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ASSOCIAÇÃO DOS CELÍACOS DO BRASIL - ACELBRA - SEÇÃO RIO DE JANEIRO (ACELBRA-RJ)

 

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Receitas sem glúten e sem caseína da Claudia Marcelino

 

Fotos Denise Videira

 

 

 

 

CENTRO BRASILEIRO DE PESQUISA E APOIO NUTRICIONAL

 

 

Guia de Restaurantes para Celíacos e Alérgicos em todo o mundo.

 

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NOTÍCIAS 

As notícias divulgadas aqui são pesquisadas em páginas da Internet, sendo exibida a fonte original. Para maiores detalhes acesse o endereço fornecido. Se você quer mais informações científicas sobre doença celíaca, pesquise em nossa página: Artigos. Para ler as notícias antigas, clique aqui :  Notícias anteriores .

Para acompanhar mais de perto o nosso trabalho , clique aqui:  Notícias da ACELBRA-RJ

2010

IX ENCONTRO NACIONAL DE ASSOCIAÇÕES DE CELÍACOS

Teresa Gappo / Acelbra-RJ

Aconteceu no Rio de Janeiro, o IX Encontro Nacional das Associações de Celíacos do Brasil – ACELBRAs, que este ano abordou o tema “Capacitação da Sociedade em Participação no Controle Social”.

Estima-se que, hoje, no Brasil, há pelo menos um celíaco para cada grupo de 214 pessoas: são portadores de intolerância permanente ao glúten, proteína presente na maioria dos alimentos industrializados. O evento aconteceu nos dias 13, 14 e 15 de agosto de 2010, no Everest Rio Hotel, em Ipanema, e foi uma realização do Ministério da Saúde, através de suas Secretarias de Gestão Estratégica e Participativa e de Vigilância em Saúde, e organizado pela ACELBRA-RJ e pela Federação das Associações de Celíacos do Brasil – FENACELBRA.

Na falta de diagnóstico, os sintomas clínicos e doenças associadas à condição celíaca podem provocar internações recorrentes, sequelas e até mesmo o óbito do paciente. O glúten é uma proteína presente no trigo, centeio, cevada (inclusive malte) e na aveia, e a intolerância pode surgir em qualquer idade. Desde setembro do ano passado, o SUS já conta com um protocolo clínico e verba específica para realização de exames que possibilitem o diagnóstico da doença. A aprovação do protocolo foi um dos resultados da participação da FENACELBRA no Conselho Nacional de Saúde (CNS).

A participação da comunidade na gestão de políticas públicas foi justamente o tema desse encontro que reuniu cerca de 50 dirigentes das Acelbras de todo o Brasil. Introduzido pela Constituição Federal de 1988, o controle social compreende a atuação da comunidade no acompanhamento da gestão do Estado e da execução das políticas públicas. Entre os palestrantes do encontro estavam representantes  do Conselho Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional (CONSEA-RJ), do Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde (CONASEMS) , além de representantes do Ministério da Saúde.

Um fato inédito foi registrado na realização desse Encontro: o  Everest Rio Hotel ofereceu alimentação sem glúten para os 50 celíacos participantes do evento ( café da manhã, coffee break, almoço e jantar), garantindo um serviço especializado, sem riscos de contaminação cruzada por glúten. Todo o processo foi acompanhado pelo Gerente de A&B da Rede Everest, Sr. Zanoni e sua equipe de Nutricionistas, que montaram um cardápio variado e treinaram  o pessoal da área de alimentação do hotel sobre doença celíaca e segurança alimentar dos celíacos. É a primeira vez no Brasil que um hotel oferece esse tipo de atendimento, provando que é possível atender com segurança em restaurantes e hotéis a quem tem necessidades alimentares especiais. Que mais estabelecimentos desse tipo no Brasil possam seguir o exemplo do Everest !

www.everest.com.br

 

Cientistas “decodificam” o glúten para combater a doença celíaca

Quem sofre com a doença celíaca sabe o quanto é difícil ter que observar, em cada alimento, a presença ou não de glúten. É um sobressalto alimentar permanente e uma verdadeira vida paralela às das outras pessoas no quesito refeições. Com isso, a pessoa não pode comer pães, bolos, macarrão, pizza, bolachas e outros alimentos populares e muito consumidos no ocidente. Essa doença genética faz com que o corpo tenha rejeição a alimentos com trigo, cevada e centeio, que causam atrofia de partes do intestino delgado quando são ingeridos por um portador da doença.

Se uma pessoa desobedece à sua biologia e consome glúten, a reação do corpo é a seguinte: o intestino, atrofiado, perde a capacidade de digerir vários outros nutrientes, incluindo vitaminas. Com isso, os sintomas são falta de energia e disposição, perda de peso, diarreia, e crianças podem ter problemas no desenvolvimento. Essa disfunção intestinal é uma reação auto-imune, o próprio organismo ataca o intestino.

O glúten é uma proteína combinada com o amido, razão pela qual é encontrada em tantos alimentos de origem vegetal. Como não existe, atualmente, nenhum tratamento para a doença celíaca que não seja a total remoção dos alimentos que contêm glúten, cientistas de um instituto de saúde em Victoria (Austrália) estão analisando os três componentes internos do glúten que são responsáveis pela rejeição intestinal.

Buscando “decodificar” o glúten, os pesquisadores reuniram 200 portadores de doença celíaca para um acompanhamento. Os participantes eram servidos diariamente com porções de pão e bolinhos contendo centeio e cevada, durante três dias. Seis dias depois do início do experimento, foram colhidas amostras de sangue dos pacientes. A partir do exame, mapearam como os organismos reagem a cada um dos mais de 2.700 peptídeos (partes internas da proteína) do glúten. Em 90 peptídeos houve alguma mudança, e em três deles houve grandes reações ao glúten, e era o que os pesquisadores esperavam encontrar.

Sabendo quais são os peptídeos, os cientistas podem começar a trabalhar em um método para neutralizá-los no glúten. O objetivo maior é permitir que portadores da doença celíaca, que é genética, possam comer todos os alimentos que até hoje lhes foram proibidos. Além disso, o mesmo método pode ser usado para amenizar o sofrimento de pessoas que sofrem com reações alérgicas semelhantes (como a alergia ao leite por exemplo) e buscar novas formas de tratamento.

julho 2010

Fonte: http://hypescience.com/cientistas-%E2%80%9Cdecodificam%E2%80%9D-o-gluten-para-combater-a-doenca-celiaca/

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WASHINGTON - Pesquisadores australianos conseguiram identificar a causa molecular da doença celíaca, uma reação à proteína glúten encontrada em pães, massas e muitos outros alimentos que contenham trigo, informou a revista Science Translational Medicine.

Jason Tye-Din e seus colegas do Instituto Walter e Eliza Hall de Investigação Médica, em Parkville, apontam no artigo que a descoberta pode ajudar no desenvolvimento de métodos de diagnóstico, prevenção e tratamento da doença.

Estima-se que haja pelo menos três milhões de pessoas com doença celíaca nos Estados Unidos. A prevalência da doença no país é de aproximadamente uma pessoa em 133, mas aumenta para 1 em 22 nas pessoas que têm parente em primeiro grau com essa desordem do sistema imunológico causado pela intolerância ao glúten.

O Centro de Doença Celíaca da Universidade de Chicago indica que a prevalência é consideravelmente menor entre os hispânicos, negros e asiáticos, com uma média de uma a cada 236 pessoas.

Quando as pessoas que têm esse mal ingerem alimentos que contêm glúten, desencadeiam uma reação do sistema imunológico que danifica os cílios intestinais (pequenas saliências semelhantes a pêlos no interior do intestino delgado que capturam vitaminas, minerais e outros nutrientes).

Depois de um tempo, a incapacidade de absorver as quantidades adequadas de nutrientes causa deficiências de vitaminas que afetam o cérebro, o sistema nervoso, os ossos, o fígado e outros órgãos.

Até agora, a única forma conhecida de lidar com a doença celíaca era uma dieta, para a vida toda, que excluísse todos os alimentos com glúten.

Desde que, há 60 anos, o glúten foi identificado como causa da doença, tem havido pesquisas sobre peptídeos tóxicos do glúten, ou seja, as moléculas que compõem os blocos de proteínas que causam a enfermidade.

Os pesquisadores australianos fizeram um "perfil" das respostas imunes de mais de 200 voluntários com a doença celíaca - dez vezes mais do que em estudos anteriores.

Em seguida, desenvolveram um algoritmo simples para avaliar milhares de peptídeos em pacientes que comeram trigo, cevada e centeio durante três dias para ativar a resposta imune ao glúten.

Eles concluíram que um peptídeo antes negligenciado é responsável pela toxicidade comum do trigo, da cevada e do centeio.

Igualmente importante é que se determinou que as células de defesa do organismo, as chamadas células T do sistema imunológico - específicas para apenas três peptídeos do glúten -, são responsáveis pela maior parte da reação do organismo à proteína.

Esses resultados validam a hipótese já antiga, mas até então não comprovada, de que a doença celíaca ocorre porque as células T que despertaram a reação são altamente especializadas em apenas alguns peptídeos.
Fonte - (Estadão) - http://www.jornalpequeno.com.br/2010/7/21/pesquisadores-australianos-identificam-causa-molecular-da-doenca-celiaca-125279.htm

 

Entrevista com Raquel Benati, uma das fundadoras da ACELBRA-RJ,

para o Blog  DelishvilleSemGluten, de Leila Z :

http://www.delishvillesemgluten.com/?p=2293

 

As ACELBRAS de cada Estado do Brasil desempenham um papel muito importante; elas ajudam a orientar e informar os celíacos a ter uma dieta mais saudável e livre de glúten. Através de trabalho voluntário elas promovem encontros entre celíacos, caminhadas, debates, palestras com o objetivo de trocar informações e conscientizar as pessoas sobre a Doença Celíaca.

Hoje, através da entrevista com a Raquel Benati, vamos conhecer um pouquinho sobre trabalhos e atividades desenvolvidos pela ACELBRA do Rio de Janeiro.

 

Raquel, há quantos anos existe a ACELBRA –RJ?

Ela foi criada em setembro de 2005 (em 2004 criamos a equipe Rio sem glúten: criamos o site e depois realizamos o I Encontro de Celíacos do RJ - março de 2005 - e fizemos a I Caminhada de Celíacos do RJ – maio de 2005. A equipe Rio Sem Glúten se transformou então em Acelbra-RJ ). Tivemos o apoio direto da ACELBRA-SP/ACELBRA NACIONAL na formação da equipe e da Associação.

 

Qual é a estimativa para o número de celíacos no estado do RJ?

Se usarmos a prevalência do estudo da UNIFESP (estudo feito em 2005 – 1 celíaco para cada 214 doadores de sangue), teremos 70 mil celíacos em nosso Estado. O número de celíacos diagnosticados em nosso Estado é muito pequeno. Hoje temos menos de mil celíacos cadastrados na ACELBRA-RJ. Os hospitais públicos não sabem o número de seus pacientes que já foram diagnosticados com doença celíaca.

