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da Associação de Celíacos do RJ,
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Lei que prevê embalagem com
informação sobre glúten
completa 10 anos nesta quarta
No dia 16 de
maio de 2013, a lei que tornou obrigatória a identificação dos
alimentos com glúten nas embalagens ou rótulos (10.674/03)
completou 10 anos. O objetivo da lei, aprovada na Câmara em
2001, é permitir que as pessoas alérgicas ao glúten ou que
tenham a doença celíaca identifiquem a presença do componente e
não consumam o alimento.
A doença celíaca
afeta aproximadamente 2 milhões de brasileiros, mas a maioria
das pessoas não sabe que tem a enfermidade, provocada pela
intolerância permanente ao glúten. De cada oito celíacos, apenas
um tem o diagnóstico. Essas pessoas não podem ingerir alimentos
como pães, bolos, bolachas, macarrão, coxinhas, quibes, pizzas,
cerveja, whisky e vodka, quando esses alimentos possuírem o
glúten em sua composição ou processo de fabricação.
O médico Leandro
Rodrigues, especialista em doença celíaca, explica que a
enfermidade se manifesta geralmente na infância, entre o
primeiro e o terceiro ano de vida. Mas ela pode surgir em
qualquer idade, inclusive adulta. Leandro Rodrigues afirma que o
tratamento é simples - basta não ingerir glúten: "A doença
celíaca é uma doença autoimune onde a principal manifestação é a
diarreia. Mas, em casos mais graves, a complicação da doença
celíaca pode ocasionar até câncer na pessoa. Se ela tem suspeita
de doença celíaca, ela procura um centro de atendimento, e aí
diagnostica e faz o tratamento certo. Mas uma pessoa que não
trata, que não segue a dieta à risca e continua consumindo
glúten, ela pode desenvolver câncer de intestino”.
O diagnóstico da
alergia ao glúten e da doença celíaca é relativamente simples,
basta fazer um exame de sangue e a biópsia do intestino. Para
facilitar o acesso das pessoas ao diagnóstico e tratamento
dessas enfermidades, a Comissão de Seguridade Social da Câmara
está analisando projeto da deputada Rose de Freitas, do PMDB do
Espírito Santo, que obriga hospitais do Sistema Único de Saúde a
realizar os exames de diagnóstico.
O relator, deputado
Manato, do PDT do Espírito Santo, recomenda a aprovação do
projeto. Ele falou que o Brasil tem condições de implementar a
lei e enfrentar a doença: "Sim, está preparado, porque o
tratamento é única e exclusivamente parar o contato. Se a pessoa
não se alimentar desses alimentos que contêm o glúten, ela está
curada”.
O presidente da
Associação dos Celíacos do Brasil, Paulo Roberto da Silva,
afirma que o projeto vai facilitar o diagnóstico da doença.
"Antes, a gente não tinha lugar nenhum para fazer o exame, a não
ser os laboratórios particulares que são caros, é caro o exame.
Com esse projeto é que o celíaco vai ter... o celíaco não, nem
falo o celíaco: as pessoas que têm os sintomas da doença celíaca
- diarreia, dores abdominais - vão chegar no médico, o médico já
pede o exame e faz”.
Como o
principal tratamento da alergia ao glúten e da doença celíaca é
uma dieta sem glúten, o projeto obriga o Ministério do
Desenvolvimento Social e Combate à Fome a distribuir cestas
básicas com produtos que não contenham glúten aos pacientes de
baixa renda. Nas escolas públicas, os portadores dessas doenças
também vão ter direito à merenda escolar especial, sem o glúten.
Dias 8 e 9 de maio, no Espaço Tom Jobim, no Jardim Botânico
do Rio de Janeiro, aconteceu a segunda edição do evento
Green Rio, organizado pelo Planeta Orgânico. Este ano o
Green Rio veio acompanhado do Rio Orgânico, promovendo a
parceria de iniciativas sustentáveis com o setor orgânico.
Os temas `”Água” e “Produção e Consumo Sustentável”
permearam todo o evento.
A ACELBRA-RJ esteve presente com o objetivo de
divulgar a doença celíaca e o trabalho da Associação, em
parceria com os organizadores da Jornada Mundial da
Juventude, para garantia de alimentação especial ao jovens
peregrinos alérgicos e/ou intolerantes e diabéticos.
Miriam Francisca, presidente da ACELBRA-RJ e Dra Noadia
Lobão, Consultora Técnica da ACELBRA-RJ também fizeram
contato com o SindRIO, visando ações que possam incentivar
os Restaurantes, Bares e Hotéis do Rio em oferecerem
atendimento especial ao celíacos e sensíveis ao glúten
nos grandes eventos que a cidade irá sediar nos próximos 3
anos.
Miriam
Francisca, presidente da ACELBRA-RJ /
Ana Mihrra,
presidente do CAE-RJ/
Dra Noadia
Lobão, Consultora Técnica da ACELBRA-RJ/
Miriam, Dra
Noadia e Kátia, do SindRIO
Miriam no stand
do SEBRAE
Miriam, Dra
Noadia, Kátia, Chef Teresa Corção e
representantes
do MAPA ( Ministério da Agricultura)
Superior Tribunal de Justiça
firma jurisprudência de que o Ministério Público é parte
legítima para propor ação civil pública em defesa da vida e da
saúde,
direito individuais
indisponíveis
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) firmou
jurisprudência sobre a legitimidade do Ministério Público para
propor ação civil pública objetivando o fornecimento de cesta de
alimentos sem glúten a pessoas portadoras de doença celíaca,
como medida de proteção e defesa da saúde.
A decisão foi tomada pela Segunda Turma do STJ no Agravo em
Recurso Especial nº 91.114/MG. Essa conclusão decorre do
entendimento que reconhece a legitimidade do Ministério Público
para a defesa da vida e da saúde, direitos individuais
indisponíveis. Segundo a decisão do ministro Humberto Martins,
relator do recurso especial, "a ação civil pública tem por
objeto a proteção de direitos individuais indisponíveis, mais
especificamente o direito à saúde e à vida. Por esse motivo, é
pacífica a legitimidade ativa do Ministério Público para a
defesa desses direitos".
Instituição quer
desmistificar a doença celíaca no Brasil
Isis Valverde é celíaca e apoia a campanha da FENACELBRA
Reconhecer.
Este é o mote da campanha lançada pela Fenacelbra -
Federação Nacional das Associações de Celíacos do Brasil.
O objetivo é difundir o conhecimento sobre a celíaca -
doença autoimune caracterizada pela intolerância ao glúten -
para toda a comunidade científica, área de saúde, gestores
públicos e sociedade em geral.
A Fenacelbra, que foi fundada
em 2006, atua como porta voz e dá suporte às associações e
grupos de celíacos de todo o país junto a instituições
governamentais e privadas. Trata-se de uma organização
civil, sem fins econômicos, que prega uma mensagem dirigida
àqueles que ainda não sabem e/ou não querem “reconhecer” a
doença celíaca.
Segundo a presidente da
Fenacelbra, Lucélia Costa, a meta da campanha é desmitificar
a doença celíaca, enfatizando a importância do diagnóstico
precoce, evidenciando que as pessoas celíacas podem viver
uma vida normal com uma dieta adequada e segura. “Queremos
levar dignidade e qualidade de vida aos que vivem na
invisibilidade. Quando se recebe o diagnóstico, ganha-se a
capacidade de auto-gerir a saúde”, assegura.
A campanha, que será
realizada de maio de 2013 a maio de 2014, terá o tema
“Doença Celíaca: se você não reconhecer, nós diremos o que
ela é”. O projeto de sensibilização nacional contará com
a mobilização das catorze Associações de Celíacos do Brasil,
as Acelbras, representadas nas cinco regiões do país. O
lançamento da campanha será no II Congresso Internacional de
Nutrição Especializada - COINE, que acontecerá nos dias 26 e
27 de abril no Rio de Janeiro.
Durante todo o período do
projeto, haverá um conjunto de ações estratégicas tendo como
base a conscientização através de folders, cartazes, faixas
e bottons que serão distribuídos em espaços públicos como
escolas, unidades de saúde, centros médicos, universidades,
supermercados, bares e restaurantes. A Fenacelbra também
colaborará com a imprensa, disponibilizando conteúdos
relevantes e colocando-se à disposição para entrevistas e
reportagens sobre o assunto. “Precisamos do apoio de todos
para promover o reconhecimento da doença celíaca e assim,
melhorar a qualidade de vida de tantas pessoas”, finaliza
Lucélia.
Você “reconhece” a doença
celíaca?
A doença celíaca é uma doença
autoimune caracterizada pela intolerância permanente ao
Glúten (proteína presente no trigo, centeio, aveia, cevada e
derivados, como o malte). Esta doença é amplamente conhecida
em muitos países, porém, no Brasil ainda há poucos
diagnósticos, pela falta de divulgação no campo da saúde,
que gera desconhecimento dos sintomas clínicos.
Pesquisas científicas apontam
a alta prevalência da doença celíaca entre os povos expostos
à alimentação que contenha glúten, como é o caso dos
brasileiros. Devido à falta de estudos de prevalência com
abrangência populacional no Brasil e considerando a etnia do
brasileiro, fator de risco importante para a patologia, a
aplicação de taxas internacionais torna-se pertinente para
mensuração do problema no país. Assim, projetando os
percentuais de prevalência sobre 1% da população mundial,
teremos um número estimado de 1 milhão de brasileiros com
doença celíaca em nosso país - e muitos ainda não sabem.
A doença celíaca não possui
tratamento clínico medicamentoso específico. A única forma
de intervenção é o controle rigoroso da ingestão alimentar,
com a exclusão do glúten da dieta. No entanto, esta
característica comumente exclui o celíaco do convívio social
devido à restrição alimentar.
Números sobre a doença
celíaca no Brasil e no mundo
• Afeta em torno de 2 milhões
de pessoas no Brasil, mas a maioria delas encontra-se sem
diagnóstico.
• Na Europa a prevalência
oscila entre 1:150 e 1:300.
• Os estudos amostrais
realizados em São Paulo, Ribeirão Preto e Brasília permitem
estimar a incidência da doença em 1:214, 1:273 e 1:681,
respectivamente. Esta constatação coloca o Brasil ao nível
da população européia - a mais afetada.
• A doença celíaca pode
aparecer em qualquer fase da vida, e atualmente, estima-se
que a cada 400 brasileiros um seja celíaco.
• De cada oito pessoas que
possuem a doença, apenas uma tem o diagnóstico.
• A doença celíaca é
cosmopolita e afeta pessoas de todas as classes sociais. No
Brasil a miscigenação vem rompendo a barreira etno-racial
sendo diagnosticada entre os afrodescendentes e os povos
indígenas.
A Dieta dos
nossos Ancestrais – O que é e como funciona?
Todas as pesquisas publicadas
sobre o assunto está em inglês. Mas um autor brasileiro, Caio
Augusto Feury lançou
um livro sobre essa abordagem nutricional com bases científicas
em português. O livro chama-se A
dieta dos nossos ancestrais.
Vejam a
sinopse do livro: Caio
Fleury leva
o leitor a uma fascinante jornada ao longo da evolução do ser
humano, comparando o estilo de vida, o tipo de alimentação e a
incrível saúde de nossos ancestrais com a alimentação e o estilo
de vida do ser humano moderno – marcado pelo sedentarismo, que,
associado a uma alimentação rica em carboidratos de alta carga
glicêmica, traz diversos danos à saúde.
Pela primeira vez no
Brasil, A
Dieta dos Nossos Ancestrais oferece
um programa comprovado cientificamente, que inclui o consumo de
uma variedade de alimentos com todos os nutrientes essenciais de
que precisamos para perder peso e alcançar uma saúde superior.
Se esse é o seu objetivo, A
Dieta dos Nossos Ancestrais é
ideal para você!
A DIETA DOS
NOSSOS ANCESTRAIS: de onde surgiu isso, afinal?
O livro A
Dieta Dos Nossos Ancestrais não
se baseia apenas em um plano alimentar, mas sim um conjunto de
práticas saudáveis baseadas no estilo de vida que nossos
ancestrais do período paleolítico levavam, seguindo a premissa
de que nossos genes foram moldados durante esta era dentro de
determinadas condições ambientais, como alimentação, exposição
ao sol, movimentação, etc, e por isso, estão mais adaptados a
viverem naquelas condições.
Embora o mundo tenha
mudado desde então, os nossos genes mudaram muito pouco, o que
nos leva a concluir que viveríamos melhor se vivêssemos dentro
de condições similares à do nosso passado nestes aspectos.
Quando esta
dieta foi criada?
Vários cientistas, antropólogos e médicos ao redor do mundo
simplesmente revelaram o que já existia – a dieta dos nossos
ancestrais caçadores-coletores. Embora não houvesse uma dieta
universal para os nossos ancestrais, existiam características
comuns à eles: eles não consumiam derivados do leite, eles
raramente ou nunca consumiam grãos como o trigo, aveia e cevada
eles não consumiam açúcar refinado – com exceção de mel, que era
disponível apenas sazonalmente – e obviamente, eles não
consumiam comida processada, produtos que compõe boa parte da
nossa dieta atual.
Tentando nos
aproximar dos os grupos alimentares (carne orgânica, frutos do
mar, vegetais frescos, frutas e nozes) que nossos ancestrais
consumiam com os alimentos disponíveis hoje nos supermercados
nós podemos melhorar muito nossa saúde.
Quem deve
seguir esta dieta e por quê?
A dieta não serve somente para perda de peso em si, mas sim uma
maneira de se alimentar para o resto da vida, melhorando todos
os aspectos da saúde e bem estar. Por isso pode e deve ser
seguida por qualquer pessoa.
Pessoas acima do
peso podem e vão perder peso com esta dieta, mas mais importante
do que isso, elas vão reduzir o risco de desenvolverem doenças
crônicas como hipertensão, colesterol alto, osteoporose, doenças
auto-imunes, males que fazer parte da nossa vida à medida que
vamos envelhecendo.
Quais são os
benefícios desta dieta?
Sendo bem direta: perda de peso (gordura), definição muscular
(aumento da massa magra), melhorias no sono, melhorias no humor,
aumento da sua claridade mental (nada de sonolência após as
refeições), maior ganho de energia durante o dia (você vai se
sentir disposto como nunca).
Você não precisa ter
força de vontade nesta dieta, pois não é necessário restringir
calorias. O número na balança não significa nada. Parece
milagre, mas não é! É apenas o resultado de uma alimentação
adequada para você, pois você está ingerindo o combustível que
os seus genes foram programados para receber.
Quais
alimentos fazem parte da dieta dos nossos ancestrais?
Segue uma lista bem básica do que você deve consumir:
➡À
vontade:
Verduras, carnes orgânicas, peixes,frutas, nozes, ovos sementes,
chás, coco, caldos feitos à partir de osso, abacate, berries
➡Com
moderação:
Chocolate amargo, vinho tinto, queijos, tubérculos
(mandioquinha, nhame, batata doce, batata*) e derivados do
leite**
➡Nunca:
Grãos (integrais ou refinados), óleos vegetais processados e
alimentos processados em geral.
Por que
esses alimentos devem ser consumidos com moderação? *
batata: a
batata comum possui um alto índice glicêmico, ou seja, quando a
consumimos, o carboidrato (açúcar) é liberado no sangue mais
rapidamente fazendo com que o seu corpo, em resposta, libere
mais insulina para regular os níveis de açúcar no seu sangue.
Como já sabemos, esse excesso de insulina no sangue é
prejudicial à saúde e engorda. O que determina se você deve
comer batata ou não é basicamente o seu metabolismo e como você
responde à insulina. No entanto, se você está tentando perder
peso, eu evitaria as batatas.
** derivados
do leite: não
são exatamente alimentos consumidos por nosssos ancestrais, pois
eles não o consumiam depois da infância. Mesmo assim, alguns
derivados como iogurte fornecem probióticos que ajudam a
digestão. Além disso, manteiga e creme de leite (cru) oferecem
grandes quantidades de gordura saudável. Em resumo, se você
tolera bem leite e seus derivados, estes podem ser consumidos
com moderação.
Eu preciso
tomar algum suplemento com esta dieta?
Não. No entanto, se você não consome peixe regularmente
(pricipalmente peixes de água fria, como salmão, atum e
sardinha) é interessante tomar um suplemento de óleo de peixe,
para melhorar seus níveis de ômega 3. Neste mesmo sentido, se
você não toma sol com frequência (cerca de 15 min por dia já é
suficiente), um suplemento de vitamina D também é aconselhável.
Por que essa
dieta funciona?
Porque ela é geneticamente compatível com você. Os humanos
modernos carregam uma cópia dos mesmos genes dos nossos
ancestrais de Cro-Magnon de mais de 28 mil anos atrás. Pelo
menos 70% dos europeus de hoje têm genes relacionados aos do
pequeno grupo de homens de Cro-Magnon que conseguiu sobreviver à
última era glacial. As origens das sete tribos de seres humanos
da Europa podem ser traçadas a sete homens que viveram entre 100
mil a.C. e 40 mil a.C.
Por que, então, esse
mesmo material genético, que antes expressava saúde, magreza e
músculos nos nossos ancestrais, hoje expressa obesidade e
doenças crônicas?
A resposta
certamente está no ambiente em que os genes se expressam, ou
seja, na nossa moderna sociedade abundante. O seu DNA é como uma
receita, mude os ingredientes e você mudará o resultado. Nossos
genes estão sujeitos aos sinais que enviamos à eles.
Com os sinais
errados, uma pessoa saudável fica doente, assim como uma pessoa
com peso normal fica obesa. Você só precisa identificar quais
sinais fazem os genes certos se expressarem de maneira saudável
e suprimir àqueles que podem estar destinados à acumular
gordura, comprometer o sistema imunológico ou aumentar o
processo inflamatório. E tudo isso você consegue com a dieta
dos nossos ancestrais.
O livro pode ser
encontrado em diversas livrarias como Livraria da Vila, Culturam
Martins Fontes, Livraria Curitiba, Travessa, etc. Pela internet
pelo "buscapé", "bom de faro", entre outros sites.
Nova vacina pode oferecer cura para intolerância ao glúten
Injeção
reprograma o sistema imune do corpo e impede que o organismo
reaja ao glúten e desencadeie ataques ao intestino
Cientistas de uma
empresa dos EUA criaram uma vacina capaz de permitir que
pacientes com doença celíaca comam alimentos com glúten sem
sofrer efeitos colaterais. A vacina, que recebeu o nome de
NexVax2, reprograma o sistema imune do corpo de modo que ele não
ataque o intestino em resposta ao glúten na dieta. As
informações são do jornal Daily Mail.
Pessoas que sofrem com doença celíaca, ou
intolerância ao glúten, não podem comer nada que contenha a
proteína, encontrada no trigo, cevada e centeio. Não existe
tratamento para a doença e os sofredores estão em maior risco de
infertilidade, osteoporose e câncer de intestino, se não
mantiverem uma dieta livre de glúten. A doença celíaca ocorre
porque as proteínas nocivas do glúten danificam as pequenas
projeções, chamadas vilosidades, que alinham o intestino delgado
e ajudam a estimular a digestão. Quando danificadas e
inflamadas, as vilosidades são incapazes de absorver os
alimentos corretamente, o que muitas vezes provoca diarreia e
desnutrição.
Carente de vitaminas e minerais da
dieta, os ossos começam a enfraquecer, aumentando o risco de
osteoporose. Estudos mostram que o risco de câncer de intestino
também é maior, possivelmente porque o corpo não consegue
absorver a fibra dietética que pode ajudar a proteger contra a
condição. A vacina experimental, que está prestes a entrar em
testes em humanos depois de ter sido avaliada com sucesso em
laboratório, poderia ser um grande avanço.
NexVax2 funciona reprogramando o sistema imune do
corpo de modo que ele não ataca o intestino em resposta ao
glúten na dieta.
Depois de identificarem 3 mil fragmentos
proteicos do glúten que causam danos ao organismo, os cientistas
reduziram esse número a três, que pareceram explicar quase todos
os casos da doença celíaca. A vacina contém esses pequenos
fragmentos de proteínas que são responsáveis pelo
desencadeamento exagerado do sistema imune durante o processo
digestivo. Como eles são muito pequenos, o sistema imunológico
não lança um ataque e, gradualmente, aprende a aceitar as
proteínas como inofensivas. Durante uma série de vacinas
subsequentes, a quantidade de proteínas introduzidas no corpo é
aumentada gradualmente. Isto permite que o sistema imunológico
habitue-se lentamente a níveis mais elevados de glúten de modo
que, quando ele é reintroduzido na dieta, não desencadeia um
ataque potencialmente devastador.
A empresa por trás da vacina, chamada
Immusant Inc, espera que ela permita que as pessoas com a doença
sejam capazes de comer pão como parte da dieta.
Mais uma
opção segura de Turismo para Celíacos no Brasil
MSC (esquerda para direita): Matheus (Barmem), Michele
(compradora no Brasil), Lucélia Costa - presidente da FENACELBRA
e Luca Astegiano - Operations Manager - no escritório da MSC em
SP.
Em 12 de setembro de 2012, a presidente da
FENACELBRA,
nutricionista Lucélia Costa, esteve na sede da
MSC CRUZEIROS,
companhia italiana de navios, para celebrar uma parceria. A
Empresa está trazendo mais um navio na sua frota e oferecendo
atendimento especial para celíacos (dieta sem glúten). Os
produtos utilizados e as bebidas servidas no cardápio gluten
free tem a chancela da Associação Italiana de Celíacos e agora
terão, em águas brasileiras, a chancela da Federação Nacional de
Associações de Celíacos do Brasil. Mais uma garantia de
segurança alimentar para os celíacos que estiverem a bordo dos
navios da MSC.
08/07/2012 17:52 - Atualizado em 08/07/2012 17:52
Praça do Papa é palco
de piquenique sem glúten
Pedro Rotterdan - Do Hoje
em Dia - Belo Horizonte
Frederico Haikal/Hoje em Dia
Portadores da doença compartilharam
experiências e alimentos sem glúten
Um piquenique na praça do Papa, no bairro
Mangabeiras, zona Sul da capital mineira, somente
com alimentos sem glúten, foi realizado neste
domingo (8). Essa foi a forma que um grupo de 20
pessoas portadoras da doença celíaca (resistência à
alimentos com a proteína) encontrou para chamar a
atenção para essa disfunção genética. Eles alertam
que muitas pessoas podem ter a doença sem saber.
Foi o caso da advogada Ana Cristina Drumond, que
chegou a pesar 33 quilos. “Não tive diarreia, que é
o principal motivo de desconfiança dos médicos. Fui
perdendo muita massa muscular e ficando irritada
demais. Perdi tanto peso, que meu pai chegou a
preparar a minha filha para o pior. Agora, com a
dieta sem glúten, estou bem e com muita disposição”,
ressalta.
A doença não tem cura e só pode ser controlada
seguindo uma dieta sem glúten. A proteína está
presente em alimentos que levam trigo, centeio,
cevada, aveia ou malte.
A presidente da Associação de Celíacos do Brasil
Seção Minas Gerais, Ângela Pereira Diniz, afirma que
existem muitas dificuldades para os celíacos.
“Alguns não são convidados para festas porque não
podem comer coisas do cardápio. Somente quem sofre
com o problema é que pensa em alimentos alternativos
para nossa dieta. Há pessoas que falam que temos
frescura para comer”, diz.
A intolerância ao glúten pode aparecer em
qualquer faixa etária e apresenta um conjunto de
sintomas específicos que facilita o diagnóstico
médico.
