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NOTÍCIAS
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As notícias divulgadas aqui são pesquisadas em páginas da Internet,
sendo exibida a fonte original. Para maiores detalhes acesse o endereço
fornecido. Se você quer mais informações científicas sobre doença celíaca,
pesquise em nossa página: Artigos.
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Notícias
da ACELBRA-RJ
2010
IX
ENCONTRO NACIONAL DE ASSOCIAÇÕES DE CELÍACOS
Teresa Gappo / Acelbra-RJ
Aconteceu no Rio de Janeiro, o IX
Encontro Nacional das Associações de Celíacos do
Brasil – ACELBRAs, que este ano abordou
o tema “Capacitação da Sociedade em
Participação no Controle Social”.
Estima-se que, hoje, no Brasil, há pelo menos um
celíaco para cada grupo de 214 pessoas: são
portadores de intolerância permanente ao glúten,
proteína presente na maioria dos alimentos
industrializados. O evento aconteceu nos dias
13, 14 e 15 de agosto de 2010, no Everest Rio
Hotel, em Ipanema, e foi uma realização do
Ministério da Saúde, através de suas
Secretarias de Gestão Estratégica e
Participativa e de Vigilância em Saúde, e
organizado pela ACELBRA-RJ e pela
Federação das Associações de Celíacos do Brasil
– FENACELBRA.
Na falta de diagnóstico, os sintomas clínicos e
doenças associadas à condição celíaca podem
provocar internações recorrentes, sequelas e até
mesmo o óbito do paciente. O glúten é uma
proteína presente no trigo, centeio, cevada
(inclusive malte) e na aveia, e a intolerância
pode surgir em qualquer idade. Desde setembro do
ano passado, o SUS já conta com um protocolo
clínico e verba específica para realização de
exames que possibilitem o diagnóstico da doença.
A aprovação do protocolo foi um dos resultados
da participação da FENACELBRA no Conselho
Nacional de Saúde (CNS).
A
participação da comunidade na gestão de
políticas públicas foi justamente o tema desse
encontro que reuniu cerca de 50 dirigentes das
Acelbras de todo o Brasil. Introduzido pela
Constituição Federal de 1988, o controle social
compreende a atuação da comunidade no
acompanhamento da gestão do Estado e da execução
das políticas públicas. Entre os palestrantes do
encontro estavam representantes do
Conselho Estadual de Segurança Alimentar e
Nutricional (CONSEA-RJ), do Conselho Nacional de
Secretários Municipais de Saúde (CONASEMS) ,
além de representantes do Ministério da Saúde.
Um fato inédito foi registrado na realização
desse Encontro: o Everest Rio Hotel
ofereceu alimentação sem glúten
para os 50 celíacos participantes do evento (
café da manhã, coffee break, almoço e
jantar), garantindo um serviço especializado,
sem riscos de contaminação cruzada por glúten.
Todo o processo foi acompanhado pelo Gerente de
A&B da Rede Everest, Sr. Zanoni e sua equipe de
Nutricionistas, que montaram um cardápio variado
e treinaram o pessoal da área de
alimentação do hotel sobre doença celíaca e
segurança alimentar dos celíacos. É a primeira
vez no Brasil que um hotel oferece esse tipo de
atendimento, provando que é possível atender com
segurança em restaurantes e hotéis a quem tem
necessidades alimentares especiais. Que mais
estabelecimentos desse tipo no Brasil possam
seguir o exemplo do Everest !

www.everest.com.br
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Cientistas “decodificam” o glúten
para combater a doença celíaca
Quem
sofre com a doença celíaca sabe o
quanto é difícil ter que observar,
em cada alimento, a presença ou não
de glúten. É um sobressalto
alimentar permanente e uma
verdadeira
vida
paralela às das outras pessoas no
quesito refeições. Com isso, a
pessoa não pode comer pães, bolos,
macarrão, pizza, bolachas e outros
alimentos populares e muito
consumidos no ocidente. Essa doença
genética faz com que o corpo tenha
rejeição a alimentos com trigo,
cevada e centeio, que causam atrofia
de partes do intestino delgado
quando são ingeridos por um portador
da doença.
Se
uma pessoa desobedece à sua biologia
e consome glúten, a reação do corpo
é a seguinte: o intestino,
atrofiado, perde a capacidade de
digerir vários outros nutrientes,
incluindo vitaminas. Com isso, os
sintomas são falta de energia e
disposição, perda de peso, diarreia,
e crianças podem ter problemas no
desenvolvimento. Essa disfunção
intestinal é uma reação auto-imune,
o próprio organismo ataca o
intestino.
O
glúten é uma proteína combinada com
o amido, razão pela qual é
encontrada em tantos alimentos de
origem vegetal. Como não existe,
atualmente, nenhum
tratamento
para a doença celíaca que não seja a
total remoção dos alimentos que
contêm glúten, cientistas de um
instituto de saúde em Victoria
(Austrália) estão analisando os três
componentes internos do glúten que
são responsáveis pela rejeição
intestinal.
Buscando “decodificar” o glúten, os
pesquisadores reuniram 200
portadores de doença celíaca para um
acompanhamento. Os participantes
eram servidos diariamente com
porções de pão e bolinhos contendo
centeio e cevada, durante três dias.
Seis dias depois do início do
experimento, foram colhidas amostras
de sangue dos
pacientes.
A partir do
exame,
mapearam como os organismos reagem a
cada um dos mais de 2.700 peptídeos
(partes internas da proteína) do
glúten. Em 90 peptídeos houve alguma
mudança, e em três deles houve
grandes reações ao glúten, e era o
que os pesquisadores esperavam
encontrar.
Sabendo quais são os peptídeos, os
cientistas podem começar a trabalhar
em um método para neutralizá-los no
glúten. O objetivo maior é permitir
que portadores da doença celíaca,
que é genética, possam comer todos
os alimentos que até hoje lhes foram
proibidos. Além disso, o mesmo
método pode ser usado para amenizar
o sofrimento de pessoas que sofrem
com reações alérgicas semelhantes
(como a alergia ao leite por
exemplo) e buscar novas formas de
tratamento.
julho
2010
Fonte:
http://hypescience.com/cientistas-%E2%80%9Cdecodificam%E2%80%9D-o-gluten-para-combater-a-doenca-celiaca/
**********************************************************************************************
WASHINGTON - Pesquisadores australianos
conseguiram identificar a causa molecular da doença
celíaca, uma reação à proteína glúten encontrada em
pães, massas e muitos outros alimentos que contenham
trigo, informou a revista Science Translational
Medicine.
Jason
Tye-Din e seus colegas do Instituto Walter e Eliza
Hall de Investigação Médica, em Parkville, apontam
no artigo que a descoberta pode ajudar no
desenvolvimento de métodos de diagnóstico, prevenção
e tratamento da doença.
Estima-se que haja pelo menos três milhões de
pessoas com doença celíaca nos Estados Unidos. A
prevalência da doença no país é de aproximadamente
uma pessoa em 133, mas aumenta para 1 em 22 nas
pessoas que têm parente em primeiro grau com essa
desordem do sistema imunológico causado pela
intolerância ao glúten.
O
Centro de Doença Celíaca da Universidade de Chicago
indica que a prevalência é consideravelmente menor
entre os hispânicos, negros e asiáticos, com uma
média de uma a cada 236 pessoas.
Quando as pessoas que têm esse mal ingerem alimentos
que contêm glúten, desencadeiam uma reação do
sistema imunológico que danifica os cílios
intestinais (pequenas saliências semelhantes a pêlos
no interior do intestino delgado que capturam
vitaminas, minerais e outros nutrientes).
Depois de um tempo, a incapacidade de absorver as
quantidades adequadas de nutrientes causa
deficiências de vitaminas que afetam o cérebro, o
sistema nervoso, os ossos, o fígado e outros órgãos.
Até
agora, a única forma conhecida de lidar com a doença
celíaca era uma dieta, para a vida toda, que
excluísse todos os alimentos com glúten.
Desde
que, há 60 anos, o glúten foi identificado como
causa da doença, tem havido pesquisas sobre
peptídeos tóxicos do glúten, ou seja, as moléculas
que compõem os blocos de proteínas que causam a
enfermidade.
Os
pesquisadores australianos fizeram um "perfil" das
respostas imunes de mais de 200 voluntários com a
doença celíaca - dez vezes mais do que em estudos
anteriores.
Em
seguida, desenvolveram um algoritmo simples para
avaliar milhares de peptídeos em pacientes que
comeram trigo, cevada e centeio durante três dias
para ativar a resposta imune ao glúten.
Eles
concluíram que um peptídeo antes negligenciado é
responsável pela toxicidade comum do trigo, da
cevada e do centeio.
Igualmente importante é que se determinou que as
células de defesa do organismo, as chamadas células
T do sistema imunológico - específicas para apenas
três peptídeos do glúten -, são responsáveis pela
maior parte da reação do organismo à proteína.
Esses
resultados validam a hipótese já antiga, mas até
então não comprovada, de que a doença celíaca ocorre
porque as células T que despertaram a reação são
altamente especializadas em apenas alguns peptídeos.
Fonte - (Estadão) -
http://www.jornalpequeno.com.br/2010/7/21/pesquisadores-australianos-identificam-causa-molecular-da-doenca-celiaca-125279.htm
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Entrevista com Raquel Benati, uma das fundadoras da
ACELBRA-RJ,
para
o Blog DelishvilleSemGluten, de Leila Z :
http://www.delishvillesemgluten.com/?p=2293
As
ACELBRAS de cada Estado do Brasil desempenham um
papel muito importante; elas ajudam a orientar e
informar os celíacos a ter uma dieta mais saudável e
livre de glúten. Através de trabalho voluntário elas
promovem encontros entre celíacos, caminhadas,
debates, palestras com o objetivo de trocar
informações e conscientizar as pessoas sobre a
Doença Celíaca.
Hoje,
através da entrevista com a Raquel Benati, vamos
conhecer um pouquinho sobre trabalhos e atividades
desenvolvidos pela ACELBRA do Rio de Janeiro.
Raquel, há
quantos anos existe a ACELBRA –RJ?
