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NOTÍCIAS
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As notícias divulgadas aqui são pesquisadas em páginas da Internet,
sendo exibida a fonte original. Para maiores detalhes acesse o endereço
fornecido. Se você quer mais informações científicas sobre doença celíaca,
pesquise em nossa página: Artigos. Para ler as notícias antigas,
clique aqui : Notícias
anteriores .
2008
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Empresa
brasileira lança
site
mundial sobre alergias alimentares
Nova comunidade online permite que atividades como comer fora de casa e
viajar sejam mais fáceis, seguras e prazerosas para aqueles com restrições
alimentares
www.specialgourmets.com

São
Paulo, 22 de Julho de
2008. A
Origem Scientifica, uma empresa de
consultoria científica brasileira especializada em pesquisas na área de
saúde e análise de dados, tem o prazer de anunciar o lançamento mundial
do Specialgourmets.com, um guia interativo e dinâmico com o objetivo de
tornar experiências como viajar e jantar fora mais seguras e prazerosas
para pessoas com alergias alimentares e doença celíaca. Nascido da
necessidade dos próprios fundadores e sua família, o Specialgourmets é
um guia inovador, cujo conteúdo será gerado (e gerenciado) por uma
comunidade inteira de pessoas que compartilham das mesmas experiências e
restrições alimentares em todo o mundo. Usando um mapa, os usuários
poderão buscar e visualizar lugares adequados (como restaurantes, bares,
lojas e hotéis) em qualquer região geográfica (país, cidade, bairro),
adicionar novos estabelecimento onde tiveram experiências positivas,
escrever revisões sobre os estabelecimentos listados, corrigir e
atualizar as informações sobre um determinado lugar, imprimir listas
para levar em viagens, compartilhar lugares favoritos com seus amigos e
receber alertas por email quando um novo estabelecimento adequando às
suas dietas seja adicionado em uma região ou quando novas revisões sejam
feitas para estabelecimentos determinados pelo próprio usuário. O
Specialgourmets já está disponível em três idiomas (Português,
Inglês e Espanhol), mas novos idiomas serão incluídos em breve.
Milhões
de pessoas no mundo todo (as estimativas mais conservadoras situam a cifra
em torno de 200 milhões de pessoas) sofrem de algum
tipo de alergia alimentar (como alergia a ovos, peixe, frutos de mar,
leite, soja e amendoim) ou de doença celíaca, um problema auto-imune
causado pela ingestão de glúten (uma proteína presente no trigo, cevada
e centeio). Para estas pessoas, a ingestão de quantidades ínfimas do
alimento que não podem comer pode ser extremamente prejudicial à saúde
e em alguns casos até mesmo fatal. Dessa forma, comer fora e viajar
tornam-se atividades não somente limitadas, como também estressantes e
até perigososas. De acordo com a fundadora do Specialgourmets, formada em
Biociências pela Universidade de São Paulo e doutora pela Universidade
de Oxford, Cynthia Schuck Paim, encontrar um lugar que ofereça opções
para essas dietas de forma segura pode ser difícil, e não existe ninguém
melhor do que alguém que possua a mesma restrição alimentar para
sugerir estabelecimentos apropriados.
O site é o primeiro do gênero no mundo e está sendo lançado simultâneamente
em vários países pela empresa brasileira. Ao oferecer uma série de
ferramentas e recursos tecnológicos que permitem aos usuários
compartilhar de suas experiências, bem como um sistema abrangente de
busca e de alertas, o Specialgourmets permitirá àqueles com alergias e
restrições alimentares desfrutar das riquezas culinárias do mundo com
mais facilidade, tranquilidade e prazer. Outro objetivo do website é o de
facilitar a busca de Associações e Grupos de Apoio os quais atuem em
determinadas áreas geográficas, e desta forma apoiar o magnífico
trabalho destas Associações na divulgação e concientização dessa
questão na sociedade. O site também disponibiliza uma seção de dicas e
conselhos que os usuários devem seguir quando forem comer fora, cartões
para serem levados aos restaurantes (os quais podem ser personalizados),
bem como um resumo dos procedimentos básicos que os estabelecimentos do
setor alimentício (restaurantes, bares, hotéis) devem seguir para que
possam servir, de forma segura aos clientes, refeições sem glúten e sem
os alimentos responsáveis pelas alergias mais comuns. Todos
os serviços são inteiramente gratuitos, tanto para usuários como para
donos de estabelecimentos.