Congresso Internacional de
Nutrição Especializada e Expo sem glúten 2012
CBAN / FENACELBRA / ACELBRA-RJ
Dr José Cesar Junqueira fala no
Congresso de Nutrição Especilizada 2012
Reportagem sobre a Superação Infantil
na convivência com restrições alimentares
(abril/2012)
Doença Celíaca: você pode ter e não saber
(legendado)
Aquela Garota
(legendado)
2011
Por que a
doença celíaca é mal
entendida ?
pela Dra. Vikki Petersen |22/Nov/2011
Se você
tivera
doença celíaca,
você pode passar sua vida inteira sem SABER.Por
quê?
Vivemos
dentro de uma estrutura médica que coloca as pessoas em
caixas distintas, necessitando de MEDICAMENTOS específicos."Mrs
Jones, você tem diabetes - aqui está a sua prescrição de
medicamentos." "Sr. Smith, você tem colesterol alto -
aqui é a sua medicação".
Agora, talvez o Sr. Smith também tenha diabetes e, em
seguida ele se encontra usando mais de uma medicação.Muitos
adultos norte-americanos levam mais de 3-5 medicamentos de
prescrição diferentes a cada dia.
E onde é que a doença celíaca entra ?Fica
fora, porque não se encaixa em uma dessas caixas.
Por quê?
Não há medicamento para tratá-la.As
empresas farmacêuticas não têm interesse que os médicos
deste país sejam cada vez mais bem informados sobre a
doença celíaca.O
diagnóstico de DC não faz nada para ajudar a
aumento de seus lucros. Eles preferem que o médico faça o
diagnóstico da doença causada pela doença celíaca: as coisas
tais como diabetes, doença hepática, doenças da tireóide,
doenças do coração, desequilíbrio hormonal, como a
depressão, etc. A lista é longa e toca quase todos os
sistemas do corpo humano.
Recentemente no "Journal of the American Medical
Association" (outubro 2011), o Dr. Leffler da Faculdade
de Medicina de Harvard tentou fazer com que seus colegas
médicos conheçam os problemas associados com o glúten:
"Embora a doença celíaca seja muitas vezes considerada uma
doença tratável com leve e simples mudança na dieta, a
doença celíaca na realidade transmite riscos consideráveis,
incluindo a densidade mineral óssea reduzida, a qualidade de
vida comprometida, e aumento da mortalidade geral. "
É triste mas é verdade que os médicos neste país continuam a
considerar a doença celíaca um "distúrbio leve", porque seu
tratamento é uma mudança na dieta.Se
tivesse um protocolo de medicamento caro
associado a
ela , os médicos acreditam que a DC teria atenção muito mais
rápido.
[Nota: Devo admitir que ter um pouco de dificuldade com o
meu próprio tom neste post.Eu
não sou uma pessoa naturalmente cínica.Mas
às vezes eu fico frustrada com a "pouca atenção" que a
doença celíaca e a sensibilidade ao glúten recebem.]
Neste artigo de investigação particular, uma paciente que
apresentava anemia, descobriu
muitos anos depois, ter a doença celíaca.Anemia
é um efeito secundário comum da doença celíaca e da
sensibilidade ao glúten.Para
aqueles de nós que gastam uma grande parte do tempo na
pesquisa e atendimento, a anemia é uma "bandeira vermelha"
potencial
da intolerância ao glúten.Mas
esta mulher de meia-idade sofreu por um longo período de
tempo antes que sua doença celíaca fosse descoberta.
O que acontece quando a verdadeira causa é perdida é que o
paciente recebe "tratamento" para uma condição que está
sendo alimentada por outra coisa, neste caso o glúten.Portanto,
o tratamento não será bem sucedido, porque a causa raiz real
é perdida.
Muitas mulheres
intolerantes ao glúten
são cronicamente anêmicas.Elas
são orientadas a tomar ferro, o que provoca
constipação.Elas
fazem isso por um tempo e então decidem que a constipação
não vale a pena assim e resolvem parar o tratamento.Uma
vez que (se) a sua intolerância ao glúten é identificada, a
anemia resolve.Por
quê? Porque a causa real foi identificada.
Glúten pode criar
mais de 300 Doenças e Condições
Dr. Leffler escreve que apesar de ser uma das
doenças auto-imunes gastrointestinais
mais prevalentes, o diagnóstico da doença celíaca é
frequentemente atrasado ou completamente esquecido o pedido
dos exames de sangue, apesar de serem comumente disponíveis.Ele
afirma que: "os sinais e sintomas da doença celíaca não são
específicos e altamente heterogêneos, tornando o diagnóstico
difícil."
Isto é muito verdadeiro.A
lista de sintomas e condições associadas com intolerância ao
glúten tem mais de 300 ítens.Ao
ouvir isso você pode começar a desenvolver alguma afinidade
com o conceito de triagem.Se
quer saber quantas pessoas com sintomas associados com
intolerância ao glúten (inclusive de ambos: doença celíaca e
sensibilidade ao glúten) se beneficiariam de um melhor
estado de saúde se eles fossem rastreados ?
Alimento para o
pensamento ...
Os efeitos
secundários do glúten devem ser tratados
Dr. Leffler
conclui com a seguinte declaração: "o cuidado dos indivíduos
comdoença
celíacarequer
diagnóstico e tratamento multidisciplinar em curso".
Concordo plenamente.Devido
à capacidade do glúten de afetar a maioria dos sistemas do
corpo, após um diagnóstico, é
necessária
uma abordagem multidisciplinar para tratar
adequadamente os que sofrem.
Os efeitos secundários de glúten também não podem ser
ignorados.Seria
lindo se a remoção do glúten da dieta fosse verdadeiramente
o único tratamento necessário.Infelizmente
é só o começo.O
tratamento de efeitos secundários não envolve drogas ou
cirurgia e não precisa levar um longo tempo, mas deve ser
feito.
Cicatrização do intestino, erradicar quaisquer "infecções
ocultas", equilibrando os probióticos, normalizando o
equilíbrio hormonal, etc., tudo deve ser feito para
recuperar a saúde ideal.
Minha equipe e eu
estamos aqui para te ajudar
Se você quiser alguma ajuda nesta área, por favor não hesite
em contactar-me.Eu
criei uma equipe multidisciplinarda
clínica de destinoque
atende pacientes de todo o país e ao redor do mundo com
apenas esta finalidade.Atualmente,
falta diagnóstico para 95% das pessoas que sofrem de
doença celíaca e 98% provavelmente daqueles que sofrem de
sensibilidade ao glúten.
Essa fraqueza do nosso sistema de saúde está colocando em
risco vidas.Este
não é um exagero.Como
o Dr. Leffler declarou em seu texto,
a
intolerância ao glútennão
diagnosticada"aumenta
a mortalidade global".Glúten
pode matá-lo, pura e simplesmente.
Para a sua
saúde boa,
Dra Vikki Petersen, DC, CCN
Fundadora daHealthNOW
Medical Center
Co-autora de "O
Efeito Glúten"
Autora do eBook: "A intolerância ao glúten - O que você
não sabe pode estar matando você"
Um estudo inovador foi lançado recentemente pela Universidade de
Maryland School of Medicine Centro para Pesquisa Celíaca demonstra
que a sensibilidade ao glúten é uma condição médica distinta que
difere da doença celíaca. Alicia Woodward conversou com Dr. Alessio
Fasano, MD, investigador
principal do estudo. Um especialista de renome mundial sobre a
doença celíaca, Fasano é professor de pediatria, medicina e
fisiologia na Universidade de Maryland School of Medicine e diretor
do Centro de Pesquisa Celíaca.
LW - Graças à investigação de sua equipe, agora sabemos que a
sensibilidade ao glúten realmente existe. O que isso significa para
a comunidade sem glúten?
Dr. Fasano
- Na minha humilde opinião, é um grande negócio. . Primeiro, mudamos
sensibilidade ao glúten, também chamada de intolerância ao glúten, a
partir de uma condição a uma nebulosa entidade distinta e que é
muito diferente da doença celíaca. Sensibilidade ao glúten afeta
pessoas 6-7 vezes mais do que a doença celíaca de modo que o impacto
é tremendo. Em segundo lugar, agora entendemos que as reações ao
glúten estão em um espectro. O sistema imunológico responde ao
glúten de formas diferentes dependendo de quem você é e sua
predisposição genética. Terceiro, há uma grande confusão em termos
de reações ao glúten. Glúten e autismo, glúten e esquizofrenia, há
um link ou não? Estes debates estão a caminho de ser resolvidos. E o
quarto e mais importante, pela primeira vez, podemos aconselhar as
pessoas com teste negativo para a doença celíaca, mas que insistem
em que eles estão tendo uma reação negativa ao glúten que pode haver
alguma coisa lá, que não estão inventando, que não estão
hipocondríacos. Uma vez que é estabelecido que um paciente tem uma
reação ruim ao glúten, é importante determinar qual parte do
espectro que ele ou ela está antes de se envolver no tratamento, que
é a dieta isenta de glúten.
Você acredita que as pessoas podem se mover ao longo deste espectro?
Alguém poderia ser sensível ao glúten e desenvolver a doença
celíaca?
AF:
Não, eu não penso assim. As três condições principais : doença
celíaca, sensibilidade ao glúten e alergia tardia ao trigo são
baseados em mecanismos muito diferentes no sistema imunológico. Dado
esse fato, é difícil imaginar a possibilidade de que você poderia
saltar de um para o outro.
No entanto, muitos dos sintomas da sensibilidade ao glúten e doença
celíaca são as mesmas.
AF:
Isso mesmo. Enquanto não há uma distinção clara do lado imunológico,
não há sobreposição tremenda do lado clínico. Se você veio ao meu
consultório queixando-se de formigamento nos dedos ou depressão ou
dores de cabeça de comer glúten, estes sintomas (e muitos outros)
estão associados com doença celíaca. Se os testes forem negativos
para doença celíaca, estes mesmos sintomas poderiam apontar para a
sensibilidade ao glúten. Não há dúvida sobre isso.
Até 20 milhões de americanos podem ter sensibilidade ao glúten. Isso
é, além de 3 milhões que têm a doença celíaca e 400.000 para 600.000
com alergia ao trigo. Os seres humanos têm consumido trigo como um
"grampo" para gerações. O que está acontecendo?
AF:
Embora tenhamos comido trigo por milhares de anos, não somos
projetados para digerir o glúten. Somos capazes de digerir
completamente todas as proteínas que colocamos em nossas bocas, com
exceção de uma, e que é o glúten. O glúten é uma proteína estranha.
Não temos as enzimas para desmantelá-lo completamente, deixando
peptídeos não digeridos, que podem ser prejudiciais. O sistema
imunológico pode percebê-los como um inimigo e montar uma resposta
imune.
Parece que estamos vendo uma explosão de problemas de saúde
relacionados com o glúten.
AF:
Dois componentes estão se unindo para criar a tempestade perfeita.
Primeiro, os grãos que estamos comendo mudaram drasticamente. Na
época de nossos bisavós, trigo continha quantidades muito baixas de
glúten e era colhido uma vez por ano. Agora nós temos projetado os
nossos grãos para aumentar substancialmente a produtividade e conter
características, como maior elasticidade, que nós gostamos. Estamos
suscetíveis às conseqüências deste aumento de gluten nos grãos. Em
segundo lugar, e isso se aplica à prevalência da doença celíaca, que
aumentou quatro vezes nos últimos 40 anos, é a tendência ascendente
que estamos vendo em todas as doenças auto-imunes. Nós estamos
mudando o nosso ambiente mais rápido do que o nosso corpo pode se
adaptar a ele.
Você mencionou a ligação entre o glúten e condições como autismo e
esquizofrenia. Você pode elaborar?
AF:
Isso é muito controverso. Algumas pessoas acreditam que o glúten
indiscutivelmente tem um papel neste tipo de condições, enquanto
outros dizem que é falso. Mais provável a verdade está no meio.
Tenho dificuldade em acreditar que todas as crianças com autismo
melhoram em uma dieta livre de glúten. Ao mesmo tempo, tenho
dificuldade em acreditar que o glúten não tem absolutamente nada a
ver com esses comportamentos. Sabemos na clínica que as pessoas
podem ter problemas comportamentais devidos ao glúten, tais como
perda de memória de curto prazo, alterações de humor, depressão,
então você pode imaginar comportamentos esquizofrénicos e autistas.
Se é verdade, como acredito, que as doenças complexas, como o
autismo são os destinos finais, mas que você pode tomar caminhos
diferentes para chegar lá, eu tenho que acreditar que um dos
caminhos para um subgrupo de pacientes poderia, de fato, ser
sensibilidade ao glúten.
Existe um teste para a sensibilidade ao glúten?
AF:
Não. Até agora, a única maneira de determinar a sensibilidade ao
glúten é um diagnóstico de exclusão. O problema desaparece quando
você vai em uma dieta sem glúten e volta quando você adiciona o
glúten de volta em sua dieta.
O que aconselharia alguém que acredita que eles estão sensível ao
glúten, uma vez não há um teste conclusivo agora?
AF:
Não tente a dieta sem glúten antes de ver o seu médico. Você deve
excluir o diagnóstico de doença celíaca antes de começar a dieta. Se
a doença celíaca e alergia ao trigo e todas as outras causas de seus
sintomas foram excluídos, então e só então é que vale a pena fazer
um julgamento sem glúten.
Você recomenda que a maioria das pessoas a evitem o glúten, desde
que faça o teste para a doença celíaca em primeiro lugar?
AF:
Eu não iria a esse extremo porque a dieta sem glúten não é um
passeio no parque. A linha inferior é qualidade de vida. Se você
está sofrendo com os sintomas que tornam a sua vida miserável e você
investigou todas as possíveis causas, incluindo a doença celíaca, eu
não vejo nada de errado em ir com a dieta livre de glúten. Se você é
sensível ao glúten, você vai ver uma melhoria rápida na dieta, uma
questão de dias ou semanas no máximo. Não é semanas, meses ou anos,
como com doença celíaca.
Dito isto, na clínica nós cuidamos de atletas que estão saudáveis,
mas dizem que se sentem com muito mais energia e aumentaram a
resistência com uma dieta isenta de glúten. Novak Djokovic, o
tenista que é sensível ao glúten, afirma que sua resistência,
capacidade de concentração e de energia têm subido desde que foi sem
glúten.
Eu ouvi você dizer que a sensibilidade ao glúten ocupa o lugar onde
a doença celíaca estava há 30 anos atrás.
AF:
É déjà vu. Os pacientes, como de costume, foram visionários,
dizendo-nos que este material existia, mas os profissionais de saúde
estavam céticos. A confusão em torno de glúten sensibilidade testes,
biomarcadores é exatamente a mesma confusão que tivemos em torno de
doença celíaca, há 30 anos. Então, nós estamos começando tudo de
novo agora.
O que é que mais te surpreendeu sobre os estudos que você realizou?
AF:
Fiquei chocado ao saber que certas pessoas têm truques que lhes
permitam tolerar glúten para 60 ou 70 anos sem ficar doente e, de
repente, em seus 70 anos, eles desenvolvem a doença celíaca. Isto
significa que não é destino. Você e eu não nascemos para desenvolver
a doença celíaca. Isso é alucinante para mim. Então, eu estou
morrendo para saber que tipo de truques essas pessoas usam para
tolerar o glúten por tanto tempo. Se nós aprendermos os truques,
poderemos aplicá-los a todos em risco para a doença e colocá-los em
uma fase de tolerância para que eles nunca desenvolvam a doença. E
aqui está outra coisa, por que eles de repente, perderam esse
truque?Se soubéssemos, poderíamos usar esse conhecimento para evitar
outros problemas. A doença celíaca é um protótipo de outras
condições, como diabetes, esclerose múltipla, artrite reumatóide,
câncer, ataque cardíaco, acidente vascular cerebral. O mecanismo é
tudo a mesma coisa. Então, se podemos entender o que está
acontecendo com a doença celíaca, isso poderia levar a enormes
mudanças em medicina preventiva.
Para saber mais sobre o Centro de Pesquisa de Doenças Celíaca,
visite www.celiaccenter.org
.
16/09/2011 - 09:54
Vivenda do Camarão tem
opções de pratos para celíacos
Rede oferece três
pratos sem glúten para clientes com intolerância à proteína: Bobó de
Camarão, Paella Vivenda e Bacalhau à Moda Vivenda, além das
sobremesas Brigadeiro Mole com Castanhas e Brigadeiro Vivenda
A Vivenda do Camarão
– primeira rede de frutos do mar do país – oferece para os celíacos
– pessoas que têm intolerância ao glúten, proteína encontrada no
trigo, aveia, cevada, centeio e malte – três opções de pratos, além
de duas sobremesas do cardápio dos restaurantes. O Bobó de Camarão,
a Paella Vivenda; Bacalhau à Moda Vivenda, Brigadeiro Mole com
Castanhas, Brigadeiro Vivenda podem ser apreciados sem medo por essa
parcela da população, que muitas vezes se privam de fazer suas
refeições fora do lar devido à pequena oferta de opções encontradas.
No dia 27 de agosto,
um grupo com mais de 30 celíacos se encontrou no Shopping Botafogo
(RJ) para conhecer e saborear os pratos sem glúten da Vivenda do
Camarão. Organizado por meio de redes sociais como Orkut e Facebook,
a reunião contou com o apoio da Associação de Celíacos do RJ –
ACELBRA-RJ e do Grupo Viva Sem Glúten.
Segundo Rodrigo
Perri, diretor da Vivenda do Camarão, receber esse grupo em um dos
restaurantes da rede foi um importante reconhecimento para a
franqueadora. “Oferecer refeição de qualidade para essas pessoas é
uma enorme satisfação para nós, nossa meta é manter esses pratos em
nosso portfólio e intensificar nossa relação com esses
consumidores”, revela.
Vivenda do Camarão
-Há 27 anos no mercado, e desde 1997 no setor de franquias, a
Vivenda do Camarão soma hoje 130 lojas espalhadas por todo o
território nacional e duas lojas no exterior, uma no Paraguai e
outra na República Dominicana, que oferecem mais de 50 opções de
pratos e serve uma média de 700 mil refeições mensais.
[www.vivendadocamarao.com.br].
Doença celíaca mata 42.000 crianças por ano no mundo,
mas permanece desconhecida no Brasil
Ainda desconhecida pela grande
maioria da população – e, infelizmente, por parte da classe médica –
a doença se caracteriza pela intolerância ao glúten, uma proteína
presente
no trigo, na cevada e no centeio.
Aretha Yarak
Doença celíaca: o glúten, presente no
trigo, na cevada e no centeio, é responsável por desencadear a
patologia(Thinkstock)
A doença celíaca é como um iceberg. Na
pequena parte à vista estão pacientes que apresentam
sintomas severos, como vômitos e diarreias. Abaixo da
superfície está a maioria dos casos, de pacientes que passam
anos sem obter um diagnóstico da doença
O ano é 2005. A professora universitária Flávia Anastácio de Paula
lida com uma cena que virou rotina. Seu filho do meio, Emílio, então
com apenas dois anos, vomita sem parar durante horas. Abaixo do
peso, com constipação crônica, crises de hiperatividade, pneumonias
frequentes, dores fortes nas pernas e peso e estatura muito abaixo
do indicado, Emílio começou a adoecer quando tinha apenas seis meses
de vida. À época, Flávia deu início a uma via-crúcis: descobrir qual
era a doença do filho. No caminho, que durou quatro anos, passou por
mais de 15 médicos diferentes, dezenas de exames clínicos e
laboratoriais e internações hospitalares regulares. Em setembro de
2007, aos quatro anos, Emílio foi enfim diagnosticado: ele era
portador da doença celíaca.
Ainda desconhecida pela grande maioria da população – e,
infelizmente, por parte da classe médica – a doença se caracteriza
pela intolerância ao glúten, uma proteína presente no trigo, na
cevada, na aveia e no centeio. O primeiro levantamento global sobre
a doença, divulgado no final de julho, indica que ela cause a morte
de cerca
de 42.000 crianças todos
os anos no mundo. Em
entrevista ao site de VEJA, Peter Byass, epidemiologista coordenador
do estudo que reuniu o departamento de saúde pública e medicina
clínica da Universidade de Umea, na Suécia, e a Faculdade de Saúde
da Universidade de Witwatersrand, na África do Sul,avalia
que no Brasil 200 crianças morram anualmente em função desse mal.
Alguns estudos internacionais afirmam ainda que uma a cada 100
pessoas no mundo seja portadora da doença; outros, que mais da
metade dessas pessoas não sabem que estão doentes. No Brasil pouco
se sabe sobre a incidência da doença, já que faltam levantamentos
nacionais. Dados de uma pesquisa da Universidade Federal de São
Paulo, realizada em 2007, apontam que um a cada 214 brasileiros tem
a doença. Os dados existentes sobre doença celíaca, como se vê, são
poucos, dispersos e por vezes desatualizados.
A doença celíaca foi descoberta em 1888 pelo pediatra
britânico Samuel Gee, mas apenas no decorrer da década de 1940 o
glúten foi reconhecido como o vilão causador do transtorno. Durante
os períodos de escassez alimentar da guerra, o médico holandês
Willem Karel Dicke notou que a falta de pães e de produtos à base de
trigo reduziam o número de casos, e acabou relacionando a proteína à
doença. Dicke criaria, ainda no começo de 1950, a primeira dieta
livre de glúten para pacientes com doença celíaca – que permanece
sendo o único tratamento disponível até hoje. De lá para cá, alguns
passos importantes foram dados para o controle do problema, como a
definição dos sintomas (diarreia crônica, inchaço do abdome, anemia
e vômitos) e a indicação de um tratamento alimentar. Mas, mesmo que
seja um mal conhecido, estudado, com tratamento e exames para
diagnóstico estabelecidos, a doença celíaca persiste silenciosa e
subdiagnosticada em muitos pacientes.
Dificuldades –Casos
como o de Emílio são minoria, mas estão longe de se tratar de uma
exceção. Embora a intolerância ao glúten costume aparecer de maneira
mais amena na maioria dos casos, 20% dos celíacos têm sintomas
extremos, segundo Aytan Miranda Sipahi, coordenador do Laboratório
de Gastroenterologia Clínica e Experimental da USP. Os demais podem
ter apenas um dos sintomas, como enxaqueca, aftas e flatulência. Por
não serem tão severos ou alarmantes, acabam dificultando o
diagnóstico. Por isso, a doença celíaca é normalmente representada
como um iceberg. Na ponta (pequena parte à vista), estão pacientes
como Emílio, sua mãe e seus dois irmãos: pessoas que sofrem, e
muito, com a doença. Em todo o restante da enorme massa de gelo,
estariam pacientes como Raquel Benati.
A professora de artes, hoje com 48 anos, demorou duas décadas para
receber o diagnóstico da doença. "Os médicos não investigavam a
doença celíaca, porque só detectavam uma anemia. Eu até tinha crises
de diarreia eventuais, mas a constância maior era das prisões de
ventre", diz. Hoje, Raquel é vice-presidente do braço carioca da
Associação dos Celíacos do Brasil (Acelbra) e secretária da
Federação Nacional das Associações de Celíacos do Brasil
(Fenacelbra), que conta com cerca de 20.000 associados. Seu trabalho
nas instituições é orientar os celíacos e ajudar a conscientizar a
população. "Os médicos relutam em fazer o diagnóstico,
principalmente quando você não tem o quadro clássico. Conheço muita
gente que foi até o consultório especificamente pedir para fazer o
exame."