Ela foi
criada em setembro de 2005 (em 2004 criamos a equipe
Rio sem glúten: criamos o site e depois realizamos o
I Encontro de Celíacos do RJ - março de 2005 - e
fizemos a I Caminhada de Celíacos do RJ – maio de
2005. A equipe Rio Sem Glúten se transformou então
em Acelbra-RJ ). Tivemos o apoio direto da
ACELBRA-SP/ACELBRA NACIONAL na formação da equipe e
da Associação.
Qual é a
estimativa para o número de celíacos no estado do
RJ?
Se
usarmos a prevalência do estudo da UNIFESP (estudo
feito em 2005 – 1 celíaco para cada 214 doadores de
sangue), teremos 70 mil celíacos em nosso Estado. O
número de celíacos diagnosticados em nosso Estado é
muito pequeno. Hoje temos menos de mil celíacos
cadastrados na ACELBRA-RJ. Os hospitais públicos não
sabem o número de seus pacientes que já foram
diagnosticados com doença celíaca.
Quais são as
atividades desenvolvidas pela ACELBRA-RJ?
Anualmente temos 2 eventos já fixos em nosso
calendário: Dia Internacional dos Celíacos (3º
domingo de maio), para divulgação da doença celíaca
e o Encontro Estadual de Celíacos do RJ, que sempre
acontece no segundo semestre (entre outubro e
novembro), com palestras e oficinas para celíacos e
familiares. Temos um convênio com a Faculdade de
Nutrição da Universidade Federal Fluminense – os
celíacos recebem orientação e acompanhamento
nutricional gratuito no Ambulatório de Nutrição. A
Acelbra-RJ participa do Conselho de Segurança
Alimentar do Rio de Janeiro (CONSEA-RJ) como membro
titular e também do Conselho de Alimentação Escolar
do Estado do RJ (CAE).
Anualmente publicamos o boletim “Notícias sem
glúten” e mantemos o site “Riosemgluten”. Temos tido
contato direto com a equipe de Atenção Básica da
Secretaria Estadual de Saúde para implementação do
Protocolo Clínico de DC no SUS em todo o estado do
RJ.
Quais as
grandes dificuldades enfrentadas por Celíacos no RJ?
Primeiro
é ter o diagnóstico. São pouquíssimos profissionais
de saúde que tem conhecimento atualizado sobre
doença celíaca. A maioria está na capital. No
interior do estado a situação é ainda mais difícil.
Depois de ter o diagnóstico é difícil encontrar um
profissional de saúde que esteja apto a acompanhar o
celíaco nessa outra fase: prevenção de possíveis
problemas ou tratamento daqueles decorrentes de um
diagnóstico tardio de DC. Alimentos sem glúten
seguros, seja em supermercados, seja em lanchonetes
e restaurantes, é coisa rara de se encontrar,
principalmente no interior do estado.
Na sua opinião
quais foram os grandes avanços e conquistas que
beneficiaram os celíacos nos últimos dois anos?
O
aumento no grau de informação que temos encontrado
na mídia sobre doença celíaca e a sensibilidade ao
glúten tem nos ajudado muito. A indústria
alimentícia tem olhado para essa “fatia” especial do
Mercado que são as pessoas com necessidades
alimentares especiais e, a população em geral já tem
prestado mais atenção ao que é glúten e o porque da
rotulagem brasileira exigir as inscrições “Contém
glúten” ou “Não contém glúten” nas embalagens de
alimentos industrializados. Mas isso é fato apenas
nas capitais, pois no interior do Brasil o
desconhecimento sobre o assunto é muito grande.
Hoje a
grande aliada dos celíacos que moram no interior é a
Internet – acesso a informações sobre DC, receitas e
compra de produtos sem glúten.
Uma
grande preocupação da FENACELBRA é o incentivo da
criação de Associações em todos os estados
brasileiros, para que assim, os direitos dos
cidadãos celíacos possam ser exigidos e que
políticas públicas que atendam as nossas
necessidades possam ser criadas e implementadas.
O que ainda
precisa ser mudado na legislação brasileira em
relação a DC?
Temos
que fazer a Lei 10674/2003 ser aplicada
integralmente e com responsabilidade. A ANVISA
precisa regulamentar essa lei no que diz respeito a
determinar o percentual de glúten aceitável em
produtos aptos para celíacos (o CODEX ALIMENTARIUS
determina até 20 ppm – partes por milhão – de
glúten: esse índice é válido na Europa e nos Estados
Unidos e Canadá ).
Temos
que fazer o Protocolo Clínico de Diretrizes
Terapêuticas da Doença Celíaca no SUS ser divulgado
e ser usado. Precisamos que a alimentação sem glúten
seja oferecida aos celíacos nas escolas, hospitais,
prisões, restaurantes populares e outros espaços
públicos. Os preços dos alimentos sem glúten (pães,
bolos, massas etc.) precisam baixar para que as
famílias possam oferecer aos seus celíacos,
alimentação de qualidade e equilibrada, atendendo ao
próprio Guia de Alimentação Saudável do Ministério
da Saúde.
Qual foi o resultado da
campanha de conscientização sobre a DC neste ano no
RJ?
Após
cada campanha dessa, sempre temos novos celíacos
procurando as associações para se cadastrarem e
pessoas pedindo mais informações sobre o diagnóstico
de DC. Também mais pessoas passam a entender o que é
a dieta sem glúten para o celíaco e como podem
ajudar ( muitas famílias não apoiam seus celíacos e
consideram frescura a questão do rigor da dieta e
que a contaminação cruzada é “paranóia” …).
Que tipo de
apoio a ACELBRA recebe do Estado, empresas,
população…?
O
Ministério da Saúde publicou a Cartilha da Emília
sobre doença celíaca em 2005 e tem colaborado muito
com a realização de nossos Eventos (Encontro
Nacional de Associações de Celíacos). As empresas
que são parceiras da ACELBRAS também ajudam muito
nas atividades realizadas em cada Estado, seja
contribuindo com doação de produtos, seja com
doações em dinheiro para realização de eventos e
oficinas ou até mesmo na publicação de jornais,
impressão de panfletos e folders ou camisetas.
Onde
encontramos produtos sem glúten no RJ?
Nas
lojas de produtos naturais das grandes cidades e
alguns supermercados. Temos empresas de produtos sem
glúten que tem sede no Rio: Pão do Fred, Pão da
Beth, Vida sem Glúten, Delícias sem Glúten, Cultivar
Brasil, Gaiatri, Talho Capixaba.
Como entrar em
contato com a ACELBRA-RJ?
Visite o
site www.riosemgluten.com ou nos escreva através do
e-mail: faleconosco@riosemgluten.com / Tel:
24-9826-4037 / 24 -3377-3327
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Eleições na ACELBRA-RJ
No dia 16 de maio de 2010 foi eleita a nova diretoria da Associação
de Celíacos do Rio de Janeiro , com vigência entre maio de 2010 e
maio de 2012. A nova presidente,
Miriam Francisca da
Silva já vem
representando a Entidade no Conselho Estadual de Segurança Alimentar
( CONSEA-RJ) e também no Conselho Estadual de Alimentação Escolar (
CAE-RJ ). Seu dinamismo e disposição para o trabalho voluntário
trarão muitos benefícios para os celíacos de nosso Estado.
Parabéns a todos
da Nova Diretoria !!!
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Amigos,
Neste sábado último, dia 15 de maio de 2010, recebemos em nossa sede
as presenças ilustres e amigas de Raquel Benati (Presidente da
ACELBRA/RJ) e de Tatiana Abrantes (Nutricionista) que ministraram a
palestra "A Doença Celíaca e o Autismo: Uma Relação Pouco
Conhecida".
O assunto riquíssimo nos trouxe muito aprendizado, e rendeu muitas
discussões e argumentações, o que fez da palestra algo dinâmico e
elucidativo.
Essa palestra também ficou marcada como um dos eventos da ACELBRA/RJ
em Maio, Mês da Conscientização Sobre a Doença Celíaca. A APADEM se
orgulha dessa parceria, e de podermos também divulgar o assunto,
ainda tão desconhecido de nossa população. O trabalho social feito
pelas duas associações é de suma importância para a população do
nosso Estado.
Estiveram presentes os pais associados, e também profissionais da
saúde e educação; agradecemos a presença de todos, e principalmente
das palestrantes que serão sempre benvindas à nossa casa.
Agradecemos também a mídia que fez uma bela divulgação do evento.
Abraços Fraternos,
Claudia Moraes
(Presidente da APADEM - Volta redonda - RJ)
http://apadem.blogspot.com/
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Claudia Moraes -
presidente da APADEM |
Pais e
associados da APADEM |
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Nutricionista
Tatiana Abrantes |
Raquel Benati -
ACELBRA-RJ |
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Alimentos que contêm glúten devem ter
aviso sobre doença celíaca
A embalagem de alimentos
contendo glúten, como os derivados de trigo, cevada e aveia,
precisam comunicar não apenas a presença da substância mas também
informar sobre a doença celíaca, uma intolerância a essa proteína. A
decisão é da Segunda Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ). A
Turma seguiu o voto do relator, ministro Castro Meira, ficando
vencida ministra Eliana Calmon.
O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) interpôs o recurso
contra julgado do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), que
considerou que não ser viável que todos os produtos contivessem
informações dos inconvenientes que poderiam causar a cada grupo de
determinadas pessoas. Para o tribunal, o aviso só seria obrigatório
se significasse risco ao público em geral.
O recurso do MP, alegou que o TJMG não apreciou a argumentação
apresentada. Afirmou ainda que o artigo 31 da Lei n. 8.078, de 1990,
que define que os consumidores têm o direito de receber informações
completas sobre o produto, incluindo possíveis riscos à saúde, foi
desrespeitado. Para o MP, os celíacos (portadores dessa
intolerância) têm direito de serem informados e advertidos
claramente dos riscos dos produtos. E que apenas a expressão “contém
glúten” seria insuficiente.
No seu voto, o ministro Castro Meira apontou que a questão já havia
sido tratada anteriormente na Turma, quando se decidiu que a mera
expressão “contém glúten” era insuficiente para informar os
consumidores acerca da prejudicialidade do produto ao bem-estar
daqueles acometidos pela doença celíaca.