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Livro
Lançamento em Porto Alegre
no dia 06 de junho de 2008 do livro "Glúten e Obesidade: a
verdade que emagrece " de Regina Racco, contou com a presidente
da ACELBAR-RS, Suzana Schommer e da Nutricionista Elenise Corbari.

www.gluteneobesidade.com.br
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2007
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Publicado em Divulgação
científica
05 de Outubro de 2007
Pesquisa da
Faculdade de Medicina da UFMG mostra que dentistas podem identificar
sinais da doença celíaca e encaminhar pacientes para tratamento médico
mais cedo.
A doença celíaca é a
intolerância permanente ao glúten - substância encontrada em alimentos
como trigo, centeio, aveia e cevada. Uma doença comum. Sua prevalência
pode chegar a 1% da população mundial.
O primeiro estudo realizado
em bancos de sangue no Brasil e na América Latina, em 1999, indicou
prevalência de um celíaco para cada 681 brasileiros.
Em 2000, outra pesquisa,
coordenada pela mesma autora, Eleonora Gandolfi, mas com metodologia
diferente e desenvolvida dentro de um hospital (Universitário de Brasília
- com 1686 crianças e adolescentes), identificou a ocorrência de um celíaco
para cada 281 pacientes. Apesar das diferenças, os dois estudos denotam
que a prevalência da doença merece atenção.
Essas informações
integram a dissertação de mestrado “Prevalência da hipoplasia de
esmalte dental em pacientes celíacos”, defendida hoje, 5 de setembro,
pela cirurgiã-dentista Luciana Quintão Foscolo Melo, dentro do Programa
de Pós-Graduação em Ciências da Saúde da Faculdade de Medicina da
UFMG (Saúde da Criança e do Adolescente).
Luciana Melo explica que a
hipoplasia dental, um defeito na formação dos dentes que resulta no
aparecimento de manchas no esmalte, além de comprometer a estética também
aumenta a vulnerabilidade a cáries.
Mas a novidade de sua
pesquisa é apresentar a má formação também como um sinal que, se
devidamente avaliado pelos dentistas, pode ajudar os médicos a
diagnosticar mais cedo esses pacientes.
A conseqüência desse
intercâmbio é que, uma vez deixando de ingerir o glúten, desaparecem
todos os sintomas. Os mais freqüentes são o atraso do crescimento e, em
adolescentes, puberdade retardada.
Mas, de uma vasta lista
pode-se também destacar , com variações individuais, em geral, sintoma
gastrintestinal variando em tipo e intensidade (como diarréia, excesso de
gases, soluços constantes, cólicas e vômitos), perda de peso, perda de
musculatura, e, na maioria das vezes, falta de apetite.
Uma dificuldade para a
troca de informação entre os profissionais é, na avaliação da autora,
que muitos dentistas desconhecem a doença celíaca. Para isso, ela propõe
que o remédio seja a ampla difusão da informação científica a
respeito.
Outra postura que defende
é que o dentista contemporâneo, além de tratar os dentes, deve estar
apto a contribuir com a medicina na promoção da saúde da população,
de forma mais ampla que no passado. O médico, por sua vez, também pode
se valer do sinal dental como auxiliar na investigação que leve ao diagnóstico.
Embora seja comum, a doença
celíaca é subdiagnosticada. O diretor da Faculdade de Medicina,
professor Francisco Penna, gastroenterologista pediátrico e orientador da
pesquisa, ensina que ela se apresenta de diferentes maneiras.
O paciente pode sofrer de
anemia ou ter apenas baixa estatura, por exemplo, mas essas manifestações
podem ter outras causas. “Quando a doença se manifesta da forma clássica,
com diarréia, desnutrição e irritabilidade, dentre outros sinais, o
diagnóstico fica mais fácil”, afirma.
Segundo o orientador, “a
pesquisa traz mais um caminho. Um novo dado para prosseguir na investigação
diagnóstica da doença celíaca”. Ele destaca ainda a importância da
interdisciplinaridade para a devida promoção da Saúde e cita o Programa
de Pós-Graduação em Saúde da Criança e do Adolescente da Faculdade de
Medicina da UFMG, que atualmente recebe profissionais de várias áreas.