Diagnóstico e complicações –A
investigação para a conclusão do diagnóstico costuma seguir três
passos: histórico familiar da doença, exame de sangue e biópsia do
intestino delgado por endoscopia. Por ser genética, a doença pode
estar presente em um ou mais membros da mesma família. O teste
sorológico de sangue, por sua vez, visa detectar antígenos da
doença. Quando esse exame de sangue dá positivo, é feita a
endoscopia com biópsia do intestino, exame considerado definitivo
para um diagnóstico. Nessa fase se procura saber se as vilosidades
(dobras no intestino responsáveis por aumentar a absorção de
alimentos) da mucosa intestinal foram agredidas e atrofiadas – uma
característica da intolerância ao glúten. O histórico familiar
sozinho não basta para detectar a doença. Para saber com certeza, só
após o exame de sangue combinado com a biópsia.
Mesmo nos casos mais amenos da doença, a detecção é fundamental.
Isso porque as complicações podem levar a problemas graves, como
osteoporose, doenças autoimunes, linfoma e outros cânceres e
problemas na tireoide. "Há ainda casos em que a pessoa fica infértil
ou pode ter abortos repetidos", diz Vera. Isso ocorre porque a
exposição ao glúten faz com que o sistema imunológico trabalhe
sempre acima do seu limite, fazendo com que as células de defesa
proliferem. Essa hiperatividade pode acabar resultando em linfoma –
que é justamente uma proliferação exagerada das células de defesa. O
motivo disso acontecer ainda não é conhecido pela medicina.
Dieta complicada —De
acordo com Vera Lúcia Sdepanian, coordenadora do curso de
residência em gastroenterologia pediátrica da Unifesp, uma dieta
sem glúten só é indicada após o diagnóstico positivo, caso
contrário ela pode dificultar o processo de reconhecimento da
doença. "Quando se para de comer glúten, os antígenos deixam de
ser detectados no exame de sangue e as vilosidades do intestino
vão voltando ao normal depois de seis meses. Assim, nenhum exame
vai dar positivo para a doença, mesmo que a pessoa seja
intolerante."
A
rigor não existe problema em uma dieta sem glúten. A proteína
não é essencial na alimentação humana, de acordo com
nutricionistas. A única grande dificuldade é justamente a grande
restrição alimentar, uma vez que a maior parte dos alimentos
industrializados contém o ingrediente. "Não é fácil fazer uma
dieta sem glúten", diz John Cangemi, gastroenterologista
especialista na doença da Clínica Mayo, nos Estados Unidos.
"Trigo, cevada e centeio são componentes de muitos tipos de
alimentos, além de fazer parte de alguns medicamentos, doces e
outros produtos. A pessoa pode, simplesmente, não se dar conta
da presença deles."
Vários outros alimentos além dos pães contêm a proteína, como
cerveja, queijos fundidos, patês enlatados, embutidos, maionese,
catchup e alguns temperos industrializados. O chocolate em
teoria não tem glúten, mas como é feito na mesma esteira das
bolachas – e corre risco de contaminação – é vendido com o selocontém
glúten. "O paciente terá de conviver com muitas limitações
alimentares, mas uma boa orientação nutricional pode tornar sua
vida mais simples", afirma André Zonetti de Arruda Leite, médico
assistente da disciplina de gastroenterologia clínica do
departamento de gastroenterologia da FMUSP.
Em comemoração ao Dia Internacional dos Celíacos celebrado no dia 15
de Maio, o Portal Meu Nutricionista entrevistou Raquel Candido
Benati, uma das fundadoras e atual Vice-Presidente da Associação de
Celíacos do Brasil – Regional Rio de Janeiro (ACELBRA – RJ), que nos
contou um pouco sobre a Doença Celíaca e a importância do
conhecimento das pessoas e empresas sobre a alimentação isenta de
glúten para o bem dos celíacos.
PMN: Raquel, conte-nos um pouco sobre a sua trajetória de
vida. Raquel:Olá,
em primeiro lugar quero agradecer a oportunidade do Portal em falar
um pouco sobre a Doença Celíaca (DC). Eu tenho 48 anos, estudei
Musicoterapia e Educação Artística, sou Professora de Artes da Rede
Pública de Angra dos Reis - RJ, onde resido atualmente, mas sou
mineira de Visconde do Rio Branco.
PMN: Quando começou a sua ligação com a doença celíaca? Raquel:Na
família somos quatro irmãs celíacas e uma de minhas filhas também é
celíaca. A segunda apresenta predisposição genética, mas ainda não
desenvolveu a DC.
Meu diagnóstico foi feito em dezembro de 1994, depois de mais de 20
anos de sintomatologia e pesquisas médicas sem resultados. Sou uma
das fundadoras da ACELBRA-RJ e responsável pelos siteswww.riosemgluten.come www.doencaceliaca.com.bre
desde 2006 atuo também como Secretária Geral da Federação Nacional
de Celíacos do Brasil (FENACELBRA).
PMN: Qual o panorama atual da Doença Celíaca no Brasil? Raquel:No
Brasil a Doença Celíaca ainda é desconhecida pela maioria da
população e também pelos profissionais de saúde. Embora o
Ministério da Saúde tenha publicado desde 2009 o Protocolo Clínico
de Diretrizes Terapêuticas da DC, facilitando assim o diagnóstico e
tratamento, os Governos Estaduais e Municipais continuam sem atender
corretamente a pessoa com suspeita de doença celíaca. Para se ter
uma ideia, menos de 60 municípios no Brasil hoje fazem exames de
sangue pelo SUS, para investigação de DC (dados disponíveis no site
do DATASUS ).
Não existem dados oficiais sobre o número de pessoas celíacas já
diagnosticadas no Brasil e nem pesquisas que envolvam toda a
população para saber a prevalência da doença celíaca no país. Dados
internacionais apontam que 1% da população mundial tem DC - assim
estimamos que mais de 1 milhão de brasileiros são celíacos e não
sabem.
A legislação brasileira que protege os direitos do cidadão celíacos
é boa: desde 1992 os produtos alimentícios brasileiros trazem no
rótulo a informação se contém glúten (e desde 2003 trazem também a
informação quando não contém glúten ), mas a questão do diagnóstico
ainda é o maior problema que enfrentamos.
PMN: Quais as maiores dificuldades atuais para os celíacos
em relação à alimentação? Raquel:O
preço dos produtos sem glúten; a falta de definição da ANVISA sobre
os laboratórios autorizados a fazerem testes de presença de glúten
nos alimentos; a contaminação cruzada por glúten nos locais de
fabricação de alimentos; o desconhecimento por parte dos donos de
hotéis, restaurantes, lanchonetes sobre o que é glúten e falta de
alimentos sem glúten seguros a serem servidos nesses locais.
PMN: Como você considera o atual mercado brasileiro de
produtos sem glúten, em comparação com a Europa, em especial
Portugal, que tem uma grande quantidade de ofertas? Raquel:A
oferta maior de produtos sem glúten só acontece nos grandes centros
aqui no Brasil. No interior não encontramos com facilidade pães,
bolos, massas e biscoitos sem glúten.
PMN: Quais as últimas realizações das Associações de Celíacos em
todo o Brasil e o que os intolerantes ao glúten ainda precisam
conquistar? Raquel:Ano
passado conseguimos aprovar na discussão sobre a Política Nacional
de Alimentação e Nutrição - PNAN , um documento pela adoção de uma
Política Nacional de Atenção Integral às Pessoas com Doença Celíaca.
Na quarta-feira (11/05/2011) a presidente da FENACELBRA ( Federação
Nacional das Associações de Celíacos do Brasil ), Nutricionista
Lucélia Costa, junto com Nildes Oliveira, representante da
FENACELBRA no Conselho Nacional de Saúde, tiveram uma audiência com
o Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, para apresentar esse
documento e pedir pela implementação de uma série de políticas que
atendam aos celíacos.
Esse ano teremos Conferências Nacionais de Saúde e de Segurança
Alimentar, onde pretendemos participar e avançar na construção de
políticas públicas que venham a atender as pessoas com necessidades
alimentares especiais.
PMN: Como uma pessoa que não é da área da saúde pode
contribuir com a causa dos celíacos? Raquel:Divulgando
a doença celíaca nos diversos espaços (virtuais ou não) em que atua
e compreendendo que as restrições alimentares não são um capricho
das pessoas e sim uma questão de manutenção da saúde e da vida.
PMN: Deixe uma mensagem de motivação, alerta ou orientação
geral a todos os internautas. Raquel:A
Doença Celíaca não tem cara, peso, cor ou idade. Se você já se
informou sobre o que é, sobre os sintomas e acredita que possa ter,
procure profissionais de saúde e investigue. Se algum desses
profissionais te disser que você não é celíaco apenas ao te olhar no
consultório ou na emergência de algum Pronto Socorro, pelas suas
características físicas ou falta dos sintomas clássicos, insista em
fazer os exames. Conheço uma pessoa celíaca que o médico jurou que
cortava a mão se ela fosse celíaca - então, se você estiver andando
por São Paulo e encontrar um médico sem uma das mãos, tenha certeza
de que é este!!!
Fonte: Redação Portal Meu Nutricionista -
http://www.meunutricionista.com.br/noticias.exibir.php?id=506
Nutr. Flávio Viaboni
REVISTA PROJETOS ESCOLARES
ENTREVISTA COM FLAVIA ANASTÁCIO DE
PAULA
MAIO DE 2011
Além de a doença ser pouco conhecida da população em geral, não há
muitas estatísticas detalhadas sobre a quantidade de pessoas
celíacas no Brasil ou mesmo o mundo. Segundo a Organização Mundial
de Saúde, a doença celíaca afeta 1 em cada 300 a 3000 indivíduos,
dependendo da região observada. No Brasil, uma pesquisa realizada
com doadores de sangue constatou que uma em cada 214 pessoas a
apresenta. Na escola, a criança celíaca precisa de atenção especial
no que se refere à sua alimentação, pois a ingestão de glúten pode
causar desconfortos físicos e possíveis danos à saúde dos pequenos.
Também é preciso muito cuidado para que essa criança – que não pode
comer boa parte dos alimentos mais comuns – não se sinta excluída na
hora do lanche, na comemoração de aniversários, em passeios e outras
ocasiões que envolvam lanches ou refeições. Como a escola pode
auxiliar nessa questão? Para desvendar mitos e colocar o assunto em
debate, a Projetos Escolares conversou com a pedagoga Flávia
Anastácio de Paula sobre o assunto. Ela é celíaca, mãe de três
celíacos
e foi professora da rede municipal por 10 anos. Formada em Pedagogia
pela Universidade Federal de Minas Gerais, Psicopedagogia pela
Universidade Estadual de Minas Gerais e doutora em Educação pela
Universidade de Campinas. Flávia é professora e trabalha nas turmas
de Educação Infantil e Alfabetização.
Projetos
Escolares–O
que é a doença celíaca?
Flávia
Anastácio de Paula–
A doença celíaca é uma doença autoimune. Na verdade, a única doença
autoimune da qual conhecemos efetivamente o gatilho: o glúten.
Existe uma produção de anticorpos que é desencadeada pela presença
do glúten e esses anticorpos destroem ou inflamam as células
intestinais, dificultando a absorção de uma série de nutrientes. O
intestino inflamado, “machucado”, dificulta o organismo a absorver
nutrientes, vitaminas, minerais e água dos alimentos. Essa
inflamação pode ter sintomas no aparelho digestório, em outros
órgãos (neurológicos, respiratórios, pele, fígado e outros) ou não
ter sintoma aparente. A Doença Celíaca não é transmissível de uma
pessoa para outra. Trata-se de uma intolerância permanente ao glúten
em pessoas cuja predisposição genética é herdada dos pais
biológicos. Os pais podem ser assintomáticos. Nascemos com uma
potência genética para desenvolvê-la ou não e vai depender dos
fatores ambientais e alimentares.
P.E. – O que é
o glúten e como é o tratamento?
F. P. –O
único tratamento é a eliminação do contato com o glúten fazendo uma
alimentação por toda a vida sem glúten. O glúten é uma denominação
internacional para a principal proteína presente nos cereais
produzidos no inverno: trigo, aveia, centeio, cevada e nos seus
subprodutos como: malte, gérmen de trigo, gérmen e farelo de aveia.
O glúten é uma substância tecnológica muito utilizada nos nossos
alimentos porque dá a liga, a elasticidade à massa, e acrescenta
volume a muitos produtos. Para a maioria das
pessoas, é uma fonte importante de proteína. Já para as pessoas
intolerantes e sensíveis, um perigo.
P.E. – Por que
o glúten contamina alimentos com tanta facilidade?
F. P. –Segundo
o IBGE, dos cinquenta produtos mais consumidos no Brasil, dez são de
glúten. No entanto, não é apenas esse o cuidado. Na nossa cultura
atual, o trigo é uma figura presente em todas as casas, restaurantes
e cantinas. A farinha de trigo espalha-se com muita facilidade pelo
ar, pelos equipamentos e dentro dos lugares de armazenagem de
alimentos. Assim, quando um alimento que originalmente não tem
glúten, por exemplo a mandioca, encosta em algo que contém trigo, é
contaminado. Além disso, uma grande parte dos temperos em pó podem
ter sido acrescidos de trigo. Outra forma de contaminação importante
é o compartilhar de utensílios e equipamentos usados para
preparar os alimentos com glúten e os de uma pessoa celíaca. Não
contém glúten
Macarronada, lasanha, pães, sanduíches, bolos e biscoitos são alguns
dos alimentos que os celíacos devem evitar ou tcom os quais devem
ter cuidado. Você já notou que as embalagens de alimentos
industrializados recebem a indicação destacada informando a presença
ou não de glúten? É uma determinação do Governo Federal, que
pretende ajudar e proteger as pessoas portadoras da Doença Celíaca
(DC). Os celíacos têm intolerância a uma proteína presente em
diversos alimentos – especialmente os farináceos –, o glúten.
P.E.–O
que acontece com um celíaco que consome glúten ou alimentos
contaminados pela proteína?
F. P.–
Uma simples migalha de pão contém milhares de vezes a quantidade de
glúten que um celíaco pode tolerar. A pessoa celíaca, em contato com
o glúten, tem uma reação
autoimune. Cada celíaco pode ter sintomas diferentes: há pessoas que
não têm sintomas aparentes e, mesmo assim, o intestino está sendo
agredido pelos anticorpos.É importante lembrar que cozinhar ou assar
não destrói a proteína do glúten. Os sintomas mais comuns são:
irritabilidade, diarreia crônica, vômitos, dor abdominal,
constipação crônica, desnutrição com déficit de crescimento, baixa
estatura, anemia ferropriva não curável, emagrecimento e falta de
apetite, distensão abdominal, osteoporose, mancha nos dentes,
esterilidade, abortos de repetição, doenças neurológicas, depressão.
P.E.–
Quais são os alimentos seguros?
F. P.–
Os alimentos industrializados seguros são aqueles que trazem a
inscrição NÃO CONTÉM GLÚTEN, que segundo a lei 10.674, de 16 de maio
de 2003, deve vir em caixa
alta e em negrito. Com os alimentos que naturalmente não contém
glúten (todas as frutas, verduras, legumes, carnes, peixes, aves,
ovos, feijão, lentilha, ervilha, arroz, soja, milho, mandioca,
batatas, raízes, amendoim, nozes, amêndoas, farinhas de arroz,
mandioca, soja, gelatina, derivados de leite, fécula de batata,
polvilho, amido de milho, quinoa, amaranto e farinha de arroz)
precisamos tomar os cuidados de manipulação, preparo e armazenagem.
P.E.–A
criança celíaca pode ir à escola normalmente, fazer Educação Física
e demais atividades com os colegas?
F. P.–
Sim, ela deve e tem o direito de ir à escola como as demais. A
família deve informar à escola que a criança é celíaca e apresentar
o laudo médico.
P.E.–
É importante a escola acompanhar a alimentação desse aluno? Por quê?
Essa criança precisa comer separada das outras?
F. P.–
Atualmente, temos inúmeras crianças com necessidades alimentares
especiais: alérgicas à proteína do leite, com outras alergias
alimentares, intolerantes à lactose, fenilcetonúricas, diabéticas,
hipertensas, obesas, etc. É importante a escola acompanhar a todas,
pois todas têm direito à vida e o Direito Humano à Alimentação
Adequada. Tanto as crianças celíacas, como as demais crianças com
necessidades alimentares especiais, precisam ser cuidadas. A
alimentação é uma faceta do cuidar na escola e na Educação Infantil,
e um momento de interação social. Precisamos compreender que
exclusão alimentar não deve virar exclusão social. Crianças celíacas
devem comer no mesmo espaço e tempo que os amigos, mas seu alimento
precisa ser sem glúten.
P.E. – Existem
materiais escolares passíveis de contaminação com glúten?
F. P.–
Além do alimento, outros produtos escolares podem ter glúten,
especialmente massinhas de modelar e cola. Elas devem ser
substituídas por massinhas de modelar sem glúten e cola sem glúten.
P.E.–
É necessário adequar a alimentação escolar para uma dieta sem
glúten?
F. P.–
O glúten não é uma proteína essencial para a nutrição. Sua maior
vantagem é que ela é uma proteína vegetal barata. Além disso, no
nosso país esse alimento teve sua expansão no século 20. A
alimentação histórica do Brasil e das Américas era sem glúten e sem
trigo. Comer sem glúten e sem trigo não prejudica o desenvolvimento
físico e intelectual das crianças. Na escola privada, não há
obrigatoriedade de oferecer alimentação, assim geralmente a criança
celíaca leva o lanche sem glúten de casa.
Se a escola é pública, deve oferecer alimentação escolar adequada a
todos, inclusive para as crianças com necessidades alimentares
especiais. Para a criança celíaca também. A forma de fazer isto nas
escolas públicas é variada. No estado de Santa Catarina, a escola
estadual que tem uma criança celíaca passa a oferecer para todos os
alunos daquela escola alimentos sem glúten. Visando a inclusão, a
execução de
projetos escolares que prestigiem a nossa cultura tradicional
culinária e a diminuição de custos para evitar a contaminação de
alimentos e equipamentos. Em muitos municípios do Brasil, as
instituições fazem tanto alimentos com glúten e sem glúten e nesse
caso diretores, professores e merendeiras precisam ser treinados por
nutricionistas para evitar a contaminação cruzada. Em municípios ou
estados com alimentação centralizada ou até terceirizada, o setor de
compras deve comprar alimentos adequados aos celíacos e às demais
crianças com necessidades alimentares especiais.
P.E.–O
que a escola pode fazer para evitar que essa criança se sinta
isolada? Quais estratégias podem ser adotadas pela escola para
facilitar a vida do aluno celíaco (por exemplo: orientação
nutricional, palestras para os professores, etc)?
F. P. –Em
primeiro lugar, a escola precisa se informar e estudar. Tanto os
profissionais como as crianças. É um trabalho de acolhimento e
inclusão. A criança precisa sentir-se segura e respeitada. Para as
demais crianças, cabe aos profissionais orientá-las. Com crianças
pequeninas explicações simples funcionam bem: “Ela tem dor de
barriga, precisa de comida especial e não pode trocar lanches”. Para
os maiores e conscientes de suas diferenças, inicialmente a
professora pode ajudá-los a preparar uma apresentação sobre sua
“alergia”. A escola já pensa que a alimentação é um ato educativo,
logo, pode adequar seus projetos pedagógicos. Por exemplo, quando se
tem projeto de culinária, pode-se escolher receitas que não tenham
glúten. Fazer um resgate da alimentação tradicional daquela região
ou de outras regiões do país. É essencial pensar que as crianças
celíacas precisam receber prêmios ou lembrancinhas sem glúten., Que
ao fazermos festas, se não pudermos ter todos os pratos sem glúten e
sem contaminação, pelo menos termos alguns. Planejarmos que
excursões e passeios são momentos oportunos para que todas as
crianças compartilhem um alimento diferente e sem glúten. Se isso
não for possível, avisar à família com antecedência sobre um evento
fora da escola é essencial, para que todos consigam e organizar.
Crianças celíacas, por questão de sobrevivência, aprendem a ler
rótulos rapidamente para identificar as expressões “CONTÉM GLÚTEN” e
“NÃO CONTÉM GLÚTEN”. Se o trabalho pedagógico está sendo bem feito,
logo as demais crianças ficarão atentas a este detalhe.
P.E. – Como
educadora, celíaca e mãe, quais os maiores obstáculos que você já
enfrentou no que diz respeito ao relacionamento com a escola?
F. P. –O
maior obstáculo é sempre a falta de informação. Às vezes, como
profissionais, passamos muitas horas nas escolas e, sendo celíacos,
não temos o que comer. Como mãe de celíacos, fazer uma abordagem
positiva junto aos profissionais tem surtido bons frutos. Os meus
maiores obstáculos são em relação ao sistema: Como nos tornar
visíveis? Quantos somos? Como garantir alimento sem glúten para
celíacos quando na licitação isso não foi previsto? Como melhorar o
diagnóstico e o pós-diagnóstico? Como ter representatividade nos
conselhos? Como assegurar alimento adequado a
quem não pode adquirí-lo?
REVISTA
PROJETOS ESCOLARES
ENTREVISTA COM
FLAVIA ANASTÁCIO DE PAULA
MAIO DE 2011
Doença celíaca mata 42.000 crianças todo ano no
mundo
África e Ásia são regiões que mais sofrem com
desinformação sobre patologia
Doença celíaca: o glúten, presente no
trigo, na cevada e no centeio, é responsável
por desencadear a patologia (Thinkstock)
De acordo com a primeira estimativa global da
doença celíaca, a patologia é responsável pela
morte de cerca de 42.000 crianças todos os anos
– a maioria na África e na Ásia. O levantamento
foi feito por pesquisadores da Universidade de
Umea, na Suécia, e da Universidade de
Witwatersrand, na África do Sul - e publicado no
periódico científico PloS One.
A doença celíaca é um problema que afeta o
intestino, prejudicando a absorção de
nutrientes, vitaminas, sais minerais e águas. A
patologia pode ser desencadeada pelo glúten, uma
proteína presente no trigo, no centeio e na
cevada. Entre os principais sintomas estão
diarreia, distensão abdominal por gases,
cólicas, fraqueza geral, alterações na pele e
anemia.
Segundo a pesquisa, havia em 2010 cerca de 2,2
milhões de crianças menores de cinco anos de
idade vivendo com a doença celíaca. Entre essas
crianças, poderia haver 42.000 mortes
relacionadas à doença todos os anos. Em 2008, as
mortes relacionadas à patologia, provavelmente,
foram responsáveis por aproximadamente 4% de
toda a mortalidade infantil por diarreia.
Preocupação - O problema já
preocupa especialistas desde o começo do século
passado. Na década de 1930, por exemplo, antes
de se descobrir que dietas livres de glúten
ajudavam a gerenciar a doença, o Hospital Great
Ormond Street, em Londres, notificava uma
mortalidade muito elevada entre crianças com a
doença.
Para o professor Peter Byass, coordenador do
estudo, a doença celíaca pode não ser uma das
principais causas de morte no mundo, mas é uma
das que podem ser evitadas. “É preciso muito
mais conscientização nas áreas pobres do mundo.
Suplementos alimentares com glúten, por exemplo,
podem prejudicar crianças subnutridas que sofrem
com a doença”, diz.
