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ACELBRA-RJ  -  Associação  de Celíacos do Brasil - Seção  Rio de Janeiro  

Doença Celíaca

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Doença Celíaca 

 

 

Fotos Denise Videira

 

 

 

CENTRO BRASILEIRO DE ALERGIA ALIMENTAR E NUTRIÇÃO

 

Guai de Restaurantes para Celíacos e Alérgicos em todo o mundo.

 

Os labotarórios são da rede particular e geralmente não tem convênios com Planos de Saúde para realização dos exames de sorologia. Telefone e se informe antes sobre  preços, convênios , horários e locais de atendimento. No final dessa página você encontrará algumas informações sobre esses exames. Lembre-se que é preciso estar consumindo glúten para um correto diagnóstico da doença celíaca.

MAYORLAB-LABORATÓRIO DE ANÁLISES  CLÍNICAS
RUA. CARDOSO DE MORAES, 61/205
TEL.: 2564-8583
BONSUCESSO

Convênio  - preços de exames para pesquisa de Doença Celíaca abaixo da tabela AMB, através de indicação do Grupo "Anjos da Alergia". Para maiores informações entre em contato conosco: riosemgluten@terra.com.br 

 

Bronstein

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tel: 21- 22278080

Copacabana , Meier, Bangu, Barra, Bonsucesso,Botafogo,Cachambi, Campo Grande,Catete,Centro,Del Castilho,Duque de Caxias,Icaraí,Ilha ,Ipanema, Jacarepaguá, Jardim América, Jardim Botânico, Leblon, Madureira, Niterói, Nova Iguaçu, Padre Miguel ,Penha, São Cristovão , Teresópolis, Tijuca, Vila Isabel.

Antiendomisio IGG

 

Antiendomisio IGA  

 

Antigliadina IGG e IGA

 

Anti Transglutaminase IGA total 

 

 

Lâmina

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 tel: 21- 25383939 

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Sergio Franco

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tel: 21- 2672 7070

Duque de Caxias, Itaguaí, Nilópolis, Niterói, Nova Iguaçu, Rio de Janeiro, São Gonçalo, São João de Meriti.

Anticorpo Antigliadina Iga no sangue
    Prazo de entrega: 12 dias
    Necessário 4 horas em jejum

  Articorpo Antigliadiana Igg no sangue
    Prazo de entrega: 12 dias
    Necessário 4 horas em jejum


 Anticorpo Antiendomisio Iga no sangue
   Prazo de entrega: 10 dias
   Necessário 8 horas em jejum

  Anti-Transglutaminase Tecidual no sangue
   Prazo de entrega: 17 dias
   Necessário 8 horas em jejum

  Imunoglobulina G (IGG) no sangue
   Prazo de entrega: 2 dias
   Necessário 8 horas em jejum

  Imunoglobulina A (IGA) no sangue
  Prazo de entrega: 2 dias
  Necessário 8 horas em jejum


Richet

www.richet.com.br

Botafogo -  tel: 21- 2535 6669

Barra da Tijuca - tel : 21-33252008

Barra Life - tel: 21- 34197776

Tijuca - tel: 21- 2204 2684

 

Maiolino

www.maiolino.com.br

tel : 21-3475 3636

Alcantara, Bangu, Botafogo, Bonsucesso, Barra, Centro, Copacabana, Campo Grande, Grajaú, Tijuca,  Leblon, Ipanema, Largo do Machado, Meier, Maracanã, Vila da Penha, Taquara, Madureira, lha do Governador.

 

Anti Gliadina Igg - 

Anti Gliadina Iga - 

Anti Transglutaminase -

Anti Endomisio - 

 

 

Helion Povoa

www.helionpovoa.com.br

tel 25385800

Campo Grande, Jacarepaguá, Barra, Zona Sul, Centro, Meier, Tijuca, Penha, Niterói

 

IgA e IgG : faz pela Unimed e outros planos de saúde

 

Anti endomísio :  

Anti Gliadina IgG e IgA, Anti Endomisio eTransglutaminase.
Preparo => 8h de jejum

 

Fleury

www.fleury.com.br

Botafogo

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Para saber mais sobre os exames :

 

ANTICORPOS SÉRICOS NA DOENÇA CELÍACA      (artigo )

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Testes laboratoriais comumente usados para o diagnóstico de Doença Celíaca:        

  • Anticorpos AAnticorpos Anti-Transglutaminase IgG, IgM e IgA: A Transglutaminase tecidual (tTG) tem sido identificada com o principal auto-antígeno na doença celíaca. A tTG pertence a diversas famílias de enzimas dependentes de cálcio que catalisam a formação de proteínas. A tTG se encontra amplamente distribuída nos órgãos humanos, estando associada com fibras que revestem a musculatura lisa e as células endoteliais do tecido conectivo. A tTG tem participação no mecanismo da matrix extra-celular e reparação tecidual; sendo que as gliadinas do trigo podem atuar como substrato para a reação da transglutaminase. Em casos de injúria tecidual, como a que ocorre na mucosa intestinal de pacientes com doença celíaca não tratada, os níveis de tTG se elevam. Os anticorpos IgA anti-transglutaminase são marcadores altamente específicos para Doença Celíaca e Dermatite Herpetiforme.