OS RESULTADOS
A pesquisa mostra que a
hipoplasia dental é mais freqüente entre pessoas com intolerância ao glúten,
embora possa ser provocada por outras doenças, como diabetes, asma e
bronquite, ou até mesmo por traumas.
Foram avaliados 66 crianças
e jovens, com idade de 7 a 23 anos, entre pacientes do Ambulatório de
Gastroenterologia Pediátrica do Hospital das Clínicas da UFMG e
cadastrados na Associação dos Celíacos do Brasil, seção Minas Gerais.
34 eram celíacos e 32 não tinham a doença.
A porcentagem de celíacos
com hipoplasia dental foi de 88,2%, enquanto no grupo de pacientes não-celíacos
o porcentual atingiu 28,6%. De acordo com o estudo, as chances de um
paciente celíaco desenvolver a hipoplasia dentária são 12,5 vezes
maiores, se comparadas à incidência entre os não-celíacos.
A DOENÇA CELÍACA
O principal sintoma da doença
celíaca é a diarréia crônica. A ingestão de glúten provoca inflamação
no intestino delgado, que passa a apresentar falhas na absorção dos
nutrientes. Uma das conseqüências é a desnutrição e o desenvolvimento
de anemia resistente ao tratamento com ferro.
Descrita como patologia
predominantemente de raça branca e de caráter genético-imunológico, há
relatos de sua incidência em indivíduos mulatos e negros. Atinge pessoas
de todas as idades, mas principalmente crianças, sendo mais freqüente
nas mulheres do que nos homens.
Além disso, os celíacos
podem apresentar déficit no crescimento, atraso menstrual, esterilidade e
aftas recorrentes. Como a simples interrupção da ingestão de glúten
faz desaparecer os sintomas, o diagnóstico precoce é tão importante.
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Nova linha da
nutrição mostra que cada pessoa reage de um jeito aos alimentos e faz
correções radicais na dieta para tratar de enxaqueca a hiperatividade
MÔNICA TARANTINO - ISTO É - On-line
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| SUCESSO Helinho
faz dieta rígida e melhorou da hiperatividade. Seus pais,
Solimar e Hélio, aprovam o método |
Esqueça tudo o que ouviu falar até hoje
sobre calorias e os efeitos da combinação de carboidratos e proteínas.
O segredo da boa alimentação está em descobrir – e respeitar – as
particularidades de cada organismo. Por essa premissa, há risco de que
aquele cacho de uva que você come com prazer, por exemplo, cause reações
nada benéficas ao seu corpo. Pelo menos é isso o que acreditam
representantes de uma nova corrente da nutrição, os nutricionistas
funcionais. Segundo essa linha de estudos, por mecanismos individuais,
pode-se responder mal a alimentos e, com isso, sofrer reações alérgicas
muitas vezes não reconhecidas como tal. A repetição dos episódios é
nefasta. “O consumo excessivo de um alimento tido como inofensivo pode
estar na origem de males como enxaqueca, ansiedade, tensão pré-menstrual,
rinite, distúrbios de comportamento e hiperatividade”, explica a
especialista em nutrição funcional Patricia Haiat Davidson, do Rio de
Janeiro.
Os mecanismos que levam a esse desfecho só
começaram a ser desvendados a partir da constatação de que é o
metabolismo de cada um que determina o que e como o corpo aproveita os
alimentos. “Posso me dar bem com aspargos ou leite, mas outra pessoa
pode não ter as enzimas exigidas para a boa digestão”, explica Valéria
Paschoal, vice-presidente do Centro Brasileiro de Nutrição Funcional.
Para esse segundo indivíduo, o resultado da ingestão repetida desses
alimentos pode ser o desenvolvimento das alergias tardias. “Isso ocorre
porque, com o tempo, o corpo se torna sensível às substâncias que não
aproveita e se defende”, explica a nutricionista Lucyanna Kalluf, de São
Paulo. A partir daí, o que se segue é a liberação de várias substâncias
que, no final da cascata, prejudicam o funcionamento cerebral e todo o
sistema vascular, expondo o organismo a várias doenças. Um dos pontos
atingidos, por exemplo, é a fabricação de serotonina, composto
envolvido no processamento das emoções. Em desequilíbrio, pode levar à
depressão e ao agravamento dos sintomas da TPM.