 

Quais são as atividades desenvolvidas pela ACELBRA-RJ?

Anualmente temos 2 eventos já fixos em nosso calendário: Dia Internacional dos Celíacos (3º domingo de maio), para divulgação da doença celíaca e o Encontro Estadual de Celíacos do RJ, que sempre acontece no segundo semestre (entre outubro e novembro), com palestras e oficinas para celíacos e familiares. Temos um convênio com a Faculdade de Nutrição da Universidade Federal Fluminense – os celíacos recebem orientação e acompanhamento nutricional gratuito no Ambulatório de Nutrição. A Acelbra-RJ participa do Conselho de Segurança Alimentar do Rio de Janeiro (CONSEA-RJ) como membro titular e também do Conselho de Alimentação Escolar do Estado do RJ (CAE).

Anualmente publicamos o boletim “Notícias sem glúten” e mantemos o site “Riosemgluten”. Temos tido contato direto com a equipe de Atenção Básica da Secretaria Estadual de Saúde para implementação do Protocolo Clínico de DC no SUS em todo o estado do RJ.

 

Quais as grandes dificuldades enfrentadas por Celíacos no RJ?

Primeiro é ter o diagnóstico. São pouquíssimos profissionais de saúde que tem conhecimento atualizado sobre doença celíaca. A maioria está na capital. No interior do estado a situação é ainda mais difícil. Depois de ter o diagnóstico é difícil encontrar um profissional de saúde que esteja apto a acompanhar o celíaco nessa outra fase: prevenção de possíveis problemas ou tratamento daqueles decorrentes de um diagnóstico tardio de DC. Alimentos sem glúten seguros, seja em supermercados, seja em lanchonetes e restaurantes, é coisa rara de se encontrar, principalmente no interior do estado.

 

Na sua opinião quais foram os grandes avanços e conquistas que beneficiaram os celíacos nos últimos dois anos?

O aumento no grau de informação que temos encontrado na mídia sobre doença celíaca e a sensibilidade ao glúten tem nos ajudado muito. A indústria alimentícia tem olhado para essa “fatia” especial do Mercado que são as pessoas com necessidades alimentares especiais e, a população em geral já tem prestado mais atenção ao que é glúten e o porque da rotulagem brasileira exigir as inscrições “Contém glúten” ou “Não contém glúten” nas embalagens de alimentos industrializados. Mas isso é fato apenas nas capitais, pois no interior do Brasil o desconhecimento sobre o assunto é muito grande.

Hoje a grande aliada dos celíacos que moram no interior é a Internet – acesso a informações sobre DC, receitas e compra de produtos sem glúten.

Uma grande preocupação da FENACELBRA é o incentivo da criação de Associações em todos os estados brasileiros, para que assim, os direitos dos cidadãos celíacos possam ser exigidos e que políticas públicas que atendam as nossas necessidades possam ser criadas e implementadas.

 

O que ainda precisa ser mudado na legislação brasileira em relação a DC?

Temos que fazer a Lei 10674/2003 ser aplicada integralmente e com responsabilidade. A ANVISA precisa regulamentar essa lei no que diz respeito a determinar o percentual de glúten aceitável em produtos aptos para celíacos (o CODEX ALIMENTARIUS determina até 20 ppm – partes por milhão – de glúten: esse índice é válido na Europa e nos Estados Unidos e Canadá ).

Temos que fazer o Protocolo Clínico de Diretrizes Terapêuticas da Doença Celíaca no SUS ser divulgado e ser usado. Precisamos que a alimentação sem glúten seja oferecida aos celíacos nas escolas, hospitais, prisões, restaurantes populares e outros espaços públicos. Os preços dos alimentos sem glúten (pães, bolos, massas etc.) precisam baixar para que as famílias possam oferecer aos seus celíacos, alimentação de qualidade e equilibrada, atendendo ao próprio Guia de Alimentação Saudável do Ministério da Saúde.

 

Qual foi o resultado da campanha de conscientização sobre a DC neste ano no RJ?

Após cada campanha dessa, sempre temos novos celíacos procurando as associações para se cadastrarem e pessoas pedindo mais informações sobre o diagnóstico de DC. Também mais pessoas passam a entender o que é a dieta sem glúten para o celíaco e como podem ajudar ( muitas famílias não apoiam seus celíacos e consideram frescura a questão do rigor da dieta e que a contaminação cruzada é “paranóia” …).

 

Que tipo de apoio a ACELBRA recebe do Estado, empresas, população…?

 O Ministério da Saúde publicou a Cartilha da Emília sobre doença celíaca em 2005 e tem colaborado muito com a realização de nossos Eventos (Encontro Nacional de Associações de Celíacos). As empresas que são parceiras da ACELBRAS também ajudam muito nas atividades realizadas em cada Estado, seja contribuindo com doação de produtos, seja com doações em dinheiro para realização de eventos e oficinas ou até mesmo na publicação de jornais, impressão de panfletos e folders ou camisetas.

 

Onde encontramos produtos sem glúten no RJ?

Nas lojas de produtos naturais das grandes cidades e alguns supermercados. Temos empresas de produtos sem glúten que tem sede no Rio: Pão do Fred, Pão da Beth, Vida sem Glúten, Delícias sem Glúten, Cultivar Brasil, Gaiatri, Talho Capixaba.

 

Como entrar em contato com a ACELBRA-RJ?

Visite o site www.riosemgluten.com ou nos escreva através do e-mail: faleconosco@riosemgluten.com / Tel: 24-9826-4037 / 24 -3377-3327

 

 

Eleições na ACELBRA-RJ

 

              No dia 16 de maio de 2010 foi eleita a nova diretoria da Associação de Celíacos do Rio de Janeiro , com vigência entre maio de 2010 e maio de 2012. A nova presidente, Miriam Francisca da Silva já vem representando a Entidade no Conselho Estadual de Segurança Alimentar ( CONSEA-RJ) e também no Conselho Estadual de Alimentação Escolar ( CAE-RJ ). Seu dinamismo e disposição para o trabalho voluntário trarão muitos benefícios para os celíacos de nosso Estado.

 

 Parabéns a todos da Nova Diretoria !!!

 

 

Amigos,


Neste sábado último, dia 15 de maio de 2010, recebemos em nossa sede as presenças ilustres e amigas de Raquel Benati (Presidente da ACELBRA/RJ) e de Tatiana Abrantes (Nutricionista) que ministraram a palestra "A Doença Celíaca e o Autismo: Uma Relação Pouco Conhecida".
O assunto riquíssimo nos trouxe muito aprendizado, e rendeu muitas discussões e argumentações, o que fez da palestra algo dinâmico e elucidativo.
Essa palestra também ficou marcada como um dos eventos da ACELBRA/RJ em Maio, Mês da Conscientização Sobre a Doença Celíaca. A APADEM se orgulha dessa parceria, e de podermos também divulgar o assunto, ainda tão desconhecido de nossa população. O trabalho social feito pelas duas associações é de suma importância para a população do nosso Estado.
Estiveram presentes os pais associados, e também profissionais da saúde e educação; agradecemos a presença de todos, e principalmente das palestrantes que serão sempre benvindas à nossa casa.
Agradecemos também a mídia que fez uma bela divulgação do evento.

Abraços Fraternos,
Claudia Moraes
(Presidente da APADEM - Volta redonda - RJ)

http://apadem.blogspot.com/

 

Claudia Moraes - presidente da APADEM

Pais e associados da APADEM

Nutricionista Tatiana Abrantes

Raquel Benati - ACELBRA-RJ

 

 

 

27/01/2010 - 08h04

DECISÃO

Alimentos que contêm glúten devem ter aviso sobre doença celíaca

A embalagem de alimentos contendo glúten, como os derivados de trigo, cevada e aveia, precisam comunicar não apenas a presença da substância mas também informar sobre a doença celíaca, uma intolerância a essa proteína. A decisão é da Segunda Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ). A Turma seguiu o voto do relator, ministro Castro Meira, ficando vencida ministra Eliana Calmon.

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) interpôs o recurso contra julgado do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), que considerou que não ser viável que todos os produtos contivessem informações dos inconvenientes que poderiam causar a cada grupo de determinadas pessoas. Para o tribunal, o aviso só seria obrigatório se significasse risco ao público em geral.

O recurso do MP, alegou que o TJMG não apreciou a argumentação apresentada. Afirmou ainda que o artigo 31 da Lei n. 8.078, de 1990, que define que os consumidores têm o direito de receber informações completas sobre o produto, incluindo possíveis riscos à saúde, foi desrespeitado. Para o MP, os celíacos (portadores dessa intolerância) têm direito de serem informados e advertidos claramente dos riscos dos produtos. E que apenas a expressão “contém glúten” seria insuficiente.

No seu voto, o ministro Castro Meira apontou que a questão já havia sido tratada anteriormente na Turma, quando se decidiu que a mera expressão “contém glúten” era insuficiente para informar os consumidores acerca da prejudicialidade do produto ao bem-estar daqueles acometidos pela doença celíaca.

O magistrado apontou ainda que o Código de Defesa do Consumidor (CDC) tem como base o princípio da vulnerabilidade do consumidor e que informações claras, verdadeiras e precisas sobre o produto são obrigatórias. Para o ministro Castro Meira, o CDC defende todos os consumidores e também estende sua proteção aos chamados “hipervulneráveis”, obrigando que os agentes econômicos atendam a peculiaridades da saúde desses consumidores.

http://www.stj.gov.br/portal_stj/publicacao/engine.wsp?tmp.area=398&tmp.texto=95686#

2009

Promover a segurança alimentar dos celíacos

ainda é um grande desafio no Brasil

Nildes Andrade, presidente da Federação Nacional das Associações de Celíacos do Brasil, explica o que é a doença celíaca e cita políticas que poderiam garantir a segurança alimentar e nutricional dos celíacos no país, em especial das pessoas de baixa renda.

 
Mobilizadores COEP - O que é a doença celíaca e quem está mais suscetível a contraí-la? Há uma estimativa de quantos celíacos há no Brasil?

R.:
É uma doença auto-imune desencadeada pela ingestão de cereais que contêm glúten, em indivíduos geneticamente predispostos. No Brasil, não há dados estatísticos oficiais, mas um estudo em doadores de sangue no estado de São Paulo mostrou uma prevalência* de 1:214 candidatos, ou seja, num universo de 214 pessoas, 1 é celíaca. Em crianças, a doença se manifesta nos primeiros anos de vida, de 1 a 3 anos chamada de forma clássica. Atualmente tem sido freqüente o diagnóstico em adultos e idosos. 
 

 
Mobilizadores COEP - Quais os principais sintomas da doença, como pode ser diagnosticada e qual o tratamento adequado?