A pesquisa da equipe foi baseada em diversas
estimativas e suposições, uma vez que há uma
enorme lacuna de dados globais confiáveis sobre
o assunto. Essas limitações estão discutidas na
pesquisa. Os autores esperam que, com uma maior
conscientização sobre as consequências da
intolerância do glúten, seja possível fazer o
levantamento de dados mais seguros e salvar mais
vidas no futuro.
da dieta sem glúten, no
Programa Estudio I (Globo News) - junho de 2011
ACELBRA-CE conquista Gôndolas sem
Glúten nos supermercados
Como foi anunciado, no último sábado, dia 25/06 aconteceu a
inauguração da 1º gôndola sem glúten no supermercado Supor O Povo. A
empresaEstar
Bem
organizou o evento e montou a gôndola. Foi um sucesso! Muitas
pessoas compareceram para conhecer a gôndola. Moradores do Bairro
José Walter e adjacências estiveram presentes e demonstraram
satisfação em saber que agora podem comprar os produtos sem glúten
neste supermercado, numa gôndola específica.Outras
gôndolas serão inauguradas nos diversos supermercados de Fortaleza.
Em breve, todos os supermecados do Estado estarão se adequando ao
acordo firmado com a ACESU (Associação Cearense de Supermercados),
junto a Procuradoria Geral de Justiça e a ACELBRA-CE, em que houve o
comprometimento da criação das gôndolas sem glúten e da oferta de
alimentos adequados às necessidades do portador de Doença Celíaca.
Já se foi o tempo em que quem sofria de limitação na dieta tinha que
passar longe dos restaurantes mais atraentes. Conscientes do público
especial, mas exigente, que não pode ingerir desde glúten a lactose,
passando por alérgicos a corantes e diabéticos, estes
estabelecimentos estão investindo em cardápios e até alterações na
logística da cozinha, onde pode haver contaminação de glúten.
No Giusto (21-3874-0244), no Jardim Botânico, são
disponibilizados molhos sem glúten, como o sugo, o caponata, o
genovês e o bolonhesa — armazenados e preparados sem risco de
contaminação com outros preparos que contenham o componente. Outra
opção para os celíacos é o fusili, feito com farinha de arroz.
— É tudo manipulado em horários diferentes, para que o cliente com
intolerância não precise se preocupar, pois geralmente, este tipo de
público nem entra em casa de massas — diz João Camargo, um dos
sócios.
No recém-aberto Gávea Garden Bistrô (21-2512-3366), a médica
homeopata Leticia Mariani preza por receitas naturais, sem corantes
artificiais, realçadores de sabores ou adoçantes artificiais. Além
disso, o próprio cardápio aponta as opções sem glúten nem lactose.
— Para a pessoa ficar saudável, ela deve retirar da alimentação o
que causa a alergia. Aqui no bistrô, o celíaco ou intolerante a
lactose ou mesmo o consumidor que quer remover esses itens da dieta
pode comer uma bruschetta ou um sanduíche sem preocupações — afirma
Leticia, ex-sócia do Universo Orgânico, que segue a linha de
alimentação viva e também oferece pratos para quem tem restrição.
Na sobremesa, nada pode torturar mais o intolerante à lactose ou
diabético que um bom e aveludado sorvete. Na Vero
(21-3497-8754), em Ipanema, o sócio Andrea Panzacchi e a sorveteira
Claudia Reggiani produzem sorbets, sem adição de leite, usando
apenas a fruta, água e açúcar ou agave azul orgânico, no caso da
linha diet. Por causa disso, são a opção certa para celíacos,
intolerantes a lactose, corantes e até mesmo para os diabéticos (o
agave possui valor glicêmico de 17, e leva a denominação light). E
nessa leva cheia de saúde estão sabores como o chocolate 72%, que
não deve nada ao com adição de leite.
— Também não usamos gordura vegetal adicionada. O foco é o sorvete
natural, usando os melhores ingredientes — ressalta Andrea.
Na Mil Frutas (21-2511-2550), com casas em vários pontos da
Zona Sul, o cuidado se repete: não há adição de corante, conservante
ou gordura hidrogenada.
Quando o assunto é chocolate, a Kaebisch Schokoladen
(21-2239-6545), na Gávea, tem praticamente todos os produtos sem
glúten. Um dos destaques da casa é a Torta de chocolate amargo,
feita com farinha de amêndoas que substitui a farinha de trigo, um
dos principais alimentos que contêm glúten.
contra
supermercados e padarias em Campo Grande (MS)
Edição 1534 - 01
de Maio de 2011
A
Associação dos Aposentados, Pensionistas e
Idosos de Campo Grande e do Estado de Mato
Grosso do Sul, propôs ações coletivas de consumo
contra quatorze supermercados e padarias em
Campo Grande, conseguindo em todas elas
liminares para fazer constar nos rótulos e
embalagens dos produtos alimentícios fabricados
a informação: CONTÉM GLÚTEN ou NÃO CONTÉM
GLÚTEN.
O
glúten é uma proteína presente em alguns
cereais, principalmente no trigo e as pessoas
portadoras da doença celíaca são intolerantes a
tal proteína. Se ingerida por estas pessoas, o
glúten causará reações diversas podendo até
mesmo levá-las à morte.
Pela
importância de se informar se na composição do
produto alimentício contém glúten ou não, o
legislador criou a Lei 10.674 de 16 de maio de
2003, onde obriga que todos os produtos
alimentícios tragam em suas embalagens ou
rótulos a informação: CONTÉM GLÚTEN ou NÃO
CONTÉM GLÚTEN, conforme a composição de cada
produto.
Diante do descumprimento da referida Lei e,
conseqüentemente do risco que vinha sendo
exposto os celíacos pela falta da informação, a
Associação dos Aposentados, Pensionistas e
Idosos de Campo Grande e do Estado de Mato
Grosso do Sul propôs as ações cabíveis, sendo
imediatamente concedida as liminares para que
fosse cumprida a Lei no prazo de 30 dias,
determinando que as empresas Rés regularizarem
as embalagens dos produtos fabricados e
vendidos.
O
juiz da vara de direitos coletivos de Campo
Grande, Amaury da Silva Kuklinski, demonstrando
conhecimento sobre o assunto, assim se
expressou: “Esclareça-se que a ingestão da
proteína glúten é prejudicial aos doentes
celíacos, de forma que tal fato mereceu uma
maior preocupação do legislador ao proteger
referida classe dos consumidores, estabelecendo
a obrigatoriedade da advertência da presença da
substância nos alimentos”. “Portanto,
manifestamente caracterizada a relevância do
fundamento da demanda.”
Depois das motivações decidiu: “Diante do
exposto, presentes os requisitos ensejadores da
concessão da antecipação dos efeitos da tutela,
DEFIRO O PEDIDO DE CONCESSÃO DE LIMINAR para
determinar à requerida que, no prazo de 30
(trinta) dias, a contar da sua intimação,
inclua, no rótulo, embalagens e publicidade dos
produtos por ela fabricados, bem como substitua
nas existentes, a expressão CONTÉM GLÚTEN ou NÃO
CONTÉM GLÚTEN, conforme o caso, na sua
composição”.
Para
o presidente da Associação, Waldir de Miranda
Osório, “Essa vitória é muito importante, pois
trará mais segurança aos portadores da doença
celíaca;, ressalta ainda o presidente que “os
celíacos do Estado de Mato Grosso do Sul devem
se unir para que assim tenham mais forças, sendo
que nossa Associação está de portas abertas para
receber todos os celíacos deste Estado, para que
juntos possamos alcançar mais benefícios”.
Um
dos Advogados da Associação, Norberto Noel
Previdente, esclarece que “algumas empresas
recorreram da decisão, mas o Tribunal de Justiça
manteve a liminar concedida”; ainda, informa o
advogado, que existem outras ações propostas mas
que ainda não foram julgados.
Embalado
pelo crescimento do mercado da alimentação saudável, o comércio e a
produção de alimentos sem glúten estão se tornando opção de negócio.
Um exemplo
da atenção que o nicho está adquirindo é a realização da segunda
edição do Glúten Free São Paulo, evento direcionado a
nutricionistas, profissionais da saúde e público em geral, que conta
com a participação de mais de 15 empresas que atuam no setor. Neste
ano, na primeira etapa do evento (realizada no dia 02 de abril),
houve um crescimento de 250% no número de inscritos em relação à
primeira edição. Cerca de 300 participantes circulavam pelos boxes
das empresas expositoras, degustando produtos produzidos sem glúten
- uma proteína presente em diversos cereais e que não pode ser
ingerida pelos portadores da doença celíaca.
Um estudo
publicado na revista Science Translation indica que cerca de 1% da
população ocidental tem intolerância ao glúten. No Brasil, segundo a
Associação de Celíacos do Brasil (Acelbra), há um portador da doença
celíaca para cada 600 habitantes. O número de celíacos, porém, pode
ser bem maior, já que as pesquisas apontam apenas os já
diagnosticados. O empreendedor que se dispuser a atender esse
público poderá encontrar um mercado com bons números de crescimento.
Segundo a organização do Glúten Free Brasil, o segmento cresceu 35%
em 2010.
As
iniciativas no mercado de alimentos sem glúten seguem uma tendência
de alta apresentada pela área de alimentação saudável em geral. O
instituto Nielsen aponta em pesquisa que o setor foi um dos vetores
para o crescimento econômico apresentado pelo país nos últimos anos.
Uma pesquisa da consultoria Euromonitor indica que a venda de
produtos saudáveis, como alimentos e bebidas diet, light, sem
glúten, sem lactose, naturais e orgânicos, cresceu 82% de 2004 a
2009, atingindo patamar de R$ 15 bilhões ao ano. Segundo o estudo, a
perspectiva de crescimento até 2014 é de 40%.
Indústria
nacional
No Brasil,
uma das principais empresas em vendas de alimentos sem glúten é a
Mundo Verde. Segundo o diretor de expansão da rede, Marcos Leite, há
cada vez mais fornecedores de produtos voltados para a alimentação
saudável. "Essa área tem muito fôlego, inovação constante, e vive
momento de expansão acelerada". O executivo cita como exemplo do
aumento do mix de produtos saudáveis nas lojas especializadas
novidades como a quinua, um grão com alto valor protéico, e a ração
humana, um composto rico em fibra. Com cerca de 170 lojas espalhadas
por 22 estados brasileiros – todas elas franquias – a Mundo Verde
oferece em suas unidades de 3 a 7 mil itens, e conta com um catálogo
de mais de 10 mil produtos cadastrados.
Para Leite,
o maior consumo de alimentos saudáveis está ligado à maior
informação do consumidor. "Quanto mais informado, mais ele consome."
O empresário diz que, muitas vezes, o consumidor sabe que um produto
faz bem, mas não tem informação sobre porque seus benefícios ou a
maneira de consumi-lo. "Ele sabe dos benefícios da linhaça, mas não
sabe como se consome".
Um dos focos
do investimento da empresa é em informação do consumidor. Segundo
Leite, em 2011 serão investido R$ 5 milhões em marketing e
comunicação. A empresa conta com iniciativas como o Alô
Nutricionista, um call center no qual o consumidor pode tirar
dúvidas sobre nutrição, e a Universidade Mundo Verde, com cursos na
internet voltado para funcionários e franqueados da rede. Além
disso, cinco nutricionistas trabalham na produção de conteúdo sobre
alimentação saudável e bem-estar.
Nascida em
Petrópolis em 1987, a Mundo Verde foi adquirida em 2009 pelo Axxon
Group. Hoje apresentando números como faturamento de R$ 181 milhões
e crescimento de 21% em 2010, a empresa surgiu com o propósito de
levar uma alimentação mais saudável para a população. "Quando os
fundadores da marca falavam isso, eram considerados loucos. Hoje nós
mantemos essa essência", diz Leite. Além de produtos alimentícios, a
rede comercializa CD's e livros do universo do bem-estar. Se no
passado a dificuldade era convencer as pessoas sobre a importância
da alimentação saudável, hoje o desafio parece ser ampliar cada vez
mais o setor. "Com base na informação, um mercado que durante muito
tempo foi de nicho se transformará num mercado de massa", acredita
Leite.
Nova no
mercado
Outra
empresa com presença garantida no Segundo Glúten Free é a Grani
Amici, fábrica de pães e bolos sem glútem localizada em Jundiái
(SP). Apesar de recém-criada, com apenas sete meses de vida, seus
produtos estão presentes em 100 lojas na cidade de São Paulo, além
da presença em outras cidades do estado. Nos próximos meses, os pães
e bolos da Grani Amici deverão chegar também ao comércio do Rio de
Janeiro. A marca dedica-se exclusivamente à produção de alimentos
sem glúten e sem lactose – uma dobradinha geralmente procurada pelos
portadores da doença celíaca, que costumam desenvolver também a
intolerância à lactose. Em parceria com uma distribuidora, a empresa
fornece seus produtos para lojas que vendem produtos naturais e
voltados para a alimentação saudável.
Proprietária
da Grani Amici, a engenheira de alimentos Graziela Luchini, resolveu
abrir um negócio voltado para a alimentação sem glúten depois de
verificar uma carência no mercado de produtos desse tipo. Anos
atrás, ela foi orientada por uma nutricionista a fazer uma dieta sem
glúten. "Comecei a perceber que tudo que havia era muito artesanal",
diz Graziela. Após quatro anos de estudo sobre produto e mercado, em
outubro de 2010, ela abriu a sua empresa. "Apesar de feita em
pequena escala, a produção segue os parâmetros de segurança e
qualidade da indústria de alimentos". Segundo a empresária, outro
diferencial da Grani Amici é a venda de produtos em temperatura
ambiente, em vez de congelado, utilizando uma tecnologia que
conserva o alimento na embalagem. Atualmente, a Grani Amici produz
por volta de 13 mil pães e 8 mil bolos e possui capacidade para
aumentar esse volume.
Associação dos Celíacos
do RJ - ACELBRA-RJ – www.riosemgluten.com
DIVULGAÇÃO
Presente
espanhol para crianças brasileiras
A Associação de Celíacos do
RJ (ACELBRA-RJ) acaba de disponibilizar em seu site a publicação
eletrônica do livro "O presente de Lola", do escritor
espanhol Antônio de Benito. Com tradução e adaptação de Raquel
Benati, o livro vem suprir uma lacuna na vida de muitas crianças
brasileiras com necessidades alimentares especiais. A história de
Lola e sua irmã Carmem encanta os leitores e mostra que é possível
conviver de forma positiva com as diferenças. As restrições
impostas por uma dieta sem glúten não devem se tornar um empecilho
na vida das crianças celíacas e o livro , de forma leve e divertida,
confirma isso.
Antonio de Benito concedeu uma autorização especial de tradução e
publicação para a ACELBRA-RJ, na certeza de que o livro aqui, da
mesma forma que na Espanha , pode ajudar muitas crianças a
compreender suas limitações e potencialidades e também apresentar às
outras pessoas o cotidiano de uma criança com intolerância ao
glúten.
O livro original ( El regalo de Lola - 2009 ) já foi editado 3 vezes
na Espanha pelas Associações de Celíacos de La Rioja , Cantabria e
Aragon, respectivamente. Com ilustrações de Manuel Romero, o
autor apresenta algumas atividades na parte final que ajudam a
reforçar informações sobre a doença celíaca e a dieta sem glúten e
dão oportunidade às crianças de refletirem sobre seu cotidiano.
"O presente de Lola" é indicado para crianças da Educação Infantil e
do Ensino Fundamental e pode ser baixado no site da ACELBRA-RJ:
ANTONIO DE BENITO MONGE: nasceu em Arcos de Jalón e
atualmente é professor do Colégio Sagrado Coração - Jesuítas - de
Logroño. Escritor especializado em Literatura Infantil com mais de
quarenta títulos publicados. Colabora no Diário La Rioja e Heraldo
de Soria com espaços dedicados à literatura infantil e juvenil.
VI
Encontro Estadual de Celíacos do RJ
Sem Lactose - 28 de fevereiro, 2011
Em encontro realizado em fevereiro, celíacos,
familiares e profissionais da saúde reunem-se
para debater sobre as ações realizadas pelas
ACELBRAS, compartilhar informações e aprender
mais sobre a culinária sem glúten. Juliana
Crucinscky, nutricionista e consultora técnica
do Semlactose (também celíaca e intolerante à
lactose), esteve presente para conferir de perto
as novidades que nos conta nesta matéria.
O evento ocorreu no último dia 12 através de uma
parceria com o INAD – Instituto de Nutrição
Annes Dias e a ACELBRA-RJ. Após uma breve
apresentação, foi realizada uma oficina de
culinária sem glúten, organizada pela
vice-diretora da ACELBRA-RJ, Raquel Benati e por
sua irmã, Ester Benati, na qual o destaque foi a
mandioca (aipim). As receitas que preparamos no
evento, passo a vocês ao final deste post.
Após a oficina, foram realizadas palestras com a
Presidente da ACELBRA-RJ, Míriam Francisca e com
a jornalista Teresa Gappo, Diretora de
Comunicação da ACELBRA-RJ, sobre Controle Social
e sobre todas as conquistas obtidas pela
Acelbra-RJ em favor dos celíacos.
Saiba mais sobre a Doença Celíaca e sua relação
com a IL
A Doença Celíaca, uma importante causa
secundária de IL, é uma intolerância permanente
ao glúten (proteína presente no trigo, no
centeio, na cevada, no malte e na aveia), na
qual o organismo geneticamente predisposto passa
a produzir anticorpos contra o glúten, que
agridem o próprio organismo. A DC pode se
manifestar em qualquer idade e ainda,
infelizmente, é pouco diagnosticada, não sendo
tão rara como se pensava há alguns anos atrás.
Segundo a Dra. Lorete Kotze, acredita-se que o
número de casos não diagnosticados seja muito
maior que os já detectados justamente porque
seus sintomas podem facilmente se confundir com
os de outras doenças, o que dificulta e atrasa o
diagnóstico. Além disso, muitas pessoas celíacas
apresentam sintomas pouco comuns (forma
oligossintomática) ou sequer apresentam sintomas
(forma assintomática), apesar de seu intestino
estar sendo lesionado da mesma forma.
Sintomas
Os sintomas da DC podem incluir: diarréia
crônica (com vários dias de duração) ou prisão
de ventre, falta de apetite, vômitos, distensão
abdominal (barriga inchada), aftas, dor
abdominal, flatulência (excesso de gases),
anemia, deficiência de ácido fólico e vitamina
B12, enxaqueca, osteopenia e osteoporose, perda
de peso ou obesidade, cansaço e mal-estar,
atrasos no crescimento e desenvolvimento das
crianças, déficit de atenção, perda de massa
muscular, intestino irritável, hipoproteinemia
(deficiência de proteína e inchaço
generalizado), alterações de humor,
infertilidade, neuropatia periférica e aumento
das enzimas do fígado (transaminases hepáticas),
rashes cutâneos, etc.
DC e
IL
A intolerância à lactose pode ocorrer como uma
consequência da doença celíaca em casos em que o
paciente ainda não diagnosticado apresenta
atrofia das vilosidades do intestino. Em função
desta atrofia, a enzima lactase para de ser
produzida pelo organismo e o paciente acaba
sofrendo os sintomas da intolerância à lactose
sem saber que, na verdade, esses sintomas podem
ser decorrentes da doença celíaca. A vantagem é
que nesses casos a IL é reversível.
Na
DC, a presença de anticorpos contra o glúten,
pode se expressar de diferentes formas e afetar
diversos órgãos ou sistemas:
1)Enteropatia ou lesão intestinal (doença
celíaca), na qual ocorre inflamação do intestino
delgado e atrofia das vilosidades, responsáveis
pela absorção dos nutrientes.
2)Danos na mucosa oral (estomatite aftosa de
repetição);
3)Danos nas articulações (artrites);
4)Danos nos rins (nefropatia por IgA)
5)dermatite herpetiforme ( lesões bolhosas na
pele )
Diagnóstico e Tratamento
O diagnóstico da DC é feito a partir da dosagem
dos anticorpos séricos (antigliadina,
antiendomísio e antitransglutaminase), de
endoscopia digestiva e biópsia do intestino, e
por testes genéticos (dosagem dos antígenos do
sistema HLA – frações DQ2/DQ8).
O único tratamento existente até o momento é a
dieta totalmente isenta de glúten, e para tanto,
é necessário excluir não só o “glúten evidente”
(os alimentos que sabidamente contém glúten:
trigo, centeio, cevada, aveia e malte), mas
também os alimentos contaminados com glúten,
como os produtos processados e/ou embalados no
mesmo local e/ou maquinário por onde passam
produtos contendo glúten.
Entretanto, é IMPORTANTÍSSIMO lembrar que a
dieta isenta de glúten JAMAIS deverá ser feita
ANTES da confirmação do diagnóstico, pois a
medida que o glúten é retirado da alimentação, a
quantidade de anticorpos presentes no sangue
diminui, dificultando sua dosagem nos exames, o
que de forma alguma deve ser interpretado como
cura da DC. Também é importante lembrar que
mesmo após a remissão total dos sintomas e
recuperação da mucosa intestinal, a DC continua
presente no organismo (apesar de controlada) e a
ingestão de glúten precisa continuar sendo
evitada, sob pena de piora do quadro!
Abaixo você encontra 2 receitas que preparamos
no evento. Ambas são isentas de glúten, lactose
e proteína láctea, e tem como base a mandioca.
Bolo
de mandioca da tia Iris
INGREDIENTES
3 xícaras de mandioca crua
3 ovos (retirar a pele da gema)
1 ½ xícara de açúcar
3 colheres de sopa de fermento em pó
1 pitada de sal
PREPARO
Rale
a mandioca e esprema com as mãos até sair todo o
líquido. Misture todos os ingredientes e coloque
numa forma untada. Pré-aqueça o forno e asse em
temperatura média, por 30 a 40 minutos (até
dourar).
Tapioca tradicional
INGREDIENTES
500g de polvilho doce
água suficiente para cobrir
sal a gosto
PREPARO
Coloque o polvilho numa tigela grande e cubra
com água até pelo menos 2 dedos acima da massa.
Deixe de um dia para o outro em repouso, para
dissolver bem. Após, seque com a ajuda de um
pano limpo, sem deixar excesso de água. Esfarele
essa massa com as mãos, passe por uma peneira e
acrescente um pouco de sal. Numa frigideira
anti-aderente, espalhe a farinha e modele a
tapioca como uma panqueca, no fundo da
frigideira. O segredo é deixar a frigideira
ficar bem quente antes de colocar a massa, e
depois abaixe o fogo para não queimar.
O ponto da tapioca é bastante rápido, assim que
desgrudar do fundo da frigideira, vire-a por
alguns segundos e estará pronta. A massa tem que
secar na frigideira, sem fritar. Não deixe
escurecer nem endurecer. Recheie a gosto com
goiabada, doce de coco, carne de sol com
abóbora, queijo sem lactose, presunto ou mesmo
só com manteiga.
Graduada pelo Instituto de Nutrição da
UERJ, Juliana é especialista em Nutrição
Enteral e Parenteral pela Santa Casa de
Misericórdia (RJ), especialista em
Gestão da Saúde e Administração
Hospitalar pela Universidade Estácio de
Sá. Juliana é colaboradora do
Semlactose.com desde 2008. Publica
matérias e responde diariamente aos
comentários de diversos leitores, além
de atuar nas área de Nutrição Clínica,
Esportiva, Estética e Vegetariana.
Consultório: Clínica Kairós
Fisioterapia - Estrada de Jacarepaguá,
7655 sala 204 - Freguesia/Jacarepaguá -
Rio de Janeiro - Tel: (21) 3904.4401
Juliana Crucinsky
Nutricionista
juliana@semlactose.com
terça-feira, 25 de janeiro de
2011
Sou celíac@: Posso comer em
sua casa?