Baseados nessa nova abordagem, os
nutricionistas têm trabalhado em parceria com médicos para melhorar
sintomas e prevenir doenças. Foi por intermédio de um psiquiatra que
Solimar Lélis, de São Paulo, marcou uma consulta com Lucyanna em busca
de opções para amenizar os sintomas de hiperatividade e transtorno de déficit
de atenção do filho Helinho, 12 anos. Ela diagnosticou alergia a leite e
derivados, tirou também produtos com trigo e alimentos com glutamato,
como o molho de soja shoyu, que ele amava. “Contém glutamato monossódico,
que leva à excitabilidade, péssimo para quem é hiperativo”, explica
Lucyanna. Seguindo a dieta há um ano, o garoto se delicia com
achocolatados de soja e biscoitos à base de polvilho e arroz e não toma
mais remédio. “Ele está menos agitado, dorme profundamente e
já o vi lendo revistas concentrado, o que antes era impensável”,
comemora Solimar.
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| MUDANÇA Mariska
deu adeus aos latícínios e produtos com trigo. Livrou-se da
TPM |
Para descobrir os alimentos que podem estar
na raiz das doenças, os nutricionistas fazem uma investigação
detalhada. No primeiro encontro, Helinho e Solimar responderam a mais de
100 perguntas sobre hábitos, alimentos mais consumidos, sensações e
comportamentos associados à comida. As informações foram processadas
por um programa de computador desenhado para revelar os inimigos do
metabolismo do paciente. Alguns também são submetidos a exames para
identificar alérgenos e possíveis alterações genéticas.
A partir dessas informações, cria-se um
novo cardápio. A atriz Mariska Nichalik, 26 anos, deu uma virada radical
na alimentação. Ela tinha sintomas intensos de TPM com duração de pelo
menos 20 dias e sentia-se deprimida. Também lutava com o peso. Após uma
consulta com a nutricionista Patrícia, cortou laticínios, refrigerante
diet, pão, leite e glúten e incorporou alimentos como a couve-flor e o
óleo de linhaça. “Não tive mais sintomas e perdi mais de cinco
quilos”, conta. Outro ponto que preocupa os nutricionistas é o consumo
exagerado de alimentos industrializados. “O risco é a grande ingestão
de componentes químicos estranhos ao organismo, o que pode desencadear
alergias e, conseqüentemente, outras doenças”, explica Lucyanna.
ISTO É ON-LINE -
27/08/2007
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ACELBRAs participam da
III CONFERÊNCIA
NACIONAL DE SEGURANÇA ALIMENTAR E NUTRICIONAL em Fortaleza
Entre
os dias 03 e 06 de julho de 2007 foi realizada em Fortaleza a III
Conferência Nacional de SAN, organizada pelo CONSEA e Governo Federal.
As Acelbras estiveram presentes defendendo os direitos dos celíacos e
de todos os portadores de necessidades alimentares especias ( diabéticos,
hipertensos, fenilcetonúricos, alérgicos ). Durante a Conferência a
Acelbra foi responsável pela organização de uma Oficina oferecida aos
participantes ( Delegados e Observadores) onde pode apresentar a
Doença Celíaca e as questões ligadas ao celíaco. A Nutricionista
Margarida Silva ( Universidade Federal de Viçosa / Acelbra-MG ) foi a
palestrante e os representantes das Acelbras contribuiram com a
apresentação de esquetes teatrais para dinamizar a Oficina. No
encerramento da Conferência a Acelbra apresentou uma MOÇÃO,
encaminhada ao Ministério da Saúde:
"OS
DELEGADOS DA III CNSAN SOLICITAM QUE O MINISTÉRIO
DA SAÚDE, POR MEIO DA SECRETARIA DE ASSISTÊNCIA E ATENÇÃO À SAÚDE
- SAS, CONCRETIZE O PROTOCOLO CLÍNICO E DIRETRIZES DA DOENÇA
CELÍACA E IMPLEMENTE A CAPACITAÇÃO DOS PROFISSIONAIS QUE
ATUAM NO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE - SUS, PRIORITARIAMENTE OS QUE ATUAM
NA ATENÇÃO BÁSICA E PROGRAMA DA SAÚDE DA FAMÍLIA-PSF

Representantes
das Acelbras e o Ministro Patrus Ananias |
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Mercado
alimentício não atende celíacos
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O
interesse de Rose em desenvolver esse tipo de alimento
surgiu de um problema enfrentado pela filha.