R.: Os sintomas podem variar de pessoa para pessoa,podendo apresentar-se com um ou vários sintomas, ou ainda, estar associada a outras doenças auto-imunes como, por exemplo, o diabetes tipo 1, mas compreende a diarréia crônica,  desnutrição com déficit do crescimento, baixa estatura, irritabilidade, anemia ferropriva [causada pela deficiência de ferro] não curável, emagrecimento e falta de apetite, distensão e dor abdominal, vômitos, constipação crônica, osteoporose, mancha nos dentes, esterilidade, abortos de repetição. O diagnóstico é feito através de exames sorológicos com anticorpos antigliadina ou anticorpos transglutaminase, mas a doença é confirmada através da biópsia [procedimento cirúrgico no qual se colhe uma amostra de tecidos ou células para posterior estudo em laboratório] do intestino delgado. O tratamento é dietoterápico, quer dizer exclusão total do glúten da dieta da pessoa por toda a vida.

 

Mobilizadores COEP - Quais os principais alimentos que contêm glúten?

R.: O glúten é uma proteína que está presente nos cereais como trigo, aveia, cevada, centeio e seus subprodutos como o malte, gemem de trigo, dentre outros. Todos os produtos fabricados com estas  farinhas como: pães, massas, biscoitos e cereais matinais contém glúten. Esses cereais também são amplamente utilizados na composição de alimentos, medicamentos, bebidas industrializadas, assim como cosméticos e outros produtos não ingeríveis.

 

Mobilizadores COEP - Que riscos uma pessoa com doença celíaca corre se consumir um produto com glúten?

R.: Pode desenvolver esterilidade, câncer e outras doenças malignas.

 

Mobilizadores COEP - A Lei n º 10.674/2003 estabelece que a indústria informe ao consumidor a presença ou não de glúten nos rótulos e/ou bulas dos produtos. Esta lei é cumprida? Ela é suficiente para garantir os direitos dos celíacos?

R.: A lei foi um grande avanço para o tratamento e controle da doença, mas percebem-se algumas diferenças em sua aplicação nos Estados. Por exemplo: no sudeste e no sul do país vemos esta responsabilidade mais acentuada, mas em outros Estados há deficiência na aplicação. Nas bulas de remédios esse procedimento ainda não acontece.   Infelizmente, os direitos do cidadão celíaco estão além do cumprimento da lei. Eles perpassam pela questão social e acesso ao alimento adequado, por exemplo. Os celíacos têm o seu direito de consumidor violado quando freqüentam bares, restaurantes, padarias etc por não haver obrigatoriedade de informação daquilo que estão consumindo. Além da falta de conhecimento por parte dos empresários desses estabelecimentos do que é o glúten ou mesmo a doença celíaca. Nossa maior dificuldade está na sustentabilidade da Lei e na divulgação da doença para a população.

 

Mobilizadores COEP - Quais os principais avanços e desafios no campo da Segurança Alimentar e Nutricional (SAN) no Brasil para pessoas com necessidades alimentares especiais, como os celíacos?

R.: No Brasil, as necessidades alimentares especiais ainda não são tratadas com políticas públicas. Pouco se discutia o assunto, mas com a participação das associações nos conselhos de SAN e Saúde e nas conferencias estaduais e nacionais, vem-se mostrando a necessidade da discussão e obtendo-se alguns avanços, como a aprovação do Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da Doença Celíaca no Sistema Único de Saúde. O protocolo, de 17 de setembro de 2009,  apresenta o conceito geral da doença celíaca, critérios de inclusão, de diagnóstico, tratamento e prognóstico e mecanismos de regulação, controle e avaliação. É de caráter nacional e deve ser utilizado pelas Secretarias de Saúde dos estados e dos municípios na regulação do acesso assistencial, autorização, registro e ressarcimento dos procedimentos correspondentes. O grande desafio é a implantação de políticas públicas que contemplem o público em questão.

 

Mobilizadores COEP - Que tipos de políticas públicas poderiam ser implementadas e/ou aprimoradas para defender a segurança alimentar dessas pessoas?

R.: As doenças não tratadas por medicamentos tornam-se mais difíceis de serem controladas. As políticas poderiam ser voltadas para um programa de assistência que cubra o impacto financeiro que a alimentação sem glúten acarreta no orçamento familiar, pois isso compromete outras necessidades humanas básicas, como aquisição de vestuário e acesso ao lazer, educação, etc. Outro ponto que precisa ser tratado é o acesso à alimentação saudável e adequada, porque a doença celíaca é democrática, atinge todas as classes sociais.

É preciso ainda se pensar na inclusão das pessoas celíacas nas políticas já existentes relacionadas à alimentação escolar (da creche à universidade, pública e privada) e ao Programa Saúde do Trabalhador (PAT), por exemplo. É necessário ainda que essas pessoas sejam contempladas pelos restaurantes das indústrias e nos equipamentos públicos, como restaurantes populares, cozinhas comunitárias e bancos de alimentos, bem como em eventos de confraternização, cofee breaks, almoços, etc.

Promover incentivo fiscal para que as indústrias produzam alimentos adequados a essa população também é uma política cabível.  O Brasil também poderá ter políticas iguais as que existem na Europa. No Reino Unido, por exemplo, todos os gastos com alimentação dos celíacos são descontados no imposto de renda. Já em Portugal, o governo oferece ao celíaco um valor superior a um salário mínimo para alimentação nas diversas etapas de seu ciclo de vida.

 

Mobilizadores COEP - De que forma as restrições alimentares impactam na segurança alimentar de pessoas de baixa renda? Quais as alternativas para solucionar este problema?

R.: As pessoas em vulnerabilidade social vivem em constante insegurança alimentar. Além da pouca oferta de alimentos, há pouco conhecimento da doença por parte dos profissionais na atenção primária da saúde. Isso acarreta uma possibilidade de transgressão da dieta, levando a graves conseqüências, como a de desenvolver um câncer. Há ainda, um impacto psicológico e o sentimento de exclusão pelo fato de essas pessoas terem alimentação diferenciada. É fundamental uma mudança no olhar das políticas públicas, conforme mencionei anteriormente.

 

Mobilizadores COEP - Quais as principais questões abordadas na III Conferência Nacional de SAN relativas às pessoas com necessidades alimentares especiais?

R.: A principal questão foi a garantia do direito humano à alimentação adequada que gera a implementação de ações intersetoriais de políticas públicas, que promovam estimulação e ampliação da cadeia alimentar livre de glúten, sendo o Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional o principal interlocutor, neste sentido.

 

___________________________________
*A prevalência permite compreender o quanto é comum, ou rara, uma determinada doença ou situação numa população.
Pode referir-se ao número total de casos existentes numa determinada população e num determinado momento do tempo ou à proporção de casos existentes numa determinada população e num determinado momento do tempo.


Entrevista concedida à: Renata Olivieri
Edição de: Eliane Araujo

http://www.mobilizadores.org.br/coep/publico/consultarConteudo.aspx?TP=A&CODIGO=C2009126192234359

 

 

SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA

 

ADVERTÊNCIA. GLÚTEN. DOENÇA CELÍACA.

 

O STJ  reiterou seu entendimento de que a simples expressão “contém glúten” é insuficiente para informar os consumidores sobre os prejuízos que o produto causa aos portadores da doença celíaca e, consequentemente, torna-se necessária a advertência quanto aos eventuais malefícios que o alimento pode causar àquelas pessoas.

 

Precedente citado: REsp 586.316-MG, DJe 19/3/2009.

REsp 722.940 - MG, Rel. Min. Castro Meira, julgado em 24/11/2009. 

www.stj.gov.br

 

 

VIA VERDE NATURAIS
 
Fernanda Con’Andra -  jornalista
 

Muito já se fala sobre os problemas que o glúten, substância encontrada no trigo, na cevada e na aveia podem provocar no nosso organismo. Segundo a Associação dos Celíacos do Brasil (Acelbra), a intolerância ao glúten geralmente se manifestada na infância, entre o primeiro e terceiro ano de vida, podendo entretanto, surgir em qualquer idade, inclusive na adulta. O glúten agride e danifica as vilosidades do intestino delgado e prejudica a absorção dos alimentos. A proteína não desaparece quando os alimentos são assados ou cozidos, e por isto uma dieta deve ser seguida à risca. Assim, em tempos de alimentação saudável e muitos casos de intoxicação alimentar já é possível encontrar desde de pães a temperos sem essa substância muito presente em cereais como trigo, aveia e centeio.

A recomendação de restrição ao glúten, antes restrita às pessoas com intolerância ou sensibilidade ao alimento, caiu no gosto de muito consumidores que estão de olho na balança. Com isso, o que engordou foi a venda de produtos isentos da proteína.

 

Alimentos sem glúten ganham seção especial na Via Verde Produtos Naturais

Para os adeptos do consumo de produtos sem glúten, a rede Via Verde Produtos Naturais criou uma seção especial para os alimentos sem glúten onde podem ser encontrados diversos itens que vão desde à farinha sem glúten até o macarrão bifum, bolos, brownie, pães e torradas, bebidas, biscoitos salgados e doces, massas, barrinhas de cereais e sobremesas.

 

“A Via Verde possui entre seus produtos sem glúten, biscoitos salgados e doces, pães, bolos, massas, granola, farináceos, torradas temperadas, barrinhas de cereais. É uma demanda que aumentou por conta dos alertas de médicos sobre alergias alimentares, e isso despertou o interesse por esse tipo de alimento. São produtos saudáveis com um preço diferenciado, mas que são valores muito acessíveis aos consumidores. Tanto que a procura é grande, sobretudo por adultos, idosos e pessoas que descobriram recentemente alergia ao glúten”, ressalta o diretor de franquias da Via Verde Produtos Naturais, Paulo Roberto Sattler Júnior.

Aliando saúde e nutrição, as lojas da Via Verde Produtos Naturais acabam de receber o primeiro biscoito feito de soja 100% zero do Brasil, ou seja, sem lactose, sem glúten e sem adição de açúcar. São os Cookies Hué Soy podem ser encontrados nas versões Chocolate Diet, Soja Diet e Soja Zero (a partir de R$ 4,70). Por não terem lactose, glúten e açúcar os biscoitos são especialmente indicados para quem segue
dietas com baixa ingestão de calorias e açúcares, diabéticos e celíacos, que têm intolerância ao glúten. Produzidos com sucralose, os biscoitos são extremamente saborosos e não deixam aquele sabor residual amargo, típico de muitos adoçantes.

Pesquisas recentes revelam que 100 gramas de soja são suficientes para atender 75% das necessidades de proteínas para o homem, 95% para a mulher e 125% para a criança. A mesma porção de grãos contribui com 100% das carências de tiamina para a mulher, 75% para o homem e 85% para a criança. Proporciona, ainda, 50% das necessidades de ferro para a mulher e 100% para a criança.

 

A rede também oferece outros produtos à base do grão como barra de chocolate de soja, leite de soja pronto para beber, farinha de soja, sojinha torrada natural e pastas de soja. A rede dispõe ainda de grande variedade de produtos diets e lights, cereais, suplementos alimentares, vitaminas nacionais e importadas, além de lanchonete com salgados integrais e tortas sem adição de açúcar e sem glúten.