Nutricionista Patrícia
Davidson
Você por acaso já recebeu um criança celíaca em
sua casa? O celíaco é aquele indivíduo que tem
uma condição inflamatória genética no intestino
delgado, que é desencadeada sempre que ele
ingere glúten.
A questão é que, na hora de receber uma criança
celíaca em casa, muita gente fica cheia de
dúvidas sobre o que servir e como agir. Por
isso, a Associação de Celíacos do Brasil - Seção
Rio de Janeiro montou
uma cartilha
muito interessante e cheia de dicas valiosas,
que precisam ser divulgadas, como forma de
evitar que muitas crianças passem mal e, até
mesmo, que a doença possa evoluir para formas
mais severas, que podem chegar a osteoporose,
convulsões, deficiências de absorção de
nutrientes, linformas e adenocarcinoma, que são
tipos de câncer que podem se desenvolver no
intestino.
Alguns cuidados
simples com as crianças celíacas são:
- Verificar sempre a embalagem dos produtos
industrializados antes de servi-los. Se não
houver um selo de “não contém glúten”, buscar a
presença da substância na lista de ingredientes.
Não existe quantidade mínima de ingestão de
glúten para os celíacos, de modo que qualquer
absorção pelo organismo, por mais que pareça
ínfima, pode desencadear a doença.
- Cozinhar sempre em recipientes bem limpos e
nunca utilizar talheres que já foram usados para
o preparo de outros alimentos quando for
preparar os sem glúten.
- Ter muito cuidado com temperos
industrializados, pois muitos contém glúten,
buscando sempre substâncias naturais, como alho,
cebola e cheiro verde como substitutos.
- Quando for usar o forno, assar primeiro o
prato sem glúten e, só então, passar para os com
glúten. Nunca se deve assar ou fritar os dois
juntos, como forma de evitar contaminação.
- Não utilizar os mesmos utensílios para untar
ou mexer alimentos com e sem glúten. É preciso
ter cuidado, por exemplo, quando passar
margarina em um pão com glúten para não utilizar
o mesmo talher para os em glúten.
- Ter cuidado para não assar pães ou massas com
glúten na mesma grelha ou forma das carnes e
outros alimentos e nem serví-los no mesmo prato
ou recipiente.
Apesar de visualizarmos pouca
relação entre os problemas bucais e
complicações no intestino, uma linha
de pesquisa na Faculdade de
Odontologia de Ribeirão Preto (FORP)
da USP se preocupa em estudar a
influência que infecções intestinais
podem exercer na saúde bucal de um
paciente. De acordo com a professora
Alexandra Mussolino de Queiróz, do
Departamento de Clínica Infantil e
Odontologia Preventiva e Social da
FORP, responsável pelo estudo, entre
as ocorrências de crianças que
apresentam defeitos na estrutura do
esmalte dental como manchas e
depressões, grande parte pode ser
consequência de uma doença no
intestino.
Causada pela intolerância digestiva
ao glúten – proteína encontrada em
diversos cereais como o trigo,
centeio, cevada, entre outros – a
doença celíaca se caracteriza pelos
danos causados na mucosa do
intestino delgado, provocando,
principalmente, sintomas
gastrointestinais nas crianças
afetadas, como diarreia crônica,
anorexia, náuseas e vômitos.
Além dessas manifestações, a doença
pode ocasionar defeitos na formação
do esmalte dentário e o aparecimento
de aftas. Nesse sentido, a pesquisa
desenvolvida por Alexandra pretende
tornar mais fácil a identificação da
doença em pacientes assintomáticos
através do diagnóstico de problemas
relacionados à formação dentária.
“Às vezes a pessoa tem a doença e
não sabe que tem”, explica a
professora.
A pesquisa faz parte, ainda, do
conteúdo de uma tese de doutorado em
curso na Faculdade. Segundo Fabrício
Kitazono de Carvalho, doutorando que
participa do estudo, o que lhe
chamou atenção na proposta de
pesquisa oferecida por Alexandra foi
estudar a “relação entre uma doença
bucal e uma doença sistêmica”. De
acordo com ele, que há um ano
contribui com a análise do assunto,
os próximos passos são a avaliação
dos sinais bucais e a tentativa de
diagnóstico da doença celíaca a
partir dessas manifestações.
Métodos
Alexandra observa que o estudo vai
ser realizado por duas vias. A
primeira é baseada na análise de
pacientes que já possuem a doença
celíaca. “Vamos fazer vários
testes”, diz. Em um grupo de 50
crianças, com idade entre seis meses
e dois anos, no Hospital das
Clínicas da Faculdade de Medicina de
Ribeirão Preto (HCFMRP) da USP, um
odontopediatra vai fotografar a
cavidade bucal, avaliar o
crescimento dos dentes e colher
amostras de saliva para análise.
Ao mesmo tempo, uma outra linha vai
se dedicar ao estudo em pacientes
que apresentam algum problema nos
dentes. “Estamos procurando crianças
com alterações na estrutura dental”,
afirma Alexandra. Nesse grupo, os
pacientes serão orientados a não
consumir o glúten e, a partir daí,
vão ser observados.
Outras pesquisas
De acordo com Fabrício, as
atividades da pesquisa estão
escritas, já passaram pela aprovação
do Comitê de Ética da Faculdade e
sua parte clínica e laboratorial,
que deve durar cerca de um ano,
começa em janeiro ou fevereiro.
Alexandra conta que existem diversas
pesquisas parecidas com essa, como
uma recentemente divulgada pela
Academia Americana de
Gastroenterologia, Hepatologia e
Nutrição Pediátrica, mas que ela
estudou várias delas para tentar
fazer algo além.
Para a docente, a principal
contribuição de seu estudo é mostrar
o “importante papel do dentista na
identificação da doença”. Além
disso, acredita que a pesquisa vai
ajudar na orientação dos alunos
nesses casos, e melhorar a qualidade
de vida dos pacientes que possuem a
doença celíaca.
Lançado em
Brasília no dia 01 de dezembro de 2010 pelo
Ministério da
Justiça / Departamento de Proteção e Defesa do
Consumidor
Nesta data foram lançados 3 manuais: Manual para o
Superendividamento, Manual de Direito do Consumidor e
o Guia Orientador para Celíacos.
“Esta edição traz uma inovação importante: casos concretos
dos consumidores. Esperamos que as experiências enriqueçam e
ampliem as utilidades práticas do manual, contribuindo para
o trabalho do dia-a-dia dos órgãos de defesa do consumidor
do país”, conclui a coordenadora-geral de Supervisão de
Controle do DPDC, Laura Schertel.
Já o Guia Orientador para Celíacos é uma publicação voltada
para os consumidores, mais especificamente para aqueles que
possuem sensibilidade ao glúten. O guia foi elaborado em
parceria com a Federação Nacional das Associações de
Celíacos do Brasil (FENACELBRA) e traz explicações sobre
o que é a doença, quais os sintomas, os tratamentos e dá
exemplos de alimentos que não contêm glúten e de como manter
uma dieta sem a substância, inclusive com dicas no preparo
dos alimentos. A cerimônia teve a participação do ministro
da Justiça, Luiz Paulo Barreto, e do secretário de Direito
Econômico, Diego Faleck.
Quem quiser ter acesso ao manual na íntegra pode baixar em
PDF:
clique aqui
Com informações do Ministério da Justiça
Cerca de 83% dos alimentos para celíacos em
padarias
estão contaminados com glúten
Um inofensivo pãozinho de queijo de padaria, que não leva glúten na
sua composição, pode ser uma bomba-relógio para as pessoas que
sofrem de doença celíaca, uma intolerância permanente a essa
proteína presente no trigo, na cevada, no centeio e na aveia.
Estudo
realizado nas quatro regiões da cidade de São Paulo e apresentado
como tese de mestrado na Unifesp aponta que cerca de 83% dos 214
alimentos presumivelmente sem glúten comercializados nas
panificadoras estavam contaminados com a proteína. E 63% deles com
quantidades acima do limite proposto por órgãos internacionais.
Entre os
alimentos analisados pela nutricionista Daniela
Resende de Moraes Salles,
recolhidos em 63 estabelecimentos comerciais, estão pães de queijo,
alimentos preparados com farinha de milho e mandioca (biscoitos,
pães, bolos, broas e sequilhos) e os sem farinha (beijinhos,
brigadeiros, cocadas, doces de nozes, marias-moles, mousses, pudins,
queijadinhas, quindins, suspiros e tortas de queijo).
De acordo
com a pesquisadora, o consumo de glúten por celíacos acarreta
efeitos colaterais que variam de pessoa para pessoa, podendo,
inclusive, se apresentar na forma assintomática. “O quadro clínico
mais comum é diarréia crônica, inchaço abdominal e perda de peso”,
explica Daniela. “Vômitos, atraso no crescimento, apatia,
irritabilidade e anemia também são verificados e, em longo prazo, a
pessoa pode desenvolver osteoporose e câncer de intestino”.
Entretanto, Vera Lucia
Sdepanian, chefe do Ambulatório de Gastroenterologia Pediátrica
e orientadora do estudo, esclarece que as padarias não podem ser
consideradas vilãs. “Os estabelecimentos comerciais analisados não
fabricam estes produtos com glúten propositalmente”, explica a
gastroenterologista. “A
contaminação pode ocorrer nas diferentes etapas da fabricação dos
alimentos, desde a colheita da matéria-prima e moagem até o
transporte, armazenamento e empacotamento do produto final”.
A proposta do estudo, segundo Daniela, é mostrar a importância de o
portador de doença celíaca aprender a fabricar esses alimentos em
casa ou, então, de as padarias se conscientizarem do problema que
atinge essa população específica. “Como a
farinha de trigo é um dos principais ingredientes da maioria dos
alimentos preparados em padarias e, conseqüentemente, sua presença é
permanente no ambiente, uma das opções seria a criação de um espaço
próprio para fabricação, armazenamento e comercialização de produtos
sem glúten”,
afirma.
Crescimento até 3,5 vezes menor
Transgredir
a dieta recomendada aos portadores de doença celíaca na infância e
na adolescência afeta, e muito, o crescimento. A revisão dos
prontuários de 60 pacientes com idades entre 9 meses e 15 anos, em
acompanhamento no ambulatório, também mostrou que os que
transgrediram a dieta livre de glúten cresceram, em média, 3,5 vezes
menos (0,62 cm/ano) do que aqueles que a seguiram corretamente (2,12
cm/ano).
O
ganho de peso também é bastante prejudicado. Em média, as crianças
e adolescentes que não fizeram a dieta ganharam 2,4 vezes menos
peso (1,23 Kg/ano) quando comparados àqueles que deixaram de ingerir
a proteína (2,95 Kg/ano).
De
acordo com Denise Uesugui
Santana,
pediatra que fez seu mestrado sobre o tema na disciplina de
Gastroenterologia Pediátrica da Unifesp, 45% dos pacientes
analisados transgrediram a dieta. Cerca de 38% deles apresentavam
déficit de estatura para a idade e, 52%, de peso no início do
tratamento. “Entretanto, o peso e a estatura podem ser recuperados
se o problema for detectado e tratado antes da puberdade”, informa a
pesquisadora.
Diagnóstico subestimado
Por se apresentar também na forma assintomática, muitas pessoas
podem ter a doença celíaca e nem saber. Um estudo apresentado na
Unifesp como dissertação de mestrado pelo biomédico Ricardo Palmero
aponta que um a cada 214 candidatos a doadores de sangue pode ser
portador da doença.
O pesquisador avaliou a presença do anticorpo antitransglutaminase
no sangue de 3 mil candidatos a doadores de sangue, inclusive
naqueles que seriam excluídos da doação por apresentarem anemia, um
dos sinais clínicos do problema. O anticorpo foi positivo para 1,5%
(45) da população estudada; e 66,7% dos 21 candidatos que aceitaram
realizar a biópsia tiveram confirmado o diagnóstico.
Fonte –
Jornal UNIFESP
Informativo do
complexo Unifesp/SPDM - número 15 - junho de 2007
GoodSoy recebe Prêmio
FiSA Awards 2010 – o OSCAR da Indústria Alimentícia
Tradicional premiação, que consagra o produto e o ingrediente
alimentício mais inovador da indústria brasileira, é um dos
destaques do primeiro dia da FiSA 2010, realizada em São
Paulo. O prêmio, que consagra o produto e o ingrediente alimentício
mais inovador, reconhece as empresas que investem em tecnologia e
inovação, com foco no desenvolvimento de novos produtos e soluções
para o setor. O FiSA Awards é reconhecido como a premiação
mais importante para o segmento de tecnologia alimentícia em todo o
mundo.
O prêmio é parte integrante dos eventos Fi no mundo, lançados e
organizados pela empresa United Business Media (UBM) e segue os
moldes das premiações na Europa e Ásia. Ao longo dos anos, mais de
20 empresas foram premiadas na América Latina. A cerimônia de
premiação foi realizada na noite de 21 de setembro de 2010 em São
Paulo, logo após o encerramento do primeiro dia de atividades da
FiSA 2010.
A GoodSoy ( Grupo Boa Fé ) conquistou
o prêmio do Oscar da Industria Alimentícia, SILVER FI AWARDS
2010,
com Menção Honrosa:
“O
Produto Alimentício mais
Inovador de 2010”,
com o delicioso e especial BROWNIE,
Sem Glúten e Sem Lactose.
Ângela Ma recebe o
prêmio FI AWARDS - Menção Honrosa
ACELBRA-RJ entrega Carta
aos Candidatos
ao SENADO e ao Governo
do Estado do Rio de Janeiro
No 17 de setembro de 2010 a Diretoria da ACELBRA-RJ
entregou Carta com as reivindicações do Celíacos do Rio de Janeiro
aos Candidatos do RJ ao Senado e ao Governo de nosso Estado.
Uma das principais reivindicações feitas é referente à Implantação e
Implementação do Protocolo Clínico de Doença Celíaca, que acaba de
completar um ano e ainda é desconhecido na maioria dos
Serviços e dos profissionais da área da Saúde.
Outra importante reivindicação feita é sobre a efetiva
implementação da Lei Estadual nº 4.840/2006, que cria no RJ o
"Programa de Assistência aos Portadores de Doença Celíaca" e que até
hoje não saiu do "papel", apesar dos esforços feitos pela Equipe da
Atenção Básica da Secretaria Estadual de Saúde de colocá-la em
prática.
Para ler as cartas na íntegra: clique em
SENADO e em GOVERNO
.
Alimentação como coadjuvante no tratamento da PSORÍASE
A psoríase é doença inflamatória crônica da pele, mediada por
células do sistema imunitário, caracterizada por lesões,
proliferação celular aumentada e padrões anormais de diferenciação
dos queratinócitos. Parece ser decorrente de uma predisposição
genética associada a gatilhos ambientais, dentre os quais se
destacam tabagismo, álcool, alimentação, infecção, drogas e eventos
estressantes.
Como se trata de uma doença inflamatória, é
coerente observar que uma
dieta anti-inflamatória e antioxidante
é um importante coadjuvante no seu tratamento: com a diminuição na
ingestão do ácido araquidônico (AA),
há menor produção de eicosanoides inflamatórios.
A substituição do AA pelo ácido graxo eicosapentaenoico (EPA),
encontrado no ômega 03, implica na produção de eicosanoides
inflamatórios menos potentes e, portanto, a suplementação de ômega
03 nesta enfermidade parece ser benéfica, assim como o consumo
habitual de peixes como atum, sardinha e salmão, fontes de ômega 03.
Dietas vegetarianas também parecem ser
benéficas nos portadores de psoríase, visto que há ingestão
diminuída de AA e consequente redução na formação dos eicosanoides
inflamatórios. Ademais, a dieta hipocalórica favorece a diminuição
do
estresse oxidativo
e, consequentemente, redução da inflamação.
Todos os nutrientes
antioxidantes mostram-se como elementos fundamentais no tratamento
da psoríase. O selênio, por exemplo, possui propriedades
imunomodulatórias e antiproliferativas e, sua carência pode ser
fator de risco para o desenvolvimento da psoríase. Fatores como
tabagismo e alcoolismo elevam o estresse oxidativo e implicam numa
redução dos antioxidantes no organismo. Portanto, indivíduos
psoriáticos devem evitar a ingestão de álcool, particularmente, nos
períodos de exacerbação da doença.
Já foi evidenciado
associação entre a doença celíaca e psoríase; entretanto, esta
relação ainda é controversa. Quanto à dieta isenta de glúten,
sabe-se que esta poderá melhorar lesões de pele, mesmo em
indivíduos não celíacos, mas com anticorpos antigliadina IgG e IgA.
Hipóteses como alteração na permeabilidade intestinal, mecanismos
imunes e deficiência de vitamina D tem sido propostas. A vitamina
D, assim como o selênio, possui propriedades antiproliferativas,
além de ser pró-diferenciativa.
Aconteceu no Rio de Janeiro, o IX
Encontro Nacional das Associações de Celíacos do
Brasil – ACELBRAs, que este ano abordou
o tema “Capacitação da Sociedade em
Participação no Controle Social”.
Estima-se que, hoje, no Brasil, há pelo menos um
celíaco para cada grupo de 214 pessoas: são
portadores de intolerância permanente ao glúten,
proteína presente na maioria dos alimentos
industrializados. O evento aconteceu nos dias
13, 14 e 15 de agosto de 2010, no Everest Rio
Hotel, em Ipanema, e foi uma realização do
Ministério da Saúde, através de suas
Secretarias de Gestão Estratégica e
Participativa e de Vigilância em Saúde, e
organizado pela ACELBRA-RJ e pela
Federação das Associações de Celíacos do Brasil
– FENACELBRA.
Na falta de diagnóstico, os sintomas clínicos e
doenças associadas à condição celíaca podem
provocar internações recorrentes, sequelas e até
mesmo o óbito do paciente. O glúten é uma
proteína presente no trigo, centeio, cevada
(inclusive malte) e na aveia, e a intolerância
pode surgir em qualquer idade. Desde setembro do
ano passado, o SUS já conta com um protocolo
clínico e verba específica para realização de
exames que possibilitem o diagnóstico da doença.
A aprovação do protocolo foi um dos resultados
da participação da FENACELBRA no Conselho
Nacional de Saúde (CNS).
A
participação da comunidade na gestão de
políticas públicas foi justamente o tema desse
encontro que reuniu cerca de 50 dirigentes das
Acelbras de todo o Brasil. Introduzido pela
Constituição Federal de 1988, o controle social
compreende a atuação da comunidade no
acompanhamento da gestão do Estado e da execução
das políticas públicas. Entre os palestrantes do
encontro estavam representantes do
Conselho Estadual de Segurança Alimentar e
Nutricional (CONSEA-RJ), do Conselho Nacional de
Secretários Municipais de Saúde (CONASEMS) ,
além de representantes do Ministério da Saúde.
Um fato inédito foi registrado na realização
desse Encontro: o Everest Rio Hotel
ofereceu alimentaçãosem glúten
para os 50 celíacos participantes do evento (
café da manhã, coffee break, almoço e
jantar), garantindo um serviço especializado,
sem riscos de contaminação cruzada por glúten.
Todo o processo foi acompanhado pelo Gerente de
A&B da Rede Everest, Sr. Zanoni e sua equipe de
Nutricionistas, que montaram um cardápio variado
e treinaram o pessoal da área de
alimentação do hotel sobre doença celíaca e
segurança alimentar dos celíacos. É a primeira
vez no Brasil que um hotel oferece esse tipo de
atendimento, provando que é possível atender com
segurança em restaurantes e hotéis a quem tem
necessidades alimentares especiais. Que mais
estabelecimentos desse tipo no Brasil possam
seguir o exemplo do Everest !
Cientistas “decodificam” o glúten
para combater a doença celíaca
Quem
sofre com a doença celíaca sabe o
quanto é difícil ter que observar,
em cada alimento, a presença ou não
de glúten. É um sobressalto
alimentar permanente e uma
verdadeira
vida
paralela às das outras pessoas no
quesito refeições. Com isso, a
pessoa não pode comer pães, bolos,
macarrão, pizza, bolachas e outros
alimentos populares e muito
consumidos no ocidente. Essa doença
genética faz com que o corpo tenha
rejeição a alimentos com trigo,
cevada e centeio, que causam atrofia
de partes do intestino delgado
quando são ingeridos por um portador
da doença.
Se
uma pessoa desobedece à sua biologia
e consome glúten, a reação do corpo
é a seguinte: o intestino,
atrofiado, perde a capacidade de
digerir vários outros nutrientes,
incluindo vitaminas. Com isso, os
sintomas são falta de energia e
disposição, perda de peso, diarreia,
e crianças podem ter problemas no
desenvolvimento. Essa disfunção
intestinal é uma reação auto-imune,
o próprio organismo ataca o
intestino.
O
glúten é uma proteína combinada com
o amido, razão pela qual é
encontrada em tantos alimentos de
origem vegetal. Como não existe,
atualmente, nenhum
tratamento
para a doença celíaca que não seja a
total remoção dos alimentos que
contêm glúten, cientistas de um
instituto de saúde em Victoria
(Austrália) estão analisando os três
componentes internos do glúten que
são responsáveis pela rejeição
intestinal.
Buscando “decodificar” o glúten, os
pesquisadores reuniram 200
portadores de doença celíaca para um
acompanhamento. Os participantes
eram servidos diariamente com
porções de pão e bolinhos contendo
centeio e cevada, durante três dias.
Seis dias depois do início do
experimento, foram colhidas amostras
de sangue dos
pacientes.
A partir do
exame,
mapearam como os organismos reagem a
cada um dos mais de 2.700 peptídeos
(partes internas da proteína) do
glúten. Em 90 peptídeos houve alguma
mudança, e em três deles houve
grandes reações ao glúten, e era o
que os pesquisadores esperavam
encontrar.
Sabendo quais são os peptídeos, os
cientistas podem começar a trabalhar
em um método para neutralizá-los no
glúten. O objetivo maior é permitir
que portadores da doença celíaca,
que é genética, possam comer todos
os alimentos que até hoje lhes foram
proibidos. Além disso, o mesmo
método pode ser usado para amenizar
o sofrimento de pessoas que sofrem
com reações alérgicas semelhantes
(como a alergia ao leite por
exemplo) e buscar novas formas de
tratamento.
WASHINGTON - Pesquisadores australianos
conseguiram identificar a causa molecular da doença
celíaca, uma reação à proteína glúten encontrada em
pães, massas e muitos outros alimentos que contenham
trigo, informou a revista Science Translational
Medicine.
Jason
Tye-Din e seus colegas do Instituto Walter e Eliza
Hall de Investigação Médica, em Parkville, apontam
no artigo que a descoberta pode ajudar no
desenvolvimento de métodos de diagnóstico, prevenção
e tratamento da doença.
Estima-se que haja pelo menos três milhões de
pessoas com doença celíaca nos Estados Unidos. A
prevalência da doença no país é de aproximadamente
uma pessoa em 133, mas aumenta para 1 em 22 nas
pessoas que têm parente em primeiro grau com essa
desordem do sistema imunológico causado pela
intolerância ao glúten.
O
Centro de Doença Celíaca da Universidade de Chicago
indica que a prevalência é consideravelmente menor
entre os hispânicos, negros e asiáticos, com uma
média de uma a cada 236 pessoas.