Foto: Juliana
Gonçalves.
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A necessidade de produtos especiais sem glúten
torna os celíacos um público consumidor abandonado pelo mercado.
Quando percebeu isso, baseada num problema da própria filha, Rose
Abranches passou a desenvolver produtos a partir da banana verde,
ou seja, sem glúten - a proteína que afeta a qualidade de vida
dos celíacos. O organismo de quem tem esse problema produz
anticorpos que combatem o glúten assim que toma contato com a
proteína. Esses anticorpos atrofiam o intestino delgado, que
perde a capacidade de absorver nutrientes.
JULIANA GONÇALVES
Ainda pouco conhecida, seus sintomas podem se confundir com outros
distúrbios. Trata-se da doença celíaca - intolerância
permanente ao glúten. A doença geralmente se manifesta na infância,
entre o primeiro e o terceiro ano de vida. No entanto, pode surgir
em qualquer idade, inclusive na adulta.
O organismo do celíaco produz anticorpos que combatem o glúten
assim que toma contato com a proteína. Esses anticorpos atrofiam
o intestino delgado, que perde a capacidade de absorver
nutrientes. De acordo com a nutricionista Letícia Mantrim, a doença
celíaca é uma deficiência permanente, que impede a absorção
da proteína. "A ingestão de glúten provoca uma reação
imunológica. É como se fosse um corpo estranho, que o organismo
rejeita para se proteger", explicou Letícia.
A nutricionista explicou ainda que os sintomas e as reações do
organismo dos celíacos variam muito. Em crianças os sintomas
mais freqüentes são emagrecimento, anemia, diarréia crônica, vômito
e distensão abdominal. Além disso, baixa estatura, osteoporose,
prisão de ventre e irritabilidade podem ser indicativos da doença.
O glúten é uma proteína encontrada no trigo, na aveia, no
centeio, na cevada e no malte. Assim, o único tratamento possível
para a doença é a dieta isenta de qualquer alimento à base de
algum desses ingredientes, ou seja, pães, bolos, massas, bolachas
e bebidas (cerveja, whisky, vodka).
O paciente celíaco que ingere esses alimentos tem maior risco de
desenvolver outras doenças, como problemas de tireóide, de fígado,
nos rins, de pele e até câncer. Por isso, a doença pode até
levar à morte. Qualquer quantidade de glúten pode ser
prejudicial para o celíaco. Por isso existe até legislação
para regulamentar o assunto. A lei federal 10.674, de 2003, obriga
os fabricantes a identificarem nas embalagens a presença ou não
de glúten nos alimentos industrializados. Conforme um estudo da
Universidade de Brasília (UnB) existe um celíaco para cada 600
habitantes.
Vida de celíaco
O celíaco pode apresentar um conjunto de sintomas ou apenas um, o
que às vezes atrasa e dificulta o diagnóstico da doença. Aline
Gonçalves de Santa, por exemplo, só descobriu que era celíaca
aos 13 anos de idade. O diagnóstico foi feito por causa da baixa
estatura. Só depois de procurar o médico, preocupada com o fato
de não estar crescendo, foi que Aline descobriu que era celíaca.
Diagnosticado o problema, Aline - hoje aos 17 anos - disse que
cortou alimentos com glúten de sua alimentação e passou a
substituir o trigo por outros ingredientes, como fubá, fécula de
batata, farinha de arroz e amido de milho. No entanto, além do
problema fisiológico, o celíaco enfrenta ainda outra
dificuldade. "É muito difícil encontrar produtos sem glúten
no mercado", contou Aline que elabora muitos dos produtos que
consome.
Segundo informações da Associação dos Celíacos do Brasil
(Acelbra), devido à falta de produtos industrializados especiais
sem glúten no mercado brasileiro, a maior parte dos alimentos
consumidos pelos celíacos é elaborada em casa, por eles mesmos.
Foi aí que a microempresária Rose Mary Abranches
encontrou uma brecha.