O magistrado apontou ainda que o Código de Defesa do Consumidor (CDC)
tem como base o princípio da vulnerabilidade do consumidor e que
informações claras, verdadeiras e precisas sobre o produto são
obrigatórias. Para o ministro Castro Meira, o CDC defende todos os
consumidores e também estende sua proteção aos chamados “hipervulneráveis”,
obrigando que os agentes econômicos atendam a peculiaridades da
saúde desses consumidores.
http://www.stj.gov.br/portal_stj/publicacao/engine.wsp?tmp.area=398&tmp.texto=95686#
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2009
SUPERIOR TRIBUNAL DE
JUSTIÇA
ADVERTÊNCIA.
GLÚTEN. DOENÇA CELÍACA.
O STJ reiterou
seu entendimento de que a simples expressão “contém glúten”
é insuficiente para informar os consumidores sobre os
prejuízos que o produto causa aos portadores da doença
celíaca e, consequentemente, torna-se necessária a
advertência quanto aos eventuais malefícios que o alimento pode
causar àquelas pessoas.
Precedente citado:
REsp 586.316-MG, DJe 19/3/2009.
REsp 722.940 - MG, Rel. Min. Castro Meira, julgado em
24/11/2009.
www.stj.gov.br
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VIA VERDE NATURAIS
Fernanda
Con’Andra - jornalista
Muito já se fala sobre os problemas que o glúten, substância
encontrada no trigo, na cevada e na aveia podem provocar no nosso
organismo. Segundo a Associação dos Celíacos do Brasil (Acelbra), a
intolerância ao glúten geralmente se manifestada na infância, entre
o primeiro e terceiro ano de vida, podendo entretanto, surgir em
qualquer idade, inclusive na adulta. O glúten agride e danifica as
vilosidades do intestino delgado e prejudica a absorção dos
alimentos. A proteína não desaparece quando os alimentos são assados
ou cozidos, e por isto uma
dieta deve
ser seguida à risca. Assim, em tempos de alimentação saudável e
muitos casos de intoxicação alimentar já é possível encontrar desde
de pães a temperos sem essa substância muito presente em cereais
como trigo, aveia e centeio.
A
recomendação de restrição ao glúten, antes restrita às pessoas com
intolerância ou sensibilidade ao alimento, caiu no gosto de muito
consumidores que estão de olho na balança. Com isso, o que engordou
foi a venda de produtos isentos da proteína.
Alimentos sem glúten ganham seção especial na Via Verde
Produtos Naturais
Para os adeptos do consumo de produtos sem glúten, a rede Via Verde
Produtos Naturais criou uma seção especial para os alimentos sem
glúten onde podem ser encontrados diversos itens que vão desde à
farinha sem glúten até o macarrão bifum, bolos, brownie, pães e
torradas, bebidas, biscoitos salgados e doces, massas, barrinhas de
cereais e sobremesas.
“A
Via Verde possui entre seus produtos sem glúten, biscoitos salgados
e doces, pães, bolos, massas, granola, farináceos, torradas
temperadas, barrinhas de cereais. É uma demanda que aumentou por
conta dos alertas de médicos sobre alergias alimentares, e isso
despertou o interesse por esse tipo de alimento. São produtos
saudáveis com um preço diferenciado, mas que são valores muito
acessíveis aos consumidores. Tanto que a procura é grande, sobretudo
por adultos, idosos e pessoas que descobriram recentemente alergia
ao glúten”, ressalta o diretor de franquias da Via Verde Produtos
Naturais, Paulo Roberto Sattler Júnior.
Aliando saúde e nutrição, as lojas da Via Verde Produtos Naturais
acabam de receber o primeiro biscoito feito de soja 100% zero do
Brasil, ou seja, sem lactose, sem glúten e sem adição de açúcar. São
os Cookies Hué Soy podem ser encontrados nas versões Chocolate Diet,
Soja Diet e Soja Zero (a partir de R$ 4,70). Por não terem lactose,
glúten e açúcar os biscoitos são especialmente indicados para quem
segue
dietas com
baixa ingestão de calorias e açúcares, diabéticos e celíacos, que
têm intolerância ao glúten. Produzidos com sucralose, os biscoitos
são extremamente saborosos e não deixam aquele sabor residual
amargo, típico de muitos adoçantes.
Pesquisas recentes revelam que 100 gramas de soja são suficientes
para atender 75% das necessidades de proteínas para o homem, 95%
para a mulher e 125% para a criança. A mesma porção de grãos
contribui com 100% das carências de tiamina para a mulher, 75% para
o homem e 85% para a criança. Proporciona, ainda, 50% das
necessidades de ferro para a mulher e 100% para a criança.
A
rede também oferece outros produtos à base do grão como barra de
chocolate de soja, leite de soja pronto para beber, farinha de soja,
sojinha torrada natural e pastas de soja. A rede dispõe ainda de
grande variedade de produtos diets e lights, cereais, suplementos
alimentares, vitaminas nacionais e importadas, além de lanchonete
com salgados integrais e tortas sem adição de açúcar e sem glúten.
Alguns produtos sem glúten que são vendidos na Via Verde:
. Macarrão Bifum 200g (macarrão de arroz)
. Quinua em flocos
. Barrinha de Quinua Real
. Preparo para lasanha
. Mini Pizza
. Brownnie
. Cookies HUÉ Soy
. Biscoito de coco
. Cookie integral de castanha
. Farinha de arroz
. Farinha sem glúten
. Mandioquinha assada
. Pão de abobora diet; Pão de aipim diet; Pao integral diet; Pão de
linhaça; Pão light; Pão branco
. Torradas
. Bolinho de chocolate; Bolinho de laranja; Bolo de banana
Via Verde Produtos Naturais
Rua Acadêmico Valter Gonçalves, nº 1 – loja 107, Niterói
Rua Voluntários da Pátria nº 278, Botafogo
Rua do Catete n° 311 – loja 118, Galeria São Luiz, Catete
Rua das Laranjeiras, 462 loja D, Laranjeiras
Rua Conde de Bonfim, 244 loja A, Tijuca
Tels.: (21) 3239-0320 / (21) 3235-5504 / (21) 2225-6574 / (21)
2567-5923 /(21) 2705-1540
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MS define diretrizes para
diagnóstico da doença celíaca
Protocolo Clínico e
Diretrizes Terapêuticas da Doença Celíaca aprovado
|
Por Redação Pantanal
News/Agência Saúde - 19 de setembro de 2009
Protocolo inédito traz diretrizes claras de
detecção da enfermidade. Governo federal destina R$ 793,8 mil para
exames de detecção da doença
Os portadores de doença celíaca terão acesso
a novo serviço de diagnóstico e acompanhamento no Sistema Único de
Saúde (SUS). O Ministério da Saúde (MS) publicou no Diário Oficial
da União, nesta sexta-feira, 18 de setembro, o Protocolo Clínico e
Diretrizes Terapêuticas da Doença Celíaca, enfermidade
caracterizada pela intolerância permanente ao glúten — proteína
presente no trigo, centeio, cevada e aveia.
O Ministério da Saúde também estabeleceu
recursos financeiros anuais na ordem de R$ 793,8 mil para a
realização dos procedimentos de triagem e diagnóstico constantes
no protocolo. A estimativa é que 25 mil pessoas ao ano tenham
acesso aos exames de detecção da doença, 48% a mais que em 2008,
quando foram realizados 16.856 procedimentos. Hoje, a Federação de
Associações de Celíacos do Brasil (Fenacelbra) informa ter 15 mil
pacientes celíacos cadastrados.
Para a coordenadora da Média e Alta
Complexidade do Ministério da Saúde, Maria Inez Pordeus Gadelha, o
novo protocolo contribuirá de forma efetiva para a melhoria da
qualidade da atenção prestada aos pacientes celíacos. “Baseado em
evidências cientificamente comprovadas, o protocolo democratiza o
acesso ao conhecimento médico de qualidade, orienta o diagnóstico
e aperfeiçoa os processos de gestão do SUS”, afirma a
coordenadora.
CRITÉRIOS - Colocado em Consulta
Pública em 2008, o novo protocolo estabelece critérios claros de
diagnóstico. A doença celíaca caracteriza-se por sérias lesões na
mucosa do intestino delgado, o que gera uma redução na absorção de
nutrientes. Os sintomas intestinais incluem diarreia crônica ou
prisão de ventre, inchaço, irritabilidade e pouco ganho de peso.
Os pacientes podem apresentar atraso de crescimento e da
puberdade, anemia provocada pela carência de ferro e osteoporose.
Por outro lado, há casos em que a doença celíaca não apresenta
manifestações clínicas.
De acordo com o documento, é importante a
realização de exames de sangue. Embora seja um exame sensível e
específico, a detecção do anticorpo antitransglutaminase não é
definitiva para o diagnóstico da doença celíaca. A confirmação
deve ser realizada por meio da observação de mudanças nas
vilosidades da parede interna (mucosa) do intestino delgado. Para
a análise, uma amostra do intestino delgado é coletada por meio de
endoscopia com biópsia. Nesse procedimento, um instrumento
flexível como uma sonda é inserido por meio da boca, passa pela
garganta, pelo estômago e chega ao intestino delgado para se obter
pequenas amostras de tecido.
Independentemente das manifestações
clínicas, o tratamento da doença é feito com dieta sem glúten,
isto é, exclusão de alimentos que contenham trigo, centeio, cevada
e aveia. Segundo o protocolo, a dieta pode ocasionar mudanças não
apenas na rotina dos celíacos, mas também de toda a sua família.
Isso ocorre porque, devido ao caráter familiar da desordem,
aproximadamente 10% dos parentes dos celíacos podem apresentar a
mesma doença.
Outra orientação contida no protocolo é para
que os médicos fiquem atentos a possíveis deficiências
nutricionais decorrentes da má-absorção dos nutrientes, por
exemplo, deficiências de ferro, ácido fólico, vitamina B12 e
cálcio. |
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Justiça Federal
estabelece medidas inovadoras
para a prevenção
de reações alérgicas
O que ovos,
leite, crustáceos, peixes e soja têm em comum? Além de
facilmente encontrados nas refeições dos brasileiros, esses
alimentos básicos, matérias–primas para outros alimentos,
integram a lista dos principais alérgenos alimentares, ao lado
da mostarda, castanhas, cereais contendo glúten, amendoim e
gergelim.
