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Os labotarórios são da rede particular e geralmente não tem convênios com Planos de Saúde para realização dos exames de sorologia. Telefone e se informe antes sobre  preços, convênios , horários e locais de atendimento. No final dessa página você encontrará algumas informações sobre esses exames. Lembre-se que é preciso estar consumindo glúten para um correto diagnóstico da doença celíaca.

 

No dia 07 de junho de 2010 foi publicado o  novo Rol de Procedimentos da Agência Nacional de Saúde. Nele o exame de sangue ( sorologia )  anti-transglutaminase IgA já está previsto -  é o procedimento número 14.  Acionem os seus planos de saúde e se informem sobre os laboratórios autorizados a fazer o exame.  Leia a publicação: clique aqui

Tabela TUSS/AMB - código 40308553 - Antitransglutaminase IgA

 

 

Bronstein

www.bronstein.com.br

 

Antiendomisio IGG

 

Antiendomisio IGA  

 

Antigliadina IGG e IGA

 

Anti Transglutaminase IGA total 

 

 

Lâmina

www.lamina.com.br

 

 

 

Sergio Franco

www.sergiofranco.com.br

 

 

Anticorpo Antigliadina Iga no sangue
    Prazo de entrega: 12 dias
    Necessário 4 horas em jejum

  Articorpo Antigliadiana Igg no sangue
    Prazo de entrega: 12 dias
    Necessário 4 horas em jejum


 Anticorpo Antiendomisio Iga no sangue
   Prazo de entrega: 10 dias
   Necessário 8 horas em jejum

  Anti-Transglutaminase Tecidual no sangue
   Prazo de entrega: 17 dias
   Necessário 8 horas em jejum

  Imunoglobulina G (IGG) no sangue
   Prazo de entrega: 2 dias
   Necessário 8 horas em jejum

  Imunoglobulina A (IGA) no sangue
  Prazo de entrega: 2 dias
  Necessário 8 horas em jejum

 

 

Richet

www.richet.com.br 


 

 

Maiolino

www.maiolino.com.br 

 

Anti Gliadina Igg - 

Anti Gliadina Iga - 

Anti Transglutaminase -

Anti Endomisio - 

 

Fleury

www.fleury.com.br

Exames:

Anti-gliadina

Anti-endomisio

Anti-transglutaminase

Genotipagem para Doença Celíaca - HLA ( DQ2 / DQ8) - Código CBHPM .:4.03.07.20



 

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Para saber mais sobre os exames :

 

 

 

ANTICORPOS SÉRICOS NA DOENÇA CELÍACA (artigo )

 

Testes laboratoriais comumente usados para o diagnóstico de Doença Celíaca:        

Richet -  www.richet.com.br

  • Anticorpos AAnticorpos Anti-Transglutaminase IgG, IgM e IgA: A Transglutaminase tecidual (tTG) tem sido identificada com o principal auto-antígeno na doença celíaca. A tTG pertence a diversas famílias de enzimas dependentes de cálcio que catalisam a formação de proteínas. A tTG se encontra amplamente distribuída nos órgãos humanos, estando associada com fibras que revestem a musculatura lisa e as células endoteliais do tecido conectivo. A tTG tem participação no mecanismo da matrix extra-celular e reparação tecidual; sendo que as gliadinas do trigo podem atuar como substrato para a reação da transglutaminase. Em casos de injúria tecidual, como a que ocorre na mucosa intestinal de pacientes com doença celíaca não tratada, os níveis de tTG se elevam. Os anticorpos IgA anti-transglutaminase são marcadores altamente específicos para Doença Celíaca e Dermatite Herpetiforme.

  •   Anti-Endomísio (EMA) IgA: Altamente específico (100%), sendo o teste de preferência para o “screeing” de Doença Celíaca. O teste ELISA apresenta maior sensibilidade do que o por Imunofluorescência.

  • Anticorpos Anti-Gliadina (AGA) IgG e IgA: O teste IgG é sensível, mas pouco específico, enquanto o IgA é específico, mas pouco sensível. Quando usados em conjunto possuem especificidade de 80% e sensibilidade de 95%.

  • Anticorpos Anti-Reticulina: Aproximadamente 60% dos pacientes com doença celíaca possuem positividade para este anticorpo

  • Biópsia intestinal: O intestino delgado apresenta vilosidades achatadas, hiperplasia das criptas e grande quantidade de linfócitos infiltrando a camada de células epiteliais.