 

Alguns produtos sem glúten que são vendidos na Via Verde:
. Macarrão Bifum 200g (macarrão de arroz)
. Quinua em flocos
. Barrinha de Quinua Real
. Preparo para lasanha
. Mini Pizza
. Brownnie
. Cookies HUÉ Soy
. Biscoito de coco
. Cookie integral de castanha
. Farinha de arroz
. Farinha sem glúten
. Mandioquinha assada
. Pão de abobora diet; Pão de aipim diet; Pao integral diet; Pão de linhaça; Pão light; Pão branco
. Torradas
. Bolinho de chocolate; Bolinho de laranja; Bolo de banana

 

Via Verde Produtos Naturais
Rua Acadêmico Valter Gonçalves, nº 1 – loja 107, Niterói
Rua Voluntários da Pátria nº 278, Botafogo
Rua do Catete n° 311 – loja 118, Galeria São Luiz, Catete
Rua das Laranjeiras, 462 loja D, Laranjeiras
Rua Conde de Bonfim, 244 loja A, Tijuca
Tels.: (21) 3239-0320 / (21) 3235-5504 / (21) 2225-6574 / (21) 2567-5923 /(21) 2705-1540

 

 

MS define diretrizes para diagnóstico da doença celíaca

 

Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da Doença Celíaca aprovado

 

 

Por Redação Pantanal News/Agência Saúde - 19 de setembro de 2009

 

Protocolo inédito traz diretrizes claras de detecção da enfermidade. Governo federal destina R$ 793,8 mil para exames de detecção da doença

Os portadores de doença celíaca terão acesso a novo serviço de diagnóstico e acompanhamento no Sistema Único de Saúde (SUS). O Ministério da Saúde (MS) publicou no Diário Oficial da União, nesta sexta-feira, 18 de setembro, o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da Doença Celíaca, enfermidade caracterizada pela intolerância permanente ao glúten — proteína presente no trigo, centeio, cevada e aveia.

O Ministério da Saúde também estabeleceu recursos financeiros anuais na ordem de R$ 793,8 mil para a realização dos procedimentos de triagem e diagnóstico constantes no protocolo. A estimativa é que 25 mil pessoas ao ano tenham acesso aos exames de detecção da doença, 48% a mais que em 2008, quando foram realizados 16.856 procedimentos. Hoje, a Federação de Associações de Celíacos do Brasil (Fenacelbra) informa ter 15 mil pacientes celíacos cadastrados.

Para a coordenadora da Média e Alta Complexidade do Ministério da Saúde, Maria Inez Pordeus Gadelha, o novo protocolo contribuirá de forma efetiva para a melhoria da qualidade da atenção prestada aos pacientes celíacos. “Baseado em evidências cientificamente comprovadas, o protocolo democratiza o acesso ao conhecimento médico de qualidade, orienta o diagnóstico e aperfeiçoa os processos de gestão do SUS”, afirma a coordenadora.

CRITÉRIOS - Colocado em Consulta Pública em 2008, o novo protocolo estabelece critérios claros de diagnóstico. A doença celíaca caracteriza-se por sérias lesões na mucosa do intestino delgado, o que gera uma redução na absorção de nutrientes. Os sintomas intestinais incluem diarreia crônica ou prisão de ventre, inchaço, irritabilidade e pouco ganho de peso. Os pacientes podem apresentar atraso de crescimento e da puberdade, anemia provocada pela carência de ferro e osteoporose. Por outro lado, há casos em que a doença celíaca não apresenta manifestações clínicas.

De acordo com o documento, é importante a realização de exames de sangue. Embora seja um exame sensível e específico, a detecção do anticorpo antitransglutaminase não é definitiva para o diagnóstico da doença celíaca. A confirmação deve ser realizada por meio da observação de mudanças nas vilosidades da parede interna (mucosa) do intestino delgado. Para a análise, uma amostra do intestino delgado é coletada por meio de endoscopia com biópsia. Nesse procedimento, um instrumento flexível como uma sonda é inserido por meio da boca, passa pela garganta, pelo estômago e chega ao intestino delgado para se obter pequenas amostras de tecido.

Independentemente das manifestações clínicas, o tratamento da doença é feito com dieta sem glúten, isto é, exclusão de alimentos que contenham trigo, centeio, cevada e aveia. Segundo o protocolo, a dieta pode ocasionar mudanças não apenas na rotina dos celíacos, mas também de toda a sua família. Isso ocorre porque, devido ao caráter familiar da desordem, aproximadamente 10% dos parentes dos celíacos podem apresentar a mesma doença.

Outra orientação contida no protocolo é para que os médicos fiquem atentos a possíveis deficiências nutricionais decorrentes da má-absorção dos nutrientes, por exemplo, deficiências de ferro, ácido fólico, vitamina B12 e cálcio.

 

 

Justiça Federal estabelece medidas inovadoras

 para a prevenção de reações alérgicas

  

O que ovos, leite, crustáceos, peixes e soja têm em comum?  Além de facilmente encontrados nas refeições dos brasileiros, esses alimentos básicos, matérias–primas para outros alimentos, integram a lista dos principais alérgenos alimentares, ao lado da mostarda, castanhas, cereais contendo glúten, amendoim e gergelim.  

Embora responsáveis pelo maior número de casos de manifestações alérgicas – mal que pode até causar a morte, atingindo parcela expressiva da população, representada por cerca de até 8% entre as crianças e 2% entre os adultos – os produtos que contêm aquelas substâncias em sua composição são normalmente comercializados sem nenhum aviso a respeito de sua presença. E, ainda mais grave, produtos antes isentos, que passam a incorporá-las, também não informam expressamente a mudança de composição.

Estes foram os dados apurados, dentre outros, pelo Juiz Federal Fernando Escrivani, substituto da 2ª Vara de Sergipe, ao condenar a ANVISA a adotar regras informativas claras e ostensivas para que os rótulos/embalagens dos produtos submetidos à sua fiscalização identifiquem a presença dos principais alérgenos. Dessa forma, a parcela de consumidores vitimada por alergias poderá evitar, com segurança, exposição a componentes que, embora inofensivos para a maioria, podem ser fatais para quem sofre a doença.

Ao presidir a condução da ação civil pública proposta pelo Procurador da República Bruno Calabrich, integrante do MPF em Sergipe, o Juiz Fernando Escrivani selecionou inicialmente três especialistas no assunto, qualificados por seus conhecimentos técnicos e experiência no trato de reações alérgicas, a fim de que participassem de uma audiência pública na condição de interlocutores da sociedade, contribuindo para avaliar o atual quadro normativo editado pela ANVISA e sugerir alterações para uma proteção mais efetiva do consumidor alérgico.

Da audiência pública, destaca Fernando Escrivani, surgiu um diferencial de extrema relevância. Por força das informações contundentes prestadas pelos três especialistas, o magistrado ordenou – com a concordância do MPF e da própria ANVISA – a instalação de um grupo de trabalho, composto por onze especialistas de todo o País e um servidor do quadro técnico da agência, para aprofundar a avaliação do quadro normativo e elaborar propostas para modificação das regras de rotulagem não só de alimentos, mas também de produtos de uso pessoal, cosméticos e medicamentos, sempre com o objetivo de assegurar informações necessárias à prevenção adequada de reações alérgicas.

O grupo, coordenado pelos médicos Jackeline Motta Franco (mestre e coordenadora do grupo de alergia alimentar da Universidade Federal de Sergipe), José Carlos Perini (especialista do Espírito Santo, indicado pela Associação Brasileira de Alergia e Imunopatologia – ASBAI) e Mario Adriano dos Santos (doutor em patologia, especialista em alergia e professor universitário), desenvolveu seus trabalhos ao longo de quatro meses, utilizando como ferramenta de comunicação um sistema coletivo de e-mails, eleito pelo Juiz Fernando Escrivani – que mediou os trabalhos - por garantir troca de mensagens em tempo real e não exigir dispêndios.

Ao fim, a ANVISA, defendida pelo Procurador Federal Paulo Mônaco, manifestou a impossibilidade de aceitar, por acordo, as sugestões elaboradas pelos especialistas, embora estas tivessem tomado por base o conhecimento científico vigente, as recomendações de organizações internacionais de saúde e as legislações adotadas pelos Estados Unidos, Canadá e Comunidade Européia.

 Em razão disso, Fernando Escrivani fundamentou sua decisão na necessidade de conferir concretização suficiente aos direitos fundamentais à vida, à saúde e à proteção ao consumidor e, afastando a chamada discricionariedade técnica da agência reguladora, impondo-lhe a observância de parâmetros mínimos obrigatórios de informação que o Juiz estabeleceu e detalhou ao longo de sua sentença.

Por ter sido concedida ainda antecipação de tutela, caso não haja recurso, em até oito meses (prazo necessário de adaptação), os rótulos de alimentos, por exemplo, deverão conter a seguinte mensagem: “ATENÇÃO: CONTÉM LEITE” (ou quaisquer dos outros alérgenos principais), utilizando-se sempre o nome pelo qual o alérgeno é popularmente conhecido e padrões de comunicação visual que permitam sua fácil identificação pelo consumidor.    

 

Veja sentença.

 

http://www.jfse.jus.br/noticiasbusca/noticias_2009/setembro/alergia.html

 

Nestlé indeniza consumidora prejudicada por embalagem inadequada

 

Última Instância - Da Redação - 10/09/2009 - 15h23

 

O TJ-MG (Tribunal de Justiça de Minas Gerais) condenou a Nestlé a  pagar indenização por danos morais e materiais, no valor total de R$ 15.889,20, à secretária Adalgisa Maria Junho, de 48 anos, que consumiu bombons de uma caixa que não trazia o alerta de que os produtos continham glúten, uma proteína de origem vegetal —ingrediente ao qual ela é alérgica, pois sofre da doença celíca (intolerância permanente ao glúten).

Conforme consta nos autos, a secretária relatou que, em julho de 2002, comprou uma caixa de bombons “Especialidades Nestlé” e, examinando a caixa externa do produto, que apresenta a composição de cada chocolate, ela não encontrou a presença da proteína no Crunch e no Chokito, por isso os comeu. Entretanto, acidentalmente, lendo o rótulo unitário, constatou que havia glúten em ambos os bombons. “Eu estava distraída, brincando com os papeizinhos, quando li a embalagem”, relatou.

A ingestão da substância desencadeia a doença, antes sob controle por conta de restrições alimentares. Adalgisa alegou que sofreu “mal-estar constante acompanhado por enjôos, formação de gases e intensas diarréias”, além de desenvolver inflamação do duodeno.

De acordo com a Acelbra (Associação dos Celíacos do Brasil), “o único tratamento para a doença consiste na dieta isenta de glúten por toda a vida”.  Por isso foi estabelecido na Lei 8.543/92, que todas as empresas alimentícias cujos produtos contenham glúten devem informar a presença da proteína em suas embalagens, visivelmente.