Embora
responsáveis pelo maior número de casos de manifestações
alérgicas – mal que pode até causar a morte, atingindo parcela
expressiva da população, representada por cerca de até 8%
entre as crianças e 2% entre os adultos – os produtos que
contêm aquelas substâncias em sua composição são normalmente
comercializados sem nenhum aviso a respeito de sua presença.
E, ainda mais grave, produtos antes isentos, que passam a
incorporá-las, também não informam expressamente a mudança de
composição.
Estes foram
os dados apurados, dentre outros, pelo Juiz Federal Fernando
Escrivani, substituto da
2ª Vara de Sergipe, ao condenar a ANVISA a adotar regras
informativas claras e ostensivas para que os
rótulos/embalagens dos produtos submetidos à sua fiscalização
identifiquem a presença dos principais alérgenos. Dessa forma,
a parcela de consumidores vitimada por alergias poderá evitar,
com segurança, exposição a componentes que, embora inofensivos
para a maioria, podem ser fatais para quem sofre a doença.
Ao presidir
a condução da ação civil pública proposta
pelo Procurador da República
Bruno Calabrich, integrante do MPF em Sergipe,
o Juiz Fernando Escrivani selecionou
inicialmente três especialistas no assunto, qualificados por
seus conhecimentos técnicos e experiência no trato de reações
alérgicas, a fim de que participassem de uma audiência pública
na condição de interlocutores da sociedade, contribuindo para
avaliar o atual quadro normativo editado pela ANVISA e sugerir
alterações para uma proteção mais efetiva do consumidor
alérgico.
Da audiência
pública, destaca Fernando Escrivani, surgiu um diferencial de
extrema relevância. Por força das informações contundentes
prestadas pelos três especialistas, o magistrado ordenou – com
a concordância do MPF e da própria ANVISA – a instalação de um
grupo de trabalho, composto por onze especialistas de todo o
País e um servidor do quadro técnico da agência, para
aprofundar a avaliação do quadro normativo e elaborar
propostas para modificação das regras de rotulagem não só de
alimentos, mas também de produtos de uso pessoal, cosméticos e
medicamentos, sempre com o objetivo de assegurar informações
necessárias à prevenção adequada de reações alérgicas.
O grupo,
coordenado pelos médicos Jackeline Motta Franco (mestre e
coordenadora do grupo de alergia alimentar da Universidade
Federal de Sergipe), José Carlos Perini (especialista do
Espírito Santo, indicado pela Associação Brasileira de Alergia
e Imunopatologia – ASBAI) e Mario Adriano dos Santos (doutor
em patologia, especialista em alergia e professor
universitário), desenvolveu seus trabalhos ao longo de quatro
meses, utilizando como ferramenta de comunicação um sistema
coletivo de e-mails, eleito pelo Juiz Fernando
Escrivani – que mediou os trabalhos - por garantir troca de
mensagens em tempo real e não exigir dispêndios.
Ao fim, a
ANVISA, defendida pelo Procurador Federal Paulo Mônaco,
manifestou a impossibilidade de aceitar, por acordo, as
sugestões elaboradas pelos especialistas, embora estas
tivessem tomado por base o conhecimento científico vigente, as
recomendações de organizações internacionais de saúde e as
legislações adotadas pelos Estados Unidos, Canadá e Comunidade
Européia.
Em razão disso,
Fernando Escrivani fundamentou sua decisão na necessidade de
conferir concretização suficiente aos direitos fundamentais à
vida, à saúde e à proteção ao consumidor e, afastando a
chamada discricionariedade técnica da agência reguladora,
impondo-lhe a observância de parâmetros mínimos obrigatórios
de informação que o Juiz estabeleceu e detalhou ao longo de
sua sentença.
Por ter sido
concedida ainda antecipação de tutela, caso não haja recurso,
em até oito meses (prazo necessário de adaptação), os rótulos
de alimentos, por exemplo, deverão conter a seguinte mensagem:
“ATENÇÃO: CONTÉM LEITE” (ou quaisquer dos outros alérgenos
principais), utilizando-se sempre o nome pelo qual o alérgeno
é popularmente conhecido e padrões de comunicação visual que
permitam sua fácil identificação pelo consumidor.
Veja
sentença.
http://www.jfse.jus.br/noticiasbusca/noticias_2009/setembro/alergia.html
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Nestlé indeniza consumidora prejudicada
por embalagem inadequada
Última Instância - Da Redação
- 10/09/2009 - 15h23
O TJ-MG
(Tribunal de Justiça de Minas Gerais) condenou a Nestlé a pagar
indenização por danos morais e materiais, no valor total de R$
15.889,20, à secretária Adalgisa Maria Junho, de 48 anos, que consumiu
bombons de uma caixa que não trazia o alerta de que os produtos
continham glúten, uma proteína de origem vegetal —ingrediente ao qual
ela é alérgica, pois sofre da doença celíca (intolerância permanente ao
glúten).
Conforme consta nos autos, a secretária relatou que, em julho de 2002,
comprou uma caixa de bombons “Especialidades Nestlé” e, examinando a
caixa externa do produto, que apresenta a composição de cada
chocolate, ela não encontrou a presença da proteína no Crunch e no
Chokito, por isso os comeu. Entretanto, acidentalmente, lendo o rótulo
unitário, constatou que havia glúten em ambos os bombons. “Eu estava
distraída, brincando com os papeizinhos, quando li a embalagem”,
relatou.
A
ingestão da substância desencadeia a doença, antes sob controle por
conta de restrições alimentares. Adalgisa alegou que sofreu “mal-estar
constante acompanhado por enjôos, formação de gases e intensas
diarréias”, além de desenvolver inflamação do duodeno.
De
acordo com a Acelbra (Associação dos Celíacos do Brasil), “o único
tratamento para a doença consiste na dieta isenta de glúten por toda a
vida”. Por isso foi estabelecido na Lei 8.543/92, que todas as
empresas alimentícias cujos produtos contenham glúten devem informar a
presença da proteína em suas embalagens, visivelmente.
Prejudicada, a consumidora entrou em contato com o SAC (Serviço de
Atendimento ao Consumidor) da Nestlé para ser recompensada e alertar
sobre a situação, para prevenir que outros alérgicos também sofressem.
O serviço a orientou a procurar um médico, providenciar o tratamento e
enviar os laudos e recibos para o reembolso das despesas.
Porém, ao solicitar o reembolso no valor de R$ 889,20, Adalgisa foi
informada de que para receber a quantia, teria que assinar uma
declaração comprometendo-se a não divulgar ou reclamar em juízo da
empresa —caso se recusasse a fazê-lo, não receberia nada.
Ainda
que estivesse passando por dificuldades financeiras na época, a
secretária tentou retirar do contrato a cláusula que proibia
divulgação. Após ser pressionada pela nutricionista a aceitar o
acordo, a consumidora não cedeu e decidiu buscar ajuda no Procon.
A
coordenadora do Procon de Itajubá (MG), Maria Luiza Yokogawa,
dirigiu-se ao estabelecimento “Mercadinho Ferreira” e apreendeu duas
caixas do produto com mesmo lote e prazo de validade. Verificando que
as informações relativas ao glúten não constavam da embalagem e que a
análise da Funed (Fundação Ezequiel Dias) qualificou o invólucro do
produto como inadequado, o Procon instaurou processo administrativo
contra a Nestlé e condenou a multinacional ao pagamento de multa de R$
105.972,59. A companhia recorreu da decisão, mas a Secretaria do
Governo de Itajubá manteve a punição, deferindo, contudo, a redução do
montante a pagar.
Impasse
Diante da recusa da empresa arcar com o ressarcimento, a secretária
ajuizou ação em 30 de setembro de 2003. O juiz da 3ª Vara Cível de
Itajubá Willys Vilas Boas, proferiu em 26 de maio de 2006 sentença de
primeira instância favorável à consumidora, rejeitando os argumentos
da Nestlé de que a culpa era exclusiva da vítima.
A
empresa alegou que para saber da presença do glúten “basta saber ler”
e que o dano tinha como única causa a própria responsabilidade da
mulher.
Entretanto, para o magistrado, “ficou cabalmente comprovado o equívoco
e sua posterior correção, pois a empresa acabou modificando sua
embalagem. Também não tenho dúvida de que a omissão da expressão
‘contém glúten’ gerou danos à saúde da autora”.
Com isso, a Nestlé decidiu recorrer da decisão, afirmando que “a
presença de glúten nos bombons em questão é de 20 partes por bilhão”,
sendo, portanto, praticamente irrelevante e consistindo em traços
ínfimos da substância, resultantes de eventual contaminação de um grão
por outro.
Além
disso, alegou que a medida de divulgar a existência de glúten seria
apenas uma precaução, porque as máquinas utilizadas para processamento
dos flocos de arroz, que estão presentes no Crunch e no Chokito e não
contêm glúten, são empregadas também para processar cereais cuja
composição inclui a proteína prejudicial aos celíacos.
Ainda assim, para o desembargador Alberto Aluízio Pacheco de Andrade,
da 10ª Câmara Cível do TJ, a decisão primitiva deveria ser mantida.
Portanto, o magistrado negou provimento à Nestlé, pois entendeu que
“ficou caracterizado o vício oculto”.
“A
ausência de advertência da existência de glúten entre os ingredientes
do produto levou a autora a consumir o produto e deflagrou os sintomas
da doença. Isso caracteriza ocorrência de dano moral passível de
indenização”, finalizou o desembargador.
NESTLE+INDENIZA+CONSUMIDORA+PREJUDICADA+POR+EMBALAGEM+INADEQUADA_65657.shtml
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Polêmica indigesta na
mesa
Projeto de lei sobre
aviso de presença de glúten nos alimentos revolta grupo de doentes
Jornal O DIA ONLINE - 03/08/2009
Rio - Uma
mensagem com apenas três palavras, mas essencial para portadores
de uma doença, está no centro de uma polêmica. Se aprovado na
Câmara dos Deputados, um projeto de lei que pode eliminar dos
rótulos de embalagens de alimentos a inscrição ‘não contém
glúten’ vai complicar a vida das vítimas da doença celíaca, que
têm dificuldade para processar certas substâncias.