Quando as pessoas que têm esse mal ingerem alimentos
que contêm glúten, desencadeiam uma reação do
sistema imunológico que danifica os cílios
intestinais (pequenas saliências semelhantes a pêlos
no interior do intestino delgado que capturam
vitaminas, minerais e outros nutrientes).
Depois de um tempo, a incapacidade de absorver as
quantidades adequadas de nutrientes causa
deficiências de vitaminas que afetam o cérebro, o
sistema nervoso, os ossos, o fígado e outros órgãos.
Até
agora, a única forma conhecida de lidar com a doença
celíaca era uma dieta, para a vida toda, que
excluísse todos os alimentos com glúten.
Desde
que, há 60 anos, o glúten foi identificado como
causa da doença, tem havido pesquisas sobre
peptídeos tóxicos do glúten, ou seja, as moléculas
que compõem os blocos de proteínas que causam a
enfermidade.
Os
pesquisadores australianos fizeram um "perfil" das
respostas imunes de mais de 200 voluntários com a
doença celíaca - dez vezes mais do que em estudos
anteriores.
Em
seguida, desenvolveram um algoritmo simples para
avaliar milhares de peptídeos em pacientes que
comeram trigo, cevada e centeio durante três dias
para ativar a resposta imune ao glúten.
Eles
concluíram que um peptídeo antes negligenciado é
responsável pela toxicidade comum do trigo, da
cevada e do centeio.
Igualmente importante é que se determinou que as
células de defesa do organismo, as chamadas células
T do sistema imunológico - específicas para apenas
três peptídeos do glúten -, são responsáveis pela
maior parte da reação do organismo à proteína.
As
ACELBRAS de cada Estado do Brasil desempenham um
papel muito importante; elas ajudam a orientar e
informar os celíacos a ter uma dieta mais saudável e
livre de glúten. Através de trabalho voluntário elas
promovem encontros entre celíacos, caminhadas,
debates, palestras com o objetivo de trocar
informações e conscientizar as pessoas sobre a
Doença Celíaca.
Hoje,
através da entrevista com a Raquel Benati, vamos
conhecer um pouquinho sobre trabalhos e atividades
desenvolvidos pela ACELBRA do Rio de Janeiro.
Raquel, há
quantos anos existe a ACELBRA –RJ?
Ela foi
criada em setembro de 2005 (em 2004 criamos a equipe
Rio sem glúten: criamos o site e depois realizamos o
I Encontro de Celíacos do RJ - março de 2005 - e
fizemos a I Caminhada de Celíacos do RJ – maio de
2005. A equipe Rio Sem Glúten se transformou então
em Acelbra-RJ ). Tivemos o apoio direto da
ACELBRA-SP/ACELBRA NACIONAL na formação da equipe e
da Associação.
Qual é a
estimativa para o número de celíacos no estado do
RJ?
Se
usarmos a prevalência do estudo da UNIFESP (estudo
feito em 2005 – 1 celíaco para cada 214 doadores de
sangue), teremos 70 mil celíacos em nosso Estado. O
número de celíacos diagnosticados em nosso Estado é
muito pequeno. Hoje temos menos de mil celíacos
cadastrados na ACELBRA-RJ. Os hospitais públicos não
sabem o número de seus pacientes que já foram
diagnosticados com doença celíaca.
Quais são as
atividades desenvolvidas pela ACELBRA-RJ?
Anualmente temos 2 eventos já fixos em nosso
calendário: Dia Internacional dos Celíacos (3º
domingo de maio), para divulgação da doença celíaca
e o Encontro Estadual de Celíacos do RJ, que sempre
acontece no segundo semestre (entre outubro e
novembro), com palestras e oficinas para celíacos e
familiares. Temos um convênio com a Faculdade de
Nutrição da Universidade Federal Fluminense – os
celíacos recebem orientação e acompanhamento
nutricional gratuito no Ambulatório de Nutrição. A
Acelbra-RJ participa do Conselho de Segurança
Alimentar do Rio de Janeiro (CONSEA-RJ) como membro
titular e também do Conselho de Alimentação Escolar
do Estado do RJ (CAE).
Anualmente publicamos o boletim “Notícias sem
glúten” e mantemos o site “Riosemgluten”. Temos tido
contato direto com a equipe de Atenção Básica da
Secretaria Estadual de Saúde para implementação do
Protocolo Clínico de DC no SUS em todo o estado do
RJ.
Quais as
grandes dificuldades enfrentadas por Celíacos no RJ?
Primeiro
é ter o diagnóstico. São pouquíssimos profissionais
de saúde que tem conhecimento atualizado sobre
doença celíaca. A maioria está na capital. No
interior do estado a situação é ainda mais difícil.
Depois de ter o diagnóstico é difícil encontrar um
profissional de saúde que esteja apto a acompanhar o
celíaco nessa outra fase: prevenção de possíveis
problemas ou tratamento daqueles decorrentes de um
diagnóstico tardio de DC. Alimentos sem glúten
seguros, seja em supermercados, seja em lanchonetes
e restaurantes, é coisa rara de se encontrar,
principalmente no interior do estado.
Na sua opinião
quais foram os grandes avanços e conquistas que
beneficiaram os celíacos nos últimos dois anos?
O
aumento no grau de informação que temos encontrado
na mídia sobre doença celíaca e a sensibilidade ao
glúten tem nos ajudado muito. A indústria
alimentícia tem olhado para essa “fatia” especial do
Mercado que são as pessoas com necessidades
alimentares especiais e, a população em geral já tem
prestado mais atenção ao que é glúten e o porque da
rotulagem brasileira exigir as inscrições “Contém
glúten” ou “Não contém glúten” nas embalagens de
alimentos industrializados. Mas isso é fato apenas
nas capitais, pois no interior do Brasil o
desconhecimento sobre o assunto é muito grande.
Hoje a
grande aliada dos celíacos que moram no interior é a
Internet – acesso a informações sobre DC, receitas e
compra de produtos sem glúten.
Uma
grande preocupação da FENACELBRA é o incentivo da
criação de Associações em todos os estados
brasileiros, para que assim, os direitos dos
cidadãos celíacos possam ser exigidos e que
políticas públicas que atendam as nossas
necessidades possam ser criadas e implementadas.
O que ainda
precisa ser mudado na legislação brasileira em
relação a DC?
Temos
que fazer a Lei 10674/2003 ser aplicada
integralmente e com responsabilidade. A ANVISA
precisa regulamentar essa lei no que diz respeito a
determinar o percentual de glúten aceitável em
produtos aptos para celíacos (o CODEX ALIMENTARIUS
determina até 20 ppm – partes por milhão – de
glúten: esse índice é válido na Europa e nos Estados
Unidos e Canadá ).
Temos
que fazer o Protocolo Clínico de Diretrizes
Terapêuticas da Doença Celíaca no SUS ser divulgado
e ser usado. Precisamos que a alimentação sem glúten
seja oferecida aos celíacos nas escolas, hospitais,
prisões, restaurantes populares e outros espaços
públicos. Os preços dos alimentos sem glúten (pães,
bolos, massas etc.) precisam baixar para que as
famílias possam oferecer aos seus celíacos,
alimentação de qualidade e equilibrada, atendendo ao
próprio Guia de Alimentação Saudável do Ministério
da Saúde.
Qual foi o resultado da
campanha de conscientização sobre a DC neste ano no
RJ?
Após
cada campanha dessa, sempre temos novos celíacos
procurando as associações para se cadastrarem e
pessoas pedindo mais informações sobre o diagnóstico
de DC. Também mais pessoas passam a entender o que é
a dieta sem glúten para o celíaco e como podem
ajudar ( muitas famílias não apoiam seus celíacos e
consideram frescura a questão do rigor da dieta e
que a contaminação cruzada é “paranóia” …).
Que tipo de
apoio a ACELBRA recebe do Estado, empresas,
população…?
O
Ministério da Saúde publicou a Cartilha da Emília
sobre doença celíaca em 2005 e tem colaborado muito
com a realização de nossos Eventos (Encontro
Nacional de Associações de Celíacos). As empresas
que são parceiras da ACELBRAS também ajudam muito
nas atividades realizadas em cada Estado, seja
contribuindo com doação de produtos, seja com
doações em dinheiro para realização de eventos e
oficinas ou até mesmo na publicação de jornais,
impressão de panfletos e folders ou camisetas.
Onde
encontramos produtos sem glúten no RJ?
Nas
lojas de produtos naturais das grandes cidades e
alguns supermercados. Temos empresas de produtos sem
glúten que tem sede no Rio: Pão do Fred, Pão da
Beth, Vida sem Glúten, Delícias sem Glúten, Cultivar
Brasil, Gaiatri, Talho Capixaba.
Como entrar em
contato com a ACELBRA-RJ?
Visite o
site www.riosemgluten.com ou nos escreva através do
e-mail: faleconosco@riosemgluten.com / Tel:
24-9826-4037 / 24 -3377-3327
Eleições na ACELBRA-RJ
No dia 16 de maio de 2010 foi eleita a nova diretoria da Associação
de Celíacos do Rio de Janeiro , com vigência entre maio de 2010 e
maio de 2012. A nova presidente,
Miriam Francisca da
Silva já vem
representando a Entidade no Conselho Estadual de Segurança Alimentar
( CONSEA-RJ) e também no Conselho Estadual de Alimentação Escolar (
CAE-RJ ). Seu dinamismo e disposição para o trabalho voluntário
trarão muitos benefícios para os celíacos de nosso Estado.
Parabéns a todos
da Nova Diretoria !!!
Amigos,
Neste sábado último, dia 15 de maio de 2010, recebemos em nossa sede
as presenças ilustres e amigas de Raquel Benati (Presidente da
ACELBRA/RJ) e de Tatiana Abrantes (Nutricionista) que ministraram a
palestra "A Doença Celíaca e o Autismo: Uma Relação Pouco
Conhecida".
O assunto riquíssimo nos trouxe muito aprendizado, e rendeu muitas
discussões e argumentações, o que fez da palestra algo dinâmico e
elucidativo.
Essa palestra também ficou marcada como um dos eventos da ACELBRA/RJ
em Maio, Mês da Conscientização Sobre a Doença Celíaca. A APADEM se
orgulha dessa parceria, e de podermos também divulgar o assunto,
ainda tão desconhecido de nossa população. O trabalho social feito
pelas duas associações é de suma importância para a população do
nosso Estado.
Estiveram presentes os pais associados, e também profissionais da
saúde e educação; agradecemos a presença de todos, e principalmente
das palestrantes que serão sempre benvindas à nossa casa.
Agradecemos também a mídia que fez uma bela divulgação do evento.
Alimentos que contêm glúten devem ter
aviso sobre doença celíaca
A embalagem de alimentos
contendo glúten, como os derivados de trigo, cevada e aveia,
precisam comunicar não apenas a presença da substância mas também
informar sobre a doença celíaca, uma intolerância a essa proteína. A
decisão é da Segunda Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ). A
Turma seguiu o voto do relator, ministro Castro Meira, ficando
vencida ministra Eliana Calmon.
O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) interpôs o recurso
contra julgado do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), que
considerou que não ser viável que todos os produtos contivessem
informações dos inconvenientes que poderiam causar a cada grupo de
determinadas pessoas. Para o tribunal, o aviso só seria obrigatório
se significasse risco ao público em geral.
O recurso do MP, alegou que o TJMG não apreciou a argumentação
apresentada. Afirmou ainda que o artigo 31 da Lei n. 8.078, de 1990,
que define que os consumidores têm o direito de receber informações
completas sobre o produto, incluindo possíveis riscos à saúde, foi
desrespeitado. Para o MP, os celíacos (portadores dessa
intolerância) têm direito de serem informados e advertidos
claramente dos riscos dos produtos. E que apenas a expressão “contém
glúten” seria insuficiente.
No seu voto, o ministro Castro Meira apontou que a questão já havia
sido tratada anteriormente na Turma, quando se decidiu que a mera
expressão “contém glúten” era insuficiente para informar os
consumidores acerca da prejudicialidade do produto ao bem-estar
daqueles acometidos pela doença celíaca.
O magistrado apontou ainda que o Código de Defesa do Consumidor (CDC)
tem como base o princípio da vulnerabilidade do consumidor e que
informações claras, verdadeiras e precisas sobre o produto são
obrigatórias. Para o ministro Castro Meira, o CDC defende todos os
consumidores e também estende sua proteção aos chamados “hipervulneráveis”,
obrigando que os agentes econômicos atendam a peculiaridades da
saúde desses consumidores.
O STJ reiterou
seu entendimento de que a simples expressão “contém glúten”
é insuficiente para informar os consumidores sobre os
prejuízos que o produto causa aos portadores da doença
celíaca e, consequentemente, torna-se necessária a
advertência quanto aos eventuais malefícios que o alimento pode
causar àquelas pessoas.
Muito já se fala sobre os problemas que o glúten, substância
encontrada no trigo, na cevada e na aveia podem provocar no nosso
organismo. Segundo a Associação dos Celíacos do Brasil (Acelbra), a
intolerância ao glúten geralmente se manifestada na infância, entre
o primeiro e terceiro ano de vida, podendo entretanto, surgir em
qualquer idade, inclusive na adulta. O glúten agride e danifica as
vilosidades do intestino delgado e prejudica a absorção dos
alimentos. A proteína não desaparece quando os alimentos são assados
ou cozidos, e por isto uma
dieta deve
ser seguida à risca. Assim, em tempos de alimentação saudável e
muitos casos de intoxicação alimentar já é possível encontrar desde
de pães a temperos sem essa substância muito presente em cereais
como trigo, aveia e centeio.
A
recomendação de restrição ao glúten, antes restrita às pessoas com
intolerância ou sensibilidade ao alimento, caiu no gosto de muito
consumidores que estão de olho na balança. Com isso, o que engordou
foi a venda de produtos isentos da proteína.
Alimentos sem glúten ganham seção especial na Via Verde
Produtos Naturais
Para os adeptos do consumo de produtos sem glúten, a rede Via Verde
Produtos Naturais criou uma seção especial para os alimentos sem
glúten onde podem ser encontrados diversos itens que vão desde à
farinha sem glúten até o macarrão bifum, bolos, brownie, pães e
torradas, bebidas, biscoitos salgados e doces, massas, barrinhas de
cereais e sobremesas.
“A
Via Verde possui entre seus produtos sem glúten, biscoitos salgados
e doces, pães, bolos, massas, granola, farináceos, torradas
temperadas, barrinhas de cereais. É uma demanda que aumentou por
conta dos alertas de médicos sobre alergias alimentares, e isso
despertou o interesse por esse tipo de alimento. São produtos
saudáveis com um preço diferenciado, mas que são valores muito
acessíveis aos consumidores. Tanto que a procura é grande, sobretudo
por adultos, idosos e pessoas que descobriram recentemente alergia
ao glúten”, ressalta o diretor de franquias da Via Verde Produtos
Naturais, Paulo Roberto Sattler Júnior.
Aliando saúde e nutrição, as lojas da Via Verde Produtos Naturais
acabam de receber o primeiro biscoito feito de soja 100% zero do
Brasil, ou seja, sem lactose, sem glúten e sem adição de açúcar. São
os Cookies Hué Soy podem ser encontrados nas versões Chocolate Diet,
Soja Diet e Soja Zero (a partir de R$ 4,70). Por não terem lactose,
glúten e açúcar os biscoitos são especialmente indicados para quem
segue
dietas com
baixa ingestão de calorias e açúcares, diabéticos e celíacos, que
têm intolerância ao glúten. Produzidos com sucralose, os biscoitos
são extremamente saborosos e não deixam aquele sabor residual
amargo, típico de muitos adoçantes.
Pesquisas recentes revelam que 100 gramas de soja são suficientes
para atender 75% das necessidades de proteínas para o homem, 95%
para a mulher e 125% para a criança. A mesma porção de grãos
contribui com 100% das carências de tiamina para a mulher, 75% para
o homem e 85% para a criança. Proporciona, ainda, 50% das
necessidades de ferro para a mulher e 100% para a criança.
A
rede também oferece outros produtos à base do grão como barra de
chocolate de soja, leite de soja pronto para beber, farinha de soja,
sojinha torrada natural e pastas de soja. A rede dispõe ainda de
grande variedade de produtos diets e lights, cereais, suplementos
alimentares, vitaminas nacionais e importadas, além de lanchonete
com salgados integrais e tortas sem adição de açúcar e sem glúten.
Alguns produtos sem glúten que são vendidos na Via Verde:
. Macarrão Bifum 200g (macarrão de arroz)
. Quinua em flocos
. Barrinha de Quinua Real
. Preparo para lasanha
. Mini Pizza
. Brownnie
. Cookies HUÉ Soy
. Biscoito de coco
. Cookie integral de castanha
. Farinha de arroz
. Farinha sem glúten
. Mandioquinha assada
. Pão de abobora diet; Pão de aipim diet; Pao integral diet; Pão de
linhaça; Pão light; Pão branco
. Torradas
. Bolinho de chocolate; Bolinho de laranja; Bolo de banana
Via Verde Produtos Naturais
Rua Acadêmico Valter Gonçalves, nº 1 – loja 107, Niterói
Rua Voluntários da Pátria nº 278, Botafogo
Rua do Catete n° 311 – loja 118, Galeria São Luiz, Catete
Rua das Laranjeiras, 462 loja D, Laranjeiras
Rua Conde de Bonfim, 244 loja A, Tijuca
Tels.: (21) 3239-0320 / (21) 3235-5504 / (21) 2225-6574 / (21)
2567-5923 /(21) 2705-1540
MS define diretrizes para
diagnóstico da doença celíaca
Protocolo Clínico e
Diretrizes Terapêuticas da Doença Celíaca aprovado
Por Redação Pantanal
News/Agência Saúde - 19 de setembro de 2009
Protocolo inédito traz diretrizes claras de
detecção da enfermidade. Governo federal destina R$ 793,8 mil para
exames de detecção da doença
Os portadores de doença celíaca terão acesso
a novo serviço de diagnóstico e acompanhamento no Sistema Único de
Saúde (SUS). O Ministério da Saúde (MS) publicou no Diário Oficial
da União, nesta sexta-feira, 18 de setembro, o Protocolo Clínico e
Diretrizes Terapêuticas da Doença Celíaca, enfermidade
caracterizada pela intolerância permanente ao glúten — proteína
presente no trigo, centeio, cevada e aveia.
O Ministério da Saúde também estabeleceu
recursos financeiros anuais na ordem de R$ 793,8 mil para a
realização dos procedimentos de triagem e diagnóstico constantes
no protocolo. A estimativa é que 25 mil pessoas ao ano tenham
acesso aos exames de detecção da doença, 48% a mais que em 2008,
quando foram realizados 16.856 procedimentos. Hoje, a Federação de
Associações de Celíacos do Brasil (Fenacelbra) informa ter 15 mil
pacientes celíacos cadastrados.
Para a coordenadora da Média e Alta
Complexidade do Ministério da Saúde, Maria Inez Pordeus Gadelha, o
novo protocolo contribuirá de forma efetiva para a melhoria da
qualidade da atenção prestada aos pacientes celíacos. “Baseado em
evidências cientificamente comprovadas, o protocolo democratiza o
acesso ao conhecimento médico de qualidade, orienta o diagnóstico
e aperfeiçoa os processos de gestão do SUS”, afirma a
coordenadora.
CRITÉRIOS - Colocado em Consulta
Pública em 2008, o novo protocolo estabelece critérios claros de
diagnóstico. A doença celíaca caracteriza-se por sérias lesões na
mucosa do intestino delgado, o que gera uma redução na absorção de
nutrientes. Os sintomas intestinais incluem diarreia crônica ou
prisão de ventre, inchaço, irritabilidade e pouco ganho de peso.
Os pacientes podem apresentar atraso de crescimento e da
puberdade, anemia provocada pela carência de ferro e osteoporose.
Por outro lado, há casos em que a doença celíaca não apresenta
manifestações clínicas.
De acordo com o documento, é importante a
realização de exames de sangue. Embora seja um exame sensível e
específico, a detecção do anticorpo antitransglutaminase não é
definitiva para o diagnóstico da doença celíaca. A confirmação
deve ser realizada por meio da observação de mudanças nas
vilosidades da parede interna (mucosa) do intestino delgado. Para
a análise, uma amostra do intestino delgado é coletada por meio de
endoscopia com biópsia. Nesse procedimento, um instrumento
flexível como uma sonda é inserido por meio da boca, passa pela
garganta, pelo estômago e chega ao intestino delgado para se obter
pequenas amostras de tecido.
Independentemente das manifestações
clínicas, o tratamento da doença é feito com dieta sem glúten,
isto é, exclusão de alimentos que contenham trigo, centeio, cevada
e aveia. Segundo o protocolo, a dieta pode ocasionar mudanças não
apenas na rotina dos celíacos, mas também de toda a sua família.
Isso ocorre porque, devido ao caráter familiar da desordem,
aproximadamente 10% dos parentes dos celíacos podem apresentar a
mesma doença.
Outra orientação contida no protocolo é para
que os médicos fiquem atentos a possíveis deficiências
nutricionais decorrentes da má-absorção dos nutrientes, por
exemplo, deficiências de ferro, ácido fólico, vitamina B12 e
cálcio.
Justiça Federal
estabelece medidas inovadoras
para a prevenção
de reações alérgicas
O que ovos,
leite, crustáceos, peixes e soja têm em comum? Além de
facilmente encontrados nas refeições dos brasileiros, esses
alimentos básicos, matérias–primas para outros alimentos,
integram a lista dos principais alérgenos alimentares, ao lado
da mostarda, castanhas, cereais contendo glúten, amendoim e
gergelim.
Embora
responsáveis pelo maior número de casos de manifestações
alérgicas – mal que pode até causar a morte, atingindo parcela
expressiva da população, representada por cerca de até 8%
entre as crianças e 2% entre os adultos – os produtos que
contêm aquelas substâncias em sua composição são normalmente
comercializados sem nenhum aviso a respeito de sua presença.
E, ainda mais grave, produtos antes isentos, que passam a
incorporá-las, também não informam expressamente a mudança de
composição.
Estes foram
os dados apurados, dentre outros, pelo Juiz Federal Fernando
Escrivani, substituto da
2ª Vara de Sergipe, ao condenar a ANVISA a adotar regras
informativas claras e ostensivas para que os
rótulos/embalagens dos produtos submetidos à sua fiscalização
identifiquem a presença dos principais alérgenos. Dessa forma,
a parcela de consumidores vitimada por alergias poderá evitar,
com segurança, exposição a componentes que, embora inofensivos
para a maioria, podem ser fatais para quem sofre a doença.
Ao presidir
a condução da ação civil pública proposta
pelo Procurador da República
Bruno Calabrich, integrante do MPF em Sergipe,
o Juiz Fernando Escrivani selecionou
inicialmente três especialistas no assunto, qualificados por
seus conhecimentos técnicos e experiência no trato de reações
alérgicas, a fim de que participassem de uma audiência pública
na condição de interlocutores da sociedade, contribuindo para
avaliar o atual quadro normativo editado pela ANVISA e sugerir
alterações para uma proteção mais efetiva do consumidor
alérgico.
Da audiência
pública, destaca Fernando Escrivani, surgiu um diferencial de
extrema relevância. Por força das informações contundentes
prestadas pelos três especialistas, o magistrado ordenou – com
a concordância do MPF e da própria ANVISA – a instalação de um
grupo de trabalho, composto por onze especialistas de todo o
País e um servidor do quadro técnico da agência, para
aprofundar a avaliação do quadro normativo e elaborar
propostas para modificação das regras de rotulagem não só de
alimentos, mas também de produtos de uso pessoal, cosméticos e
medicamentos, sempre com o objetivo de assegurar informações
necessárias à prevenção adequada de reações alérgicas.