Prejudicada, a consumidora entrou em contato com o SAC (Serviço de Atendimento ao Consumidor) da Nestlé para ser recompensada e alertar sobre a situação, para prevenir que outros alérgicos também sofressem. O serviço a orientou a procurar um médico, providenciar o tratamento e enviar os laudos e recibos para o reembolso das despesas.

Porém, ao solicitar o reembolso no valor de R$ 889,20, Adalgisa foi informada de que para receber a quantia, teria que assinar uma declaração comprometendo-se a não divulgar ou reclamar em juízo da empresa —caso se recusasse a fazê-lo, não receberia nada.

Ainda que estivesse passando por dificuldades financeiras na época, a secretária tentou retirar do contrato a cláusula que proibia divulgação. Após ser pressionada pela nutricionista a aceitar o acordo, a consumidora não cedeu e decidiu buscar ajuda no Procon.

A coordenadora do Procon de Itajubá (MG), Maria Luiza Yokogawa, dirigiu-se ao estabelecimento “Mercadinho Ferreira” e apreendeu duas caixas do produto com mesmo lote e prazo de validade. Verificando que as informações relativas ao glúten não constavam da embalagem e que a análise da Funed (Fundação Ezequiel Dias) qualificou o invólucro do produto como inadequado, o Procon instaurou processo administrativo contra a Nestlé e condenou a multinacional ao pagamento de multa de R$ 105.972,59. A companhia recorreu da decisão, mas a Secretaria do Governo de Itajubá manteve a punição, deferindo, contudo, a redução do montante a pagar.

 

Impasse

Diante da recusa da empresa arcar com o ressarcimento, a secretária ajuizou ação em 30 de setembro de 2003. O juiz da 3ª Vara Cível de Itajubá Willys Vilas Boas, proferiu em 26 de maio de 2006 sentença de primeira instância favorável à consumidora, rejeitando os argumentos da Nestlé de que a culpa era exclusiva da vítima.

A empresa alegou que para saber da presença do glúten “basta saber ler” e que o dano tinha como única causa a própria responsabilidade da mulher.

Entretanto, para o magistrado, “ficou cabalmente comprovado o equívoco e sua posterior correção, pois a empresa acabou modificando sua embalagem. Também não tenho dúvida de que a omissão da expressão ‘contém glúten’ gerou danos à saúde da autora”.

Com isso, a Nestlé decidiu recorrer da decisão, afirmando que “a presença de glúten nos bombons em questão é de 20 partes por bilhão”, sendo, portanto, praticamente irrelevante e consistindo em traços ínfimos da substância, resultantes de eventual contaminação de um grão por outro.

Além disso, alegou que a medida de divulgar a existência de glúten seria apenas uma precaução, porque as máquinas utilizadas para processamento dos flocos de arroz, que estão presentes no Crunch e no Chokito e não contêm glúten, são empregadas também para processar cereais cuja composição inclui a proteína prejudicial aos celíacos.

Ainda assim, para o desembargador Alberto Aluízio Pacheco de Andrade, da 10ª Câmara Cível do TJ, a decisão primitiva deveria ser mantida. Portanto, o magistrado negou provimento à Nestlé, pois entendeu que “ficou caracterizado o vício oculto”.

“A ausência de advertência da existência de glúten entre os ingredientes do produto levou a autora a consumir o produto e deflagrou os sintomas da doença. Isso caracteriza ocorrência de dano moral passível de indenização”, finalizou o desembargador.

 

NESTLE+INDENIZA+CONSUMIDORA+PREJUDICADA+POR+EMBALAGEM+INADEQUADA_65657.shtml

 

 

Polêmica indigesta na mesa

Projeto de lei sobre aviso de presença de glúten nos alimentos revolta grupo de doentes

 

Jornal O DIA ONLINE - 03/08/2009

 

Rio - Uma mensagem com apenas três palavras, mas essencial para portadores de uma doença, está no centro de uma polêmica. Se aprovado na Câmara dos Deputados, um projeto de lei que pode eliminar dos rótulos de embalagens de alimentos a inscrição ‘não contém glúten’ vai complicar a vida das vítimas da doença celíaca, que têm dificuldade para processar certas substâncias.

O Projeto de Lei 336/2007, de autoria do deputado Ciro Pedrosa (PV-MG), recebeu parecer favorável do relator Maurício Trindade (PR-BA) e trata da exibição do símbolo internacional de alimentos isentos de glúten nos rótulos das embalagens. O problema, segundo a Federação Nacional das Associações de Celíacos do Brasil (Fenacelbra), é que o Projeto de Lei 943/2007, do deputado Darcísio Perondi (PMDB-RS), foi anexado ao primeiro e sustenta que a indústria alimentícia indique a ausência da proteína somente em produtos dos quais ela foi retirada por processo tecnológico.

Se aprovada junto com o projeto posterior, a proposta de Perondi, que já havia sido arquivada pelo próprio parlamentar, iria de encontro à lei 10674/2003, que garante a obrigatoriedade da inscrição ‘não contém glúten’, e a derrubaria, prejudicando celíacos.

Segundo a assessoria do deputado federal Maurício Trindade, “há uma visão errônea do projeto”, pois a ideia é que o símbolo internacional de alimentos isentos de glúten acompanhe a frase ‘não contém glúten’, dando, portanto, maior segurança aos celíacos.

“Um símbolo não garante nada. Queremos que a Lei 10.674 continue como está, sem modificações. A informação nos rótulos foi um avanço, pois o celíaco gasta a metade do tempo para fazer compras, já sabendo o que pode consumir. Não há processo tecnológico que tire totalmente o glúten dos alimentos”, destaca Nildes Oliveira, presidente da Fenacelbra e membro do Conselho Nacional de Saúde.

Para Dani Acioli, 34, mãe de Theo, 4, portador da doença celíaca, ver nos rótulos a inscrição ‘não contém glúten’ é essencial para garantir a saúde do filho: “Seria um retrocesso perder essa informação”.

O projeto ainda está parado. Haverá audiência com representantes de associações de celíacos para esclarecimento. Integrantes da Fenacelbra fizeram abaixo-assinado contra o projeto na Internet:
www.abaixoassinado.org.

Doença celíaca impede ingestão da proteína

Doença celíaca é uma intolerância permanente ao glúten — proteína presente no trigo, aveia, centeio, cevada e malte —, que acomete indivíduos com predisposição genética e se caracteriza pela inflamação da mucosa do intestino delgado, impedindo a absorção adequada dos alimentos, sais minerais e vitaminas. Geralmente se manifesta na infância, mas pode surgir em qualquer idade, inclusive em adultos.

Como não há cura, o
tratamento consiste na dieta isenta de glúten por toda a vida. O exame que diagnostica a doença celíaca, biópsia do intestino delgado, ainda não é feito pelo Sistema Único de Saúde. Mas o Ministério da Saúde já sinaliza que pretende incluí-lo no SUS.

GLÚTEN
É uma proteína presente no trigo, cevada, centeio, aveia, triticale, malte e painço, e em todos os seus derivados, como a farinha, farelos e germe. Vítimas da doença celíaca não podem ingerir glúten.

 

http://odia.terra.com.br/portal/conexaoleitor/html/2009/8/polemica_indigesta_na_mesa_27182.html

 

 

DOENÇA CELÍACA E DOENÇA VASCULAR

 

Um estudo holandês revelou que os suplementos de vitamina B reduzem o risco de desenvolvimento de níveis muito elevados de homocisteína  nos pacientes com doença celíaca, devendo ser considerados na gestão da doença.

O Dr. Muhammed Hadithi, do Centro Médico da Universidade de Vrije, em Amesterdão, explicou que a doença celíaca aumenta o risco de deficiência de folato e vitamina B12, o que pode contribuir para o desenvolvimento de níveis excessívos  de homocisteína , um amino ácido, e a associação a doença vascular.

Os investigadores estudaram o efeito de suplementos de vitamina B6, folato e vitamina B12 diariamente (com uma dieta sem glúten) nos níveis  da homocisteína  em 51 adultos com doença celíaca e 50 adultos saudáveis com as mesmas idades e sexo para o controlo. A média de idades dos pacientes celíacos era de 56 anos e 40 por cento eram homens.

Vinte e cinco dos pacientes (49%) utilizaram suplementos de vitamina B. A dose diária de vitamina B6 foi de 1 a 6 miligramas, folato de 100 a 400 microgramas e vitamina B12 de 0,5 a 18 microgramas.

Como esperado, os pacientes celíacos que tomaram suplementos de vitamina B apresentaram níveis  significativamente mais elevados de vitamina B6, folato e vitamina B12, em comparação com os pacientes celíacos que não receberam vitamina B e os controlos saudáveis.

Os pacientes celíacos que estavam a tomar vitaminas B também apresentaram níveis totais mais baixos de homocisteína (7,1 micromoles por litro - µmol/L) do que os pacientes que não receberam vitaminas B (11,0 µmol/L) e os controlos saudáveis (9,7 µmol/L).

De acordo os investigadores, os suplementos de vitamina B podem normalizar o estado de B6, folato e B12 e os níveis totais de homocisteína.

Os investigadores concluíram na “World Journal of Gastroenterology” que, mesmo que o benefício de baixar a homocisteína seja discutível, a deficiência de vitamina B a longo prazo deve ser evitada. Isto implica uma monitorização de rotina dos pacientes celíacos ou tratamento standard com doses moderadas de suplementos de vitamina B.

A doença celíaca, que pode afectar crianças e adultos, é uma intolerância a uma proteína do trigo, o glúten, provocando alterações no intestino que acarretam uma má absorção, que podem resultar em sintomas como diarreia frequente e perda de peso extrema.

março de 2009

 

FENACELBRA envia a todos os prefeitos  

documento solicitando informações sobre o atendimento aos celíacos 

em cada município de nosso país.

 

2008

    Celíacos de ALAGOAS

 O 2º Encontro dos Celíacos de Alagoas aconteceu no dia 29 de novembrode 2008  e foi um sucesso ! O encontro contou com cerca de 25 participantes, entre os quais 5 crianças, uma médica gastroenterologista, uma nutricionista e uma psicóloga. Durante o evento houve depoimentos e muita troca de experiência. Ao término da reunião nos deliciamos com receitas sem GLÚTEN trazidas pelas famílias. Foi mais um passo do grupo dos celíacos-Al rumo a fundação da ACELBRA-AL.

Glaucia Esteves

 

Curso: Abordagem da Doença Celíaca na Nutrição Funcional

 

No dia 01 de novembro o Profº Roberto Marcilio, Nutricionista formado pela UNI-RIO, com Doutorado na UNICAMP, promoveu a realização do Curso  "Abordagem da Doença Celíaca na Nutrição Funcional", para estudantes de Nutrição, realizado na Clínica Vera Cruz, em Bangu. A ACELBRA-RJ foi contemplada com uma vaga e esteve representada através da presença de Ester Benatti, membro da Diretoria. A Engenheira de Alimentos, Profª  Maria Ivone Barbosa também ministrou aula. A Nutrição Funcional pode ajudar muito aos celíacos na recuperação e equilíbrio do seu organismo. O Profº Roberto tem vasta experiência com a Doença Celíaca, tendo desenvolvido sua tese de doutorado nessa área. Mais informações sobre o trabalho dele podem ser obtidas no site www.robertomarcilio.com .