O Projeto de Lei 336/2007, de autoria do deputado Ciro Pedrosa (PV-MG),
recebeu parecer favorável do relator Maurício Trindade (PR-BA) e
trata da exibição do símbolo internacional de alimentos isentos
de glúten nos rótulos das embalagens. O problema, segundo a
Federação Nacional das Associações de Celíacos do Brasil (Fenacelbra),
é que o Projeto de Lei 943/2007, do deputado Darcísio Perondi
(PMDB-RS), foi anexado ao primeiro e sustenta que a indústria
alimentícia indique a ausência da proteína somente em produtos
dos quais ela foi retirada por processo tecnológico.
Se aprovada junto com o projeto posterior, a proposta de Perondi,
que já havia sido arquivada pelo próprio parlamentar, iria de
encontro à lei 10674/2003, que garante a obrigatoriedade da
inscrição ‘não contém glúten’, e a derrubaria, prejudicando
celíacos.
Segundo a assessoria do deputado federal Maurício Trindade, “há
uma visão errônea do projeto”, pois a ideia é que o símbolo
internacional de alimentos isentos de glúten acompanhe a frase
‘não contém glúten’, dando, portanto, maior segurança aos
celíacos.
“Um símbolo não garante nada. Queremos que a Lei 10.674 continue
como está, sem modificações. A informação nos rótulos foi um
avanço, pois o celíaco gasta a metade do tempo para fazer
compras, já sabendo o que pode consumir. Não há processo
tecnológico que tire totalmente o glúten dos alimentos”, destaca
Nildes Oliveira, presidente da Fenacelbra e membro do Conselho
Nacional de Saúde.
Para Dani Acioli, 34, mãe de Theo, 4, portador da doença
celíaca, ver nos rótulos a inscrição ‘não contém glúten’ é
essencial para garantir a saúde do filho: “Seria um retrocesso
perder essa informação”.
O projeto ainda está parado. Haverá audiência com representantes
de associações de celíacos para esclarecimento. Integrantes da
Fenacelbra fizeram abaixo-assinado contra o projeto na Internet:
www.abaixoassinado.org.
Doença celíaca impede ingestão da proteína
Doença celíaca é uma intolerância permanente ao glúten —
proteína presente no trigo, aveia, centeio, cevada e malte —,
que acomete indivíduos com predisposição genética e se
caracteriza pela inflamação da mucosa do intestino delgado,
impedindo a absorção adequada dos alimentos, sais minerais e
vitaminas. Geralmente se manifesta na infância, mas pode surgir
em qualquer idade, inclusive em adultos.
Como não há cura, o
tratamento consiste na dieta isenta de
glúten por toda a vida. O exame que diagnostica a doença
celíaca, biópsia do intestino delgado, ainda não é feito pelo
Sistema Único de Saúde. Mas o Ministério da Saúde já sinaliza
que pretende incluí-lo no SUS.
GLÚTEN É uma proteína presente no trigo, cevada, centeio, aveia,
triticale, malte e painço, e em todos os seus derivados, como a
farinha, farelos e germe. Vítimas da doença celíaca não podem
ingerir glúten.
http://odia.terra.com.br/portal/conexaoleitor/html/2009/8/polemica_indigesta_na_mesa_27182.html
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DOENÇA
CELÍACA E DOENÇA VASCULAR
Um
estudo holandês revelou que os suplementos de vitamina B reduzem o
risco de desenvolvimento de níveis muito elevados de homocisteína
nos pacientes com doença celíaca, devendo ser considerados na gestão
da doença.
O Dr. Muhammed Hadithi, do Centro Médico da Universidade de Vrije, em
Amesterdão, explicou que a doença celíaca aumenta o risco de deficiência
de folato e vitamina B12, o que pode contribuir para o desenvolvimento
de níveis excessívos de homocisteína , um amino ácido, e
a associação a doença vascular.
Os investigadores estudaram o efeito de suplementos de vitamina B6,
folato e vitamina B12 diariamente (com uma dieta sem glúten) nos níveis
da homocisteína em 51 adultos com doença celíaca e 50 adultos
saudáveis com as mesmas idades e sexo para o controlo. A média de
idades dos pacientes celíacos era de 56 anos e 40 por cento eram
homens.
Vinte e cinco dos pacientes (49%) utilizaram suplementos de vitamina B.
A dose diária de vitamina B6 foi de 1 a 6 miligramas, folato de 100 a
400 microgramas e vitamina B12 de 0,5 a 18 microgramas.
Como esperado, os pacientes celíacos que tomaram suplementos de
vitamina B apresentaram níveis significativamente mais elevados
de vitamina B6, folato e vitamina B12, em comparação com os pacientes
celíacos que não receberam vitamina B e os controlos saudáveis.
Os pacientes celíacos que estavam a tomar vitaminas B também
apresentaram níveis totais mais baixos de homocisteína
(7,1 micromoles por litro - µmol/L) do que os pacientes que não
receberam vitaminas B (11,0 µmol/L) e os controlos saudáveis (9,7 µmol/L).
De acordo os investigadores, os suplementos de vitamina B podem
normalizar o estado de B6, folato e B12 e os níveis
totais de homocisteína.
Os investigadores concluíram na “World Journal of Gastroenterology”
que, mesmo que o benefício de baixar a homocisteína
seja discutível, a deficiência de vitamina B a longo prazo deve ser
evitada. Isto implica uma monitorização de rotina dos pacientes celíacos
ou tratamento standard com doses moderadas de suplementos de vitamina B.
A doença celíaca, que pode afectar crianças e adultos, é uma intolerância
a uma proteína do trigo, o glúten, provocando alterações no
intestino que acarretam uma má absorção, que podem resultar em
sintomas como diarreia frequente e perda de peso extrema.
março
de 2009
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FENACELBRA
envia a todos os prefeitos
documento
solicitando informações sobre o atendimento aos celíacos
em
cada município de nosso país.
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2008
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Celíacos de ALAGOAS
O 2º
Encontro dos Celíacos de Alagoas aconteceu no dia 29 de novembrode
2008 e foi um sucesso ! O encontro contou com cerca de 25
participantes, entre os quais 5 crianças, uma médica
gastroenterologista, uma nutricionista e uma psicóloga. Durante o
evento houve depoimentos e muita troca de experiência. Ao término da
reunião nos deliciamos com receitas sem GLÚTEN trazidas pelas famílias.
Foi mais um passo do grupo dos celíacos-Al rumo a fundação da
ACELBRA-AL.
Glaucia
Esteves
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Curso:
Abordagem da Doença Celíaca na Nutrição Funcional
No
dia 01 de novembro o Profº Roberto Marcilio, Nutricionista formado pela
UNI-RIO, com Doutorado na UNICAMP, promoveu a realização do Curso
"Abordagem da Doença Celíaca na Nutrição Funcional", para
estudantes de Nutrição, realizado na Clínica Vera Cruz, em Bangu. A
ACELBRA-RJ foi contemplada com uma vaga e esteve representada através
da presença de Ester Benatti, membro da Diretoria. A Engenheira
de Alimentos, Profª Maria Ivone Barbosa também ministrou
aula. A Nutrição Funcional pode ajudar muito aos celíacos na
recuperação e equilíbrio do seu organismo. O Profº Roberto tem vasta
experiência com a Doença Celíaca, tendo desenvolvido sua tese de
doutorado nessa área. Mais informações sobre o trabalho dele podem
ser obtidas no site www.robertomarcilio.com
.


Profº
Roberto Marcílio e Ester Benati (ACELBRA-RJ)
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Empresa
brasileira lança
site
mundial sobre alergias alimentares
Nova comunidade online permite que atividades como comer fora de casa e
viajar sejam mais fáceis, seguras e prazerosas para aqueles com restrições
alimentares
www.specialgourmets.com

São
Paulo, 22 de Julho de
2008. A
Origem Scientifica, uma empresa de
consultoria científica brasileira especializada em pesquisas na área de
saúde e análise de dados, tem o prazer de anunciar o lançamento mundial
do Specialgourmets.com, um guia interativo e dinâmico com o objetivo de
tornar experiências como viajar e jantar fora mais seguras e prazerosas
para pessoas com alergias alimentares e doença celíaca. Nascido da
necessidade dos próprios fundadores e sua família, o Specialgourmets é
um guia inovador, cujo conteúdo será gerado (e gerenciado) por uma
comunidade inteira de pessoas que compartilham das mesmas experiências e
restrições alimentares em todo o mundo. Usando um mapa, os usuários
poderão buscar e visualizar lugares adequados (como restaurantes, bares,
lojas e hotéis) em qualquer região geográfica (país, cidade, bairro),
adicionar novos estabelecimento onde tiveram experiências positivas,
escrever revisões sobre os estabelecimentos listados, corrigir e
atualizar as informações sobre um determinado lugar, imprimir listas
para levar em viagens, compartilhar lugares favoritos com seus amigos e
receber alertas por email quando um novo estabelecimento adequando às
suas dietas seja adicionado em uma região ou quando novas revisões sejam
feitas para estabelecimentos determinados pelo próprio usuário. O
Specialgourmets já está disponível em três idiomas (Português,
Inglês e Espanhol), mas novos idiomas serão incluídos em breve.