  • Genotipagem para Doença Celíaca: A Doença Celíaca (DC) ou a sua condição relatada como Dermatite Herpetiforme (DH) apresentam forte associação com os alelos HLA DQB1*0201, DQA1*0501 e DRB1*0301. Aproximadamente 86 % dos pacientes com CD apresentam os alelos HLA DQB1*0201 e DQA1*0501. Essa combinação de alelos HLA-DQ está associada, mas não causa doença em sí. Fatores ambientais podem estar envolvidos na patogênese da CD. A prevalência da Doença Celíaca é estimada em aproximadamente 0,1 % da população europeia e norte-americana. A genotipagem do HLA para DQB1*0201, DQA1*0501 e DRB1*0301 pode oferecer informações clinicamente úteis nas seguintes condições: (1) Triagem para pacientes com pais portadores de CD ou DH. (2) Quando o diagnóstico não se torna possível pela presença de resultados imunológicos e histológicos ambíguos. (3) Diagnóstico de CD latente, no qual a presença de anticorpos anti-endomísio ocorre em pacientes assintomáticos e com a morfologia da mucosa normal. (4) Quando a biópsia intestinal não é possível. 

  • Perfil de Anticorpos para Doença Celíaca: inclui: Anti-Gliadina IgG & IgA, Anti-Reticulina e Anti-Transglutaminase IgA.

  • Os exames podem ser solicitados individualmente ou na forma de "PERFIL PARA DOENÇA CELÍACA", conforme a descrição acima. Todos são realizados no sangue e não existe a necessidade de jejum ou de qualquer outro tipo de preparação.

 

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Dr. Paulo Leser
Dra. Patricia M. Costa de Oliveira

1 - Introdução

      A doença celíaca, ou enteropatia glúten-induzida, é o resultado de uma resposta celular mediada por células T inadequada, em indivíduos geneticamente predispostos, frente à ingestão de glúten, presente em cereais como trigo, cevada e centeio.

      Esta agressão provoca reação inflamatória na mucosa do intestino delgado, em extensões variáveis, o que explica a diversidade de achados clínicos, bem como diferenças de intensidade. É doença que acomete tanto crianças como adultos.

2 - Quadro clínico

      Depende da extensão de intestino delgado envolvida, o que explica o largo espectro de manifestações clínicas possíveis.
Classicamente, em crianças, o início do quadro clínico coincide com a introdução do glúten na dieta (em torno do 4o- 6o mês) até os 2 anos de idade. O início dos sintomas costuma ser gradual e pode haver constipação ou diarréia, redução do ritmo de crescimento e vômitos. Casos não tratados podem evoluir para a síndrome de malabsorção com todas as suas conseqüências.

      Alguns adultos diagnosticados com a doença apresentam baixa estatura ou história clínica compatível com enteropatia glúten-induzida na infância. Entretanto, em outros casos não há indícios de doença na infância, sugerindo início do quadro clínico na idade adulta. Cerca de 50% dos adultos não apresentam diarréia; em muitos casos a investigação se inicia a partir do diagnóstico de anemia ferropriva. Em outros casos, pode haver diarréia, flatulência, perda de peso e desconforto abdominal. Também pode ocorrer a evolução para síndrome de malabsorção.

      Secundariamente, é comum a associação com intolerância secundária à lactose, decorrente da atrofia vilositária que caracteriza histologicamente a doença. As células produtoras de lactase são destruídas em decorrência da agressão inflamatória que caracteriza a doença celíaca.

      Além disto, manifestações extra-intestinais como a dermatite herpetiforme podem ocorrer em até 10% dos celíacos. Por outro lado, cerca de 85% dos pacientes com diagnóstico de dermatite herpetiforme têm biópsia intestinal compatível com doença celíaca.
Também é descrita em associação com a doença a estomatite aftosa recorrente, geralmente discreta.

      Além disto, a doença celíaca freqüentemente está associada a outras doenças auto-imunes, como diabetes mellitus tipo I, tiroidite auto-imune e miastenia gravis, dentre outras.

3 - Diagnóstico sorológico

É útil para:

1 - Auxiliar no diagnóstico da doença, em associação com a biópsia intestinal que é considerada como "padrão-ouro";
2 - Monitorar aderência e resposta à dieta sem glúten;
3 - Triagem de pacientes com sintomas atípicos.