O grupo,
coordenado pelos médicos Jackeline Motta Franco (mestre e
coordenadora do grupo de alergia alimentar da Universidade
Federal de Sergipe), José Carlos Perini (especialista do
Espírito Santo, indicado pela Associação Brasileira de Alergia
e Imunopatologia – ASBAI) e Mario Adriano dos Santos (doutor
em patologia, especialista em alergia e professor
universitário), desenvolveu seus trabalhos ao longo de quatro
meses, utilizando como ferramenta de comunicação um sistema
coletivo de e-mails, eleito pelo Juiz Fernando
Escrivani – que mediou os trabalhos - por garantir troca de
mensagens em tempo real e não exigir dispêndios.
Ao fim, a
ANVISA, defendida pelo Procurador Federal Paulo Mônaco,
manifestou a impossibilidade de aceitar, por acordo, as
sugestões elaboradas pelos especialistas, embora estas
tivessem tomado por base o conhecimento científico vigente, as
recomendações de organizações internacionais de saúde e as
legislações adotadas pelos Estados Unidos, Canadá e Comunidade
Européia.
Em razão disso,
Fernando Escrivani fundamentou sua decisão na necessidade de
conferir concretização suficiente aos direitos fundamentais à
vida, à saúde e à proteção ao consumidor e, afastando a
chamada discricionariedade técnica da agência reguladora,
impondo-lhe a observância de parâmetros mínimos obrigatórios
de informação que o Juiz estabeleceu e detalhou ao longo de
sua sentença.
Por ter sido
concedida ainda antecipação de tutela, caso não haja recurso,
em até oito meses (prazo necessário de adaptação), os rótulos
de alimentos, por exemplo, deverão conter a seguinte mensagem:
“ATENÇÃO: CONTÉM LEITE” (ou quaisquer dos outros alérgenos
principais), utilizando-se sempre o nome pelo qual o alérgeno
é popularmente conhecido e padrões de comunicação visual que
permitam sua fácil identificação pelo consumidor.
Nestlé indeniza consumidora prejudicada
por embalagem inadequada
Última Instância - Da Redação
- 10/09/2009 - 15h23
O TJ-MG
(Tribunal de Justiça de Minas Gerais) condenou a Nestlé a pagar
indenização por danos morais e materiais, no valor total de R$
15.889,20, à secretária Adalgisa Maria Junho, de 48 anos, que consumiu
bombons de uma caixa que não trazia o alerta de que os produtos
continham glúten, uma proteína de origem vegetal —ingrediente ao qual
ela é alérgica, pois sofre da doença celíca (intolerância permanente ao
glúten).
Conforme consta nos autos, a secretária relatou que, em julho de 2002,
comprou uma caixa de bombons “Especialidades Nestlé” e, examinando a
caixa externa do produto, que apresenta a composição de cada
chocolate, ela não encontrou a presença da proteína no Crunch e no
Chokito, por isso os comeu. Entretanto, acidentalmente, lendo o rótulo
unitário, constatou que havia glúten em ambos os bombons. “Eu estava
distraída, brincando com os papeizinhos, quando li a embalagem”,
relatou.
A
ingestão da substância desencadeia a doença, antes sob controle por
conta de restrições alimentares. Adalgisa alegou que sofreu “mal-estar
constante acompanhado por enjôos, formação de gases e intensas
diarréias”, além de desenvolver inflamação do duodeno.
De
acordo com a Acelbra (Associação dos Celíacos do Brasil), “o único
tratamento para a doença consiste na dieta isenta de glúten por toda a
vida”. Por isso foi estabelecido na Lei 8.543/92, que todas as
empresas alimentícias cujos produtos contenham glúten devem informar a
presença da proteína em suas embalagens, visivelmente.
Prejudicada, a consumidora entrou em contato com o SAC (Serviço de
Atendimento ao Consumidor) da Nestlé para ser recompensada e alertar
sobre a situação, para prevenir que outros alérgicos também sofressem.
O serviço a orientou a procurar um médico, providenciar o tratamento e
enviar os laudos e recibos para o reembolso das despesas.
Porém, ao solicitar o reembolso no valor de R$ 889,20, Adalgisa foi
informada de que para receber a quantia, teria que assinar uma
declaração comprometendo-se a não divulgar ou reclamar em juízo da
empresa —caso se recusasse a fazê-lo, não receberia nada.
Ainda
que estivesse passando por dificuldades financeiras na época, a
secretária tentou retirar do contrato a cláusula que proibia
divulgação. Após ser pressionada pela nutricionista a aceitar o
acordo, a consumidora não cedeu e decidiu buscar ajuda no Procon.
A
coordenadora do Procon de Itajubá (MG), Maria Luiza Yokogawa,
dirigiu-se ao estabelecimento “Mercadinho Ferreira” e apreendeu duas
caixas do produto com mesmo lote e prazo de validade. Verificando que
as informações relativas ao glúten não constavam da embalagem e que a
análise da Funed (Fundação Ezequiel Dias) qualificou o invólucro do
produto como inadequado, o Procon instaurou processo administrativo
contra a Nestlé e condenou a multinacional ao pagamento de multa de R$
105.972,59. A companhia recorreu da decisão, mas a Secretaria do
Governo de Itajubá manteve a punição, deferindo, contudo, a redução do
montante a pagar.
Impasse
Diante da recusa da empresa arcar com o ressarcimento, a secretária
ajuizou ação em 30 de setembro de 2003. O juiz da 3ª Vara Cível de
Itajubá Willys Vilas Boas, proferiu em 26 de maio de 2006 sentença de
primeira instância favorável à consumidora, rejeitando os argumentos
da Nestlé de que a culpa era exclusiva da vítima.
A
empresa alegou que para saber da presença do glúten “basta saber ler”
e que o dano tinha como única causa a própria responsabilidade da
mulher.
Entretanto, para o magistrado, “ficou cabalmente comprovado o equívoco
e sua posterior correção, pois a empresa acabou modificando sua
embalagem. Também não tenho dúvida de que a omissão da expressão
‘contém glúten’ gerou danos à saúde da autora”.
Com isso, a Nestlé decidiu recorrer da decisão, afirmando que “a
presença de glúten nos bombons em questão é de 20 partes por bilhão”,
sendo, portanto, praticamente irrelevante e consistindo em traços
ínfimos da substância, resultantes de eventual contaminação de um grão
por outro.
Além
disso, alegou que a medida de divulgar a existência de glúten seria
apenas uma precaução, porque as máquinas utilizadas para processamento
dos flocos de arroz, que estão presentes no Crunch e no Chokito e não
contêm glúten, são empregadas também para processar cereais cuja
composição inclui a proteína prejudicial aos celíacos.
Ainda assim, para o desembargador Alberto Aluízio Pacheco de Andrade,
da 10ª Câmara Cível do TJ, a decisão primitiva deveria ser mantida.
Portanto, o magistrado negou provimento à Nestlé, pois entendeu que
“ficou caracterizado o vício oculto”.
“A
ausência de advertência da existência de glúten entre os ingredientes
do produto levou a autora a consumir o produto e deflagrou os sintomas
da doença. Isso caracteriza ocorrência de dano moral passível de
indenização”, finalizou o desembargador.
Projeto de lei sobre
aviso de presença de glúten nos alimentos revolta grupo de doentes
Jornal O DIA ONLINE - 03/08/2009
Rio - Uma
mensagem com apenas três palavras, mas essencial para portadores
de uma doença, está no centro de uma polêmica. Se aprovado na
Câmara dos Deputados, um projeto de lei que pode eliminar dos
rótulos de embalagens de alimentos a inscrição ‘não contém
glúten’ vai complicar a vida das vítimas da doença celíaca, que
têm dificuldade para processar certas substâncias.
O Projeto de Lei 336/2007, de autoria do deputado Ciro Pedrosa (PV-MG),
recebeu parecer favorável do relator Maurício Trindade (PR-BA) e
trata da exibição do símbolo internacional de alimentos isentos
de glúten nos rótulos das embalagens. O problema, segundo a
Federação Nacional das Associações de Celíacos do Brasil (Fenacelbra),
é que o Projeto de Lei 943/2007, do deputado Darcísio Perondi
(PMDB-RS), foi anexado ao primeiro e sustenta que a indústria
alimentícia indique a ausência da proteína somente em produtos
dos quais ela foi retirada por processo tecnológico.
Se aprovada junto com o projeto posterior, a proposta de Perondi,
que já havia sido arquivada pelo próprio parlamentar, iria de
encontro à lei 10674/2003, que garante a obrigatoriedade da
inscrição ‘não contém glúten’, e a derrubaria, prejudicando
celíacos.
Segundo a assessoria do deputado federal Maurício Trindade, “há
uma visão errônea do projeto”, pois a ideia é que o símbolo
internacional de alimentos isentos de glúten acompanhe a frase
‘não contém glúten’, dando, portanto, maior segurança aos
celíacos.
“Um símbolo não garante nada. Queremos que a Lei 10.674 continue
como está, sem modificações. A informação nos rótulos foi um
avanço, pois o celíaco gasta a metade do tempo para fazer
compras, já sabendo o que pode consumir. Não há processo
tecnológico que tire totalmente o glúten dos alimentos”, destaca
Nildes Oliveira, presidente da Fenacelbra e membro do Conselho
Nacional de Saúde.
Para Dani Acioli, 34, mãe de Theo, 4, portador da doença
celíaca, ver nos rótulos a inscrição ‘não contém glúten’ é
essencial para garantir a saúde do filho: “Seria um retrocesso
perder essa informação”.
O projeto ainda está parado. Haverá audiência com representantes
de associações de celíacos para esclarecimento. Integrantes da
Fenacelbra fizeram abaixo-assinado contra o projeto na Internet:
www.abaixoassinado.org.
Doença celíaca impede ingestão da proteína
Doença celíaca é uma intolerância permanente ao glúten —
proteína presente no trigo, aveia, centeio, cevada e malte —,
que acomete indivíduos com predisposição genética e se
caracteriza pela inflamação da mucosa do intestino delgado,
impedindo a absorção adequada dos alimentos, sais minerais e
vitaminas. Geralmente se manifesta na infância, mas pode surgir
em qualquer idade, inclusive em adultos.
Como não há cura, o
tratamento consiste na dieta isenta de
glúten por toda a vida. O exame que diagnostica a doença
celíaca, biópsia do intestino delgado, ainda não é feito pelo
Sistema Único de Saúde. Mas o Ministério da Saúde já sinaliza
que pretende incluí-lo no SUS.
GLÚTEN É uma proteína presente no trigo, cevada, centeio, aveia,
triticale, malte e painço, e em todos os seus derivados, como a
farinha, farelos e germe. Vítimas da doença celíaca não podem
ingerir glúten.
Um
estudo holandês revelou que os suplementos de vitamina B reduzem o
risco de desenvolvimento de níveis muito elevados de homocisteína
nos pacientes com doença celíaca, devendo ser considerados na gestão
da doença.
O Dr. Muhammed Hadithi, do Centro Médico da Universidade de Vrije, em
Amesterdão, explicou que a doença celíaca aumenta o risco de deficiência
de folato e vitamina B12, o que pode contribuir para o desenvolvimento
de níveis excessívos de homocisteína , um amino ácido, e
a associação a doença vascular.
Os investigadores estudaram o efeito de suplementos de vitamina B6,
folato e vitamina B12 diariamente (com uma dieta sem glúten) nos níveis
da homocisteína em 51 adultos com doença celíaca e 50 adultos
saudáveis com as mesmas idades e sexo para o controlo. A média de
idades dos pacientes celíacos era de 56 anos e 40 por cento eram
homens.
Vinte e cinco dos pacientes (49%) utilizaram suplementos de vitamina B.
A dose diária de vitamina B6 foi de 1 a 6 miligramas, folato de 100 a
400 microgramas e vitamina B12 de 0,5 a 18 microgramas.
Como esperado, os pacientes celíacos que tomaram suplementos de
vitamina B apresentaram níveis significativamente mais elevados
de vitamina B6, folato e vitamina B12, em comparação com os pacientes
celíacos que não receberam vitamina B e os controlos saudáveis.
Os pacientes celíacos que estavam a tomar vitaminas B também
apresentaram níveis totais mais baixos de homocisteína
(7,1 micromoles por litro - µmol/L) do que os pacientes que não
receberam vitaminas B (11,0 µmol/L) e os controlos saudáveis (9,7 µmol/L).
De acordo os investigadores, os suplementos de vitamina B podem
normalizar o estado de B6, folato e B12 e os níveis
totais de homocisteína.
Os investigadores concluíram na “World Journal of Gastroenterology”
que, mesmo que o benefício de baixar a homocisteína
seja discutível, a deficiência de vitamina B a longo prazo deve ser
evitada. Isto implica uma monitorização de rotina dos pacientes celíacos
ou tratamento standard com doses moderadas de suplementos de vitamina B.
A doença celíaca, que pode afectar crianças e adultos, é uma intolerância
a uma proteína do trigo, o glúten, provocando alterações no
intestino que acarretam uma má absorção, que podem resultar em
sintomas como diarreia frequente e perda de peso extrema.
março
de 2009
FENACELBRA
envia a todos os prefeitos
documento
solicitando informações sobre o atendimento aos celíacos
O 2º
Encontro dos Celíacos de Alagoas aconteceu no dia 29 de novembrode
2008 e foi um sucesso ! O encontro contou com cerca de 25
participantes, entre os quais 5 crianças, uma médica
gastroenterologista, uma nutricionista e uma psicóloga. Durante o
evento houve depoimentos e muita troca de experiência. Ao término da
reunião nos deliciamos com receitas sem GLÚTEN trazidas pelas famílias.
Foi mais um passo do grupo dos celíacos-Al rumo a fundação da
ACELBRA-AL.
Glaucia
Esteves
Curso:
Abordagem da Doença Celíaca na Nutrição Funcional
No
dia 01 de novembro o Profº Roberto Marcilio, Nutricionista formado pela
UNI-RIO, com Doutorado na UNICAMP, promoveu a realização do Curso
"Abordagem da Doença Celíaca na Nutrição Funcional", para
estudantes de Nutrição, realizado na Clínica Vera Cruz, em Bangu. A
ACELBRA-RJ foi contemplada com uma vaga e esteve representada através
da presença de Ester Benatti, membro da Diretoria. A Engenheira
de Alimentos, Profª Maria Ivone Barbosa também ministrou
aula. A Nutrição Funcional pode ajudar muito aos celíacos na
recuperação e equilíbrio do seu organismo. O Profº Roberto tem vasta
experiência com a Doença Celíaca, tendo desenvolvido sua tese de
doutorado nessa área. Mais informações sobre o trabalho dele podem
ser obtidas no site www.robertomarcilio.com
.
Profº
Roberto Marcílio e Ester Benati (ACELBRA-RJ)
Empresa
brasileira lança
site
mundial sobre alergias alimentares
Nova comunidade online permite que atividades como comer fora de casa e
viajar sejam mais fáceis, seguras e prazerosas para aqueles com restrições
alimentares
São
Paulo, 22 de Julho de
2008. AOrigem Scientifica, uma empresa de
consultoria científica brasileira especializada em pesquisas na área de
saúde e análise de dados, tem o prazer de anunciar o lançamento mundial
do Specialgourmets.com, um guia interativo e dinâmico com o objetivo de
tornar experiências como viajar e jantar fora mais seguras e prazerosas
para pessoas com alergias alimentares e doença celíaca. Nascido da
necessidade dos próprios fundadores e sua família, o Specialgourmets é
um guia inovador, cujo conteúdo será gerado (e gerenciado) por uma
comunidade inteira de pessoas que compartilham das mesmas experiências e
restrições alimentares em todo o mundo. Usando um mapa, os usuários
poderão buscar e visualizar lugares adequados (como restaurantes, bares,
lojas e hotéis) em qualquer região geográfica (país, cidade, bairro),
adicionar novos estabelecimento onde tiveram experiências positivas,
escrever revisões sobre os estabelecimentos listados, corrigir e
atualizar as informações sobre um determinado lugar, imprimir listas
para levar em viagens, compartilhar lugares favoritos com seus amigos e
receber alertas por email quando um novo estabelecimento adequando às
suas dietas seja adicionado em uma região ou quando novas revisões sejam
feitas para estabelecimentos determinados pelo próprio usuário. O
Specialgourmets já está disponível em três idiomas (Português,
Inglês e Espanhol), mas novos idiomas serão incluídos em breve.
Milhões
de pessoas no mundo todo (as estimativas mais conservadoras situam a cifra
em torno de 200 milhões de pessoas) sofrem de algum
tipo de alergia alimentar (como alergia a ovos, peixe, frutos de mar,
leite, soja e amendoim) ou de doença celíaca, um problema auto-imune
causado pela ingestão de glúten (uma proteína presente no trigo, cevada
e centeio). Para estas pessoas, a ingestão de quantidades ínfimas do
alimento que não podem comer pode ser extremamente prejudicial à saúde
e em alguns casos até mesmo fatal. Dessa forma, comer fora e viajar
tornam-se atividades não somente limitadas, como também estressantes e
até perigososas. De acordo com a fundadora do Specialgourmets, formada em
Biociências pela Universidade de São Paulo e doutora pela Universidade
de Oxford, Cynthia Schuck Paim, encontrar um lugar que ofereça opções
para essas dietas de forma segura pode ser difícil, e não existe ninguém
melhor do que alguém que possua a mesma restrição alimentar para
sugerir estabelecimentos apropriados.
O site é o primeiro do gênero no mundo e está sendo lançado simultâneamente
em vários países pela empresa brasileira. Ao oferecer uma série de
ferramentas e recursos tecnológicos que permitem aos usuários
compartilhar de suas experiências, bem como um sistema abrangente de
busca e de alertas, o Specialgourmets permitirá àqueles com alergias e
restrições alimentares desfrutar das riquezas culinárias do mundo com
mais facilidade, tranquilidade e prazer. Outro objetivo do website é o de
facilitar a busca de Associações e Grupos de Apoio os quais atuem em
determinadas áreas geográficas, e desta forma apoiar o magnífico
trabalho destas Associações na divulgação e concientização dessa
questão na sociedade. O site também disponibiliza uma seção de dicas e
conselhos que os usuários devem seguir quando forem comer fora, cartões
para serem levados aos restaurantes (os quais podem ser personalizados),
bem como um resumo dos procedimentos básicos que os estabelecimentos do
setor alimentício (restaurantes, bares, hotéis) devem seguir para que
possam servir, de forma segura aos clientes, refeições sem glúten e sem
os alimentos responsáveis pelas alergias mais comuns. Todos
os serviços são inteiramente gratuitos, tanto para usuários como para
donos de estabelecimentos.
Livro
Lançamento em Porto Alegre
no dia 06 de junho de 2008 do livro "Glúten e Obesidade: a
verdade que emagrece " de Regina Racco, contou com a presidente
da ACELBAR-RS, Suzana Schommer e da Nutricionista Elenise Corbari.
www.gluteneobesidade.com.br
Laboratório
americano avança em seus estudos na busca de medicamento que possa
ajudar aos portadores de doença celíaca. Para mais informações sobre o
AT 1001, visite o site da Alba Therapeutics -
www.albatherapeutics.com
.
Para
ver a animação de como o AT 1001 age no organismo, visite o link:
Pesquisa da
Faculdade de Medicina da UFMG mostra que dentistas podem identificar
sinais da doença celíaca e encaminhar pacientes para tratamento médico
mais cedo.
A doença celíaca é a
intolerância permanente ao glúten - substância encontrada em alimentos
como trigo, centeio, aveia e cevada. Uma doença comum. Sua prevalência
pode chegar a 1% da população mundial.
O primeiro estudo realizado
em bancos de sangue no Brasil e na América Latina, em 1999, indicou
prevalência de um celíaco para cada 681 brasileiros.
Em 2000, outra pesquisa,
coordenada pela mesma autora, Eleonora Gandolfi, mas com metodologia
diferente e desenvolvida dentro de um hospital (Universitário de Brasília
- com 1686 crianças e adolescentes), identificou a ocorrência de um celíaco
para cada 281 pacientes. Apesar das diferenças, os dois estudos denotam
que a prevalência da doença merece atenção.
Essas informações
integram a dissertação de mestrado “Prevalência da hipoplasia de
esmalte dental em pacientes celíacos”, defendida hoje, 5 de setembro,
pela cirurgiã-dentista Luciana Quintão Foscolo Melo, dentro do Programa
de Pós-Graduação em Ciências da Saúde da Faculdade de Medicina da
UFMG (Saúde da Criança e do Adolescente).
Luciana Melo explica que a
hipoplasia dental, um defeito na formação dos dentes que resulta no
aparecimento de manchas no esmalte, além de comprometer a estética também
aumenta a vulnerabilidade a cáries.
Mas a novidade de sua
pesquisa é apresentar a má formação também como um sinal que, se
devidamente avaliado pelos dentistas, pode ajudar os médicos a
diagnosticar mais cedo esses pacientes.
A conseqüência desse
intercâmbio é que, uma vez deixando de ingerir o glúten, desaparecem
todos os sintomas. Os mais freqüentes são o atraso do crescimento e, em
adolescentes, puberdade retardada.
Mas, de uma vasta lista
pode-se também destacar , com variações individuais, em geral, sintoma
gastrintestinal variando em tipo e intensidade (como diarréia, excesso de
gases, soluços constantes, cólicas e vômitos), perda de peso, perda de
musculatura, e, na maioria das vezes, falta de apetite.
Uma dificuldade para a
troca de informação entre os profissionais é, na avaliação da autora,
que muitos dentistas desconhecem a doença celíaca. Para isso, ela propõe
que o remédio seja a ampla difusão da informação científica a
respeito.
Outra postura que defende
é que o dentista contemporâneo, além de tratar os dentes, deve estar
apto a contribuir com a medicina na promoção da saúde da população,
de forma mais ampla que no passado. O médico, por sua vez, também pode
se valer do sinal dental como auxiliar na investigação que leve ao diagnóstico.
Embora seja comum, a doença
celíaca é subdiagnosticada. O diretor da Faculdade de Medicina,
professor Francisco Penna, gastroenterologista pediátrico e orientador da
pesquisa, ensina que ela se apresenta de diferentes maneiras.
O paciente pode sofrer de
anemia ou ter apenas baixa estatura, por exemplo, mas essas manifestações
podem ter outras causas. “Quando a doença se manifesta da forma clássica,
com diarréia, desnutrição e irritabilidade, dentre outros sinais, o
diagnóstico fica mais fácil”, afirma.
Segundo o orientador, “a
pesquisa traz mais um caminho. Um novo dado para prosseguir na investigação
diagnóstica da doença celíaca”. Ele destaca ainda a importância da
interdisciplinaridade para a devida promoção da Saúde e cita o Programa
de Pós-Graduação em Saúde da Criança e do Adolescente da Faculdade de
Medicina da UFMG, que atualmente recebe profissionais de várias áreas.
OS RESULTADOS
A pesquisa mostra que a
hipoplasia dental é mais freqüente entre pessoas com intolerância ao glúten,
embora possa ser provocada por outras doenças, como diabetes, asma e
bronquite, ou até mesmo por traumas.