Milhões
de pessoas no mundo todo (as estimativas mais conservadoras situam a cifra
em torno de 200 milhões de pessoas) sofrem de algum
tipo de alergia alimentar (como alergia a ovos, peixe, frutos de mar,
leite, soja e amendoim) ou de doença celíaca, um problema auto-imune
causado pela ingestão de glúten (uma proteína presente no trigo, cevada
e centeio). Para estas pessoas, a ingestão de quantidades ínfimas do
alimento que não podem comer pode ser extremamente prejudicial à saúde
e em alguns casos até mesmo fatal. Dessa forma, comer fora e viajar
tornam-se atividades não somente limitadas, como também estressantes e
até perigososas. De acordo com a fundadora do Specialgourmets, formada em
Biociências pela Universidade de São Paulo e doutora pela Universidade
de Oxford, Cynthia Schuck Paim, encontrar um lugar que ofereça opções
para essas dietas de forma segura pode ser difícil, e não existe ninguém
melhor do que alguém que possua a mesma restrição alimentar para
sugerir estabelecimentos apropriados. O site é o primeiro do gênero no mundo e está sendo lançado simultâneamente
em vários países pela empresa brasileira. Ao oferecer uma série de
ferramentas e recursos tecnológicos que permitem aos usuários
compartilhar de suas experiências, bem como um sistema abrangente de
busca e de alertas, o Specialgourmets permitirá àqueles com alergias e
restrições alimentares desfrutar das riquezas culinárias do mundo com
mais facilidade, tranquilidade e prazer. Outro objetivo do website é o de
facilitar a busca de Associações e Grupos de Apoio os quais atuem em
determinadas áreas geográficas, e desta forma apoiar o magnífico
trabalho destas Associações na divulgação e concientização dessa
questão na sociedade. O site também disponibiliza uma seção de dicas e
conselhos que os usuários devem seguir quando forem comer fora, cartões
para serem levados aos restaurantes (os quais podem ser personalizados),
bem como um resumo dos procedimentos básicos que os estabelecimentos do
setor alimentício (restaurantes, bares, hotéis) devem seguir para que
possam servir, de forma segura aos clientes, refeições sem glúten e sem
os alimentos responsáveis pelas alergias mais comuns. Todos
os serviços são inteiramente gratuitos, tanto para usuários como para
donos de estabelecimentos.
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Livro
Lançamento em Porto Alegre
no dia 06 de junho de 2008 do livro "Glúten e Obesidade: a
verdade que emagrece " de Regina Racco, contou com a presidente
da ACELBAR-RS, Suzana Schommer e da Nutricionista Elenise Corbari.

www.gluteneobesidade.com.br
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2007
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Publicado em Divulgação
científica
05 de Outubro de 2007
Pesquisa da
Faculdade de Medicina da UFMG mostra que dentistas podem identificar
sinais da doença celíaca e encaminhar pacientes para tratamento médico
mais cedo.
A doença celíaca é a
intolerância permanente ao glúten - substância encontrada em alimentos
como trigo, centeio, aveia e cevada. Uma doença comum. Sua prevalência
pode chegar a 1% da população mundial.
O primeiro estudo realizado
em bancos de sangue no Brasil e na América Latina, em 1999, indicou
prevalência de um celíaco para cada 681 brasileiros.
Em 2000, outra pesquisa,
coordenada pela mesma autora, Eleonora Gandolfi, mas com metodologia
diferente e desenvolvida dentro de um hospital (Universitário de Brasília
- com 1686 crianças e adolescentes), identificou a ocorrência de um celíaco
para cada 281 pacientes. Apesar das diferenças, os dois estudos denotam
que a prevalência da doença merece atenção.
Essas informações
integram a dissertação de mestrado “Prevalência da hipoplasia de
esmalte dental em pacientes celíacos”, defendida hoje, 5 de setembro,
pela cirurgiã-dentista Luciana Quintão Foscolo Melo, dentro do Programa
de Pós-Graduação em Ciências da Saúde da Faculdade de Medicina da
UFMG (Saúde da Criança e do Adolescente).
Luciana Melo explica que a
hipoplasia dental, um defeito na formação dos dentes que resulta no
aparecimento de manchas no esmalte, além de comprometer a estética também
aumenta a vulnerabilidade a cáries.
Mas a novidade de sua
pesquisa é apresentar a má formação também como um sinal que, se
devidamente avaliado pelos dentistas, pode ajudar os médicos a
diagnosticar mais cedo esses pacientes.
A conseqüência desse
intercâmbio é que, uma vez deixando de ingerir o glúten, desaparecem
todos os sintomas. Os mais freqüentes são o atraso do crescimento e, em
adolescentes, puberdade retardada.
Mas, de uma vasta lista
pode-se também destacar , com variações individuais, em geral, sintoma
gastrintestinal variando em tipo e intensidade (como diarréia, excesso de
gases, soluços constantes, cólicas e vômitos), perda de peso, perda de
musculatura, e, na maioria das vezes, falta de apetite.
Uma dificuldade para a
troca de informação entre os profissionais é, na avaliação da autora,
que muitos dentistas desconhecem a doença celíaca. Para isso, ela propõe
que o remédio seja a ampla difusão da informação científica a
respeito.
Outra postura que defende
é que o dentista contemporâneo, além de tratar os dentes, deve estar
apto a contribuir com a medicina na promoção da saúde da população,
de forma mais ampla que no passado. O médico, por sua vez, também pode
se valer do sinal dental como auxiliar na investigação que leve ao diagnóstico.
Embora seja comum, a doença
celíaca é subdiagnosticada. O diretor da Faculdade de Medicina,
professor Francisco Penna, gastroenterologista pediátrico e orientador da
pesquisa, ensina que ela se apresenta de diferentes maneiras.
O paciente pode sofrer de
anemia ou ter apenas baixa estatura, por exemplo, mas essas manifestações
podem ter outras causas. “Quando a doença se manifesta da forma clássica,
com diarréia, desnutrição e irritabilidade, dentre outros sinais, o
diagnóstico fica mais fácil”, afirma.
Segundo o orientador, “a
pesquisa traz mais um caminho. Um novo dado para prosseguir na investigação
diagnóstica da doença celíaca”. Ele destaca ainda a importância da
interdisciplinaridade para a devida promoção da Saúde e cita o Programa
de Pós-Graduação em Saúde da Criança e do Adolescente da Faculdade de
Medicina da UFMG, que atualmente recebe profissionais de várias áreas.
OS RESULTADOS
A pesquisa mostra que a
hipoplasia dental é mais freqüente entre pessoas com intolerância ao glúten,
embora possa ser provocada por outras doenças, como diabetes, asma e
bronquite, ou até mesmo por traumas.
Foram avaliados 66 crianças
e jovens, com idade de 7 a 23 anos, entre pacientes do Ambulatório de
Gastroenterologia Pediátrica do Hospital das Clínicas da UFMG e
cadastrados na Associação dos Celíacos do Brasil, seção Minas Gerais.
34 eram celíacos e 32 não tinham a doença.
A porcentagem de celíacos
com hipoplasia dental foi de 88,2%, enquanto no grupo de pacientes não-celíacos
o porcentual atingiu 28,6%. De acordo com o estudo, as chances de um
paciente celíaco desenvolver a hipoplasia dentária são 12,5 vezes
maiores, se comparadas à incidência entre os não-celíacos.
A DOENÇA CELÍACA
O principal sintoma da doença
celíaca é a diarréia crônica. A ingestão de glúten provoca inflamação
no intestino delgado, que passa a apresentar falhas na absorção dos
nutrientes. Uma das conseqüências é a desnutrição e o desenvolvimento
de anemia resistente ao tratamento com ferro.
Descrita como patologia
predominantemente de raça branca e de caráter genético-imunológico, há
relatos de sua incidência em indivíduos mulatos e negros. Atinge pessoas
de todas as idades, mas principalmente crianças, sendo mais freqüente
nas mulheres do que nos homens.
Além disso, os celíacos
podem apresentar déficit no crescimento, atraso menstrual, esterilidade e
aftas recorrentes. Como a simples interrupção da ingestão de glúten
faz desaparecer os sintomas, o diagnóstico precoce é tão importante.
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Nova linha da
nutrição mostra que cada pessoa reage de um jeito aos alimentos e faz
correções radicais na dieta para tratar de enxaqueca a hiperatividade
MÔNICA TARANTINO - ISTO É - On-line
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| SUCESSO Helinho
faz dieta rígida e melhorou da hiperatividade. Seus pais,
Solimar e Hélio, aprovam o método |
Esqueça tudo o que ouviu falar até hoje
sobre calorias e os efeitos da combinação de carboidratos e proteínas.
O segredo da boa alimentação está em descobrir – e respeitar – as
particularidades de cada organismo. Por essa premissa, há risco de que
aquele cacho de uva que você come com prazer, por exemplo, cause reações
nada benéficas ao seu corpo. Pelo menos é isso o que acreditam
representantes de uma nova corrente da nutrição, os nutricionistas
funcionais. Segundo essa linha de estudos, por mecanismos individuais,
pode-se responder mal a alimentos e, com isso, sofrer reações alérgicas
muitas vezes não reconhecidas como tal. A repetição dos episódios é
nefasta. “O consumo excessivo de um alimento tido como inofensivo pode
estar na origem de males como enxaqueca, ansiedade, tensão pré-menstrual,
rinite, distúrbios de comportamento e hiperatividade”, explica a
especialista em nutrição funcional Patricia Haiat Davidson, do Rio de
Janeiro.
Os mecanismos que levam a esse desfecho só
começaram a ser desvendados a partir da constatação de que é o
metabolismo de cada um que determina o que e como o corpo aproveita os
alimentos. “Posso me dar bem com aspargos ou leite, mas outra pessoa
pode não ter as enzimas exigidas para a boa digestão”, explica Valéria
Paschoal, vice-presidente do Centro Brasileiro de Nutrição Funcional.
Para esse segundo indivíduo, o resultado da ingestão repetida desses
alimentos pode ser o desenvolvimento das alergias tardias. “Isso ocorre
porque, com o tempo, o corpo se torna sensível às substâncias que não
aproveita e se defende”, explica a nutricionista Lucyanna Kalluf, de São
Paulo. A partir daí, o que se segue é a liberação de várias substâncias
que, no final da cascata, prejudicam o funcionamento cerebral e todo o
sistema vascular, expondo o organismo a várias doenças. Um dos pontos
atingidos, por exemplo, é a fabricação de serotonina, composto
envolvido no processamento das emoções. Em desequilíbrio, pode levar à
depressão e ao agravamento dos sintomas da TPM.