Inspirada num programa de televisão que ensinava como fazer
salgadinho de banana, Rose passou a desenvolver novos produtos a
partir da fruta. Além de pôr em prática a receita do
salgadinho, ela desenvolveu misturas para bolos, tortas, nhoque,
macarrão, almôndegas, empadas - tudo feito com banana verde, ou
seja, sem glúten.
A última novidade é o granulado de banana para quibe, que
inclusive já foi patenteado pela microempresária. Os produtos,
além de saborosos, são nutritivos e saudáveis porque são
elaborados com ingredientes naturais. Rose Mary Abranches
demonstrou seus produtos na 47ª Exposição Agropecuária e
Industrial de Londrina, realizada de 5 a 15 de abril.
O interesse de Rose em desenvolver esse tipo de alimento surgiu de
um problema enfrentado pela filha. Depois de sofrer um aneurisma,
seu organismo já não aceitava qualquer alimento. A aprovação
foi tão grande que Rose decidiu comercializar seus produtos.
Registrou-os, desenvolveu embalagens e passou a divulgar os
produtos.
A maioria dos alimentos elaborados por ela surgiu a partir de
pedidos de clientes com intolerância a algum tipo de alimento.
Por isso, o empenho de Rose em criar novas alternativas é
constante. A fim de ajudar as pessoas e diversificar seu negócio,
ela faz experimentos frequentemente para chegar a novas receitas.
Hoje ela já recebe encomendas de bolo, bem-casado, brigadeiro,
beijinho, cajuzinho; e salgados, como coxinha, risóles, quibe e
tortas. Tudo sem glúten. As últimas experiências têm sido na
tentativa de produzir doce de leite de soja, agora para pessoas
intolerantes à lactose.
www13.unopar.br/unopar/publicacao/manchete.action?m=355
- 24k -
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ESTUDO
E PESQUISA PARA ESTABELECER UMA DIETA DENTRO DE LIMITE
SEGURO, PARA PACIENTES DE DOENÇA CELÍACA
www.celiac.com
Pesquisadores
de doença celíaca na Itália e no Centro de Pesquisas em
Baltimore, Maryland USA, conduziram uma apuração aleatória
multicentrada, com uso de placebo sem conhecimento de médicos e
pacientes, envolvendo 49 indivíduos adultos que tiveram biópsia
comprovada da doença celíaca. Eles estavam fazendo a dieta sem glúten,
contendo menos de 5 mg de gluten por dia, por no mínimo dois anos.
O
objetivo desse estudo era determinar se há um limite seguro para
exposição diária e prolongada a uma pequena quantidade de
gluten. Os ítens do estudo foram divididos em tres grupos, aos
quais foram dadas cápsulas diárias contendo 0mg, 5mg e 50mg de gluten.
Foram feitos exames e biópsias antes e depois do desafio. Um paciente
ao qual foi fornecido 10mg de gluten diariamente experimentou recaída
clínica, mas ao final não havia sido encontrada diferença
significativa na contagem de IEL dos tres grupos, o que levou à conclusão
de que " a ingestão de gluten contaminador pode ser mantido abaixo
de 50 mg por dia no tratamento dos doentes celíacos".
Este
estudo está em alinhamento com os anteriores, sobre ingestão limítrofe
de gluten. Para ajudar a colocar as quantidades de gluten usadas
na pesquisa em perspectiva e demonstrar porque o nível standard do
Codex Alimentarius é considerado seguro para os pacientes, o debate a
seguir servirá para quantificar o montante de gluten existente em ( ou
que compõe) 50mg.
A
quantidade de glúten no seu pão de trigo branco ( aproximadamente
30 gramas cada fatia) é por volta de 4.8 gramas ou 4.800 miligramas -
normalmente 10% de seu peso. Se dividir 4.800 por 50 achará 96; então
se uma fatia comum de pão branco for dividida em 96 pedaços se achará
o que, mais ou menos, é considerado seguro para um doente celíaco
consumir em um dia, de acordo com este estudo. Esta é uma fórmula que
pode ser usada para determinar quantos miligramas de gluten há na
sua alimentação, baseando-se em quantas partes por milhão (ppm)
de glúten existe no produto. A fórmula portanto é: ppm do produto
vezes o número de gramas do alimento dividido por mil, que é igual ao
número de miligramas. O CODEX ALIMENTARIUS especifica que os alimentos
naturalmente livres de glúten contém menos de 20ppm, e os que são fabricados
sem glúten com a qualidade Codex contém menos de 200ppm. Usando esta fórmula
se pode calcular quantas fatias de pão um celíaco pode ingerir para
consumir 50 mg de glúten.