      No Fleury, o primeiro teste colocado em rotina foi a pesquisa de anticorpos IgG e IgA contra a gliadina. A pesquisa de ambos os anticorpos faz com que este teste tenha uma boa sensibilidade para o diagnóstico da doença celíaca (vide tabela), porém sabe-se que é um teste que perde em especificidade frente a testes mais recentemente desenvolvidos. Isto ocorre porque os anticorpos anti-gliadina podem ser detectáveis em pacientes com outras patologias intestinais inflamatórias; é descrita também sua presença em indivíduos normais. Entretanto, ainda é o teste sorológico mais útil em crianças com menos de 2 anos de idade; além disto, pacientes com deficiência de IgA (que ocorre em 2-10% dos celíacos) também se beneficiam do emprego deste teste, que detecta também IgG.

      Por estas razões, não se abandonou totalmente o uso dos anticorpos anti-gliadina, mas novos testes foram desenvolvidos. Dentre estes destacam-se:

  • Pesquisa de anticorpos IgA anti-endomísio. Realiza-se por técnica de imunofluorescência indireta, tendo como substrato cordão umbilical humano. A transglutaminase, enzima-alvo da resposta auto-imune na doença celíaca, é o antígeno-alvo. A desvantagem deste teste é que é muito trabalhoso e necessita de pessoal qualificado para a leitura da imunofluorescência (tabela)

  • Pesquisa de anticorpos IgA anti-transglutaminase. Realiza-se por técnica imunoenzimática. Apresenta elevada sensibilidade e especificidade, especialmente quando o antígeno empregado no ensaio é de origem humana (tabela)

      Ambos os testes (anticorpos anti-endomísio e anti-transglutaminase) raramente apresentam resultados falso-positivos, mas resultados falso-negativos são descritos em casos de enteropatia leve, pacientes com deficiência de IgA e crianças menores de 2 anos.

      Além de auxiliarem no diagnóstico, a pesquisa e titulação dos anticorpos é muito útil no seguimento terapêutico, pois com a retirada total dos alimentos contendo glúten os níveis de anticorpos se reduzem ou se negativam, cerca de 3-6 meses após início da dieta. Uma ascensão nos níveis de anticorpos indica que o paciente de alguma forma não está obedecendo a prescrição alimentar.

      A determinação dos marcadores genéticos HLA DQA1*0501 e HLA DQB1*0201 poderá agregar valor à pesquisa dos anticorpos. Sabe-se que estes antígenos de histocompatitibilidade apresentam peptídios da gliadina às células T da mucosa intestinal. Mais de 90% dos pacientes com doença celíaca apresentam estes marcadores, e um resultado negativo para ambos em conjunção com a pesquisa negativa de anticorpos séricos sugere fortemente ausência de doença celíaca.

4 - Biópsia intestinal

      É considerada o padrão-ouro para diagnóstico da doença celíaca.

      Atualmente, prefere-se o emprego de endoscopia digestiva alta para obtenção de espécime de mucosa de 2a ou 3a porção duodenal. O aspecto histológico característico consiste em ausência de vilosidades, presença de criptas hiperplásicas e aumento, na mucosa, do número de linfócitos intraepiteliais e de plasmócitos; observa-se também um aumento do número de linfócitos na lâmina própria.

Tabela - Testes sorológicos para o diagnóstico de doença celíaca

Teste

Ig pesquisada

Técnica

Sensibilidade(%)

Especificidade(%)

Anti-gliadina

IgA/IgG

ELISA

IgG - 65-85
IgA - 75-90
Ambas - 95

IgG - 73-9
IgA - 82-95
Ambas - 80

Anti-endomísio

IgA

IFI

85-98

97-100

Anti-transglutaminase

IgA

ELISA - ag cobaia
ELISA - ag humano

95-98
>99

95
>99


Bibliografia recomendada

1. Farrel, RJ & Kelly, CP - Celiac sprue - N. Engl. J. Med., 346(3):180-88, 2002.

 

 

Texto retirado do site do Laboratório Richet

 

Limitações do teste de anti-transglutaminase:
1) A presença de imunocomplexos ou outros agregados de imunoglobulinas na amostra a ser analisasa pode causar resultados falso-positivos.

2) Resultados negativos para Anti-Transglutaminase IgA não afastam por por completo a possibilidade de enteropatia sensível a glúten, pela ocorrência de deficiência de IgA, que é um achado relativamente comum em pacientes com doença celíaca. Nesses casos, recomenda-se a utilização da pesquisa de anticorpos Anti-Transglutaminase IgG.

 

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                                                                                                                                Última atualização: 19 maio, 2013