 

Profº Roberto Marcílio e Ester Benati (ACELBRA-RJ)

 

Empresa brasileira lança 

site mundial sobre alergias alimentares


Nova comunidade online permite que atividades como comer fora de casa e viajar sejam mais fáceis, seguras e prazerosas para aqueles com restrições alimentares

 

www.specialgourmets.com 

 

 

São Paulo, 22 de Julho de 2008. A Origem Scientifica, uma empresa de consultoria científica brasileira especializada em pesquisas na área de saúde e análise de dados, tem o prazer de anunciar o lançamento mundial do Specialgourmets.com, um guia interativo e dinâmico com o objetivo de tornar experiências como viajar e jantar fora mais seguras e prazerosas para pessoas com alergias alimentares e doença celíaca. Nascido da necessidade dos próprios fundadores e sua família, o Specialgourmets é um guia inovador, cujo conteúdo será gerado (e gerenciado) por uma comunidade inteira de pessoas que compartilham das mesmas experiências e restrições alimentares em todo o mundo. Usando um mapa, os usuários poderão buscar e visualizar lugares adequados (como restaurantes, bares, lojas e hotéis) em qualquer região geográfica (país, cidade, bairro), adicionar novos estabelecimento onde tiveram experiências positivas, escrever revisões sobre os estabelecimentos listados, corrigir e atualizar as informações sobre um determinado lugar, imprimir listas para levar em viagens, compartilhar lugares favoritos com seus amigos e receber alertas por email quando um novo estabelecimento adequando às suas dietas seja adicionado em uma região ou quando novas revisões sejam feitas para estabelecimentos determinados pelo próprio usuário. O Specialgourmets já está disponível em três idiomas (Português, Inglês e Espanhol), mas novos idiomas serão incluídos em breve.

Milhões de pessoas no mundo todo (as estimativas mais conservadoras situam a cifra em torno de 200 milhões de pessoas)  sofrem de algum tipo de alergia alimentar (como alergia a ovos, peixe, frutos de mar, leite, soja e amendoim) ou de doença celíaca, um problema auto-imune causado pela ingestão de glúten (uma proteína presente no trigo, cevada e centeio). Para estas pessoas, a ingestão de quantidades ínfimas do alimento que não podem comer pode ser extremamente prejudicial à saúde e em alguns casos até mesmo fatal. Dessa forma, comer fora e viajar tornam-se atividades não somente limitadas, como também estressantes e até perigososas. De acordo com a fundadora do Specialgourmets, formada em Biociências pela Universidade de São Paulo e doutora pela Universidade de Oxford, Cynthia Schuck Paim, encontrar um lugar que ofereça opções para essas dietas de forma segura pode ser difícil, e não existe ninguém melhor do que alguém que possua a mesma restrição alimentar para sugerir estabelecimentos apropriados.
 
O site é o primeiro do gênero no mundo e está sendo lançado simultâneamente em vários países pela empresa brasileira. Ao oferecer uma série de ferramentas e recursos tecnológicos que permitem aos usuários compartilhar de suas experiências, bem como um sistema abrangente de busca e de alertas, o Specialgourmets permitirá àqueles com alergias e restrições alimentares desfrutar das riquezas culinárias do mundo com mais facilidade, tranquilidade e prazer. Outro objetivo do website é o de facilitar a busca de Associações e Grupos de Apoio os quais atuem em determinadas áreas geográficas, e desta forma apoiar o magnífico trabalho destas Associações na divulgação e concientização dessa questão na sociedade. O site também disponibiliza uma seção de dicas e conselhos que os usuários devem seguir quando forem comer fora, cartões para serem levados aos restaurantes (os quais podem ser personalizados), bem como um resumo dos procedimentos básicos que os estabelecimentos do setor alimentício (restaurantes, bares, hotéis) devem seguir para que possam servir, de forma segura aos clientes, refeições sem glúten e sem os alimentos responsáveis pelas alergias mais comuns.  Todos os serviços são inteiramente gratuitos, tanto para usuários como para donos de estabelecimentos.

 

Livro

Lançamento em Porto Alegre no dia 06 de junho de 2008 do livro "Glúten e Obesidade: a verdade que emagrece " de Regina Racco, contou com a presidente da ACELBAR-RS, Suzana Schommer e da Nutricionista Elenise Corbari.

www.gluteneobesidade.com.br

 

 

Laboratório americano avança em seus estudos na busca de  medicamento que possa ajudar aos portadores de doença celíaca. Para mais informações sobre o AT 1001, visite o site da Alba Therapeutics  - www.albatherapeutics.com .

 

Para ver a animação de como o AT 1001 age no organismo, visite o link:

http://www.albatherapeutics.com/Vision/TechnologyOverview/tabid/168/Default.aspx

 

2007

Odontologia pode ajudar a diagnosticar intolerância ao glúten

Publicado em Divulgação científica
05 de Outubro de 2007

Pesquisa da Faculdade de Medicina da UFMG mostra que dentistas podem identificar sinais da doença celíaca e encaminhar pacientes para tratamento médico mais cedo.

A doença celíaca é a intolerância permanente ao glúten - substância encontrada em alimentos como trigo, centeio, aveia e cevada. Uma doença comum. Sua prevalência pode chegar a 1% da população mundial.

O primeiro estudo realizado em bancos de sangue no Brasil e na América Latina, em 1999, indicou prevalência de um celíaco para cada 681 brasileiros.

Em 2000, outra pesquisa, coordenada pela mesma autora, Eleonora Gandolfi, mas com metodologia diferente e desenvolvida dentro de um hospital (Universitário de Brasília - com 1686 crianças e adolescentes), identificou a ocorrência de um celíaco para cada 281 pacientes. Apesar das diferenças, os dois estudos denotam que a prevalência da doença merece atenção.

Essas informações integram a dissertação de mestrado “Prevalência da hipoplasia de esmalte dental em pacientes celíacos”, defendida hoje, 5 de setembro, pela cirurgiã-dentista Luciana Quintão Foscolo Melo, dentro do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde da Faculdade de Medicina da UFMG (Saúde da Criança e do Adolescente).

Luciana Melo explica que a hipoplasia dental, um defeito na formação dos dentes que resulta no aparecimento de manchas no esmalte, além de comprometer a estética também aumenta a vulnerabilidade a cáries.

Mas a novidade de sua pesquisa é apresentar a má formação também como um sinal que, se devidamente avaliado pelos dentistas, pode ajudar os médicos a diagnosticar mais cedo esses pacientes.

A conseqüência desse intercâmbio é que, uma vez deixando de ingerir o glúten, desaparecem todos os sintomas. Os mais freqüentes são o atraso do crescimento e, em adolescentes, puberdade retardada.

Mas, de uma vasta lista pode-se também destacar , com variações individuais, em geral, sintoma gastrintestinal variando em tipo e intensidade (como diarréia, excesso de gases, soluços constantes, cólicas e vômitos), perda de peso, perda de musculatura, e, na maioria das vezes, falta de apetite.

Uma dificuldade para a troca de informação entre os profissionais é, na avaliação da autora, que muitos dentistas desconhecem a doença celíaca. Para isso, ela propõe que o remédio seja a ampla difusão da informação científica a respeito.

Outra postura que defende é que o dentista contemporâneo, além de tratar os dentes, deve estar apto a contribuir com a medicina na promoção da saúde da população, de forma mais ampla que no passado. O médico, por sua vez, também pode se valer do sinal dental como auxiliar na investigação que leve ao diagnóstico.

Embora seja comum, a doença celíaca é subdiagnosticada. O diretor da Faculdade de Medicina, professor Francisco Penna, gastroenterologista pediátrico e orientador da pesquisa, ensina que ela se apresenta de diferentes maneiras.

O paciente pode sofrer de anemia ou ter apenas baixa estatura, por exemplo, mas essas manifestações podem ter outras causas. “Quando a doença se manifesta da forma clássica, com diarréia, desnutrição e irritabilidade, dentre outros sinais, o diagnóstico fica mais fácil”, afirma.

Segundo o orientador, “a pesquisa traz mais um caminho. Um novo dado para prosseguir na investigação diagnóstica da doença celíaca”. Ele destaca ainda a importância da interdisciplinaridade para a devida promoção da Saúde e cita o Programa de Pós-Graduação em Saúde da Criança e do Adolescente da Faculdade de Medicina da UFMG, que atualmente recebe profissionais de várias áreas.

OS RESULTADOS

A pesquisa mostra que a hipoplasia dental é mais freqüente entre pessoas com intolerância ao glúten, embora possa ser provocada por outras doenças, como diabetes, asma e bronquite, ou até mesmo por traumas.

Foram avaliados 66 crianças e jovens, com idade de 7 a 23 anos, entre pacientes do Ambulatório de Gastroenterologia Pediátrica do Hospital das Clínicas da UFMG e cadastrados na Associação dos Celíacos do Brasil, seção Minas Gerais. 34 eram celíacos e 32 não tinham a doença.

A porcentagem de celíacos com hipoplasia dental foi de 88,2%, enquanto no grupo de pacientes não-celíacos o porcentual atingiu 28,6%. De acordo com o estudo, as chances de um paciente celíaco desenvolver a hipoplasia dentária são 12,5 vezes maiores, se comparadas à incidência entre os não-celíacos.

A DOENÇA CELÍACA

O principal sintoma da doença celíaca é a diarréia crônica. A ingestão de glúten provoca inflamação no intestino delgado, que passa a apresentar falhas na absorção dos nutrientes. Uma das conseqüências é a desnutrição e o desenvolvimento de anemia resistente ao tratamento com ferro.

Descrita como patologia predominantemente de raça branca e de caráter genético-imunológico, há relatos de sua incidência em indivíduos mulatos e negros. Atinge pessoas de todas as idades, mas principalmente crianças, sendo mais freqüente nas mulheres do que nos homens.

Além disso, os celíacos podem apresentar déficit no crescimento, atraso menstrual, esterilidade e aftas recorrentes. Como a simples interrupção da ingestão de glúten faz desaparecer os sintomas, o diagnóstico precoce é tão importante.

 

Nova linha da nutrição mostra que cada pessoa reage de um jeito aos alimentos e faz correções radicais na dieta para tratar de enxaqueca a hiperatividade

MÔNICA TARANTINO - ISTO É - On-line

ROGÉRIO ALBUQUERQUE
SUCESSO Helinho faz dieta rígida e melhorou da hiperatividade. Seus pais, Solimar e Hélio, aprovam o método

Esqueça tudo o que ouviu falar até hoje sobre calorias e os efeitos da combinação de carboidratos e proteínas. O segredo da boa alimentação está em descobrir – e respeitar – as particularidades de cada organismo. Por essa premissa, há risco de que aquele cacho de uva que você come com prazer, por exemplo, cause reações nada benéficas ao seu corpo. Pelo menos é isso o que acreditam representantes de uma nova corrente da nutrição, os nutricionistas funcionais. Segundo essa linha de estudos, por mecanismos individuais, pode-se responder mal a alimentos e, com isso, sofrer reações alérgicas muitas vezes não reconhecidas como tal. A repetição dos episódios é nefasta. “O consumo excessivo de um alimento tido como inofensivo pode estar na origem de males como enxaqueca, ansiedade, tensão pré-menstrual, rinite, distúrbios de comportamento e hiperatividade”, explica a especialista em nutrição funcional Patricia Haiat Davidson, do Rio de Janeiro.