Este
estudo e este artigo não são para estimular doentes celíacos a
ingerir glúten. A realidade é que a contaminação
cruzada de produtos supostamente sem glúten é muito comum,
e muitos de nós que fazemos a dieta acabamos ingerindo, por
desconhecimento, enormes quantidades diariamente. Estudos como este
podem trazer perspectivas e mais consciência sobre alimento
industrializado.
Tradução:
ANA MARIA ALEMIDA XAVIER
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Nikkei
também pode sofrer intolerância a glúten
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| Karen
Fukushima |
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| O pão sem
glúten é produto mais procurado por doentes celíacos |
Há poucos anos temos tido notícias de
um mal ainda pouco conhecido, a doença celíaca – a intolerância
ao glúten (proteína de cereais como o trigo, a cevada, o centeio
e a aveia), da qual sofrem pessoas com predisposição genética,
segundo a Associação de Celíacos do Rio de Janeiro
(Acelbra-RJ). A entidade estima que, para cada celíaco
diagnosticado, existem de cinco a oito sem o diagnóstico,
por isso, ainda não existem estimativas exatas no Brasil. Mas
calcula-se que, para cada grupo de 200 pessoas, uma tenha a doença,
que pode ser descoberta tanto nos primeiros anos de vida quanto na
fase adulta.
Estas pessoas não podem comer nenhum alimento que tenha glúten,
para evitar o risco de desenvolver outras doenças, como
osteoporose e até câncer. A dieta isenta de glúten é o único
tratamento.
A doença tem preocupado a comunidade nikkei. Moisés Hirata, dono
de uma loja de produtos dietéticos no Mercado Municipal de
Curitiba, acabou focando o seu negócio em alimentos sem glúten
porque a Associação de Celíacos do Paraná pediu que
fornecesse. “Por conhecer algumas pessoas da Associação,
descobri que precisavam de espaço para vender esses produtos. Até
então queriam que os supermercado fornecessem. As redes não se
comprometeram. Aceitei, desde que tivesse respaldo de compra
e venda da Associação. Sigo à risca todas as dicas da
assessoria e carrego a bandeira”, diz o lojista, que costuma
freqüentar as reuniões da entidade.
Há estudos que apontam a incidência maior em mulheres e em
parentes de primeiro grau de quem tem o problema. A engenheira
eletricista Mari Watanabe descobriu que tinha dermatite
herpetiforme - uma variedade da doença celíaca, que em vez de
atacar o intestino ataca a pele – há cinco anos. A variedade é
muito mais rara, atinge um em cada grupo de 100 mil e por isso ela
levou mais tempo para aprender como se tratar. A engenheira
havia acabado de perder a mãe, Haruko Oda, seis meses antes de
ter o diagnóstico da doença, e teve que mudar todo o seu estilo
de vida em função do tratamento.
Desde 1994, Mari administrava a empresa de equipamentos mecânicos
herdada do pai, Akio Oda, localizada no bairro da Vila Hauer, em
Curitiba. Quando a mãe faleceu, ela ficou em estado de estresse e
começou a ter alergias que resultavam em feridas que nunca
cicatrizavam. Teve febre, anemia e emagreceu. Após uma biópsia,
descobriu que tinha a doença celíaca. A engenheira terceirizou a
empresa e passou a ter uma vida mais tranqüila, mudando para
Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba.
“Como as vendas da empresa caíram com a concorrência de
importados, despedi funcionários, terceirizei os serviços e
aluguei o barracão onde a empresa estava instalada”, conta.
Em Pinhais, além de aprender a fazer pães e massas sem usar
farinha de trigo (substituindo por farinha de arroz, fécula de
batata e polvilho de mandioca, entre outros), ela passou a
fabricar componentes elétricos num ritmo mais vagaroso. E a
dedicar-se a atividades pacíficas, como cultivar horta, fazer
ilustrações botânicas (ela freqüenta um grupo de ilustradores
no Jardim Botânico), além de participar de grupos e ir a
congressos de celíacos para conhecer mais sobre a doença.