Foram avaliados 66 crianças
e jovens, com idade de 7 a 23 anos, entre pacientes do Ambulatório de
Gastroenterologia Pediátrica do Hospital das Clínicas da UFMG e
cadastrados na Associação dos Celíacos do Brasil, seção Minas Gerais.
34 eram celíacos e 32 não tinham a doença.
A porcentagem de celíacos
com hipoplasia dental foi de 88,2%, enquanto no grupo de pacientes não-celíacos
o porcentual atingiu 28,6%. De acordo com o estudo, as chances de um
paciente celíaco desenvolver a hipoplasia dentária são 12,5 vezes
maiores, se comparadas à incidência entre os não-celíacos.
A DOENÇA CELÍACA
O principal sintoma da doença
celíaca é a diarréia crônica. A ingestão de glúten provoca inflamação
no intestino delgado, que passa a apresentar falhas na absorção dos
nutrientes. Uma das conseqüências é a desnutrição e o desenvolvimento
de anemia resistente ao tratamento com ferro.
Descrita como patologia
predominantemente de raça branca e de caráter genético-imunológico, há
relatos de sua incidência em indivíduos mulatos e negros. Atinge pessoas
de todas as idades, mas principalmente crianças, sendo mais freqüente
nas mulheres do que nos homens.
Além disso, os celíacos
podem apresentar déficit no crescimento, atraso menstrual, esterilidade e
aftas recorrentes. Como a simples interrupção da ingestão de glúten
faz desaparecer os sintomas, o diagnóstico precoce é tão importante.
Nova linha da
nutrição mostra que cada pessoa reage de um jeito aos alimentos e faz
correções radicais na dieta para tratar de enxaqueca a hiperatividade
MÔNICA TARANTINO - ISTO É - On-line
Esqueça tudo o que ouviu falar até hoje
sobre calorias e os efeitos da combinação de carboidratos e proteínas.
O segredo da boa alimentação está em descobrir – e respeitar – as
particularidades de cada organismo. Por essa premissa, há risco de que
aquele cacho de uva que você come com prazer, por exemplo, cause reações
nada benéficas ao seu corpo. Pelo menos é isso o que acreditam
representantes de uma nova corrente da nutrição, os nutricionistas
funcionais. Segundo essa linha de estudos, por mecanismos individuais,
pode-se responder mal a alimentos e, com isso, sofrer reações alérgicas
muitas vezes não reconhecidas como tal. A repetição dos episódios é
nefasta. “O consumo excessivo de um alimento tido como inofensivo pode
estar na origem de males como enxaqueca, ansiedade, tensão pré-menstrual,
rinite, distúrbios de comportamento e hiperatividade”, explica a
especialista em nutrição funcional Patricia Haiat Davidson, do Rio de
Janeiro.
Os mecanismos que levam a esse desfecho só
começaram a ser desvendados a partir da constatação de que é o
metabolismo de cada um que determina o que e como o corpo aproveita os
alimentos. “Posso me dar bem com aspargos ou leite, mas outra pessoa
pode não ter as enzimas exigidas para a boa digestão”, explica Valéria
Paschoal, vice-presidente do Centro Brasileiro de Nutrição Funcional.
Para esse segundo indivíduo, o resultado da ingestão repetida desses
alimentos pode ser o desenvolvimento das alergias tardias. “Isso ocorre
porque, com o tempo, o corpo se torna sensível às substâncias que não
aproveita e se defende”, explica a nutricionista Lucyanna Kalluf, de São
Paulo. A partir daí, o que se segue é a liberação de várias substâncias
que, no final da cascata, prejudicam o funcionamento cerebral e todo o
sistema vascular, expondo o organismo a várias doenças. Um dos pontos
atingidos, por exemplo, é a fabricação de serotonina, composto
envolvido no processamento das emoções. Em desequilíbrio, pode levar à
depressão e ao agravamento dos sintomas da TPM.
Baseados nessa nova abordagem, os
nutricionistas têm trabalhado em parceria com médicos para melhorar
sintomas e prevenir doenças. Foi por intermédio de um psiquiatra que
Solimar Lélis, de São Paulo, marcou uma consulta com Lucyanna em busca
de opções para amenizar os sintomas de hiperatividade e transtorno de déficit
de atenção do filho Helinho, 12 anos. Ela diagnosticou alergia a leite e
derivados, tirou também produtos com trigo e alimentos com glutamato,
como o molho de soja shoyu, que ele amava. “Contém glutamato monossódico,
que leva à excitabilidade, péssimo para quem é hiperativo”, explica
Lucyanna. Seguindo a dieta há um ano, o garoto se delicia com
achocolatados de soja e biscoitos à base de polvilho e arroz e não toma
mais remédio. “Ele está menos agitado, dorme profundamente e
já o vi lendo revistas concentrado, o que antes era impensável”,
comemora Solimar.
Para descobrir os alimentos que podem estar
na raiz das doenças, os nutricionistas fazem uma investigação
detalhada. No primeiro encontro, Helinho e Solimar responderam a mais de
100 perguntas sobre hábitos, alimentos mais consumidos, sensações e
comportamentos associados à comida. As informações foram processadas
por um programa de computador desenhado para revelar os inimigos do
metabolismo do paciente. Alguns também são submetidos a exames para
identificar alérgenos e possíveis alterações genéticas.
A partir dessas informações, cria-se um
novo cardápio. A atriz Mariska Nichalik, 26 anos, deu uma virada radical
na alimentação. Ela tinha sintomas intensos de TPM com duração de pelo
menos 20 dias e sentia-se deprimida. Também lutava com o peso. Após uma
consulta com a nutricionista Patrícia, cortou laticínios, refrigerante
diet, pão, leite e glúten e incorporou alimentos como a couve-flor e o
óleo de linhaça. “Não tive mais sintomas e perdi mais de cinco
quilos”, conta. Outro ponto que preocupa os nutricionistas é o consumo
exagerado de alimentos industrializados. “O risco é a grande ingestão
de componentes químicos estranhos ao organismo, o que pode desencadear
alergias e, conseqüentemente, outras doenças”, explica Lucyanna.
ISTO É ON-LINE -
27/08/2007
ACELBRAs participam da
III CONFERÊNCIA
NACIONAL DE SEGURANÇA ALIMENTAR E NUTRICIONAL em Fortaleza
Entre
os dias 03 e 06 de julho de 2007 foi realizada em Fortaleza a III
Conferência Nacional de SAN, organizada pelo CONSEA e Governo Federal.
As Acelbras estiveram presentes defendendo os direitos dos celíacos e
de todos os portadores de necessidades alimentares especias ( diabéticos,
hipertensos, fenilcetonúricos, alérgicos ). Durante a Conferência a
Acelbra foi responsável pela organização de uma Oficina oferecida aos
participantes ( Delegados e Observadores) onde pode apresentar a
Doença Celíaca e as questões ligadas ao celíaco. A Nutricionista
Margarida Silva ( Universidade Federal de Viçosa / Acelbra-MG ) foi a
palestrante e os representantes das Acelbras contribuiram com a
apresentação de esquetes teatrais para dinamizar a Oficina. No
encerramento da Conferência a Acelbra apresentou uma MOÇÃO,
encaminhada ao Ministério da Saúde:
"OS
DELEGADOS DA III CNSAN SOLICITAM QUE O MINISTÉRIO
DA SAÚDE, POR MEIO DA SECRETARIA DE ASSISTÊNCIA E ATENÇÃO À SAÚDE
- SAS, CONCRETIZE O PROTOCOLO CLÍNICO E DIRETRIZES DA DOENÇA
CELÍACA E IMPLEMENTE A CAPACITAÇÃO DOS PROFISSIONAIS QUE
ATUAM NO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE - SUS, PRIORITARIAMENTE OS QUE ATUAM
NA ATENÇÃO BÁSICA E PROGRAMA DA SAÚDE DA FAMÍLIA-PSF
Representantes
das Acelbras e o Ministro Patrus Ananias
Mercado
alimentício não atende celíacos
O
interesse de Rose em desenvolver esse tipo de alimento
surgiu de um problema enfrentado pela filha. Foto: Juliana
Gonçalves.
A necessidade de produtos especiais sem glúten
torna os celíacos um público consumidor abandonado pelo mercado.
Quando percebeu isso, baseada num problema da própria filha, Rose
Abranches passou a desenvolver produtos a partir da banana verde,
ou seja, sem glúten - a proteína que afeta a qualidade de vida
dos celíacos. O organismo de quem tem esse problema produz
anticorpos que combatem o glúten assim que toma contato com a
proteína. Esses anticorpos atrofiam o intestino delgado, que
perde a capacidade de absorver nutrientes.
JULIANA GONÇALVES
Ainda pouco conhecida, seus sintomas podem se confundir com outros
distúrbios. Trata-se da doença celíaca - intolerância
permanente ao glúten. A doença geralmente se manifesta na infância,
entre o primeiro e o terceiro ano de vida. No entanto, pode surgir
em qualquer idade, inclusive na adulta.
O organismo do celíaco produz anticorpos que combatem o glúten
assim que toma contato com a proteína. Esses anticorpos atrofiam
o intestino delgado, que perde a capacidade de absorver
nutrientes. De acordo com a nutricionista Letícia Mantrim, a doença
celíaca é uma deficiência permanente, que impede a absorção
da proteína. "A ingestão de glúten provoca uma reação
imunológica. É como se fosse um corpo estranho, que o organismo
rejeita para se proteger", explicou Letícia.
A nutricionista explicou ainda que os sintomas e as reações do
organismo dos celíacos variam muito. Em crianças os sintomas
mais freqüentes são emagrecimento, anemia, diarréia crônica, vômito
e distensão abdominal. Além disso, baixa estatura, osteoporose,
prisão de ventre e irritabilidade podem ser indicativos da doença.
O glúten é uma proteína encontrada no trigo, na aveia, no
centeio, na cevada e no malte. Assim, o único tratamento possível
para a doença é a dieta isenta de qualquer alimento à base de
algum desses ingredientes, ou seja, pães, bolos, massas, bolachas
e bebidas (cerveja, whisky, vodka).
O paciente celíaco que ingere esses alimentos tem maior risco de
desenvolver outras doenças, como problemas de tireóide, de fígado,
nos rins, de pele e até câncer. Por isso, a doença pode até
levar à morte. Qualquer quantidade de glúten pode ser
prejudicial para o celíaco. Por isso existe até legislação
para regulamentar o assunto. A lei federal 10.674, de 2003, obriga
os fabricantes a identificarem nas embalagens a presença ou não
de glúten nos alimentos industrializados. Conforme um estudo da
Universidade de Brasília (UnB) existe um celíaco para cada 600
habitantes. Vida de celíaco
O celíaco pode apresentar um conjunto de sintomas ou apenas um, o
que às vezes atrasa e dificulta o diagnóstico da doença. Aline
Gonçalves de Santa, por exemplo, só descobriu que era celíaca
aos 13 anos de idade. O diagnóstico foi feito por causa da baixa
estatura. Só depois de procurar o médico, preocupada com o fato
de não estar crescendo, foi que Aline descobriu que era celíaca.
Diagnosticado o problema, Aline - hoje aos 17 anos - disse que
cortou alimentos com glúten de sua alimentação e passou a
substituir o trigo por outros ingredientes, como fubá, fécula de
batata, farinha de arroz e amido de milho. No entanto, além do
problema fisiológico, o celíaco enfrenta ainda outra
dificuldade. "É muito difícil encontrar produtos sem glúten
no mercado", contou Aline que elabora muitos dos produtos que
consome.
Segundo informações da Associação dos Celíacos do Brasil
(Acelbra), devido à falta de produtos industrializados especiais
sem glúten no mercado brasileiro, a maior parte dos alimentos
consumidos pelos celíacos é elaborada em casa, por eles mesmos.Foi aí que a microempresária Rose Mary Abranches
encontrou uma brecha.
Inspirada num programa de televisão que ensinava como fazer
salgadinho de banana, Rose passou a desenvolver novos produtos a
partir da fruta. Além de pôr em prática a receita do
salgadinho, ela desenvolveu misturas para bolos, tortas, nhoque,
macarrão, almôndegas, empadas - tudo feito com banana verde, ou
seja, sem glúten.
A última novidade é o granulado de banana para quibe, que
inclusive já foi patenteado pela microempresária. Os produtos,
além de saborosos, são nutritivos e saudáveis porque são
elaborados com ingredientes naturais. Rose Mary Abranches
demonstrou seus produtos na 47ª Exposição Agropecuária e
Industrial de Londrina, realizada de 5 a 15 de abril.
O interesse de Rose em desenvolver esse tipo de alimento surgiu de
um problema enfrentado pela filha. Depois de sofrer um aneurisma,
seu organismo já não aceitava qualquer alimento. A aprovação
foi tão grande que Rose decidiu comercializar seus produtos.
Registrou-os, desenvolveu embalagens e passou a divulgar os
produtos.
A maioria dos alimentos elaborados por ela surgiu a partir de
pedidos de clientes com intolerância a algum tipo de alimento.
Por isso, o empenho de Rose em criar novas alternativas é
constante. A fim de ajudar as pessoas e diversificar seu negócio,
ela faz experimentos frequentemente para chegar a novas receitas.
Hoje ela já recebe encomendas de bolo, bem-casado, brigadeiro,
beijinho, cajuzinho; e salgados, como coxinha, risóles, quibe e
tortas. Tudo sem glúten. As últimas experiências têm sido na
tentativa de produzir doce de leite de soja, agora para pessoas
intolerantes à lactose.
Pesquisadores
de doença celíaca na Itália e no Centro de Pesquisas em
Baltimore, Maryland USA, conduziram uma apuração aleatória
multicentrada, com uso de placebo sem conhecimento de médicos e
pacientes, envolvendo 49 indivíduos adultos que tiveram biópsia
comprovada da doença celíaca. Eles estavam fazendo a dieta sem glúten,
contendo menos de 5 mg de gluten por dia, por no mínimo dois anos.
O
objetivo desse estudo era determinar se há um limite seguro para
exposição diária e prolongada a uma pequena quantidade de
gluten. Os ítens do estudo foram divididos em tres grupos, aos
quais foram dadas cápsulas diárias contendo 0mg, 5mg e 50mg de gluten.
Foram feitos exames e biópsias antes e depois do desafio. Um paciente
ao qual foi fornecido 10mg de gluten diariamente experimentou recaída
clínica, mas ao final não havia sido encontrada diferença
significativa na contagem de IEL dos tres grupos, o que levou à conclusão
de que " a ingestão de gluten contaminador pode ser mantido abaixo
de 50 mg por dia no tratamento dos doentes celíacos".
Este
estudo está em alinhamento com os anteriores, sobre ingestão limítrofe
de gluten. Para ajudar a colocar as quantidades de gluten usadas
na pesquisa em perspectiva e demonstrar porque o nível standard do
Codex Alimentarius é considerado seguro para os pacientes, o debate a
seguir servirá para quantificar o montante de gluten existente em ( ou
que compõe) 50mg.
A
quantidade de glúten no seu pão de trigo branco ( aproximadamente
30 gramas cada fatia) é por volta de 4.8 gramas ou 4.800 miligramas -
normalmente 10% de seu peso. Se dividir 4.800 por 50 achará 96; então
se uma fatia comum de pão branco for dividida em 96 pedaços se achará
o que, mais ou menos, é considerado seguro para um doente celíaco
consumir em um dia, de acordo com este estudo. Esta é uma fórmula que
pode ser usada para determinar quantos miligramas de gluten há na
sua alimentação, baseando-se em quantas partes por milhão (ppm)
de glúten existe no produto. A fórmula portanto é: ppm do produto
vezes o número de gramas do alimento dividido por mil, que é igual ao
número de miligramas. O CODEX ALIMENTARIUS especifica que os alimentos
naturalmente livres de glúten contém menos de 20ppm, e os que são fabricados
sem glúten com a qualidade Codex contém menos de 200ppm. Usando esta fórmula
se pode calcular quantas fatias de pão um celíaco pode ingerir para
consumir 50 mg de glúten.
Este
estudo e este artigo não são para estimular doentes celíacos a
ingerir glúten. A realidade é que a contaminação
cruzada de produtos supostamente sem glúten é muito comum,
e muitos de nós que fazemos a dieta acabamos ingerindo, por
desconhecimento, enormes quantidades diariamente. Estudos como este
podem trazer perspectivas e mais consciência sobre alimento
industrializado.
Tradução:
ANA MARIA ALEMIDA XAVIER
Nikkei
também pode sofrer intolerância a glúten
Karen
Fukushima
O pão sem
glúten é produto mais procurado por doentes celíacos
Há poucos anos temos tido notícias de
um mal ainda pouco conhecido, a doença celíaca – a intolerância
ao glúten (proteína de cereais como o trigo, a cevada, o centeio
e a aveia), da qual sofrem pessoas com predisposição genética,
segundo a Associação de Celíacos do Rio de Janeiro
(Acelbra-RJ). A entidade estima que, para cada celíaco
diagnosticado, existem de cinco a oito sem o diagnóstico,
por isso, ainda não existem estimativas exatas no Brasil. Mas
calcula-se que, para cada grupo de 200 pessoas, uma tenha a doença,
que pode ser descoberta tanto nos primeiros anos de vida quanto na
fase adulta.
Estas pessoas não podem comer nenhum alimento que tenha glúten,
para evitar o risco de desenvolver outras doenças, como
osteoporose e até câncer. A dieta isenta de glúten é o único
tratamento.
A doença tem preocupado a comunidade nikkei. Moisés Hirata, dono
de uma loja de produtos dietéticos no Mercado Municipal de
Curitiba, acabou focando o seu negócio em alimentos sem glúten
porque a Associação de Celíacos do Paraná pediu que
fornecesse. “Por conhecer algumas pessoas da Associação,
descobri que precisavam de espaço para vender esses produtos. Até
então queriam que os supermercado fornecessem. As redes não se
comprometeram. Aceitei, desde que tivesse respaldo de compra
e venda da Associação. Sigo à risca todas as dicas da
assessoria e carrego a bandeira”, diz o lojista, que costuma
freqüentar as reuniões da entidade.
Há estudos que apontam a incidência maior em mulheres e em
parentes de primeiro grau de quem tem o problema. A engenheira
eletricista Mari Watanabe descobriu que tinha dermatite
herpetiforme - uma variedade da doença celíaca, que em vez de
atacar o intestino ataca a pele – há cinco anos. A variedade é
muito mais rara, atinge um em cada grupo de 100 mil e por isso ela
levou mais tempo para aprender como se tratar. A engenheira
havia acabado de perder a mãe, Haruko Oda, seis meses antes de
ter o diagnóstico da doença, e teve que mudar todo o seu estilo
de vida em função do tratamento.
Desde 1994, Mari administrava a empresa de equipamentos mecânicos
herdada do pai, Akio Oda, localizada no bairro da Vila Hauer, em
Curitiba. Quando a mãe faleceu, ela ficou em estado de estresse e
começou a ter alergias que resultavam em feridas que nunca
cicatrizavam. Teve febre, anemia e emagreceu. Após uma biópsia,
descobriu que tinha a doença celíaca. A engenheira terceirizou a
empresa e passou a ter uma vida mais tranqüila, mudando para
Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba.
“Como as vendas da empresa caíram com a concorrência de
importados, despedi funcionários, terceirizei os serviços e
aluguei o barracão onde a empresa estava instalada”, conta.
Em Pinhais, além de aprender a fazer pães e massas sem usar
farinha de trigo (substituindo por farinha de arroz, fécula de
batata e polvilho de mandioca, entre outros), ela passou a
fabricar componentes elétricos num ritmo mais vagaroso. E a
dedicar-se a atividades pacíficas, como cultivar horta, fazer
ilustrações botânicas (ela freqüenta um grupo de ilustradores
no Jardim Botânico), além de participar de grupos e ir a
congressos de celíacos para conhecer mais sobre a doença.
Mari está sempre alerta para o perigo de se “contaminar”,
isto é, ingerir alimento com glúten, que acaba desencadeando
alergias que causam bolhas em sua pele. Por isso, cada vez que vai
a um restaurante ou comer fora, ela tem que criar estratégias.
“Ou vou de barriga cheia pra não comer nada que faz mal
ou até levo a base da massa quando sou convidada pra ir numa
pizzaria com amigos”, diz, bem-humorada.
Ficha médica
A doença celíaca é conhecida desde o Século 11, mas só em
1888 foi descrita em detalhes por um pesquisador inglês, que
achou que as farinhas poderiam ser as causadoras da moléstia. Em
1953 a teoria da doença foi comprovada. O diagnóstico é feito
através de biópsia
da mucosa intestinal,
de endoscopia
digestiva e/ou da resposta à dieta isenta de glúten.
Sintomas típicos Adultos: diarréia crônica, perda de peso,
anemia, distensão abdominal e fraqueza Crianças: retardo no desenvolvimento, baixa
estatura, perda de peso, vômitos, diarréia, dor abdominal
recorrente, desnutrição Em ambos: anemia por deficiência de ferro,
neuropatia periférica
Condições associadas : pode estar associada a outros males como
câncer. Tratamento: dieta estritamente sem glúten, por
toda a vida. Com a dieta correta, há regressão completa da lesão
intestinal e dos sintomas.
Fonte:
Paraná Shimbun
22/12/2006
03:48
Secretaria
Municipal
de Saúde atende celíacos e fenilcetonúricos
Cascavel,
PR - A Secretaria de Saúde da Cascavel (PR) através do Sistema de
Vigilância Alimentar e Nutricional (Sisvan) realizou esta semana, no
Centro Especializado de Atendimento à Criança (Ceacri) o repasse de 28
cestas – referentes aos meses de Dezembro e Janeiro – e brinquedos,
para os 14 pacientes (10 celíacos e 4 fenilcetonúricos), que são
atendidos no Programa de Apoio à Portadores de Intolerâncias
Alimentares.
De acordo com a nutricionista, Márcia Dalla Costa, o trabalho é
desenvolvido a alguns anos em parceria com o Governo do Estado.
“Mensalmente o grupo reúne-se para trocar experiências, bem como
receber cesta de alimentos específicos ao tratamento da doença”,
explicou.
A fenilcetonúrica é uma doença congênita, que se não tratada
corretamente causa deficiência mental. É uma das cinco doenças
detectadas pelo Teste do Pezinho, que incide em média em um caso para
cada 28 mil bebês nascidos.
Já a doença celíaca é uma intolerância permanente ao glúten presente
no trigo, centeio, cevada e aveia. “Quando o celíaco ingere alimentos
contendo glúten, este produz lesão no intestino que no decorrer dos anos
pode causar câncer. Os sintomas cessam com a retirada do glúten da
dieta”, afirma a nutricionista.
Os sinais da doença celíaca referem-se à perda de peso, parada do
crescimento, diarréia crônica, distensão e dor abdominal,
irritabilidade, vômitos, entre outros. A recomendação da nutricionista
Márcia é de que os pais fiquem atentos a estes sinais e procurem a
Unidade Básica de Saúde mais próxima para obterem um diagnóstico
preciso. “Hoje temos 10 pacientes carentes atendidos, mas é importante
que os profissionais da área da saúde fiquem atentos aos sintomas já
que estes podem ser facilmente confundidos”, alerta a nutricionista.
Objetivo - A distribuição de brinquedos no Natal teve como meta
principal atrair a presença das crianças e assim poder fazer a vigilância
nutricional. Durante a entrega foram pesadas e medidas, tendo as informações
registradas no Sisvan para o acompanhamento crescimento e desenvolvimento.
O trabalho conta ainda com uma parceria com o curso de nutrição da
Faculdade Assis Gurgacz (FAG).