  •   Anti-Endomísio (EMA) IgA: Altamente específico (100%), sendo o teste de preferência para o “screeing” de Doença Celíaca. O teste ELISA apresenta maior sensibilidade do que o por Imunofluorescência.

  • Anticorpos Anti-Gliadina (AGA) IgG e IgA: O teste IgG é sensível, mas pouco específico, enquanto o IgA é específico, mas pouco sensível. Quando usados em conjunto possuem especificidade de 80% e sensibilidade de 95%.

  • Anticorpos Anti-Reticulina: Aproximadamente 60% dos pacientes com doença celíaca possuem positividade para este anticorpo

  • Biópsia intestinal: O intestino delgado apresenta vilosidades achatadas, hiperplasia das criptas e grande quantidade de linfócitos infiltrando a camada de células epiteliais.

  • Genotipagem para Doença Celíaca: A Doença Celíaca (DC) ou a sua condição relatada como Dermatite Herpetiforme (DH) apresentam forte associação com os alelos HLA DQB1*0201, DQA1*0501 e DRB1*0301. Aproximadamente 86 % dos pacientes com CD apresentam os alelos HLA DQB1*0201 e DQA1*0501. Essa combinação de alelos HLA-DQ está associada, mas não causa doença em sí. Fatores ambientais podem estar envolvidos na patogênese da CD. A prevalência da Doença Celíaca é estimada em aproximadamente 0,1 % da população europeia e norte-americana. A genotipagem do HLA para DQB1*0201, DQA1*0501 e DRB1*0301 pode oferecer informações clinicamente úteis nas seguintes condições: (1) Triagem para pacientes com pais portadores de CD ou DH. (2) Quando o diagnóstico não se torna possível pela presença de resultados imunológicos e histológicos ambíguos. (3) Diagnóstico de CD latente, no qual a presença de anticorpos anti-endomísio ocorre em pacientes assintomáticos e com a morfologia da mucosa normal. (4) Quando a biópsia intestinal não é possível. (Este teste encontra-se disponível apenas em caráter de pesquisa)

  • Perfil de Anticorpos para Doença Celíaca: inclui: Anti-Gliadina IgG & IgA, Anti-Reticulina e Anti-Transglutaminase IgA.

  • Os exames podem ser solicitados individualmente ou na forma de "PERFIL PARA DOENÇA CELÍACA", conforme a descrição acima. Todos são realizados no sangue e não existe a necessidade de jejum ou de qualquer outro tipo de preparação.

Richet    -    www.richet.com.br

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Instituto Fleury

 


Dr. Paulo Leser
Dra. Patricia M. Costa de Oliveira

1 - Introdução

      A doença celíaca, ou enteropatia glúten-induzida, é o resultado de uma resposta celular mediada por células T inadequada, em indivíduos geneticamente predispostos, frente à ingestão de glúten, presente em cereais como trigo, cevada e centeio.

      Esta agressão provoca reação inflamatória na mucosa do intestino delgado, em extensões variáveis, o que explica a diversidade de achados clínicos, bem como diferenças de intensidade. É doença que acomete tanto crianças como adultos.

2 - Quadro clínico

      Depende da extensão de intestino delgado envolvida, o que explica o largo espectro de manifestações clínicas possíveis.
Classicamente, em crianças, o início do quadro clínico coincide com a introdução do glúten na dieta (em torno do 4o- 6o mês) até os 2 anos de idade. O início dos sintomas costuma ser gradual e pode haver constipação ou diarréia, redução do ritmo de crescimento e vômitos. Casos não tratados podem evoluir para a síndrome de malabsorção com todas as suas conseqüências.

      Alguns adultos diagnosticados com a doença apresentam baixa estatura ou história clínica compatível com enteropatia glúten-induzida na infância. Entretanto, em outros casos não há indícios de doença na infância, sugerindo início do quadro clínico na idade adulta. Cerca de 50% dos adultos não apresentam diarréia; em muitos casos a investigação se inicia a partir do diagnóstico de anemia ferropriva. Em outros casos, pode haver diarréia, flatulência, perda de peso e desconforto abdominal. Também pode ocorrer a evolução para síndrome de malabsorção.

      Secundariamente, é comum a associação com intolerância secundária à lactose, decorrente da atrofia vilositária que caracteriza histologicamente a doença. As células produtoras de lactase são destruídas em decorrência da agressão inflamatória que caracteriza a doença celíaca.

      Além disto, manifestações extra-intestinais como a dermatite herpetiforme podem ocorrer em até 10% dos celíacos. Por outro lado, cerca de 85% dos pacientes com diagnóstico de dermatite herpetiforme têm biópsia intestinal compatível com doença celíaca.
Também é descrita em associação com a doença a estomatite aftosa recorrente, geralmente discreta.

      Além disto, a doença celíaca freqüentemente está associada a outras doenças auto-imunes, como diabetes mellitus tipo I, tiroidite auto-imune e miastenia gravis, dentre outras.