Os mecanismos que levam a esse desfecho só começaram a ser desvendados a partir da constatação de que é o metabolismo de cada um que determina o que e como o corpo aproveita os alimentos. “Posso me dar bem com aspargos ou leite, mas outra pessoa pode não ter as enzimas exigidas para a boa digestão”, explica Valéria Paschoal, vice-presidente do Centro Brasileiro de Nutrição Funcional. Para esse segundo indivíduo, o resultado da ingestão repetida desses alimentos pode ser o desenvolvimento das alergias tardias. “Isso ocorre porque, com o tempo, o corpo se torna sensível às substâncias que não aproveita e se defende”, explica a nutricionista Lucyanna Kalluf, de São Paulo. A partir daí, o que se segue é a liberação de várias substâncias que, no final da cascata, prejudicam o funcionamento cerebral e todo o sistema vascular, expondo o organismo a várias doenças. Um dos pontos atingidos, por exemplo, é a fabricação de serotonina, composto envolvido no processamento das emoções. Em desequilíbrio, pode levar à depressão e ao agravamento dos sintomas da TPM.

Baseados nessa nova abordagem, os nutricionistas têm trabalhado em parceria com médicos para melhorar sintomas e prevenir doenças. Foi por intermédio de um psiquiatra que Solimar Lélis, de São Paulo, marcou uma consulta com Lucyanna em busca de opções para amenizar os sintomas de hiperatividade e transtorno de déficit de atenção do filho Helinho, 12 anos. Ela diagnosticou alergia a leite e derivados, tirou também produtos com trigo e alimentos com glutamato, como o molho de soja shoyu, que ele amava. “Contém glutamato monossódico, que leva à excitabilidade, péssimo para quem é hiperativo”, explica Lucyanna. Seguindo a dieta há um ano, o garoto se delicia com achocolatados de soja e biscoitos à base de polvilho e arroz e não toma mais remédio. “Ele está menos agitado, dorme profundamente e já o vi lendo revistas concentrado, o que antes era impensável”, comemora Solimar.

LUCIANA WHITAKER/AG. ISTOÉ
MUDANÇA Mariska deu adeus aos latícínios e produtos com trigo. Livrou-se da TPM

Para descobrir os alimentos que podem estar na raiz das doenças, os nutricionistas fazem uma investigação detalhada. No primeiro encontro, Helinho e Solimar responderam a mais de 100 perguntas sobre hábitos, alimentos mais consumidos, sensações e comportamentos associados à comida. As informações foram processadas por um programa de computador desenhado para revelar os inimigos do metabolismo do paciente. Alguns também são submetidos a exames para identificar alérgenos e possíveis alterações genéticas.

A partir dessas informações, cria-se um novo cardápio. A atriz Mariska Nichalik, 26 anos, deu uma virada radical na alimentação. Ela tinha sintomas intensos de TPM com duração de pelo menos 20 dias e sentia-se deprimida. Também lutava com o peso. Após uma consulta com a nutricionista Patrícia, cortou laticínios, refrigerante diet, pão, leite e glúten e incorporou alimentos como a couve-flor e o óleo de linhaça. “Não tive mais sintomas e perdi mais de cinco quilos”, conta. Outro ponto que preocupa os nutricionistas é o consumo exagerado de alimentos industrializados. “O risco é a grande ingestão de componentes químicos estranhos ao organismo, o que pode desencadear alergias e, conseqüentemente, outras doenças”, explica Lucyanna.

ISTO É ON-LINE - 27/08/2007

ACELBRAs participam da
 III CONFERÊNCIA NACIONAL DE SEGURANÇA ALIMENTAR E NUTRICIONAL em Fortaleza
 

Entre os dias 03 e 06 de julho de 2007 foi realizada em Fortaleza a III Conferência Nacional de SAN, organizada pelo CONSEA e Governo Federal. As Acelbras estiveram presentes defendendo os direitos dos celíacos e de todos os portadores de necessidades alimentares especias ( diabéticos, hipertensos, fenilcetonúricos, alérgicos ). Durante a Conferência a Acelbra foi responsável pela organização de uma Oficina oferecida aos participantes ( Delegados e Observadores) onde pode apresentar a Doença Celíaca e as questões ligadas ao celíaco. A Nutricionista Margarida Silva ( Universidade Federal de Viçosa / Acelbra-MG ) foi a palestrante e os representantes das Acelbras contribuiram com a apresentação de esquetes teatrais para dinamizar a Oficina. No encerramento da Conferência a Acelbra apresentou uma MOÇÃO, encaminhada ao Ministério da Saúde:

"OS DELEGADOS DA III CNSAN SOLICITAM QUE O MINISTÉRIO DA SAÚDE, POR MEIO DA SECRETARIA DE ASSISTÊNCIA E ATENÇÃO À SAÚDE - SAS, CONCRETIZE O PROTOCOLO CLÍNICO E DIRETRIZES DA DOENÇA CELÍACA E IMPLEMENTE A CAPACITAÇÃO DOS PROFISSIONAIS QUE ATUAM NO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE - SUS, PRIORITARIAMENTE OS QUE ATUAM NA ATENÇÃO BÁSICA E PROGRAMA DA SAÚDE DA FAMÍLIA-PSF

Representantes das Acelbras e o Ministro Patrus Ananias

Mercado alimentício não atende celíacos

O interesse de Rose em desenvolver esse tipo de alimento surgiu de um problema enfrentado pela filha.      Foto: Juliana Gonçalves.

A necessidade de produtos especiais sem glúten torna os celíacos um público consumidor abandonado pelo mercado. Quando percebeu isso, baseada num problema da própria filha, Rose Abranches passou a desenvolver produtos a partir da banana verde, ou seja, sem glúten - a proteína que afeta a qualidade de vida dos celíacos. O organismo de quem tem esse problema produz anticorpos que combatem o glúten assim que toma contato com a proteína. Esses anticorpos atrofiam o intestino delgado, que perde a capacidade de absorver nutrientes.

JULIANA GONÇALVES

Ainda pouco conhecida, seus sintomas podem se confundir com outros distúrbios. Trata-se da doença celíaca - intolerância permanente ao glúten. A doença geralmente se manifesta na infância, entre o primeiro e o terceiro ano de vida. No entanto, pode surgir em qualquer idade, inclusive na adulta.

O organismo do celíaco produz anticorpos que combatem o glúten assim que toma contato com a proteína. Esses anticorpos atrofiam o intestino delgado, que perde a capacidade de absorver nutrientes. De acordo com a nutricionista Letícia Mantrim, a doença celíaca é uma deficiência permanente, que impede a absorção da proteína. "A ingestão de glúten provoca uma reação imunológica. É como se fosse um corpo estranho, que o organismo rejeita para se proteger", explicou Letícia.

A nutricionista explicou ainda que os sintomas e as reações do organismo dos celíacos variam muito. Em crianças os sintomas mais freqüentes são emagrecimento, anemia, diarréia crônica, vômito e distensão abdominal. Além disso, baixa estatura, osteoporose, prisão de ventre e irritabilidade podem ser indicativos da doença.

O glúten é uma proteína encontrada no trigo, na aveia, no centeio, na cevada e no malte. Assim, o único tratamento possível para a doença é a dieta isenta de qualquer alimento à base de algum desses ingredientes, ou seja, pães, bolos, massas, bolachas e bebidas (cerveja, whisky, vodka).

O paciente celíaco que ingere esses alimentos tem maior risco de desenvolver outras doenças, como problemas de tireóide, de fígado, nos rins, de pele e até câncer. Por isso, a doença pode até levar à morte. Qualquer quantidade de glúten pode ser prejudicial para o celíaco. Por isso existe até legislação para regulamentar o assunto. A lei federal 10.674, de 2003, obriga os fabricantes a identificarem nas embalagens a presença ou não de glúten nos alimentos industrializados. Conforme um estudo da Universidade de Brasília (UnB) existe um celíaco para cada 600 habitantes.
                                                   Vida de celíaco

O celíaco pode apresentar um conjunto de sintomas ou apenas um, o que às vezes atrasa e dificulta o diagnóstico da doença. Aline Gonçalves de Santa, por exemplo, só descobriu que era celíaca aos 13 anos de idade. O diagnóstico foi feito por causa da baixa estatura. Só depois de procurar o médico, preocupada com o fato de não estar crescendo, foi que Aline descobriu que era celíaca.

Diagnosticado o problema, Aline - hoje aos 17 anos - disse que cortou alimentos com glúten de sua alimentação e passou a substituir o trigo por outros ingredientes, como fubá, fécula de batata, farinha de arroz e amido de milho. No entanto, além do problema fisiológico, o celíaco enfrenta ainda outra dificuldade. "É muito difícil encontrar produtos sem glúten no mercado", contou Aline que elabora muitos dos produtos que consome.

Segundo informações da Associação dos Celíacos do Brasil (Acelbra), devido à falta de produtos industrializados especiais sem glúten no mercado brasileiro, a maior parte dos alimentos consumidos pelos celíacos é elaborada em casa, por eles mesmos. Foi aí que a microempresária Rose Mary Abranches encontrou uma brecha.

Inspirada num programa de televisão que ensinava como fazer salgadinho de banana, Rose passou a desenvolver novos produtos a partir da fruta. Além de pôr em prática a receita do salgadinho, ela desenvolveu misturas para bolos, tortas, nhoque, macarrão, almôndegas, empadas - tudo feito com banana verde, ou seja, sem glúten.

A última novidade é o granulado de banana para quibe, que inclusive já foi patenteado pela microempresária. Os produtos, além de saborosos, são nutritivos e saudáveis porque são elaborados com ingredientes naturais. Rose Mary Abranches demonstrou seus produtos na 47ª Exposição Agropecuária e Industrial de Londrina, realizada de 5 a 15 de abril.

O interesse de Rose em desenvolver esse tipo de alimento surgiu de um problema enfrentado pela filha. Depois de sofrer um aneurisma, seu organismo já não aceitava qualquer alimento. A aprovação foi tão grande que Rose decidiu comercializar seus produtos. Registrou-os, desenvolveu embalagens e passou a divulgar os produtos.

