode ser
consumida por portadores de DC. Vários pratos podem ser preparados com
quinua. Desde um simples acompanhamento cujo preparo é como o do arroz,
até sopas, tortas em que se substitui a farinha de trigo pela farinha
de quinua, panquecas, saladas e etc.
R. RESTRIÇÃO: Essa é a palavra que define a vida de um celíaco.
No caso da DC, a restrição deve ser a qualquer alimento que possui GLÚTEN
na sua composição.
S. SINTOMAS: Quando o intestino de um celíaco tem de suportar uma
alimentação sem restrições, o glúten dos cereais habitualmente
consumidos vai provocar alterações tão profundas que impedem o normal
aproveitamento dos alimentos e levam ao aparecimento dos sintomas. São
sintomas da DC clássica: diarréia crônica, desnutrição com déficit
do crescimento, anemia ferropriva não curável, emagrecimento e falta
de apetite, distensão abdominal (barriga inchada), vômitos, dor
abdominal, osteoporose, esterilidade, abortos de repetição, glúteos
atrofiados, pernas e braços finos, apatia, desnutrição aguda que
podem levar o paciente à morte na falta de diagnóstico e tratamento.
T. TRATAMENTO: O único tratamento para os portadores de DC é a
retirada completa do Glúten da alimentação por toda a vida. E se a
dieta não for seguida, com o corte completo do glúten, a doença vai
se tornando crônica e outras doenças vão surgindo. Logo, esse
paciente tem comprometimento sistêmico e requer a assistência de uma
equipe multidisciplinar.
U. ULCERAS AFTOSAS (AFTAS): Afta ou úlcera aftosa recorrente pode
aparecer mais freqüentemente em portadores de DC, caracterizada pelo
aparecimento de úlceras dolorosas na mucosa bucal, as quais podem ser múltiplas
ou solitárias. As aftas são lesões ulceradas: há exposição do
tecido conjuntivo, que é rico em vasos e nervos, o que provoca dor.
V. VILOSIDADES: O intestino delgado possui vilosidades, algo semelhante
a pregas, que faz com que a área de absorção de nutrientes obtidos
através da alimentação seja maior. O intestino do celíaco que ingere
glúten apresenta uma diminuição das vilosidades, acarretando na
dificuldade de absorção de nutrientes, principalmente gordura, cálcio,
ferro e ácido fólico.
W. WHISKY: Os celíacos adultos não podem consumir whisky nem cerveja
pois ambos contém malte e este possui GLÚTEN na sua composição.
X. X, heterocromossomo sexual, se apresenta formando um para nas células
das fêmeas (mulheres possuem o par de cromossomos 23 XX).
Y. Y, heteorocromosso menor que X, com quem forma o par 23 no sexo
masculino (Xy).
Z. ZINCO: O zinco é um micronutriente presente em alguns alimentos e
faz-se necessário no sistema imunológico. Além disto, o zinco
colabora com funções importantes no nosso organismo como reprodução,
participa de algumas reações químicas, entre outras funções. Os
portadores de DC podem apresentar baixo nível de Zinco no
organismo.Algumas fontes deste mineral são:
carnes, sendo que as vermelha tem maior quantidade, cereais integrais,
oleaginosas (castanha do pará, castanha do caju, nozes, amendôas),
sementes, leguminosas (feijão, grão de bico, ervilha).
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