Baseados nessa nova abordagem, os
nutricionistas têm trabalhado em parceria com médicos para melhorar
sintomas e prevenir doenças. Foi por intermédio de um psiquiatra que
Solimar Lélis, de São Paulo, marcou uma consulta com Lucyanna em busca
de opções para amenizar os sintomas de hiperatividade e transtorno de déficit
de atenção do filho Helinho, 12 anos. Ela diagnosticou alergia a leite e
derivados, tirou também produtos com trigo e alimentos com glutamato,
como o molho de soja shoyu, que ele amava. “Contém glutamato monossódico,
que leva à excitabilidade, péssimo para quem é hiperativo”, explica
Lucyanna. Seguindo a dieta há um ano, o garoto se delicia com
achocolatados de soja e biscoitos à base de polvilho e arroz e não toma
mais remédio. “Ele está menos agitado, dorme profundamente e
já o vi lendo revistas concentrado, o que antes era impensável”,
comemora Solimar.
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| MUDANÇA Mariska
deu adeus aos latícínios e produtos com trigo. Livrou-se da
TPM |
Para descobrir os alimentos que podem estar
na raiz das doenças, os nutricionistas fazem uma investigação
detalhada. No primeiro encontro, Helinho e Solimar responderam a mais de
100 perguntas sobre hábitos, alimentos mais consumidos, sensações e
comportamentos associados à comida. As informações foram processadas
por um programa de computador desenhado para revelar os inimigos do
metabolismo do paciente. Alguns também são submetidos a exames para
identificar alérgenos e possíveis alterações genéticas.
A partir dessas informações, cria-se um
novo cardápio. A atriz Mariska Nichalik, 26 anos, deu uma virada radical
na alimentação. Ela tinha sintomas intensos de TPM com duração de pelo
menos 20 dias e sentia-se deprimida. Também lutava com o peso. Após uma
consulta com a nutricionista Patrícia, cortou laticínios, refrigerante
diet, pão, leite e glúten e incorporou alimentos como a couve-flor e o
óleo de linhaça. “Não tive mais sintomas e perdi mais de cinco
quilos”, conta. Outro ponto que preocupa os nutricionistas é o consumo
exagerado de alimentos industrializados. “O risco é a grande ingestão
de componentes químicos estranhos ao organismo, o que pode desencadear
alergias e, conseqüentemente, outras doenças”, explica Lucyanna.
ISTO É ON-LINE -
27/08/2007
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ACELBRAs participam da
III CONFERÊNCIA
NACIONAL DE SEGURANÇA ALIMENTAR E NUTRICIONAL em Fortaleza
Entre
os dias 03 e 06 de julho de 2007 foi realizada em Fortaleza a III
Conferência Nacional de SAN, organizada pelo CONSEA e Governo Federal.
As Acelbras estiveram presentes defendendo os direitos dos celíacos e
de todos os portadores de necessidades alimentares especias ( diabéticos,
hipertensos, fenilcetonúricos, alérgicos ). Durante a Conferência a
Acelbra foi responsável pela organização de uma Oficina oferecida aos
participantes ( Delegados e Observadores) onde pode apresentar a
Doença Celíaca e as questões ligadas ao celíaco. A Nutricionista
Margarida Silva ( Universidade Federal de Viçosa / Acelbra-MG ) foi a
palestrante e os representantes das Acelbras contribuiram com a
apresentação de esquetes teatrais para dinamizar a Oficina. No
encerramento da Conferência a Acelbra apresentou uma MOÇÃO,
encaminhada ao Ministério da Saúde:
"OS
DELEGADOS DA III CNSAN SOLICITAM QUE O MINISTÉRIO
DA SAÚDE, POR MEIO DA SECRETARIA DE ASSISTÊNCIA E ATENÇÃO À SAÚDE
- SAS, CONCRETIZE O PROTOCOLO CLÍNICO E DIRETRIZES DA DOENÇA
CELÍACA E IMPLEMENTE A CAPACITAÇÃO DOS PROFISSIONAIS QUE
ATUAM NO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE - SUS, PRIORITARIAMENTE OS QUE ATUAM
NA ATENÇÃO BÁSICA E PROGRAMA DA SAÚDE DA FAMÍLIA-PSF

Representantes
das Acelbras e o Ministro Patrus Ananias |
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Mercado
alimentício não atende celíacos
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O
interesse de Rose em desenvolver esse tipo de alimento
surgiu de um problema enfrentado pela filha.
Foto: Juliana
Gonçalves.
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A necessidade de produtos especiais sem glúten
torna os celíacos um público consumidor abandonado pelo mercado.
Quando percebeu isso, baseada num problema da própria filha, Rose
Abranches passou a desenvolver produtos a partir da banana verde,
ou seja, sem glúten - a proteína que afeta a qualidade de vida
dos celíacos. O organismo de quem tem esse problema produz
anticorpos que combatem o glúten assim que toma contato com a
proteína. Esses anticorpos atrofiam o intestino delgado, que
perde a capacidade de absorver nutrientes.
JULIANA GONÇALVES
Ainda pouco conhecida, seus sintomas podem se confundir com outros
distúrbios. Trata-se da doença celíaca - intolerância
permanente ao glúten. A doença geralmente se manifesta na infância,
entre o primeiro e o terceiro ano de vida. No entanto, pode surgir
em qualquer idade, inclusive na adulta.
O organismo do celíaco produz anticorpos que combatem o glúten
assim que toma contato com a proteína. Esses anticorpos atrofiam
o intestino delgado, que perde a capacidade de absorver
nutrientes. De acordo com a nutricionista Letícia Mantrim, a doença
celíaca é uma deficiência permanente, que impede a absorção
da proteína. "A ingestão de glúten provoca uma reação
imunológica. É como se fosse um corpo estranho, que o organismo
rejeita para se proteger", explicou Letícia.
A nutricionista explicou ainda que os sintomas e as reações do
organismo dos celíacos variam muito. Em crianças os sintomas
mais freqüentes são emagrecimento, anemia, diarréia crônica, vômito
e distensão abdominal. Além disso, baixa estatura, osteoporose,
prisão de ventre e irritabilidade podem ser indicativos da doença.
O glúten é uma proteína encontrada no trigo, na aveia, no
centeio, na cevada e no malte. Assim, o único tratamento possível
para a doença é a dieta isenta de qualquer alimento à base de
algum desses ingredientes, ou seja, pães, bolos, massas, bolachas
e bebidas (cerveja, whisky, vodka).
O paciente celíaco que ingere esses alimentos tem maior risco de
desenvolver outras doenças, como problemas de tireóide, de fígado,
nos rins, de pele e até câncer. Por isso, a doença pode até
levar à morte. Qualquer quantidade de glúten pode ser
prejudicial para o celíaco. Por isso existe até legislação
para regulamentar o assunto. A lei federal 10.674, de 2003, obriga
os fabricantes a identificarem nas embalagens a presença ou não
de glúten nos alimentos industrializados. Conforme um estudo da
Universidade de Brasília (UnB) existe um celíaco para cada 600
habitantes.
Vida de celíaco
O celíaco pode apresentar um conjunto de sintomas ou apenas um, o
que às vezes atrasa e dificulta o diagnóstico da doença. Aline
Gonçalves de Santa, por exemplo, só descobriu que era celíaca
aos 13 anos de idade. O diagnóstico foi feito por causa da baixa
estatura. Só depois de procurar o médico, preocupada com o fato
de não estar crescendo, foi que Aline descobriu que era celíaca.
Diagnosticado o problema, Aline - hoje aos 17 anos - disse que
cortou alimentos com glúten de sua alimentação e passou a
substituir o trigo por outros ingredientes, como fubá, fécula de
batata, farinha de arroz e amido de milho. No entanto, além do
problema fisiológico, o celíaco enfrenta ainda outra
dificuldade. "É muito difícil encontrar produtos sem glúten
no mercado", contou Aline que elabora muitos dos produtos que
consome.
Segundo informações da Associação dos Celíacos do Brasil
(Acelbra), devido à falta de produtos industrializados especiais
sem glúten no mercado brasileiro, a maior parte dos alimentos
consumidos pelos celíacos é elaborada em casa, por eles mesmos.
Foi aí que a microempresária Rose Mary Abranches
encontrou uma brecha.
Inspirada num programa de televisão que ensinava como fazer
salgadinho de banana, Rose passou a desenvolver novos produtos a
partir da fruta. Além de pôr em prática a receita do
salgadinho, ela desenvolveu misturas para bolos, tortas, nhoque,
macarrão, almôndegas, empadas - tudo feito com banana verde, ou
seja, sem glúten.
A última novidade é o granulado de banana para quibe, que
inclusive já foi patenteado pela microempresária. Os produtos,
além de saborosos, são nutritivos e saudáveis porque são
elaborados com ingredientes naturais. Rose Mary Abranches
demonstrou seus produtos na 47ª Exposição Agropecuária e
Industrial de Londrina, realizada de 5 a 15 de abril.
O interesse de Rose em desenvolver esse tipo de alimento surgiu de
um problema enfrentado pela filha. Depois de sofrer um aneurisma,
seu organismo já não aceitava qualquer alimento. A aprovação
foi tão grande que Rose decidiu comercializar seus produtos.
Registrou-os, desenvolveu embalagens e passou a divulgar os
produtos.
A maioria dos alimentos elaborados por ela surgiu a partir de
pedidos de clientes com intolerância a algum tipo de alimento.
Por isso, o empenho de Rose em criar novas alternativas é
constante. A fim de ajudar as pessoas e diversificar seu negócio,
ela faz experimentos frequentemente para chegar a novas receitas.
Hoje ela já recebe encomendas de bolo, bem-casado, brigadeiro,
beijinho, cajuzinho; e salgados, como coxinha, risóles, quibe e
tortas. Tudo sem glúten. As últimas experiências têm sido na
tentativa de produzir doce de leite de soja, agora para pessoas
intolerantes à lactose.
www13.unopar.br/unopar/publicacao/manchete.action?m=355
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ESTUDO
E PESQUISA PARA ESTABELECER UMA DIETA DENTRO DE LIMITE
SEGURO, PARA PACIENTES DE DOENÇA CELÍACA
www.celiac.com
Pesquisadores
de doença celíaca na Itália e no Centro de Pesquisas em
Baltimore, Maryland USA, conduziram uma apuração aleatória
multicentrada, com uso de placebo sem conhecimento de médicos e
pacientes, envolvendo 49 indivíduos adultos que tiveram biópsia
comprovada da doença celíaca. Eles estavam fazendo a dieta sem glúten,
contendo menos de 5 mg de gluten por dia, por no mínimo dois anos.