Mari está sempre alerta para o perigo de se “contaminar”,
isto é, ingerir alimento com glúten, que acaba desencadeando
alergias que causam bolhas em sua pele. Por isso, cada vez que vai
a um restaurante ou comer fora, ela tem que criar estratégias.
“Ou vou de barriga cheia pra não comer nada que faz mal
ou até levo a base da massa quando sou convidada pra ir numa
pizzaria com amigos”, diz, bem-humorada.
Ficha médica
A doença celíaca é conhecida desde o Século 11, mas só em
1888 foi descrita em detalhes por um pesquisador inglês, que
achou que as farinhas poderiam ser as causadoras da moléstia. Em
1953 a teoria da doença foi comprovada. O diagnóstico é feito
através de biópsia
da mucosa intestinal,
de endoscopia
digestiva e/ou da resposta à dieta isenta de glúten.
Sintomas típicos
Adultos: diarréia crônica, perda de peso,
anemia, distensão abdominal e fraqueza
Crianças: retardo no desenvolvimento, baixa
estatura, perda de peso, vômitos, diarréia, dor abdominal
recorrente, desnutrição
Em ambos: anemia por deficiência de ferro,
neuropatia periférica
Condições associadas : pode estar associada a outros males como
câncer.
Tratamento: dieta estritamente sem glúten, por
toda a vida. Com a dieta correta, há regressão completa da lesão
intestinal e dos sintomas.
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| Fonte:
Paraná Shimbun |
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22/12/2006
03:48
Secretaria
Municipal
de Saúde atende celíacos e fenilcetonúricos
Cascavel,
PR - A Secretaria de Saúde da Cascavel (PR) através do Sistema de
Vigilância Alimentar e Nutricional (Sisvan) realizou esta semana, no
Centro Especializado de Atendimento à Criança (Ceacri) o repasse de 28
cestas – referentes aos meses de Dezembro e Janeiro – e brinquedos,
para os 14 pacientes (10 celíacos e 4 fenilcetonúricos), que são
atendidos no Programa de Apoio à Portadores de Intolerâncias
Alimentares.
De acordo com a nutricionista, Márcia Dalla Costa, o trabalho é
desenvolvido a alguns anos em parceria com o Governo do Estado.
“Mensalmente o grupo reúne-se para trocar experiências, bem como
receber cesta de alimentos específicos ao tratamento da doença”,
explicou.
A fenilcetonúrica é uma doença congênita, que se não tratada
corretamente causa deficiência mental. É uma das cinco doenças
detectadas pelo Teste do Pezinho, que incide em média em um caso para
cada 28 mil bebês nascidos.
Já a doença celíaca é uma intolerância permanente ao glúten presente
no trigo, centeio, cevada e aveia. “Quando o celíaco ingere alimentos
contendo glúten, este produz lesão no intestino que no decorrer dos anos
pode causar câncer. Os sintomas cessam com a retirada do glúten da
dieta”, afirma a nutricionista.
Os sinais da doença celíaca referem-se à perda de peso, parada do
crescimento, diarréia crônica, distensão e dor abdominal,
irritabilidade, vômitos, entre outros. A recomendação da nutricionista
Márcia é de que os pais fiquem atentos a estes sinais e procurem a
Unidade Básica de Saúde mais próxima para obterem um diagnóstico
preciso. “Hoje temos 10 pacientes carentes atendidos, mas é importante
que os profissionais da área da saúde fiquem atentos aos sintomas já
que estes podem ser facilmente confundidos”, alerta a nutricionista.
Objetivo - A distribuição de brinquedos no Natal teve como meta
principal atrair a presença das crianças e assim poder fazer a vigilância
nutricional. Durante a entrega foram pesadas e medidas, tendo as informações
registradas no Sisvan para o acompanhamento crescimento e desenvolvimento.
O trabalho conta ainda com uma parceria com o curso de nutrição da
Faculdade Assis Gurgacz (FAG).
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XI
Congresso Brasileiro da Mandioca: pesquisadores
apresentam pré-mix para pão sem glúten, à base de derivados da mandioca.
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