A maioria dos alimentos elaborados por ela surgiu a partir de pedidos de clientes com intolerância a algum tipo de alimento. Por isso, o empenho de Rose em criar novas alternativas é constante. A fim de ajudar as pessoas e diversificar seu negócio, ela faz experimentos frequentemente para chegar a novas receitas. Hoje ela já recebe encomendas de bolo, bem-casado, brigadeiro, beijinho, cajuzinho; e salgados, como coxinha, risóles, quibe e tortas. Tudo sem glúten. As últimas experiências têm sido na tentativa de produzir doce de leite de soja, agora para pessoas intolerantes à lactose.

www13.unopar.br/unopar/publicacao/manchete.action?m=355 - 24k -

ESTUDO E PESQUISA PARA  ESTABELECER  UMA DIETA DENTRO DE LIMITE SEGURO,  PARA PACIENTES DE DOENÇA CELÍACA

www.celiac.com 

 

Pesquisadores de doença celíaca na Itália e no Centro de Pesquisas em Baltimore, Maryland USA, conduziram uma apuração aleatória multicentrada, com uso de placebo sem conhecimento de médicos e pacientes, envolvendo 49 indivíduos adultos que tiveram biópsia comprovada da doença celíaca. Eles estavam fazendo a dieta sem glúten, contendo menos de 5 mg de gluten por dia, por no mínimo dois anos.

 

O objetivo desse  estudo era determinar se há um limite seguro para exposição diária e prolongada a uma pequena quantidade de gluten. Os ítens do estudo foram divididos em tres grupos, aos quais foram dadas cápsulas diárias contendo 0mg, 5mg e 50mg de gluten.  Foram feitos exames e biópsias antes e depois do desafio. Um paciente ao qual foi fornecido 10mg de gluten diariamente experimentou recaída clínica, mas ao final não havia sido  encontrada diferença significativa na contagem de IEL dos tres grupos, o que levou à conclusão de que " a ingestão de gluten contaminador pode ser mantido abaixo de 50 mg por dia no tratamento dos doentes celíacos".

 

Este estudo está em alinhamento com os anteriores, sobre ingestão limítrofe de gluten. Para  ajudar a colocar as quantidades de gluten usadas na pesquisa em perspectiva e demonstrar porque o nível standard do Codex Alimentarius é considerado seguro para os pacientes, o debate a seguir servirá para quantificar o montante de gluten existente em ( ou que compõe) 50mg.

 

A quantidade de glúten  no seu pão de trigo branco ( aproximadamente 30 gramas cada fatia) é por volta de 4.8 gramas ou 4.800 miligramas - normalmente 10% de seu peso. Se dividir 4.800 por 50 achará 96; então se uma fatia comum de pão branco for dividida em 96 pedaços se achará o que, mais ou menos, é considerado seguro para um doente celíaco consumir em um dia, de acordo com este estudo. Esta é uma fórmula que pode ser usada para determinar quantos miligramas de gluten há na sua  alimentação, baseando-se em quantas partes por milhão (ppm) de glúten existe no produto. A fórmula portanto é: ppm do produto vezes o número de gramas do alimento dividido por mil, que é igual ao número de miligramas. O CODEX ALIMENTARIUS especifica que os alimentos naturalmente livres de glúten contém menos de 20ppm, e os que são fabricados sem glúten com a qualidade Codex contém menos de 200ppm. Usando esta fórmula se pode calcular quantas fatias de pão um celíaco pode ingerir para consumir 50 mg de glúten.

 

 Este estudo e este artigo não são para estimular doentes celíacos a ingerir glúten. A realidade é que  a contaminação cruzada  de produtos supostamente sem glúten é muito comum, e muitos de nós que  fazemos  a dieta acabamos ingerindo, por desconhecimento, enormes quantidades diariamente. Estudos como este podem trazer perspectivas e mais consciência sobre alimento industrializado. 

 

Tradução: ANA MARIA ALEMIDA XAVIER

 

 

Nikkei também pode sofrer intolerância a glúten

Karen Fukushima
O pão sem glúten é produto mais procurado por doentes celíacos

Há poucos anos temos tido notícias de um mal ainda pouco conhecido, a doença celíaca – a intolerância ao glúten (proteína de cereais como o trigo, a cevada, o centeio e a aveia), da qual sofrem pessoas com predisposição genética, segundo a Associação de Celíacos do Rio de Janeiro (Acelbra-RJ). A entidade estima que, para cada celíaco diagnosticado, existem de  cinco a oito sem o diagnóstico, por isso, ainda não existem estimativas exatas no Brasil. Mas calcula-se que, para cada grupo de 200 pessoas, uma tenha a doença, que pode ser descoberta tanto nos primeiros anos de vida quanto na fase adulta.
Estas pessoas não podem comer nenhum alimento que tenha glúten, para evitar o risco de desenvolver outras doenças, como osteoporose e até câncer. A dieta isenta de glúten é o único tratamento.
A doença tem preocupado a comunidade nikkei. Moisés Hirata, dono de uma loja de produtos dietéticos no Mercado Municipal de Curitiba, acabou focando o seu negócio em alimentos sem glúten porque a Associação de Celíacos do Paraná pediu que fornecesse. “Por conhecer algumas pessoas da Associação, descobri que precisavam de espaço para vender esses produtos. Até então queriam que os supermercado fornecessem. As redes não se comprometeram. Aceitei, desde que  tivesse respaldo de compra e venda da Associação. Sigo à risca todas as dicas da assessoria e carrego a bandeira”, diz o lojista, que costuma freqüentar as reuniões da entidade.
Há estudos que apontam a incidência maior em mulheres e em parentes de primeiro grau de quem tem o problema. A engenheira eletricista Mari Watanabe descobriu que tinha dermatite herpetiforme - uma variedade da doença celíaca, que em vez de atacar o intestino ataca a pele – há cinco anos. A variedade é muito mais rara, atinge um em cada grupo de 100 mil e por isso ela levou mais tempo para aprender como se tratar. A engenheira  havia acabado de perder a mãe, Haruko Oda, seis meses antes de ter o diagnóstico da doença, e teve que mudar todo o seu estilo de vida em função do tratamento.
Desde 1994, Mari administrava a empresa de equipamentos mecânicos herdada do pai, Akio Oda, localizada no bairro da Vila Hauer, em Curitiba. Quando a mãe faleceu, ela ficou em estado de estresse e começou a ter alergias que resultavam em feridas que nunca cicatrizavam. Teve febre, anemia e emagreceu. Após uma biópsia, descobriu que tinha a doença celíaca. A engenheira terceirizou a empresa e passou a ter uma vida mais tranqüila, mudando para Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba.
“Como as vendas da empresa caíram  com a concorrência de importados, despedi funcionários, terceirizei os serviços e aluguei o barracão onde a empresa estava instalada”, conta.
Em Pinhais, além de aprender a fazer pães e massas sem usar farinha de trigo (substituindo por farinha de arroz, fécula de batata e polvilho de mandioca, entre outros), ela passou a fabricar componentes elétricos num ritmo mais vagaroso. E a dedicar-se a atividades pacíficas, como cultivar horta, fazer ilustrações botânicas (ela freqüenta um grupo de ilustradores no Jardim Botânico), além de participar de grupos e ir a congressos de celíacos para conhecer mais sobre a  doença.
Mari está sempre alerta para o perigo de se “contaminar”, isto é, ingerir alimento com glúten, que acaba desencadeando alergias que causam bolhas em sua pele. Por isso, cada vez que vai a um restaurante ou comer fora, ela tem que criar estratégias. “Ou  vou de barriga cheia pra não comer nada que faz mal ou até levo a base da massa quando sou convidada pra ir numa pizzaria com amigos”, diz,  bem-humorada.

Ficha médica
A doença celíaca é conhecida desde o Século 11, mas só em 1888 foi descrita em detalhes por um pesquisador inglês, que achou que as farinhas poderiam ser as causadoras da moléstia. Em 1953 a teoria da doença foi comprovada. O diagnóstico é feito através de biópsia da mucosa intestinal,
de endoscopia digestiva e/ou da resposta à dieta isenta de glúten.

Sintomas típicos
Adultos: diarréia crônica, perda de peso, anemia, distensão abdominal e fraqueza
Crianças: retardo no desenvolvimento, baixa estatura, perda de peso, vômitos, diarréia, dor abdominal recorrente, desnutrição 
Em ambos: anemia por deficiência de ferro, neuropatia periférica
Condições associadas : pode estar associada a outros males como câncer.
Tratamento: dieta estritamente sem glúten, por toda a vida. Com a dieta correta, há regressão completa da lesão intestinal e dos sintomas.

 
Fonte: Paraná Shimbun

22/12/2006 03:48

Secretaria Municipal de Saúde atende celíacos e fenilcetonúricos

Cascavel, PR - A Secretaria de Saúde da Cascavel (PR) através do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (Sisvan) realizou esta semana, no Centro Especializado de Atendimento à Criança (Ceacri) o repasse de 28 cestas – referentes aos meses de Dezembro e Janeiro – e brinquedos, para os 14 pacientes (10 celíacos e 4 fenilcetonúricos), que são atendidos no Programa de Apoio à Portadores de Intolerâncias Alimentares.

De acordo com a nutricionista, Márcia Dalla Costa, o trabalho é desenvolvido a alguns anos em parceria com o Governo do Estado. “Mensalmente o grupo reúne-se para trocar experiências, bem como receber cesta de alimentos específicos ao tratamento da doença”, explicou.
A fenilcetonúrica é uma doença congênita, que se não tratada corretamente causa deficiência mental. É uma das cinco doenças detectadas pelo Teste do Pezinho, que incide em média em um caso para cada 28 mil bebês nascidos.

Já a doença celíaca é uma intolerância permanente ao glúten presente no trigo, centeio, cevada e aveia. “Quando o celíaco ingere alimentos contendo glúten, este produz lesão no intestino que no decorrer dos anos pode causar câncer. Os sintomas cessam com a retirada do glúten da dieta”, afirma a nutricionista.

Os sinais da doença celíaca referem-se à perda de peso, parada do crescimento, diarréia crônica, distensão e dor abdominal, irritabilidade, vômitos, entre outros. A recomendação da nutricionista Márcia é de que os pais fiquem atentos a estes sinais e procurem a Unidade Básica de Saúde mais próxima para obterem um diagnóstico preciso. “Hoje temos 10 pacientes carentes atendidos, mas é importante que os profissionais da área da saúde fiquem atentos aos sintomas já que estes podem ser facilmente confundidos”, alerta a nutricionista.

Objetivo - A distribuição de brinquedos no Natal teve como meta principal atrair a presença das crianças e assim poder fazer a vigilância nutricional. Durante a entrega foram pesadas e medidas, tendo as informações registradas no Sisvan para o acompanhamento crescimento e desenvolvimento. O trabalho conta ainda com uma parceria com o curso de nutrição da Faculdade Assis Gurgacz (FAG).

XI Congresso Brasileiro da Mandioca: pesquisadores apresentam pré-mix para pão sem glúten, à base de derivados da mandioca.

 

 

 

Pão de queijo Mineiro e

Broinha de Fubá Duduxo!!!

 
 

 

 

 

 

 

 

 

Última atualização: 22 agosto, 2010 .