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Informações para Turistas
Informaciones
para los Turistas
Tourist

Fotos Denise Videira
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USP - Tese de Doutorado
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| Diagnóstico
de doença celíaca ao longo da investigação de enfermidades hepáticas |
| Santos,
Maíra Solange Camara dos |
| maisol@uol.com.br |
| Faculdade
de Medicina (FM) |
| Gastroenterologia
Clínica |
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Cançado, Eduardo Luiz Rachid
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Cançado, Eduardo Luiz Rachid
¤ Damião, Aderson Omar Mourão Cintra
¤ Leite, André Zonetti de Arruda
¤ Porta, Gilda
¤ Sipahi, Aytan Miranda
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| 16/05/2007 |
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Auto-anticorpos
¤ Doença celíaca/diagnóstico
¤ Evolução clínica
¤ Hepatopatias
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| Introdução:
O envolvimento hepático na doença celíaca (DC) é amplamente
reconhecido e atualmente é uma das manifestações extra-intestinais mais
freqüentes. Com o advento de marcadores sorológicos de elevada
especificidade e sensibilidade, sobretudo o anticorpo antiendomísio
(EMA), a DC tem sido descrita em associação a várias hepatopatias.
Objetivos: caracterizar as formas de triagem de DC em portadores de
hepatopatia crônica; caracterizar e estudar os pacientes cujo diagnóstico
de DC foi realizado durante a investigação de uma doença hepática;
pesquisar a reatividade do antiendomísio em pacientes com hepatite
auto-imune, cirrose biliar primária, colangite esclerosante primária e
hipertensão portal não cirrótica; avaliar o comportamento da doença
hepática na vigência de dieta sem glúten. Métodos: Os pacientes foram
triados pela detecção dos anticorpos anti-reticulina e anticorpo
antimatriz extracelular durante a rotina de imunofluorescência de
pesquisa dos auto-anticorpos hepáticos; pela presença de manifestações
de DC em hepatopatas crônicos, pelo aspecto endoscópico sugestivo de DC
e pela pesquisa sistemática do EMA nas patologias referidas
anteriormente. Todos os pacientes foram submetidos à pesquisa do EMA,
anti-reticulina IgG ou antimatriz de fibroblastos IgG na presença de
deficiência de IgA. Em caso de positividade desses marcadores, foram
submetidos à endoscopia digestiva alta para biópsia intestinal e
caracterizados do ponto de vista clínico, laboratorial e histopatológico.
A evolução desses dados permitiu a caracterização da evolução da
doença hepática e da doença celíaca a partir da introdução da dieta
sem glúten. Resultados: Foram identificados 43 pacientes com
auto-anticorpos relacionados à DC (em 42 o EMA IgA e em um o antimatriz
extracelular IgG em associação com deficiência de IgA). A rotina de
pesquisa de auto-anticorpos hepáticos identificou 31 pacientes; seis
apresentavam hepatopatia crônica e manifestação de DC; em três o exame
endoscópico foi sugestivo de DC e a pesquisa sistemática do EMA foi
positiva em três casos. O diagnóstico de DC foi confirmado em 37 de 40
pacientes (92,5%) em que a biópsia intestinal foi realizada. A idade dos
pacientes variou de 2 a 68 anos, com mediana de 35 anos. Houve maior
prevalência de acometimento no sexo feminino (65%). A DC foi mais
prevalente na raça branca (87%), mais foi identificada em quatro mulatos
e um negro. As doenças hepáticas mais freqüentes foram
hipertransaminasemia criptogênica, hepatite auto-imune, hiperplasia
nodular regenerativa e hepatite pelo vírus C. Conclusões: 1) A
reatividade do anti-reticulina, a presença de diarréia inexplicada e a
análise endoscópica da mucosa duodenal foram as formas de seleção mais
efetivas de se identificar a DC em hepatopatas crônicos. 2) A ausência
de manifestações clínicas de DC nesse grupo de pacientes foi bastante
expressiva. 3) A pesquisa sistemática do EMA em cirrose biliar primaria,
hepatite auto-imune, colangite esclerosante primária não contribuiu para
o diagnóstico de DC em um número significativo de pacientes, ao contrário
do observado no grupo de hipertensão portal não cirrótica,
especialmente hiperplasia nodular regenerativa 4) As doenças hepáticas
em que mais freqüentemente foi diagnosticada a DC foram a hiperplasia
nodular regenerativa, hepatite auto-imune, hipertransaminasemia criptogênica,
hepatite pelo vírus C e cirrose biliar primária antimitocôndria
negativo. 5) A retirada do glúten da dieta contribuiu de maneira efetiva
para normalização das enzimas hepáticas nos casos de
hipertransaminasemia criptogênica. Nos grupos de hiperplasia nodular
regenerativa, hepatite B e C, cirrose biliar primária, álcool e hepatite
auto-imune, o papel da dieta foi de difícil avaliação em razão da
interferência da instituição do tratamento específico e da evolução
natural da doença hepática de base. |
http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5147/tde-20082007-154820/
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