3 - Diagnóstico sorológico

É útil para:

1 - Auxiliar no diagnóstico da doença, em associação com a biópsia intestinal que é considerada como "padrão-ouro";
2 - Monitorar aderência e resposta à dieta sem glúten;
3 - Triagem de pacientes com sintomas atípicos.

      No Fleury, o primeiro teste colocado em rotina foi a pesquisa de anticorpos IgG e IgA contra a gliadina. A pesquisa de ambos os anticorpos faz com que este teste tenha uma boa sensibilidade para o diagnóstico da doença celíaca (vide tabela), porém sabe-se que é um teste que perde em especificidade frente a testes mais recentemente desenvolvidos. Isto ocorre porque os anticorpos anti-gliadina podem ser detectáveis em pacientes com outras patologias intestinais inflamatórias; é descrita também sua presença em indivíduos normais. Entretanto, ainda é o teste sorológico mais útil em crianças com menos de 2 anos de idade; além disto, pacientes com deficiência de IgA (que ocorre em 2-10% dos celíacos) também se beneficiam do emprego deste teste, que detecta também IgG.

      Por estas razões, não se abandonou totalmente o uso dos anticorpos anti-gliadina, mas novos testes foram desenvolvidos. Dentre estes destacam-se:

  • Pesquisa de anticorpos IgA anti-endomísio. Realiza-se por técnica de imunofluorescência indireta, tendo como substrato cordão umbilical humano. A transglutaminase, enzima-alvo da resposta auto-imune na doença celíaca, é o antígeno-alvo. A desvantagem deste teste é que é muito trabalhoso e necessita de pessoal qualificado para a leitura da imunofluorescência (tabela)

  • Pesquisa de anticorpos IgA anti-transglutaminase. Realiza-se por técnica imunoenzimática. Apresenta elevada sensibilidade e especificidade, especialmente quando o antígeno empregado no ensaio é de origem humana (tabela)

      Ambos os testes (anticorpos anti-endomísio e anti-transglutaminase) raramente apresentam resultados falso-positivos, mas resultados falso-negativos são descritos em casos de enteropatia leve, pacientes com deficiência de IgA e crianças menores de 2 anos.

      Além de auxiliarem no diagnóstico, a pesquisa e titulação dos anticorpos é muito útil no seguimento terapêutico, pois com a retirada total dos alimentos contendo glúten os níveis de anticorpos se reduzem ou se negativam, cerca de 3-6 meses após início da dieta. Uma ascensão nos níveis de anticorpos indica que o paciente de alguma forma não está obedecendo a prescrição alimentar.

      A determinação dos marcadores genéticos HLA DQA1*0501 e HLA DQB1*0201 poderá agregar valor à pesquisa dos anticorpos. Sabe-se que estes antígenos de histocompatitibilidade apresentam peptídios da gliadina às células T da mucosa intestinal. Mais de 90% dos pacientes com doença celíaca apresentam estes marcadores, e um resultado negativo para ambos em conjunção com a pesquisa negativa de anticorpos séricos sugere fortemente ausência de doença celíaca.

4 - Biópsia intestinal

      É considerada o padrão-ouro para diagnóstico da doença celíaca.

      Atualmente, prefere-se o emprego de endoscopia digestiva alta para obtenção de espécime de mucosa de 2a ou 3a porção duodenal. O aspecto histológico característico consiste em ausência de vilosidades, presença de criptas hiperplásicas e aumento, na mucosa, do número de linfócitos intraepiteliais e de plasmócitos; observa-se também um aumento do número de linfócitos na lâmina própria.

Tabela - Testes sorológicos para o diagnóstico de doença celíaca

Teste

Ig pesquisada

Técnica

Sensibilidade(%)

Especificidade(%)

Anti-gliadina

IgA/IgG

ELISA

IgG - 65-85
IgA - 75-90
Ambas - 95

IgG - 73-9
IgA - 82-95
Ambas - 80

Anti-endomísio

IgA

IFI

85-98

97-100

Anti-transglutaminase

IgA

ELISA - ag cobaia
ELISA - ag humano

95-98
>99

95
>99


Bibliografia recomendada

1. Farrel, RJ & Kelly, CP - Celiac sprue - N. Engl. J. Med., 346(3):180-88, 2002.

 

 

Texto retirado do site do Laboratório Richet

Limitações do teste de anti-transglutaminase:
1) A presença de imunocomplexos ou outros agregados de imunoglobulinas na amostra a ser analisasa pode causar resultados falso-positivos.

2) Resultados negativos para Anti-Transglutaminase IgA não afastam por por completo a possibilidade de enteropatia sensível a glúten, pela ocorrência de deficiência de IgA, que é um achado relativamente comum em pacientes com doença celíaca. Nesses casos, recomenda-se a utilização da pesquisa de anticorpos Anti-Transglutaminase IgG.

 

 

 

Pão de queijo Mineiro e

Broinha de Fubá !!!

 
 

 

Última atualização: 02 agosto, 2008 .