O
objetivo desse estudo era determinar se há um limite seguro para
exposição diária e prolongada a uma pequena quantidade de
gluten. Os ítens do estudo foram divididos em tres grupos, aos
quais foram dadas cápsulas diárias contendo 0mg, 5mg e 50mg de gluten.
Foram feitos exames e biópsias antes e depois do desafio. Um paciente
ao qual foi fornecido 10mg de gluten diariamente experimentou recaída
clínica, mas ao final não havia sido encontrada diferença
significativa na contagem de IEL dos tres grupos, o que levou à conclusão
de que " a ingestão de gluten contaminador pode ser mantido abaixo
de 50 mg por dia no tratamento dos doentes celíacos".
Este
estudo está em alinhamento com os anteriores, sobre ingestão limítrofe
de gluten. Para ajudar a colocar as quantidades de gluten usadas
na pesquisa em perspectiva e demonstrar porque o nível standard do
Codex Alimentarius é considerado seguro para os pacientes, o debate a
seguir servirá para quantificar o montante de gluten existente em ( ou
que compõe) 50mg.
A
quantidade de glúten no seu pão de trigo branco ( aproximadamente
30 gramas cada fatia) é por volta de 4.8 gramas ou 4.800 miligramas -
normalmente 10% de seu peso. Se dividir 4.800 por 50 achará 96; então
se uma fatia comum de pão branco for dividida em 96 pedaços se achará
o que, mais ou menos, é considerado seguro para um doente celíaco
consumir em um dia, de acordo com este estudo. Esta é uma fórmula que
pode ser usada para determinar quantos miligramas de gluten há na
sua alimentação, baseando-se em quantas partes por milhão (ppm)
de glúten existe no produto. A fórmula portanto é: ppm do produto
vezes o número de gramas do alimento dividido por mil, que é igual ao
número de miligramas. O CODEX ALIMENTARIUS especifica que os alimentos
naturalmente livres de glúten contém menos de 20ppm, e os que são fabricados
sem glúten com a qualidade Codex contém menos de 200ppm. Usando esta fórmula
se pode calcular quantas fatias de pão um celíaco pode ingerir para
consumir 50 mg de glúten.
Este
estudo e este artigo não são para estimular doentes celíacos a
ingerir glúten. A realidade é que a contaminação
cruzada de produtos supostamente sem glúten é muito comum,
e muitos de nós que fazemos a dieta acabamos ingerindo, por
desconhecimento, enormes quantidades diariamente. Estudos como este
podem trazer perspectivas e mais consciência sobre alimento
industrializado.
Tradução:
ANA MARIA ALEMIDA XAVIER
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Nikkei
também pode sofrer intolerância a glúten
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| Karen
Fukushima |
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| O pão sem
glúten é produto mais procurado por doentes celíacos |
Há poucos anos temos tido notícias de
um mal ainda pouco conhecido, a doença celíaca – a intolerância
ao glúten (proteína de cereais como o trigo, a cevada, o centeio
e a aveia), da qual sofrem pessoas com predisposição genética,
segundo a Associação de Celíacos do Rio de Janeiro
(Acelbra-RJ). A entidade estima que, para cada celíaco
diagnosticado, existem de cinco a oito sem o diagnóstico,
por isso, ainda não existem estimativas exatas no Brasil. Mas
calcula-se que, para cada grupo de 200 pessoas, uma tenha a doença,
que pode ser descoberta tanto nos primeiros anos de vida quanto na
fase adulta.
Estas pessoas não podem comer nenhum alimento que tenha glúten,
para evitar o risco de desenvolver outras doenças, como
osteoporose e até câncer. A dieta isenta de glúten é o único
tratamento.
A doença tem preocupado a comunidade nikkei. Moisés Hirata, dono
de uma loja de produtos dietéticos no Mercado Municipal de
Curitiba, acabou focando o seu negócio em alimentos sem glúten
porque a Associação de Celíacos do Paraná pediu que
fornecesse. “Por conhecer algumas pessoas da Associação,
descobri que precisavam de espaço para vender esses produtos. Até
então queriam que os supermercado fornecessem. As redes não se
comprometeram. Aceitei, desde que tivesse respaldo de compra
e venda da Associação. Sigo à risca todas as dicas da
assessoria e carrego a bandeira”, diz o lojista, que costuma
freqüentar as reuniões da entidade.
Há estudos que apontam a incidência maior em mulheres e em
parentes de primeiro grau de quem tem o problema. A engenheira
eletricista Mari Watanabe descobriu que tinha dermatite
herpetiforme - uma variedade da doença celíaca, que em vez de
atacar o intestino ataca a pele – há cinco anos. A variedade é
muito mais rara, atinge um em cada grupo de 100 mil e por isso ela
levou mais tempo para aprender como se tratar. A engenheira
havia acabado de perder a mãe, Haruko Oda, seis meses antes de
ter o diagnóstico da doença, e teve que mudar todo o seu estilo
de vida em função do tratamento.
Desde 1994, Mari administrava a empresa de equipamentos mecânicos
herdada do pai, Akio Oda, localizada no bairro da Vila Hauer, em
Curitiba. Quando a mãe faleceu, ela ficou em estado de estresse e
começou a ter alergias que resultavam em feridas que nunca
cicatrizavam. Teve febre, anemia e emagreceu. Após uma biópsia,
descobriu que tinha a doença celíaca. A engenheira terceirizou a
empresa e passou a ter uma vida mais tranqüila, mudando para
Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba.
“Como as vendas da empresa caíram com a concorrência de
importados, despedi funcionários, terceirizei os serviços e
aluguei o barracão onde a empresa estava instalada”, conta.
Em Pinhais, além de aprender a fazer pães e massas sem usar
farinha de trigo (substituindo por farinha de arroz, fécula de
batata e polvilho de mandioca, entre outros), ela passou a
fabricar componentes elétricos num ritmo mais vagaroso. E a
dedicar-se a atividades pacíficas, como cultivar horta, fazer
ilustrações botânicas (ela freqüenta um grupo de ilustradores
no Jardim Botânico), além de participar de grupos e ir a
congressos de celíacos para conhecer mais sobre a doença.
Mari está sempre alerta para o perigo de se “contaminar”,
isto é, ingerir alimento com glúten, que acaba desencadeando
alergias que causam bolhas em sua pele. Por isso, cada vez que vai
a um restaurante ou comer fora, ela tem que criar estratégias.
“Ou vou de barriga cheia pra não comer nada que faz mal
ou até levo a base da massa quando sou convidada pra ir numa
pizzaria com amigos”, diz, bem-humorada.
Ficha médica
A doença celíaca é conhecida desde o Século 11, mas só em
1888 foi descrita em detalhes por um pesquisador inglês, que
achou que as farinhas poderiam ser as causadoras da moléstia. Em
1953 a teoria da doença foi comprovada. O diagnóstico é feito
através de biópsia
da mucosa intestinal,
de endoscopia
digestiva e/ou da resposta à dieta isenta de glúten.
Sintomas típicos
Adultos: diarréia crônica, perda de peso,
anemia, distensão abdominal e fraqueza
Crianças: retardo no desenvolvimento, baixa
estatura, perda de peso, vômitos, diarréia, dor abdominal
recorrente, desnutrição
Em ambos: anemia por deficiência de ferro,
neuropatia periférica
Condições associadas : pode estar associada a outros males como
câncer.
Tratamento: dieta estritamente sem glúten, por
toda a vida. Com a dieta correta, há regressão completa da lesão
intestinal e dos sintomas.
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| Fonte:
Paraná Shimbun |
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22/12/2006
03:48
Secretaria
Municipal
de Saúde atende celíacos e fenilcetonúricos
Cascavel,
PR - A Secretaria de Saúde da Cascavel (PR) através do Sistema de
Vigilância Alimentar e Nutricional (Sisvan) realizou esta semana, no
Centro Especializado de Atendimento à Criança (Ceacri) o repasse de 28
cestas – referentes aos meses de Dezembro e Janeiro – e brinquedos,
para os 14 pacientes (10 celíacos e 4 fenilcetonúricos), que são
atendidos no Programa de Apoio à Portadores de Intolerâncias
Alimentares.
De acordo com a nutricionista, Márcia Dalla Costa, o trabalho é
desenvolvido a alguns anos em parceria com o Governo do Estado.
“Mensalmente o grupo reúne-se para trocar experiências, bem como
receber cesta de alimentos específicos ao tratamento da doença”,
explicou.
A fenilcetonúrica é uma doença congênita, que se não tratada
corretamente causa deficiência mental. É uma das cinco doenças
detectadas pelo Teste do Pezinho, que incide em média em um caso para
cada 28 mil bebês nascidos.
Já a doença celíaca é uma intolerância permanente ao glúten presente
no trigo, centeio, cevada e aveia. “Quando o celíaco ingere alimentos
contendo glúten, este produz lesão no intestino que no decorrer dos anos
pode causar câncer. Os sintomas cessam com a retirada do glúten da
dieta”, afirma a nutricionista.
Os sinais da doença celíaca referem-se à perda de peso, parada do
crescimento, diarréia crônica, distensão e dor abdominal,
irritabilidade, vômitos, entre outros. A recomendação da nutricionista
Márcia é de que os pais fiquem atentos a estes sinais e procurem a
Unidade Básica de Saúde mais próxima para obterem um diagnóstico
preciso. “Hoje temos 10 pacientes carentes atendidos, mas é importante
que os profissionais da área da saúde fiquem atentos aos sintomas já
que estes podem ser facilmente confundidos”, alerta a nutricionista.
Objetivo - A distribuição de brinquedos no Natal teve como meta
principal atrair a presença das crianças e assim poder fazer a vigilância
nutricional. Durante a entrega foram pesadas e medidas, tendo as informações
registradas no Sisvan para o acompanhamento crescimento e desenvolvimento.
O trabalho conta ainda com uma parceria com o curso de nutrição da
Faculdade Assis Gurgacz (FAG).
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XI
Congresso Brasileiro da Mandioca: pesquisadores
apresentam pré-mix para pão sem glúten, à base de derivados da mandioca.
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